Pacificação na Câmara e pesquisas a presidente da semana

 

Na segunda: vice-prefeito Frederico Paes, candidato a vice-governador na chapa de Castro, Washington Reis; o governador Cláudio Castro, o prefeito Wladimir Garotinho e o deputado estadual Bruno Dauaire. No domingo: Castro e o ex-governador Anthony Garotinho (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Pacificação na Câmara?

A ampliação dos 5% de remanejamento (hoje, são 30%) que a maioria da oposição quer impor ao prefeito Wladimir Garotinho (sem partido) no Orçamento de 2023, mais a composição na eleição à nova Mesa Diretora da Câmara Municipal, que tem até dezembro para ser realizada. Esses foram os dois pontos discutidos entre Wladimir e o governador Cláudio Castro (PL) no encontro dos dois no Rio, na segunda (1º). E que, na tarde de quinta (4), o prefeito repassou aos 12 vereadores da sua base. Incluindo Dandinho do Rio Preto (PSD), que vota com o governo, mas apoia a reeleição do deputado estadual Rodrigo Bacellar (PL), líder da oposição.

 

 

O 021 Rodrigo Bacellar

Wladimir esteve com Castro no dia seguinte ao seu pai, o ex-governador Anthony Garotinho (União), declarar apoio à reeleição do atual governador, a quem vinha fazendo pesadas críticas. Desde então, especula-se que o realinhamento estadual teria como consequência a pacificação em Campos. Em entrevista ao Folha no Ar na quarta (3), o vereador de oposição Helinho Nahim (Agir) fez a ressalva: “Existe o 022 (DDD do de Campos) e o 021 (DDD da cidade do Rio de Janeiro). O 021 que pode interferir em Campos, não com o grupo inteiro (os 13 vereadores de oposição), mas com boa parte do grupo, chama-se Rodrigo Vieira Bacellar”.

 

(Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Genial/Quaest e PoderData a presidente

A semana trouxe mais duas pesquisas presidenciais. E repetem as tendências, a partir das diferenças de metodologia. As presenciais indicam a vitória do ex-presidente Lula (PT) ainda no 1º turno de 2 de outubro. As por telefone também indicam a vitória do petista, mas só no 2º turno de 30 de outubro, contra o presidente Jair Bolsonaro (PL). Divulgada na quarta (3), a Genial/Quaest presencial deu Lula no 1º turno. Mas dentro da margem de erro, com 51% dos votos válidos, contra 37% do capitão. Divulgada na quinta (4), a PoderData por telefone também deu a vitória do petista. Mas só no 2º turno, com 50% x 40% de Bolsonaro.

 

Diferença fácil de entender

A diferença dos números das pesquisas, a partir da diferença das metodologias, é fácil de entender. Todas mostram que a maior vantagem de Lula sobre Bolsonaro é entre o eleitor de baixa renda. Como muitos deles estão com dificuldade para fazer três refeições por dia, pagar a conta telefônica passou a ser um “luxo”. São brasileiros menos acessíveis às pesquisas por telefone, como a PoderData, onde a vantagem do petista ao capitão é sempre menor. Essa dificuldade de falar com o eleitor mais pobre inexiste às pesquisas presenciais, como a Genial/Quaest e a Datafolha, onde a vantagem de Lula sobre Bolsonaro é sempre maior.

 

Em busca do pobre

Clara em todas as pesquisas de 2022, a liderança de Lula só é questionada por quem trocou a razão pela torcida. Ninguém parece acreditar mais nas pesquisas do que Bolsonaro. Quanto mais elas confirmam o favoritismo do petista, mais o capitão questiona as urnas eletrônicas que o elegeram presidente em 2018. E usa um incerto apoio das Forças Armadas para ameaçar a democracia. Dentro dela, a última esperança eleitoral do presidente parece ser o reforço do Auxílio Brasil, custeado com os R$ 41,2 bilhões da PEC Kamikaze, que começa a ser pago a partir da próxima terça (9). Justamente ao eleitor pobre, onde Lula tem sua maior vantagem.

 

Posição dos ricos

Apesar de registrar vantagem menor de Lula a Bolsonaro, a PoderData evidenciou como é difícil a missão de tentar virar o voto do eleitor pobre. Nas três últimas pesquisas do instituto, duas em julho e a de agosto, o petista subiu suas intenções de voto de 43%, a 52%, aos atuais 58% dos eleitores que recebem o Auxílio Brasil. Entre estes mesmos brasileiros pobres, o capitão caiu de 37%, a 32%, aos atuais 25%. Isto, mais a posição no outro lado da pirâmide social, assumida por banqueiros e pela poderosa Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em defesa da democracia, não desenham quadro favorável a quem a ameaça.

 

Padroeiro

Campos celebra hoje (6) o padroeiro da cidade, o Santíssimo Salvador — para os católicos, o próprio Jesus. A festa, em sua 370ª edição, tem a marca especial do reencontro. Nos últimos dois anos, como aconteceu com praticamente todas as atividades econômicas e sociais, as celebrações foram de forma virtual ou restrita. A novena em preparação para o dia maior dos festejos terminou nessa sexta-feira (5). Hoje, as missas na Catedral acontecem às 6h30, 7h30, 10h, 13h30, 15h e 16h, sendo a das 10h presidida pelo bispo titular da Diocese de Campos, Dom Roberto Francisco Ferrería Paz.

 

Tradições

Após a missa das 16h, haverá a procissão do Santíssimo Salvador. No retorno à Catedral, Dom Roberto dará a benção aos quatro cantos da cidade. Além da programação religiosa, a festa conta com a retomada de outras tradições. Ao lado da Catedral, o canteiro. Na principal praça da cidade, além de shows, os vendedores ambulantes e o 31º Festival da Comissão de Entidades Sociais e Assistenciais do Município de Campos (Coesa), com barracas de entidades filantrópicas e de doceiras. O período também sempre foi de atividades esportivas. E, na sua 75ª edição, a prova ciclística do Santíssimo Salvador volta a acontecer neste dia 6 de agosto.

 

Com o jornalista Arnaldo Neto.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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