BTG/FSB: Lula na margem de erro para definir, ou não, no 1º turno

 

(Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Líder em todas as pesquisas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode ou não definir a eleição no primeiro turno? Não na pesquisa BTG/FSB divulgada hoje, feita entre 10 e 12 de junho. Mas com 48% dos votos válidos ao petista na consulta estimulada, a existência do segundo turno ficou dentro da margem de erro de 2 pontos para mais ou menos. Hoje, a 111 dias das urnas de 2 de outubro, Lula ficou com 44% das intenções na consulta estimulada, contra 32% do presidente Jair Bolsonaro (PL), 9% do ex-ministro Ciro Gomes (PDT), 2% da senadora Simone Tebet (MDB) e 1%, cada um, do deputado federal André Janones (Avante) e do cientista político Felipe D’Avila (Novo). Não votariam em nenhum, 5%; em branco e nulo, 2%; enquanto outros 2% não souberam responder.

Os demais seis presidenciáveis ficaram abaixo de 1 ponto. Mas o ex-deputado federal José Maria Eymael (DC), a socióloga Vera Lúcia (PSTU), a economista Sofia Manzano (PCB), o bacharel em Direito Leonardo Péricles (UP), o deputado federal Luciano Bivar (União) e o influenciador digital Pablo Marçal (Pros) têm, juntos, 2% das intenções de voto. Comparada com a de maio, a nova pesquisa BTG/FSB mostrou estabilidade de Bolsonaro, que tinha e manteve 32% das intenções de voto. Já Lula oscilou para baixo dentro da margem de erro de 2 pontos: de 46% do mês passado aos 44% de agora. A vantagem atual do petista para o capitão é de 12 pontos, ou 18 milhões de eleitores. É mais que todo o estado de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, com seus 15,6 milhões de eleitores.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Na pesquisa BTG/FSB anterior, feita entre 27 e 29 de maio, Lula definiria a eleição no primeiro turno, também dentro da margem de erro, com 51% dos votos válidos. Projeção que confirmou a Datafolha feita entre 26 e 26 de maio, na qual o ex-presidente apareceu com 54% dos votos válidos (48% contra 27% de Bolsonaro, na consulta estimulada). Como seria depois confirmada pela Genial/Quaest feita entre 2 e 5 de junho, na qual o petista apareceu com 52,87% dos votos válidos (46% contra 30% de Bolsonaro, na consulta estimulada). Nas pesquisas BTG/FSB de maio e junho foram ouvidos 2 mil eleitores de todo o país.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Ainda que todas as pesquisas apontem a liderança de Lula, há aquelas que sempre dão diferença menor entre ele e Bolsonaro. Sobretudo as que, como a BTG/FSB ou o PoderData (43% do petista, contra 35% do capitão, entre 5 a 7 de junho), fazem pesquisa por telefone. A Datafolha e a Genial/Quaest fazem as suas presencialmente. Onde é mais difícil ao eleitor mentir, pela exposição das suas expressões da face e corpo, do que à distância do telefone. Pelo telefone, também é mais difícil consultar o eleitor mais pobre, com o qual Lula tem sua maior vantagem sobre Bolsonaro, como ressalva o Agregador de Pesquisas do jornal Estadão. Nele, na média entre as últimas pesquisas presidenciais de 14 institutos do país, Lula tem hoje 46% contra 30% de Bolsonaro. São os mesmos números da Genial/Quaest.

 

(Infográfico: Estadão)

 

Confirmado o segundo turno, marcado para 30 de outubro, Lula vence em qualquer cenário da pesquisa BTG/FSB: 54% contra 36% de Bolsonaro, 48% contra 32% de Ciro Gomes e 55% contra 25% de Simone Tebet. Além de Lula, Bolsonaro perderia também para Ciro, com 38% a 48%. E empataria com Tebet: 40% a 40%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

O que explica a projeção de derrota de Bolsonaro para Lula e Ciro no eventual segundo turno é a rejeição. O segundo turno só existe para que o vencedor alcance o mínimo de 50% mais um dos votos válidos. Para passar pelo primeiro turno, valem as intenções de voto. Aos dois que chegam ao segundo turno, vale a rejeição. É ela que fixa o teto de crescimento dessas mesmas intenções de voto entre os dois turnos.

Pela Datafolha, Bolsonaro tem 54% de rejeição, contra 33% de Lula. Pela Genial/Quaest, Bolsonaro tem 60% de rejeição, contra 40% de Lula. Pela nova BTG/FSB divulgada hoje, Bolsonaro tem 59% de rejeição, contra 44% de Lula. Para quem tem 54%, ou 60%, ou 59% de rejeição, como o atual presidente da República tem, é aritmeticamente impossível alcançar o mínimo de 50% mais um dos votos. Entre os analistas do mundo, o limite prudencial para um candidato vencer uma eleição ao Executivo em dois turnos é 35% de rejeição. Desde que o segundo turno foi adotado no Brasil, na eleição presidencial de 1989, Bolsonaro tem a maior rejeição entre todos os ocupantes do Palácio do Planalto que já tentaram a reeleição.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Dado curioso da nova pesquisa presidencial BTG/FSB? Contratante regular do instituto PSB Pesquisas, que coloca Lula na margem de erro para definir, ou não, a eleição presidencial no primeiro turno, o BTG Pactual é um banco de investimento que tem entre seus fundadores Paulo Guedes, ministro da Economia do governo Jair Bolsonaro.

 

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