Opiniões

Eduardo Paes: Campos, Wladimir, RJ, Bolsonaro e Lula

 

“Em hipótese nenhuma” o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), será candidato a govenador do Estado do Rio em 2022. Foi o que ele garantiu na manhã de ontem em entrevista ao programa Folha no Ar, na Folha FM 98,3. Onde disse que seu pré-candidato ao Palácio Guanabara é o presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz (PSD), mas elogiou o governador Cláudio Castro (PL). Indagado se uma eventual eleição deste não seria sua melhor opção, já que o vice-governador eleito em 2018, se eleito governador em 2022, não poderia se candidatar à reeleição em 2026, Paes respondeu: “se em algum momento eu for discutir esse apoio (a Castro em 2022), esse seria o último argumento (espaço aberto em 2026) que me levaria a apoiá-lo”. O prefeito do Rio ressaltou a importância de Campos no Norte e Noroeste Fluminense. E elogiou o prefeito Wladimir Garotinho, do seu partido, com quem se encontrou por acaso na quinta: “ao contrário do pai, que é um político de mais conflitos, me parece um quadro político muito preparado, articulado”. Nacionalmente, considerou a situação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como “muito crítica”. E negou que seu almoço recente com o ex-presidente Lula (PT) tenha sido sinal de apoio à eleição presidencial de 2022.

 

Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (Foto: Divulgação)

 

Quadro encontrado na Prefeitura do Rio — Acho que é importante a gente dizer, para não ficar só no jogo de culpa de gestor A ou B, nosso adversário político (Marcelo Crivella, Republicanos, ex-prefeito do Rio derrotado por Paes no segundo turno de 2020): o Brasil vem vivendo uma crise ética, política e econômica desde 2014. Esse é um fato bastante relevante, senti isso com muita força já no meu segundo mandato de prefeito. Então, é óbvio que o país que passa por uma crise há quase sete anos, você tem uma dificuldade muito grande, uma degradação social, o aumento da pobreza, a miséria, queda de arrecadação. Isso tudo gera um ambiente muito ruim. E é neste ambiente, justamente, que os gestores são mais exigidos. É neste momento que a gente precisa de gestores com mais experiência, com mais competência. O Rio, em 2016, resolveu eleger o Crivella prefeito, que se revelou um péssimo gestor; repito, enfrentando uma situação difícil. Nunca disse que a situação era simples, pelo contrário. Mas, ele não soube lidar com a crise, ao contrário, agravou ainda mais aquilo que já era difícil. Então, para onde quer que você olhe, seja do ponto de vista da zeladoria da cidade, passando pela prestação de serviços de Saúde, de Educação, de Transporte, tudo isso se degradou muito. Então, o desafio é grande. Acho que a melhor definição, o esboço inicial, é ajeitar as finanças e botar a cidade para funcionar de novo. Aí, sim, você voltar a recuperar a capacidade de investir e fazer.

“Em hipótese nenhuma” — Não vou disputar a eleição (a governador). Eu fui eleito para ficar aqui (como prefeito) por quatro anos. O grau de degradação da cidade (do Rio) é muito grande. Se tivesse uma mensagem clara minha, durante o processo eleitoral, até sob o ponto de vista de a população poder identificar com mais tranquilidade o vice-prefeito (Nilton Caldeira, PL), isso poderia até ser uma possibilidade. Eu não nego o meu desejo de um dia poder governar o Estado do Rio de Janeiro, um estado com tanto potencial, tanta capacidade e tanta força, e que, infelizmente, vem passando pelos problemas que passa. Mas, isso não vai acontecer em 2022, em hipótese nenhuma.

Felipe Santa Cruz e Cláudio Castro — Eu tenho uma pré-candidatura colocada, que é a do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz (PSD). É um quadro muito qualificado, muito preparado e que tem, na minha opinião, capacidade de enfrentar alguns temas que o nosso estado enfrenta, entre eles o da Segurança Pública, que deixou de ser uma questão restrita à capital ou à Região Metropolitana do Rio de Janeiro; passou a ser uma questão de todo o estado. Então, ele tem essa enorme capacidade, uma enorme capacidade de articulação a nível nacional que pode ajudar muito ao nosso estado. Mas falta muito tempo para a eleição. Eu tenho aqui que fazer o registro sobre a maneira habilidosa, correta, com que o governador Cláudio Castro (PL) tem conduzido a administração do estado. Ele pegou o estado numa situação muito inusitada, ainda como uma pessoa desconhecida até do meio político, e tem demonstrado muita habilidade, tem sido muito correto no trato com os prefeitos, inclusive com o prefeito da capital. Então, esse processo é mais para frente. O que eu desejo é que a gente possa fazer esse ponto de virada no estado do Rio de Janeiro. O que a gente tem visto, infelizmente, é que o estado tem se degradado muito, perdido importância econômica, perdido protagonismo, e isso é inaceitável. Nós estamos trabalhando junto com o governador Cláudio Castro para conseguir avançar. Agora, a pré-candidatura colocada por mim e pelo meu partido é a do Felipe Santa Cruz.

Lula, Bolsonaro e terceira via — Eu acho que é muito cedo ainda. Hoje, parece haver uma polarização entre o ex-presidente Lula (PT) e o presidente Bolsonaro (sem partido). A gente vê, agora, uma queda bastante forte da popularidade e da credibilidade do presidente Bolsonaro. A gente percebe também uma rejeição muito grande desses dois personagens. Há um desejo, no mundo da política e em vários atores sociais, de que surja o que eles chamam de terceira via, sei lá o que isso quer dizer, mas uma alternativa a esses dois nomes. E nós estamos a um ano da eleição. O processo eleitoral ainda é tema de políticos, da imprensa, pois estamos aqui debatendo, e de determinados setores. A população ainda não se ligou para isso, ela está preocupada com o altíssimo desemprego que está enfrentando, com o preço do quilo do arroz, com passagem do ônibus que já é alta e com o ônibus que falta, porque o setor está completamente destroçado. Então, essas são as preocupações da população. Eu acho que o candidato a presidente que tiver mais capacidade de apresentar isso é que vai ser o escolhido.

Reflexo no RJ — Voltando ao estado do Rio, eu acho que isso (a eleição presidencial) vai ter muita influência na eleição estadual. Será mesmo que o presidente Bolsonaro apoiará o governador Cláudio Castro? Será mesmo que o governador Cláudio Castro vai querer o apoio do presidente Bolsonaro? Será mesmo que o presidente Lula levará a sua candidatura até o fim? Será mesmo que vai haver essa disputa entre essas duas forças? Isso é um processo que a gente tem que observar. Ainda falta muito tempo, as forças políticas estão se movimentando. Eu acho que é muito bom para o Brasil que a gente tenha várias candidaturas, e é muito bom para o estado do Rio de Janeiro também que a gente tenha várias candidaturas. Qualquer eleição em que você fique limitado a poucos candidatos, é muito ruim. Eu disputei a eleição de 2018 (a governador), a população tinha uma quantidade grande de alternativas. Na eleição de 2020 (a prefeito), de novo a população tinha uma quantidade grande de alternativas. Em uma eu perdi, na outra eu ganhei. Então, eu acho que é importante que surjam novas candidaturas, que surjam ideias diferentes para o estado. Por isso, a eleição em dois turnos ajuda. Você vai, no segundo turno fazer a composição política.

Fernando Gabeira compara Bolsonaro/2022 a Crivella/2020 — Eu nem vi esse comentário do Gabeira, mas ele é um personagem que eu sempre observo com muita atenção, que tem uma visão perspicaz sempre da política, porque é jornalista, está na estrada há muito tempo e já esteve lá dentro, como deputado e como candidato de várias eleições majoritárias. E eu acho que, sim, a situação do presidente Bolsonaro é muito crítica. A capacidade dele de dialogar com diferentes setores da sociedade… aliás, de dialogar.  A incapacidade dele de dialogar é uma característica muito forte. Isso, obviamente, limita as possibilidades de ele ampliar. Eu entendo, às vezes, que fica ali um jogo meio de dois personagens se retroalimentando; dois personagens que têm uma rejeição muito alta, o presidente Lula e o presidente Bolsonaro, hoje o presidente Bolsonaro muito maior. Acaba que o Bolsonaro joga muito mais com a história de “vocês querem que eles voltem?”. Ele já ganhou a eleição (de 2018) assim. Eu não acho a situação dele simples, não. Acho a situação dele muito complicada, até porque o Brasil não vai bem. Tirando a pandemia, essa tragédia que nós vemos acontecendo, no Brasil você tem uma economia muito degradada, tem muita gente desempregada, com nenhuma perspectiva de crescimento econômico. É uma inflação alta, é o PIB sem crescer, enfim, as estruturas mais fundamentais do Estado brasileiro, no sentido de chegar à população, não funcionam. Hoje, você pega o sistema de assistência social, pode perguntar isso aos prefeitos do Norte e Noroeste Fluminense, você não tem mais os repasses regulares do Sistema Único de Assistência Social (Suas), que é fundamental para tratar da população mais vulnerável. Então, me parece um governo (Bolsonaro) muito frágil politicamente, muito frágil do ponto de vista gerencial, e que enfrenta uma situação econômica trágica. Não sei que milagre eles podem fazer. Mas, no final, fica um pouco aquela velha frase: a grande questão é comida na mesa, é o emprego da população. E, óbvio, isso agravado por essa tragédia da pandemia, na minha opinião, muito mal conduzida, muito mal gerenciada. Ninguém aqui é culpado pela pandemia, ninguém é culpado pela doença, nem o presidente nem ninguém aqui do Brasil. Mas, quando se depara com o cenário adverso, você gerencia bem a crise ou gerencia mal. E a crise foi mal gerenciada no Brasil.

Campos dos Goytacazes — Primeiro, eu acho que o Rio tem ou teria que ter duas capitais: a cidade do Rio/Niterói, que é o centro da metrópole, e acho que Campos devia ser a segunda capital do estado. Enfim, óbvio que isso não é possível do ponto de vista administrativo, mas, na prática, e essa era uma proposta minha quando fui candidato a governador (em 2018). Na prática, o grande centro de referência da parte Norte do estado é a cidade de Campos. Portanto, merecia algum protagonismo maior por parte do Governo do Estado na discussão dos órgãos administrativos, no momento de tomada de decisão, na própria presença das autoridades públicas e políticas. Portanto, essas duas cidades (Rio e Campos). E incluo aqui Rio/Niterói, porque, tirando a poça (Baía de Guanabara) que tem entre nós (risos), são duas cidades muito próximas. Rio e Niterói têm esse protagonismo natural, mas era importante que Campos pudesse cumprir com esse papel para todo Norte e Noroeste. A minha percepção sempre foi de muita distância entre o centro de tomada de decisões e uma parte enorme do estado, sei lá, de mais de 1/3 do território, vamos chamar de 2/5 do estado, que acabam muito relegados a um processo de decisão geograficamente muito distante.

Governo Wladimir — Eu estive ontem (quinta, dia 8), por acaso, com o prefeito Wladimir Garotinho (PSD). Tivemos uma conversa. Eu ingressei nas fileiras do PSD, partido do prefeito Wladimir Garotinho. Apesar de conhecê-lo muito pouco, me parece um quadro político muito habilidoso, muito preparado. Até brinquei com ele ontem: ao contrário do pai (o ex-governador Anthony Garotinho, sem partido), que é um político de mais conflitos, de mais embates, de mais brigas, ele (Wladimir) me parece um quadro político muito preparado, articulado, que está aí enfrentando a situação com muita dificuldade. A situação de todos os municípios, de todos os gestores públicos municipais, não é uma situação simples.

Castro é melhor por que, se eleito governador em 2022, não poderá se reeleger em 2026? — Só quem pensa política de forma pequena imagina isso. A pior coisa na política é quando um ator político se coloca no lugar do outro com a sua própria cabeça. Quando você se coloca no lugar do outro, tem que tentar se aproximar do que pensa o outro. A última coisa que eu penso é em 2026, sinceramente. Se eu penso em alguma coisa hoje mais distante, é em 2024, na possibilidade da minha reeleição aqui como prefeito. É fundamental para a vida do prefeito, tanto para a vida do prefeito aqui do Rio quanto para a vida do prefeito Wladimir, aí em Campos: nós precisamos de um bom governador, que tenha capacidade, que realize, entregue. Um bom governador facilita muito a vida, a popularidade e a reeleição de um prefeito. O que eu desejo é que o estado do Rio de Janeiro invista em infraestrutura, retome o seu protagonismo econômico. O que eu desejo é que a minha cidade deixe de ser tomada parte do território por milicianos e a outra parte por traficantes; isso acontece na Baixada, em São Gonçalo, na Região dos Lagos. Hoje, em cidades pequenas do Sul Fluminense, há presença de fuzis nas ruas. Essa deve ser a discussão que vai nos pautar para 2022. Agora, dizer que vou apoiar o sujeito porque não vai ser candidato à reeleição. Enfim, fiz meus elogios ao governador Cláudio Castro, mas, se em algum momento eu for discutir esse apoio, esse seria o último argumento que me levaria a apoiá-lo.

Porto do Açu — Eu vou um pouco naquela lógica do que eu tinha dito quando falei das duas capitais. Você tem um investimento do tamanho do Porto do Açu aí (em São João da Barra): ele tem que ser catalisador e tem que propagar para todas as regiões do Norte e Noroeste. Uma pena, por exemplo, que Campos não tenha conseguido ter um protagonismo maior na instalação da indústria petrolífera, do óleo e gás, na cidade de Campos. Seria o mais óbvio, o mais lógico, pela própria infraestrutura, pela própria dimensão de Campos. Mas, se você consegue consolidar esse ramo de desenvolvimento a partir de Campos, isso vai irradiar e trazer riquezas para todas as cidades do Norte e Noroeste Fluminense. Hoje, eu vejo o Porto do Açu como a grande aposta, a grande possibilidade. É uma oportunidade que Campos não pode perder. Aliás, ontem eu conversava isso com o prefeito Wladimir, no encontro que tive com ele, e ele chamava a atenção para isso: como, de certa maneira, equívocos cometidos pelo pensamento campista fizeram com que a Petrobras acabasse em Macaé. Isso não pode acontecer com o Porto do Açu. É uma possibilidade enorme, e a cidade que pode ter protagonismo nisso é Campos, por uma série de fatores, pela qualidade de vida que oferece, pela quantidade de serviços que oferece, pelo capital humano de que dispõe. Isso irradia para as outras cidades, como, de certa maneira, as qualidades do Rio de Janeiro conseguem ser irradiadas para as demais cidades da metrópole.

Almoço com Lula — Eu o recebi para um almoço no Palácio da Cidade, há cerca de três semanas atrás. Nos meus outros mandatos, passei por três presidentes da República: o Lula, a Dilma (Rousseff, PT) e o Michel Temer (MDB). Passei por três governadores de estado: Sérgio Cabral (MDB), Pezão (MDB) e o (Francisco) Dornelles (PP), que ficou um período como governador. Sempre tive com todos eles uma relação institucional, de parceria, trabalhando em conjunto. É a maneira como vamos trabalhar. Eu acho que, quando você está numa função administrativa, quando você assume um cargo de prefeito, governador ou presidente, tem que ser institucional. Não dá para ficar travando batalha eleitoral ou política o tempo todo, conflitando, querendo usar a cadeira de prefeito numa luta política que não tem a ver com os interesses da cidade que você representa. Busco fazer assim com o governador Cláudio Castro, de maneira muito bem-sucedida. Converso muito com ele, temos trabalhado em parceria aqui.

Visão de Bolsonaro – O presidente Bolsonaro, dos que eu convivi, é o presidente mais distante. Não é uma pessoa que tenha uma visão federativa, vamos chamar assim, tão clara quanto vi no presidente Lula, na presidente Dilma e no presidente Michel Temer. Mas, tenho dialogado com diferentes setores e áreas do Governo Federal de maneira positiva. E, de novo: o presidente Lula é uma pessoa que eu não diria ser um amigo. Tive uma relação muito boa, respeito politicamente, reconheço os serviços que ele prestou ao Brasil. Quando veio ao Rio de Janeiro, tive o prazer de recebê-lo para um almoço no Palácio da Cidade, reencontrá-lo, não o via há muitos anos. Foi um prazer muito grande recebê-lo aqui no Rio.

Pauta com Lula — Falamos de tudo. Óbvio que o presidente Lula é um político com muita história, com muita experiência, muita capacidade de diálogo. Me pareceu muito firme no desejo de se candidatar, muito indignado com o que se passa no Brasil se hoje. O presidente Lula, na prática e nas suas ações, sempre demonstrou uma preocupação com as pessoas mais pobres, com aqueles que precisam mais do Estado, de serviço público. Enfim, foi uma conversa de política, sobre o Brasil, sobre o Rio, sobre os acontecimentos dos últimos anos. Tive uma conversa muito sem pauta, muito agradável. Foi, de fato, um prazer reencontrar o presidente Lula.

Acordo? — O presidente Lula é um político muito experiente, eu sou um político experiente, e ambos sabemos que há uma distância muito grande entre o dia de hoje e a tomada de decisão. Mas, é óbvio que as conversas ajudam a construir, a trocar ideia, opiniões, a ajustar, enfim. Isso tudo faz parte do processo da política. Então, eu acho que foi isso. Nós não nos sentamos para fazer um acordo político. As pessoas acabam interpretando: “Ah, o Eduardo Paes vai apoiar o Lula porque recebeu o Lula para almoçar”. Não. Eu recebi o Lula para almoçar e, no mesmo dia, o presidente do meu partido, Gilberto Kassab, trouxe o pré-candidato a presidente Rodrigo Pacheco (DEM), para jantar. Então, eu almocei com o Lula e jantei com o presidente do Senado. As pessoas têm que conversar, têm que dialogar. Eu não tenho o menor problema de conversar com adversário, porque isso faz parte do processo político, esse é o papel que nós, políticos, temos que cumprir. As pessoas até reconhecem em mim qualidades de bom gestor, mas governante não é CEO de empresa. Governante tem que ter capacidade de articulação política, de montar time, de fazer boa gestão, sim, mas principalmente de ter compreensão do quadro como um todo. A tragédia brasileira está muito nessa negação da política que nós vivemos nos últimos anos. Inclusive, faço uma crítica. Fui contra o impeachment da presidente Dilma, acho que foi um arrepio institucional absurdo. Sob ponto de vista político, um equívoco. Mas era uma pessoa com enorme incapacidade também de diálogo político. Incapacidade de olhar para o diferente, para dialogar com aquele que pensava diferente. A política exige isso da gente. Até porque, senão, vai para a ditadura. Se só eu tenho razão, por que eu vou querer ouvir opinião contrária? É importante ouvir. No final, você pode manter sua opinião, mas é importante ouvir a opinião contrária.

 

Confira abaixo, em vídeo, a entrevista do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, ao Folha no Ar de sexta (9):

 

 

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Este post tem 4 comentários

  1. A REALIDADE DE ALGUNS POLÍTICOS É QUANTO MAIS POBREZA HOUVER SERÁ MELHOR NO ENTENDER MEIO POLÍTICO ISSO PORQUÊ? QUANTO MENOS INFORMADO NO CONVÍVIO POPULAÇÃO MELHOR FICAREM APRISIONADOS “ESMOLAS”
    CASAS POPULARES;CHEQUE CIDADÃO;BOLSA FAMÍLIA ETC… ISSO QUE MUITOS USAM EM SEUS PALANQUES COM MENTES ARQUITETADAS INTENCIONAL AO OBJETIVO MAIOR Á POBREZA. PORQUÊ NÃO DÃO ENSINO PROFISSIONALIZANTE COM PARCERIA (SEBRAE;SEST/SENAT;SENAI;SENAC;IFF) MOTIVO ESTE NÃO QUERER AUMENTO PESSOAS INTELECTUAIS SENDO ASSIM ATRAPALHARIA SEU FOCO MAIOR Á AMBIÇÃO!!! $$$$$$$$$$$ MIL;MILHARES E MILHÕES REAIS !!!!!

  2. Eduardo Paes é aquele de conversinha com Luladrão, sobre Maricá.? Dar espaço á uma (trecho excluído pela moderação) dessa. Essa Política do RJ, é brincadeira.

  3. Uma entrevista de alto nivel pela equipe de jornalismo da folha da manhã, que merece credibilidade parabéns.

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