Opiniões

Coronavac 3x mais cara, mentira de Pazuello e “honestidade” do governo Bolsonaro

 

 

Em outubro de 2020, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) desautorizou (confira aqui) o então ministro da Saúde Eduardo Pazuello a comprar a vacina Coronavac do Butantan. Tudo por vaidade política contra o esforço do governo paulista João Doria (PSDB) pelo obtenção do imunizante. Isto, mais o fato do ministério da Saúde sob Pazuello ter ignorado solemente mais de 80 e-mails da Pfizer, atrasou o início da vacinação no país, que poderia ter começado desde dezembro. E condenou à morte dezenas de milhares de brasileiros.

À época, o general da ativa do Exército Brasileiro reagiu, diante da ordem de Bolsonaro de não comprar as vacinas Coronavac do Butantan: “Senhores, é simples assim: Um manda e o outro obedece”.

 

 

Já em 16 de julho deste ano, ao depor na CPI da Saúde, o ex-ministro da Saúde Pazuello disse: “Sou (era) o dirigente máximo, eu sou o decisor, eu não posso negociar com a empresa. Quem negocia com a empresa é o nível administrativo, não o ministro. Se o ministro… Jamais deve receber uma empresa, o senhor deveria saber disso“. Respondeu à pergunta do relator, senador Renan Calheiros (MDB/AL).

Agora, o jornal Folha de São Paulo revela (confira aqui) que Pazuello negociou pessoalmente, em 11 de março, a compra de Coronavac com atravessadores. Por R$ R$ 154,99 a dose. A mesma vacina que era vendida pelo Butantan a R$ 58,20 a dose, quase 1/3 do preço.

Nessa reunião de março, fora da agenda, mas gravada em vídeo, o general disse: “Nós estamos aqui reunidos no ministério da Saúde, recebendo uma comitiva (…) que veio tratar da possibilidade de nós comprarmos 30 milhões de doses numa compra direta com o governo chinês (…) Mas saímos daqui hoje já com memorando de entendimento assinado e com o compromisso do ministério de celebrar no mais curto prazo um contrato”.

Na acareação entre Pazuello e Pazuello feita pelo site Metrópoles, assista aos dois vídeos abaixo, o de 16 de julho e o de 11 de março. Que provam que o general cometeu crime ao mentir descaradamente à CPI do Senado Federal:

 

 

Se você ainda acredita na honestidade, na competência e na responsabilidade do governo Bolsonaro com a vida dos 160 milhões de brasileiros, 78 milhões deles ainda sem uma dose de vacina no braço, sua demanda de imunizante não é contra a Covid. É contra a febre aftosa!

 

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