Municípios da Bacia de Campos no ranking do PIB

 

Municípios no processo de metropolização da região fluminense da Bacia de Campos

 

William Passos, geógrafo co especialização em estatística e desenvolvimento regional

Campos, Niterói e Maricá entre os maiores PIBs do Brasil

Por William Passos

 

O município de São Paulo concentrou, sozinho, 10,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2019, totalizando uma produção econômica de R$ 763,8 bilhões. Os pualistanos tiveram ganho de participação na soma de todos os bens e serviços finais produzidos pelo país na comparação com o ano de 2018. A maior metrópole da América Latina, porém, foi seguida por Maricá e Saquarema, que, somadas, adicionaram mais de R$ 47,6 bilhões à produção econômica do país em 2019, evidenciando a força da economia do petróleo da Bacia de Santos. Já Campos dos Goytacazes, que liderou em 2019 a produção da Bacia de Campos, e já foi, em 2012, a 6ª maior economia municipal do Brasil, encerrou o ano de 2019 na 33ª colocação. Das 25 maiores economias municipais do país, 11 são capitais. Os dados são do PIB dos Municípios Brasileiros 2019, divulgado na sexta-feira (17) pelo IBGE,

Com isso, entre os maiores produtores de petróleo do Brasil, o último ano antes do choque econômico pandêmico internacional da Covid-19 fechou com Niterói se posicionando como o 18º maior PIB do país, totalizando uma produção econômica de R$ 46,6 bilhões, graças à produção do petróleo da Bacia de Santos. Maricá, por sua vez, também limítrofe à Bacia de Santos, assumiu a 22ª colocação, totalizando R$ 37,5 bilhões de produção econômica. E Campos, que liderou em 2019 a produção da Bacia de Campos e encerrou 2019 na 33ª colocação, registrou um PIB de R$ 29,1 bilhões.

A produção da Bacia de Campos foi responsável ainda pelo desempenho de Cabo Frio (o 97º maior PIB do país em 2019, com produção de R$ 11,5 bilhões) e de Rio das Ostras (o 153º maior PIB brasileiro, com o total de R$ 7,7 bilhões).

A grande novidade, no caso da Região da Bacia de Campos, foi a economia de Macaé, que posicionou-se como a 71ª maior economia municipal brasileira impulsionada muito mais pela contribuição do setor de serviços e da Administração Pública do que propriamente pela produção da Bacia de Campos. Dentro do total de R$ 15,1 bilhões produzidos pelo município em 2019, a produção extrativa foi apenas a terceira atividade com o maior valor adicionado bruto, o que pode indicar uma tendência de terciarização da economia macaense e de maior amadurecimento do perfil econômico da sede da Petrobras, após mais de 4 décadas do início da produção comercial de petróleo no litoral Norte Fluminense.

Ainda na Região, mas sem grandes surpresas, São João da Barra posicionou-se como a 150ª maior economia do país, com uma produção de R$ 8,0 bilhões, impulsionada pelo Porto do Açu, o 2º maior porto em movimentação de cargas do país, atrás apenas do Porto de Santos.

 

PIB per capita

A economia do petróleo também foi responsável por posicionar os municípios da Região entre as maiores economias relativas do país. Entre os maiores PIB per capita municipais do Brasil em 2019, estão o líder Presidente Kennedy, que totalizou R$ 464.883,49 de produção econômica por habitante, graças ao fato de confrontar seu território aos blocos de exploração de petróleo do Parque das Baleias, situado na porção capixaba da Bacia de Campos.

Maricá, por sua vez, na 16º colocação nacional, liderou o PIB per capital municipal do estado do Rio de Janeiro em 2019, totalizando R$ 232.761,15 de produção econômica por habitante.

Na sequência, entre os municípios fluminenses, surgiram ainda São João da Barra, o 18º PIB per capita nacional, com R$ 220.707,37, e Quissamã, que já foi o 3º maior PIB per capita do Brasil em 2012, mas que fechou 2019 na 33ª colocação nacional, com R$ 154.726,99 produzidos, sobretudo, graças à produção de petróleo da Bacia de Campos.

Entre os municípios produtores de petróleo, no ranking dos 100 maiores PIBs per capita nacionais em 2019, figuraram ainda dois municípios produtores da Bacia de Santos: Saquarema, na 58ª colocação, com R$ 120.175,92 de PIB per capita, e Niterói, na 97ª posição, com R$ 90.643,80 de produção econômica por habitante.

 

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