BTG/FSB: cresce vantagem de Lula a Bolsonaro no 1º e 2º turno

 

(Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Ainda que dentro da margem de erro, de 2 pontos para mais ou menos, cresceu a vantagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao presidente Jair Bolsonaro (PL) na corrida pelas urnas de 2 de outubro, daqui a exatos 69 dias. Foi o que revelou a pesquisa BTG/FSB feita por telefone com 2.000 eleitores, entre sexta (22) e domingo (24). Comparada com a BTG/FSB anterior, divulgada em 11 de julho, na de hoje Lula cresceu suas intenções de voto de 41% para 44%, enquanto Bolsonaro caiu de 32% para 31%. A diferença entre os dois, que era de 9 pontos há 14 dias, agora subiu para 13 pontos.

Na projeção ao segundo turno de 30 de outubro, apontado por todas as pesquisas presidenciais de julho e confirmado pela nova BTG/FSB, Lula também aumentou sua vantagem para Bolsonaro. Se venceria o turno final por 53% a 37% na pesquisa de 11 de julho, na de hoje o ex-presidente apareceu batendo o atual por 54% a 36%. A diferença entre os dois, que era de 16 pontos na projeção do segundo turno feita há 14 dias, abriu agora para 18 pontos de vantagem do petista sobre o capitão.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Separado fora da margem de erro dos dois líderes da corrida presidencial, a consulta estimulada do primeiro turno da BTG/FSB confirmou o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 9% de intenções de voto, na terceira posição. Ele veio seguido da senadora Simone Tebet (MDB) e do deputado federal André Janones (Avante), com 2% cada; e do influenciador digital Pablo Marçal (Pros), com 1%. Na simulação do segundo turno, Lula bateria também Ciro, por 48% a 32%; assim como a Tebet, por 54% a 25%. Bolsonaro, além de Lula, perderia o segundo turno também para Ciro: 38% a 49%. E ficaria no empate exato com Tebet: 41% a 41%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

O que explica a projeção de derrota para Bolsonaro no segundo turno contra Lula ou Ciro é a rejeição. O segundo turno só existe para que o candidato vencedor alcance o mínimo de 50% mais um dos votos válidos. Para passar pelo primeiro turno, valem as intenções de voto. Aos dois que chegam ao segundo turno, vale a rejeição. É ela que fixa o teto de crescimento dessas mesmas intenções de voto entre os dois turnos. Pela BTG/FSB de hoje, 58% dos brasileiros que não votariam de maneira nenhuma em Bolsonaro, contra 42% de Lula e 47% de Ciro. Para quem tem 58% de rejeição, como Bolsonaro tem, é aritmeticamente impossível alcançar 50% mais um dos votos.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística pelo IBGE

— No cenário estimulado ao primeiro tunro, Lula cresceu 1 ponto acima da margem de erro de 2 pontos, saindo de 41%, na pesquisa divulgada em 11 de julho, para 44%, na pesquisa publicada hoje, enquanto Bolsonaro, ao cair de 32% para 31%, oscilou numericamente para baixo dentro da margem de erro. O levantamento estimulado para o segundo turno da pesquisa divulgada hoje aponta para estabilidade em relação à pesquisa divulgada em 11 de julho, com Lula oscilando numericamente 1 ponto percentual para cima: de 53% para 54%. E Bolsonaro caindo 1 ponto percentual para baixo: de 37% para 36%. Na rejeição, 58% continuariam a não votar em Bolsonaro de jeito nenhum, o mesmo percentual registrado na pesquisa de 11 de julho, enquanto 42% não votariam em Lula, contra 44% da última pesquisa — analisou o geógrafo William Passos, com especialização doutoral em Estatísticas do Setor Público, da População e do Território na Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence) do IBGE.

Sempre dentro da margem de erro, as tendências de crescimento de Lula e de queda de Bolsonaro, nas projeções ao primeiro e segundo turno, são confirmadas na comparação da BTG/FSB de hoje com a pesquisa presidencial anterior, a Exame/Ideia divulgada na quinta (21). Foram as duas primeiras após o ato promovido pelo presidente no Palácio do Alvorada, com estrutura pública do governo, no dia 18. Quando reuniu embaixadores de 70 países estrangeiros para repetir mentiras comprovadas contra o mesmo sistema eleitoral que elegeu Bolsonaro e seus filhos. E mereceu a condenação maciça de instituições públicas do país e do mundo. Incluindo o Departamento de Estado dos EUA. Pesquisas internas do próprio PL, partido do capitão, já revelaram que seus ataques sem provas à urna eletrônica que o elegeu em 2018 são encarados como discurso de mau perdedor em 2022.

 

fb-share-icon0
20
Pin Share20

Deixe um comentário