De Rafael a Wladimir e do PT ao PL no Folha no Ar desta 6ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara Municipal de Campos, Marcão Gomes (PL) fecha a semana do Folha no Ar a partir das 7h da manhã desta sexta, ao vivo, na Folha FM 98,3. Ele falará da sua antiga aliança com o ex-prefeito Rafael Diniz (Cidadania), da recente aproximação do seu grupo político com o governo Wladimir Garotinho (sem partido) e da pacificação entre este e o presidente da Alerj, deputado estadual Rodrigo Bacellar (PL).

Marcão também analisará as idas e vindas na Câmara Municipal que conhece tão bem, e o tabuleiro político de Campos às urnas municipais de 2024. E falará da sua trajetória, do PT ao PL do ex-presidente Jair Bolsonaro, assim como do Brasil do novo governo Luiz Inácio Lula da Silva.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

Ex-prefeito Sérgio Mendes no Folha no Ar desta quinta

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Prefeito de Campos entre 1993 e 1996, Sérgio Mendes (Cidadania) é o convidado do Folha no Ar a partir das 7h da manhã desta quinta (9), ao vivo, na Folha FM 98,3. Ele falará do legado do seu governo, há 27 anos, e do mais recente do seu aliado político Rafael Diniz (Cidadania).

Sérgio também analisará o governo Wladimir Garotinho (sem partido), a ascensão do deputado estadual Rodrigo Bacellar (PL) à presidência da Alerj e a pacificação entre ambos pelo governador Cláudio Castro (PL). E, por fim, o tabuleiro político para as eleições municipais de Campos em 2024.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

Violência contra mulher no Dia da Mulher, Deus e samba

 

Vidas de jovens mulheres tiradas em Campos por homens, a tiros e facadas, Letycia e Flaviana tiveram seus assassinatos investigados pelas delegadas titulares da Polícia Civil Madeleine Dykeman, Pollyana Henrique e Natália Patrão (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Dia da Mulher? (I)

Hoje é o Dia Internacional da Mulher. E as mulheres de Campos têm pouco a comemorar. A violência masculina contra o universo feminino da planície causou consternação e revolta na execução a tiros da gestante Letycia Peixoto da Fonseca, de 31 anos, na noite da última quinta (2), no Parque Aurora. Grávida de sete meses, ela estava em um carro da empresa em que trabalhava, conversa com a mãe do lado de fora, quando uma moto se aproximou com dois homens e o carona atirou, a sangue frio. Atingiu tórax, rosto, ombro e mão esquerda da vítima. Sua mãe tentou protegê-la e também foi atingida por um tiro na perna esquerda.

 

Dia da Mulher? (II)

Dentro do carro, a tia-avó de Letycia, portadora de síndrome de Down, ficou banhada do sangue da sobrinha. Que morreu após dar entrada no Hospital Ferreira Machado, onde uma cesariana foi feita para tentar salvar o bebê. Com nome já escolhido, Hugo chegou a ser transferido à UTI neonatal da Beneficência Portuguesa, mas também não resistiu. O suspeito de conduzir a moto foi preso no sábado (4); o de ser o atirador, na segunda (6). Companheiro de Letycia e suposto pai do filho que ela levava no ventre, o empresário e professor do IFF Diogo Viola de Nadai, 40 anos, foi preso ontem (7), como suspeito de ser o mandante.

 

Dia da Mulher? (III)

Na segunda, Diogo tinha deposto e se negado a fornecer material genético para checar a paternidade de Hugo, cujo caixão carregou no sepultamento de sexta. O caso de Letycia gerou nota oficial do IFF, do qual era ex-aluna: “Agradecemos o esforço da Polícia Civil na elucidação de tão bárbaro crime. Confiamos na rigorosa aplicação da lei”. Ressalvada a presunção da inocência, é no que todos confiam. Mas o caso não foi o único de violência contra mulher na cidade. A endossar que, a despeito de eventuais radicalismos, o feminismo está certo em seu cerne: o machismo estrutural está na sociedade. Vê a mulher como posse, agride e mata!

 

Dia da Mulher? (IV)

No domingo (5), dois dias após Letycia e seu Hugo serem sepultados no Campo da Paz, a comerciante Flaviana Teixeira de Lima, 23 anos, foi morta a facadas dentro do seu bar em Travessão. Foi assassinada pelo ex-companheiro, 46 anos, que não aceitou o fim do relacionamento. Ele passou por cima de uma medida protetiva de restrição, de janeiro deste ano. Na segunda (6), outro homem foi preso por agredir a esposa e mantê-la em cárcere privado. Ele também é investigado por estuprar as próprias filhas, duas maiores de idade e outra de apenas 12 anos. A esposa chegou a sofrer um AVC em decorrência das agressões.

 

Dia da Mulher, sim, senhor!

Emblematicamente, à frente da investigação dos três casos, estão três mulheres. São as delegadas titulares da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Madeleine Dykeman; da 146ª DP de Guarus, Pollyana Henrique; e da 134ª DP do Centro, Natália Patrão. Que, em nome do humanismo que não difere o direito entre os gêneros, e de um grau mínimo de civilização, provam que o lugar da mulher na sociedade é onde ela quiser estar. E o homem que agir em sentido oposto, na base da covardia e da força bruta, enfrentará a coragem da imensa maioria de mulheres e homens dispostos a não regredir à barbárie.

 

Deus e o samba da Villa (I)

A falta de boas opções culturais é queixa constante de Campos. Desde que passou a funcionar como Casa de Cultura da Uenf, nos anos 1990, a Villa Maria é uma exceção. Mas, desde o final de 2022, tem sofrido com o som potente de eventos neopentecostais na Câmara Municipal, nos mesmos dia e horário, há poucos metros de distância. Promovidos pelo pastor e vereador governista Marcos Elias (PSC), têm apoio do poder público municipal. Foi assim na tarde/noite do último sábado (04), quando o “Ressaca da Villa”, com samba pelo fim do carnaval, foi sonoramente sufocado pelo evento gospel “Aviva Campos”, nas escadarias da Câmara.

 

Deus e o samba da Villa (II)

Como o que aconteceu no sábado já tinha ocorrido em 10 de dezembro do ano passado, quando o “Brota na Villa” foi também sonoramente sufocado por outro “Aviva Campos”, a dúvida foi gerada: coincidência ou ato doloso de enfrentamento? Procurado, o pastor e edil Marcos Elias garantiu ontem à coluna que a duplicidade dos eventos não foi proposital: “Pode acreditar, não foi intencional. Formalizamos a criação do evento junto ao presidente (da Câmara), Marquinho Bacellar (SD), em todo o primeiro sábado do mês. Mas vamos conversar com a direção da Villa Maria, para ajustar nossas agendas, sem nenhum problema ou conflito”.

 

Deus e o samba da Villa (III)

Professora da Uenf e diretora da Villa Maria, após ter o som novamente abafado no sábado pelo evento religioso em sede de Poder laico, Priscila Castro chegou a atravessar a rua até a Câmara. E pediu que o volume do gospel fosse abaixado. O que ocorreu por 10 minutos, antes de voltar à altura máxima. E incomodou também vários moradores do entorno do Liceu. Marcos Elias, como Priscila, reiteraram que seus eventos se encerram antes das 22h, preservando o limite legal do silêncio em área urbana. A religião é parte indissociável da cultura. Como louvar a Deus não significa atravessar o samba.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Mulher entre políticas e violência no Folha no Ar desta 4ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Ex-vereadora e subsecretária municipal de Políticas para as Mulheres, Josiane Morumbi é a convidada do Folha no Ar desta quarta (8), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ela falará sobre o Dia Internacional da Mulher em meio a tantos casos de violência contra a mulher em Campos, além das políticas do município para atender às campistas.

Josiane também analisará a pacificação entre o prefeito Wladimir Garotinho (sem partido) e o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (PL), além do tabuleiro político que já começa a mexer suas peças para as eleições municipais de 2024.

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No governo Castro, Bruno Dauaire no Folha no Ar desta 3ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Secretário estadual de Habitação de Interesse Social e deputado estadual reeleito, Bruno Dauaire (União) é o convidado do Folha no Ar desta terça (07), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele falará da sua volta ao governo Cláudio Castro (PL) como parte do acordo de pacificação entre o prefeito Wladimir Garotinho (sem partido) e o presidente da Alerj, deputado Rodrigo Bacellar (PL).

Bruno também analisará as movimentações com vistas às eleições municipais de 2024 em Campos e São João da Barra. E falará do seu voto declarado no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do Brasil no novo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Amsterdã, a anti-Atafona, e o Brasil do séc. 17 em Haia

 

Amsterdã, a anti-Atafona

 

“Velha e menino com velas” (1616/1617), Peter Paul Rubens, Museu Mauritshuis, Haia (Foto: Aluysio Abreu Barbosa)

Era o domingo de 1º dia de janeiro de 2023 quando pai e filho embarcaram no Galeão. E, quase 12 horas depois, a segunda-feira do segundo dia do ano, quando desceram em Amsterdã. Após o sol correr a Terra no sentido contrário ao avião, era o início da manhã quando foram de uber ao hotel, fizeram o check in e deixaram as bagagens no locker. Enquanto o quarto não ficava pronto, foram bater pernas na Damrak, avenida principal do centro da capital da Holanda.

O frio fez com que entrassem na primeira loja de souvenirs. O filho comprou logo um par de luvas de lã. O pai também, além de um gorro cinza, com o nome Amsterdã e o peculiar XXX da cidade. Muito antes do triplo da letra ser usado para classificar filmes pornográficos nos EUA, ou da Rua da Luz Vermelha ficar conhecida no mundo pelas prostitutas se exibindo em vidraças, aquário do ensino fundamental a quem havia se formado na Atlântica da Copacabana dos anos 1990, o X medieval tem simbologia oposta. É a cruz em que Santo André, apóstolo de Jesus e irmão de Pedro, foi crucificado.

Enquanto vestia o gorro na cabeça, o pai pensou que o nome Amsterdã, na própria cidade, denunciava a condição sempre cafona de turista. Como um europeu usando camisa do Cristo Redentor no Rio. Mas que teria efeito inverso, descolado, assim que saíssem da Holanda. O filho quis sacaneá-lo, dizendo que parecia gorro de pescador. Quem o usava lembrou de Atafona, do outro lado do Atlântico. E, por isso, teve orgulho da peça com que se protegeria do frio em boa parte dos 47 dias seguintes, no inverno rigoroso do Hemisfério Norte, entre Europa, África e Ásia.

Pai e filho na Olde Kerk, primeira construção pública de Amsterdã, de 1213 (Foto: Ícaro Barbosa)

Antes de voltarem ao hotel no final da tarde, para descansarem da viagem de avião, do dia de caminhada e do frio, foram tomar a benção à Oude Kerk. Esvaziada de fiéis, como a maioria dos templos cristãos na Europa setentrional, é primeira construção pública em Amsterdã, de 1213. E, com a Reforma, seria convertida ao calvinismo em 1578. Desta época, não da Rua da Luz Vermelha, veio o XXX. No entanto, a simulação do Santo Sepulcro em uma câmara da igreja medieval era montada no efeito da luz vermelha filtrada pelos vitrais. A predestinação do Cristo de Calvino levou à reflexão da condição feminina entre Madalenas e Genis.

 

Autorretrato de Van Gogh, com detalhe em painel ao fundo, Vicent Van Gogh, Museu Van Gogh, Amsterdã (Foto: Aluysio Abreu Barbosa)

 

“Piada”, Vicent Van Gogh, Museu Van Gogh, Amsterdã (Foto: Aluysio Abreu Barbosa)

Na terça de 3 de janeiro, dedicaram o dia, com ingressos comprados pela internet desde o Brasil, à visitação ligeira ao Palácio Real de Amsterdã e, lenta, ao Museu Van Gogh. Eram distantes um do outro, mas pai e filho foram andando para conhecer melhor a cidade e esquentar do frio. Diante do maior acervo mundial de Van Gogh, com seus vários autorretratos e obras primas como “Os comedores de batata”, “Piada”, “O quarto”, “A Ponte Langlois”, “Paisagem marinha perto de Santa Maria do Mar”, “Pietá” e, sobretudo, “Campos de trigo com corvos”, a sensação era de passear entre as pinceladas de vigor agônico. Como no episódio de “Sonhos” (1990) em que o alter ego de Akira Kurosawa encontra o Van Gogh, após este cortar a própria orelha, interpretado por Martin Scorsese.

 

“Os comedores de batata”, Vicent Van Goh, Museu Van Gogh, Amsterdã (Foto: Aluysio Abreu Barbosa)

 

“Moça com brinco de pérola” (1665), Johannes Vermeer, Museu Mauritshuis, Haia (Foto: Aluysio Abreu Barbosa)

Na quarta de 4 de janeiro, foram e voltaram de trem a Haia. É a sede, de fato, do governo da Holanda. Lá, o rei Guilherme Alexandre cumpre os deveres de chefe de Estado, no Palácio Noordeinde. E se assentam as duas Câmaras no complexo gótico Binnenhof, Parlamento em atividade mais antigo do mundo, às margens do Lago Hofvijver. Como o Museu Mauritshuis, cujo nome indica o proprietário original do prédio, Maurício de Nassau. Entusiasta das artes e ciências, governou a colônia holandesa no Pernambuco do século 17, atrás da riqueza do açúcar. E passou a ser chamado na Europa de “o Brasileiro”, como o pai e o filho brasileiros descobriram lá.

Sem sombra de dúvida, a grande garota propaganda do Mauritshuis é “Moça com brinco de pérola”, de Johannes Vermeer. O quadro gerou um filme homônimo, de 2003, dirigido por Peter Webber, que lançou a musa Scarlett Johansson ao estrelato. Mas quem quiser buscar o Brasil do Nordeste de quse 400 anos atrás, também vai achar no museu. Em pinturas como “Paisagem brasileira com uma casa em construção” e “Vista da Ilha de Itamaracá”, ambos de Frans Post; e “Estudo sobre duas tartarugas do Brasil”, de Albert Eckhout.

 

“Paisagem brasileira com uma casa em construção” (1655/1660), Frans Post, Museu Mauritshuis, Haia (Foto: Aluysio Abreu Barbosa)

 

Autorretrato de Rembrandt (1669), Museu Mauritshuis, Haia (Foto: Aluysio Abreu Barbosa)

Outros grandes mestres, como Rembrandt, também estão lá. Não só com um dos seus autorretratos que tanto devem ter influenciado Van Gogh, vistante assíduo do Mauritshuis, quanto uma das suas obras primas: o revolucionário “A lição de anatomia do Dr. Nicolaes Tulp”. Ao pai, no entanto, nenhuma pintura do museu marcou tanto quanto “Velha e menino com velas”, do barroco Peter Paul Rubens. Desde que fôra ao Museu do Prado, na Madri de 2006, em busca do “Saturno” de Francisco de Goya, e tropeçou ao acaso com o “Saturno” de Rubens, anterior e com o qual o espanhol dialogou, a vertigem da queda nunca mais se desfez.

 

“A lição de anatomia do Dr. Nicolaes Tulp” (1632), Rembrandt van Rijn, Museu Mauritshuis, Haia (Foto: Aluysio Abreu Barbosa)

 

Em “Velha e menino com velas”, Rubens confessamente se inspirou no italiano Caravaggio, precursor do mesmo barroco que, no Brasil, produziria Aleijadinho. Nunca quis vender o quadro que pintou para si, da velha a proteger os olhos com a mão esquerda da luz da vela acesa que ilumina a cena, segura com a direita e buscada pelo menino com a vela apagada, enquanto olha a idosa. Outra luz busca acender naquela já consumida pela chama. No grupo de WhatsApp criado como diário de viagem, o pai confessou, ainda profundamente impactado: “À minha sensibilidade, e apenas a ela, sem nenhuma pretensão de convencer a mais ninguém, Rubens é o maior artista que já existiu”.

A quinta do dia 5 era o último dia inteiro em Amsterdã. No início da tarde de sexta, embarcariam no avião ao Cairo, capital do Egito. Ainda na da Holanda, programaram visitar o Rijkismuseum, ao lado do Museu Van Gogh. Mas, diferente deste, não compraram ingressos previamente. E, ao chegar lá, descobriram que a bilheteria já estava esgotada para o dia. O filho foi comprar lembranças aos seus, enquanto o pai sentou em uma jardineira da Museumplein (“Praça dos Museus”). Dedicou-se a observar os pombos, corvos e gaivotas que disputavam o espaço, entre arrulhos e grasnados, em busca dos restos humanos.

O filho voltou. Com o hiato no último dia holandês, resolveram caminhar até o canal e fazer um passeio de barco. Do que viu e ouviu no audioguia, o pai teve um insight com a sua terra, agora tão distante. Como um bem-te-vi estaria na disputa ornitológica que testemunhara. Na véspera de embarcar ao Egito, registrou no diário de viagem em grupo de WhatsApp:

 

Amsterdã vista de barco pelos seus canais (Foto: Ícaro Barbosa)

 

— No passeio de hoje entre os canais concêntricos que formam a cidade, como obra gradual do homem em adaptação à natureza, a partir do represamento do rio Amstel, no século 13, veio forte a imagem: Amsterdã é em muitos sentidos uma anti-Atafona. É o que Campos e São João da Barra poderiam ter sido, com suas mesmas redes de canais e origem em planície de aluvião dada ao mar: nós, ao Atlântico; eles, ao Mar do Norte. A imagem se reforça quando lembrado como nós, campistas e holandeses, disputamos o domínio do mesmo rico ciclo do açúcar brasileiro no século 17. A diferença básica, de lá para cá, é que eles não pararam ali. Adaptaram-se ao meio e aos novos tempos.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Nildo entre oposição e governo no Folha no Ar desta 6ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Ao vivo, a partir das 7h da manhã desta sexta (03), quem encerra a semana do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, é o vereador Nildo Cardoso (União). Ele falará da sua saída da oposição que elegeu Marquinho Bacellar (SD) presidente, nas idas e voltas da Câmara em meio ao seu processo de pacificação com o governo Wladimir Garotinho (sem partido).

Nildo também analisará o debate que já se inicia sobre as urnas de Campos para 2024. Assim como o Brasil pós-Jair Bolsonaro (PL), cuja tentativa de reeleição apoiou em 2022, nos dois primeiros meses de 2023 sob o novo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Religião e política na Quaresma do Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Ao vivo, a partir das 7h da manhã desta quinta (02), Dom Fernando Rifan, bispo da Administração Católica Pessoal São João Maria Vianney, é o convidado do Folha na Ar, na Folha FM 98,3. Ele falará sobre o cristianismo e a história das religiões monoteístas em tempo de Quaresma, menos lembrado do que aqueles que celebram o Carnaval.

Sempre atento à política, Dom Rifan analisará também seu cenário nos planos nacional, estadual e municipal. Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.