Lula segue muito bem e Bolsonaro mal na 1ª pesquisa de 2022

 

Primeira pesquisa presidencial de 2022, a Genial/Quaest continua apontando a possibilidade de vitória do ex-presidente Lula (PT) ainda no primeiro turno. Com 45% de intenções de voto na pesquisa estimulada, ele segue liderando a corrida com folga. E é seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), com 23%; pelo ex-juiz federal Sergio Moro (Podemos), com 9%; pelo ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), com 5%; pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com 3%; e pela senadora Simone Tebet (MDB), com 1%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza o Cássio Jr.)

 

Descontado o total de 12%, entre os 8% de brancos e nulo e os 4% de ainda indecisos, Lula se elegeria presidente em turno único, com 51,4%. Ele também venceu todas as simulações da pesquisa ao segundo turno. Nele, o petista bateria Bolsonaro por 54% a 30%, Moro por 50% a 30%, Ciro por 52% a 21% e Doria, por 55% a 15%.

 

 

A economia (desemprego, inflação e crescimento econômico) foi apontada como principal problema do país para 37% dos brasileiros. Já para 28%, é a saúde e a pandemia da Covid, enquanto 13% apontam as questões sociais (fome, pobreza, desigualdade e habitação) e apenas 9% a corrupção. É uma grande inversão de prioridades entre o eleitor brasileiro entre 2018 e 2022.

 

 

Símbolo da luta contra a corrupção na história recente do país, como figura de proa do julgamento e condenação do Mensalão do governo Lula, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, segundo o jornalista José Amado, declarou que votaria no petista num eventual segundo turno contra o atual presidente da República. Para o ex-ministro do STF: “Bolsonaro é abjeto”.

 

 

O capitão tem seu governo avaliado como negativo por 50% dos brasileiros, enquanto 25% apontam como regular e 22% (praticamente seu mesmo percentual de intenções de voto) como positivo. A avaliação negativa é majoritária até entre os que recebem o Auxílio Brasil, considerado a última cartada de Bolsonaro para tentar se reeleger. Entre os que residem em domicílio que tenha alguém recebendo o benefício federal, criado para substituir o Bolsa Família, a administração federal é considerada negativa para 53%, regular para 28% e positiva para apenas 17%.

 

 

Embora em segundo lugar como principal problema do país, a chegada da Ômicron tem feito a preocupação com a Covid crescer. Já são 69% os brasileiros que se dizem muito preocupados (eram 62%, segundo a Genial/Quaest de dezembro, crescimento de sete pontos) com a pandemia. Dooutro lado, são 25% pouco preocupados e irrisórios 6% nada precoupados. Por sua vez, em entrevista hoje de manhã, Bolsonaro disse que a nova variante Ômicron “não tem matado ninguém” e que ela é “bem-vinda” no Brasil.

 

 

Outra aposta errada do capitão, como quase todas na condução da pandemia, está relacionada à campanha difamatória, com uso indiscriminado de fake news, contra a vacinação das crianças entre 5 e 11 anos. Cuja imunização foi liberada pela Anvisa desde 16 de dezembro, mas até hoje, 27 dias depois, ainda não teve início, condenando pequenos brasileiros à infecção, internação e morte pela doença. Bem mais cientes da realidade que seu presidente, 72% da população disseram querer vacinar as crianças agora, com 20% (outro índice próximo ao de intenções de voto do capitão) achando que não.

 

 

A sucessão de erros de Bolsonaro no governo tem dado continuidade ao sangramento da popularidae que o elegeu presidente. Entre os que votaram nele em 2018, a avaliação negativa também supera a positiva. Só neles, o governo está pior do que se esperava para 36%; nem melhor, nem pior para 34% e melhor do que se esperava para 29%.

 

 

A pesquisa Genial/Quaest foi feita entre 6 e 9 de janeiro, ouvindo 2 mil eleitores em todos os estados brasileiros, com margem de erro de dois pontos para mais ou menos. No limite desta margem de erro, Moro continua empatado com Ciro na terceira posição.

Com o derretimento de Bolsonaro, o ex-juiz e o ex-governador tiveram alguns indicadores positivos. O principal é que 26% dos eleitores disseram não querer que nem Lula, nem Bolsonaro vençam a eleição outubro. É abaixo dos 44% que dizem querer que vença Lula, mas acima dos 23% (exato número das intenções de voto) que querem que vença Bolsonaro.

 

 

Ainda que Moro e Ciro estejam bem distantes de ameaçar o segundo lugar do capitão na corrida presidencial, os dois têm outro indicador positivo. O ex-governador do Ceará lidera na segunda opção de voto do eleitorado, com 18%. E é seguido pelo ex-juiz federal do Paraná, com 14%.

 

 

Mas, se têm potencial para crescer sobre Bolsonaro, Moro e Ciro têm um índice negativo que complicaria a vida de um deles, caso chegasse ao eventual segundo turno contra Lula. Entre os que conhecem cada presidenciável, Bolsonaro lidera a rejeição, com 66% que não votariam nele. Os que conhecem e não votariam em Moro, chegam a 59%. E são 58% entre o conhecimento e a rejeição a Ciro. Com Lula, 43% dos que o conhecem não votariam nele.

 

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Este post tem um comentário

  1. Sidney

    Lula irá voltar para resgatar um país destroçado, ele tem habilidades para unir todos, não guardar rancor e irá governar para todos porém com a opção preferencial para os mais pobres.

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