Reviravolta do STF revela acordo entre Garotinho e Castro?

 

Futuro do ex-governador Anthony Garotinho entre o ministro bolsonarista do STF Nunes Marques, o atual presidente Jair Bolsonaro, o governador Cláudio Castro e o deputado estadual Rodrigo Bacellar (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

STF libera Garotinho

A pré-candidatura de Anthony Garotinho (União) em outubro continua viva. Em reviravolta no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Nunes Marques, que já tinha votado pela validação das provas na condenação da Chequinho, retirou seu voto na tarde dessa sexta-feira (01), para à noite votar pela nulidade. O placar parcial, que pode ser alterado até 5 de agosto, agora é de 3 a 2 favorável ao recurso do ex-vereador Thiago Ferrugem (União), no mesmo processo que poderia tornar Garotinho inelegível.

 

Votos de FHC, PT e Bolsonaro

Relator, o ministro Ricardo Lewandowski, indicado pelo ex-presidente Lula (PT), tinha votado pela nulidade das provas, no que foi seguido por Gilmar Mendes, indicado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Indicados, respectivamente, pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL), Edson Fachin e Nunes Marques tinham votado pela validação. Último ministro indicado pelo atual presidente, André Mendonça também decidiu contrário ao grupo dos Garotinho na noite de quinta-feira (30). No dia seguinte, Nunes Marques, ministro mais bolsonarista da Corte, retirou seu voto e deu uma volta de 180º.

 

Acordo por cima?

Fato é que Garotinho, até aqui, não tem impedimento para se candidatar. Embora alguns analistas arrisquem que, após o susto, ele possa desistir de concorrer contra o governador bolsonarista Cláudio Castro (PL). E se contentar com a disputa de outro cargo, como deputado federal ou estadual. Isso pacificaria a relação em Campos entre os Bacellar e os Garotinho, inclusive na composição da nova Mesa da Câmara, em costura feita por cima. Ninguém duvida de mais nada, mesmo que não seja fácil pensar em composição entre os clãs, até que de fato ela esteja consumada. Mas sem a possibilidade de virar o voto, como fez Marques.

 

Com o jornalista Arnaldo Neto.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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