BTG/FSB também aponta 2º turno com vitória de Lula

 

(Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Divulgada hoje, a 83 dias das urnas do primeiro turno de 2 de outubro, pesquisa presidencial BTG/FSB indica que haverá segundo turno entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), marcado para 30 de outubro. O petista lidera a consulta induzida, com 41% das intenções de voto, seguido pelo capitão, com 32%. Na projeção de segundo turno, Lula bateria Bolsonaro por 53% a 37%. Após as pesquisas de maio e junho projetaram a vitória do ex-presidente já em turno único, a BTG/FSB divulgada hoje é a terceira na sequência neste mês de julho a apontar — depois da Genial/Quaest e da PoderData — na definição presidencial só no segundo turno. Com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, a nova pesquisa foi feita entre 8 e 10 de julho, ouvindo 2.000 eleitores por telefone.

Na consulta induzida BTG/FSB, depois de Lula (41%) e Bolsonaro (32%), vieram o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 9%; a senadora Simone Tebet (MDB), com 4%; o deputado federal André Janones (Avante), com 3%; e o cientista político Felipe D’Ávila (Novo), a socióloga Vera Lúcia (PSTU), e o influenciador Pablo Marçal (Pros), cada um com 1% de intenções de voto. Atrás de Lula, se somados, todos os demais presidenciáveis teriam hoje 51% dos votos válidos. O que hoje afasta fora da margem de erro a possibilidade de definição da eleição presidencial no primeiro turno.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em Estatísticas do Setor Público, da População e do Território na Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence) do IBGE

— Na consulta estimulada FSB, Lula atingiu 41%, contra 43% da pesquisa anterior do mesmo instituto, de junho, e Bolsonaro 32%, contra 33%, na mesma comparação. Assim, a exemplo das pesquisas divulgadas por outros institutos, o levantamento da FSB, encomendado pelo Banco Pactual, mostra estabilidade do cenário eleitoral, a 83 dias da abertura das urnas. Por ter sido realizada por telefone, de maneira semelhante às ligações por telemarketing, a metodologia do Instituto FSB possui viés mais elitizado, entrevistando uma camada da população mais disposta ao voto bolsonarista. Ainda assim, faltando pouco menos de três meses para as eleições, o cenário produzido pela pesquisa mostra estabilidade tanto da intenção de voto em Lula ou Bolsonaro, quanto da diferença percentual desta intenção — analisou o geógrafo William Passos, com especialização doutoral em Estatísticas do Setor Público, da População e do Território na Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence) do IBGE.

Nas projeções de segundo turno, além Bolsonaro, Lula ganharia também de Ciro, por 48% a 30%; e de Tebet, por 52% a 27%. Já Bolsonaro, além de Lula, perderia também para Ciro, por 38% a 48%; e para Tebet, por 40% a 42%. Apenas contra a senadora, o capitão alcançaria um empate técnico dentro da margem de erro.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

O que explica a projeção de derrota de Bolsonaro, fora da margem de erro, para Lula e Ciro no eventual segundo turno é a rejeição. O segundo turno só existe para que o vencedor alcance o mínimo de 50% mais um dos votos válidos. Para passar pelo primeiro turno, valem as intenções de voto. Aos dois que chegam ao segundo turno, vale a rejeição. É ela que fixa o teto de crescimento dessas mesmas intenções de voto entre os dois turnos.

Bolsonaro lidera a rejeição na BTB/FSB, com 58% de brasileiros que não votariam nele de maneira nenhuma. Para quem tem 58% de rejeição, como o atual presidente da República tem, é aritmeticamente impossível alcançar o mínimo de 50% mais um dos votos. Entre os analistas do mundo, o limite prudencial para um candidato vencer uma eleição ao Executivo em dois turnos é 35% de rejeição. Lula, com 44% de brasileiros que não votariam nele de maneira; e Ciro, com 49%, têm rejeições altas, mas não proibitivas como a de Bolsonaro.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

—  No levantamento estimulado para o segundo turno, Lula venceria Bolsonaro por 53% a 37%. Em junho, venceria por 52% contra os mesmos 37%. No caso da rejeição, Lula mantém os 44% de rejeição do levantamento anterior, enquanto Bolsonaro oscilou de 57% para 58% — comparou William.

Menos considerada tão perto da eleição, a pesquisa espontânea BTG/FSB, onde a opção é feita sem que sejam apresentados os nomes dos pré-candidatos, evidencia como a eleição presidencial está cristalizada na polarização entre Lula e Bolsonaro. Com 40% na espontânea, o petista só cresce 1 ponto na estimulada, onde chega aos 41%. Com 30% na espontânea, o capitão só cresce 2 pontos na estimulada, onde chega aos 32%. Lula e Bolsonaro não crescem suas intenções de voto, fora da margem de erro, entre espontânea e estimulada.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

— Com 40% das intenções de voto para Lula, na espontânea, contra 30%, para Bolsonaro, a pesquisa divulgada hoje mostra que os dois candidatos oscilaram dentro da margem de erro, em comparação à pesquisa FSB de junho, que registrou 39% para o ex-presidente contra 31% para o atual presidente — finalizou William, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

 

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