Rais: Campos perdeu 1.517 empregos formais em 2020

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

A divulgação dos resultados consolidados do mercado de trabalho de 2020, pelo ministério do Trabalho e Previdência, por meio da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), aponta que, no difícil ano da pandemia da Covid-19, com fechamento temporário de atividades econômicas e severas restrições à circulação social, Campos perdeu 1.517 empregos formais, tanto no setor público quanto na iniciativa privada. Com isso, o mercado de trabalho formal do município reduziu-se de 85.614 trabalhadores, em 31 de dezembro de 2019, para 84.097, em 31 e dezembro de 2020.

Na iniciativa privada, o município detinha 68.822 empregos com carteira assinada no final de 2019, passando para 68.322 no encerramento de 2020, uma perda de apenas 500 contratos de trabalho. A livre iniciativa, entretanto, mostrou-se mais resiliente que o setor público, no que diz respeito à manutenção do emprego. Entre os estatutários, o estoque de empregos no município diminuiu de 16.792 para 15.775 vínculos, uma perda de 1.071 contratos. É muito importante destacar que os números consideram apenas os empregos gerados no município de Campos e que nem todas as vagas geradas em Campos são ocupadas por campistas, já que há campistas que trabalham em outros municípios e residentes de outros municípios que trabalham em Campos.

Numa comparação de tempo mais longitudinal, contudo, os resultados são piores: Campos perdeu 14.683 empregos formais entre 2015 e 2020, saindo de 98.780 contratos para 84.097, considerando os setores público e privado. Neste caso, as maiores perdas foram registradas entre contratos com carteira assinada: foram 12.000 empregos perdidos, contra somente 2.763 vínculos estatutários. O número de empresas gerando empregos formais também diminuiu. Campos possuía, em 2015, 14.864 estabelecimentos empresariais, com 8.985 firmas assinando carteira. Em 2020, o município encerrou o ano com 14.025 empresas abertas, das quais apenas 7.982 gerando empregos.

No que diz respeito à distribuição setorial, os resultados demonstram que, mesmo considerando apenas o setor privado, Campos apresenta uma economia baseada em serviços. O ano de 2020 encerrou com o setor gerando 49.295 empregos, dos quais 33.520 na iniciativa privada e 15.775 na administração pública. O comércio, por sua vez, encerrou 2020 com 22.971 contratos formais. Na sequência, a indústria, gerou 6.985; a construção civil, 3.035,  e a agropecuária, 1.811 vagas com assinatura em carteira.

Quanto ao perfil demográfico do emprego formal campista, a maioria dos postos de trabalho gerados em 2020 foram ocupados por homens (53,01%, ou 44.583 vagas) brancos (49,34%, ou 41.497 vagas), de 30 a 39 anos (29,39%, ou 24.712 vagas) e com ensino médio completo (51,53%, ou 43.333 vagas).

William Passos, geógrafo e consultor em estatística e desenvolvimento regional

Os resultados foram divulgados na última terça (30) pelo ministério do Trabalho e Previdência. A tabulação e análise em primeira mão para o Grupo Folha foi realizada pelo geógrafo e consultor em estatística e desenvolvimento regional William Passos, que também integra a Rede Observatórios do Trabalho, do Observatório Nacional do Mercado de Trabalho do Ministério do Trabalho e Previdência, em conjunto com o corpo técnico do ministério, pesquisadores do Dieese, Ipea e IBGE e professores de importantes universidades brasileiras.

 

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Este post tem um comentário

  1. CRICIO MANHAES PINTO

    A POPULAÇÃO QUER DIVULGAÇÃO DOS EMPREGOS EM QUESTÃO FORAM GERADOS NA CIDADE DE CAMPOS/RJ SOB REGISTROS NAS CARTEIRAS PROFISSIONAL? EMTREVISTA EM MEIO COMUNICAÇÃO É FÁCIL AGORA! COMPROVAÇÃO EXATA DAS VAGAS TRABALHO JUNTO AO MINISTÉRIO TRABALHO É OUTRA HISTÓRIA A SER DIVULGADA Á IMPRENSA.

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