Campos e Macaé pela primeira vez com voos à Europa

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Campos e Macaé entraram de vez no mapa da União Europeia. Desde o dia 1º de setembro, a Azul iniciou a venda de passagens dos aeroportos de Campos e Macaé ao aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. A conexão aérea dos dois municípios da região da Bacia de Campos com a capital de Portugal se dá pelos aeroportos Santos Dumont, no Rio de Janeiro; Viracopos, em Campinas. No último dia 20, este blog noticiou a retomada dos voos da Azul de Campos, Macaé e Cabo Frio a Fort Laurderdale, na Flórida, costa sudeste dos EUA.

Diferente da retomada de voos dos municípios da Bacia de Campos aos EUA, não há até o momento venda de passagens para a Europa saindo de Cabo Frio. Com o início das vendas pelo aplicativo da Azul de passagens saindo de Campos e Macaé com destino final a Lisboa, é a primeira vez que a região se conectará diretamente, por via aérea comercial e regular, com a Europa. O primeiro voo está sendo vendido para 28 de fevereiro de 2022.

Para Lisboa, os voos têm duração de 16h45min, saindo do Bartolomeu Lisandro, em Campos; e de 18 horas, para quem sair do aeroporto Joaquim de Azevedo Mancebo, em Macaé. A passagem em classe econômica Campos/Lisboa está sendo vendida a R$ 2.802,57 (ou 441,34 Euros). A mesma passagem Macaé/Lisboa com uma escala (Bartolomeu Lisandro) e duas conexões (Santos Dumont e Viracopos) está saindo a R$ 5.741,98 (ou 904,24 euros) para a data de 28 de fevereiro de 2021. É permitida a cada passageiro uma bagagem de mão de até 10 kg e uma despachada, até 23 kg.

William Passos, geógrafo e consultor especializado em estatística e desenvolvimento regional

É mais uma evidência de que a região da Bacia de Campos está passando por um processo de metropolização. É uma prova também da importância econômica dessa mesma região, que começa a retomar suas atividades, parcialmente interrompidas durante a pandemia, ampliando agora suas conexões até a Europa. Há algo de novo no ar, é uma transformação profunda e que veio para ficar: a metropolização do nosso interior — analisou o geógrafo William Passos, consultor especializado em estatística e desenvolvimento regional, que tem se dedicado ao estudo da Bacia de Campos para sua tese de doutorado no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ippur/UFRJ).

 

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