Opiniões

Código Tributário, PDT no NF e voto impresso vira fumaça

 

Câmara Municipal de Campos (Foto: Genilson Pessanha/Folha da Manhã)

 

Código Tributário hoje

Ao que tudo indica, a novela do novo Código Tributário de Campos chega hoje ao fim na Câmara Municipal. Após reunião ontem (10), com o prefeito Wladimir Garotinho (PSD), o vereador Thiago Rangel (Pros) deve fechar o mínimo de 13 votos à aprovação. Tudo começou em 25 de maio, provocando um racha na base governista. Que engordou a bancada de oposição e criou um bloco independente, com Fred Machado (Cidadania), Raphael Thuin (PTB) e Bruno Vianna (PSL). Juntos, são 11 votos contrários ao novo Código. A sessão será híbrida, com presença física ou virtual, por conta da infecção de Edson Batista (Pros) por Covid-19.

 

Fiéis da balança

Último vereador a fechar posição, Thiago o fez após conseguir indicar pessoas suas à Empresa Municipal de Habitação (Emhab) em 15 de junho. E, na reunião de ontem, teria conseguido concessões do prefeito no Código, referentes à alteração da Ufica para troca de titularidade de taxistas e na taxa de localização para coleta de lixo. Outro voto importante que o governo conseguiu recentemente foi do vereador Marcione da Farmácia (DEM). Ele esteve ausente da votação de 25 de maio, em que a Câmara aprovou 12 de 13 projetos do Executivo, incluindo três com cortes ao servidor. Ficou faltando o Código. Que deve ser aprovado hoje.

 

Refis e o comércio

Além do Código Tributário, também deve ser aprovado hoje o Refis de 2011. Que será uma conquista do setor produtivo da cidade, cuja força política renasceu ao impor o fim do segundo lockdown do governo Wladimir, entre março e abril, para enfrentar a segunda onda da Covid. E foi reforçada no enfrentamento ao Código Tributário. Várias reuniões foram feitas, entre o prefeito, o presidente da Câmara, vereador Fábio Ribeiro (PSD), e representantes do comércio, em busca de um acordo. Como ele não chegou, o Código deve passar sem nenhuma concessão ao setor. A não ser os das emendas dos edis que forem aprovadas.

 

Eco de Gil Vianna

Um dos vereadores que votou a favor os projetos de Wladimir, mas firmou posição contra o Código, foi Bruno Vianna. Ele participa da sessão de hoje, mas se ausentou da de ontem. E o motivo foi justo. Junto com a mãe, Andrea Vianna, foi ontem ao Rio para a inauguração do novo prédio da Alerj, o edifício Lúcio Costa, apelidado de Alerjão. Os deputados campistas Gil Vianna, pai de Bruno e marido de Andrea, e João Peixoto, que morreram vítimas da Covid, foram homenageados com placa na nova sede. Os dois integraram a Legislatura que idealizou o projeto. O de Bruno é seguir os passos do pai e chegar à Alerj, para ficar, no pleito de 2022.

 

Ex-candidato a prefeito de SJB, o empresário Márcio Nogueira entre Carlos Lupi e Caio Vianna (Foto: Divulgação)

 

PDT RJ/SJB

Após se lançar pré-candidato a deputado federal em 2022, lançando o ex-prefeito niteroiense Rodrigo Neves (PDT) pré-candidato a governador em Campos, no último dia 16, Caio Vianna (PDT) tem se dividido entre a secretaria de Ciência e Tecnologia de Niterói e a tarefa de expandir sua legenda pelo Norte Fluminense. No início da noite de ontem, no Rio, na Fundação Alberto Pasqualini, Caio filiou o empresário Márcio Nogueira ao PDT, radicado em São João da Barra. E contou com a presença do presidente nacional do partido, o ex-ministro Carlos Lupi.

 

Pré à Alerj

Campista que fez sua vida empresarial no balneário sanjoanense de Atafona, Márcio Nogueira concorreu a prefeito do município em 2020, pelo Podemos. Chegou em 2º lugar, com 17% dos votos, no pleito vencido pela prefeita Carla Machado (PP), nas favas mais contadas das últimas eleições municipais na região. Diante disso, Márcio fez um bom papel, que o credencia a ser pré-candidato a deputado estadual pelo PDT. Ele ocupará a vice-presidência da executiva do partido em SJB. Que tem como presidente a assistente social Denise Esteves, ex-secretária municipal de Assistência Social de Carla e de Saúde do governo Neco (MDB).

 

Charge de Patrick Chappatte, publicada em 01/11/2018, no New York Times

 

Patético

Acuado por seu derretimento nas pesquisas para 2022, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deu ontem outro tiro no pé. Ao desfilar tanques da Marinha, na Esplanada dos Ministérios, no mesmo dia da sua derrota marcada na PEC do voto impresso na Câmara Federal, foi uma tentativa patética de dar uma prova de força. A que só recorrem presidentes fracos. Bolsonaro não foi prestigiado por nenhuma autoridade civil e teve pouquíssima adesão de público. Com tanques velhos e queimando óleo, lembrando os fumacês contra a dengue, expôs as Forças Armadas do Brasil ao ridículo. E bombardeou memes nas redes sociais.

 

 

 

Derrota

Como a coluna antecipou no sábado (07), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso não passou. Foi uma derrota para o presidente, que vem insistindo na tese desde que começou a desidratar nas pesquisas. Para aprovação ontem, na Câmara, eram necessários 308 votos a favor. O placar terminou com 229 favoráveis e 218 contra — um parlamentar se absteve e 64 não compareceram. Presidente da Casa, Arthur Lira (PP/AL) bancou a votação no plenário, após a derrota na CCJ. Foi um “afago” do Centrão a Bolsonaro, que, segundo Lira, respeitará a decisão.

 

Com o jornalista Arnaldo Neto

 

Publicado hoje na Folha da Manhã

 

fb-share-icon0
20
Pin Share20

Deixe uma resposta

Fechar Menu