CPI para passar a limpo 20 anos de royalties: de Garotinho a Rosinha
De Garotinho a Rosinha, 20 anos de royalties passados a limpo. Este será o período de investigação proposto pela CPI que a vereadora Odisséia Carvalho (PT) apresenta na sessão da Câmara, na próxima terça-feira. Abandonada pelos colegas da bancada de oposição — Marcos Bacellar (PT do B), Rogério Matoso (PPS), Adbu Neme (PSB), Dante Pinto Lucas (PDT) e Jorge Pé no Chão (PT do B) —, a petista caminhará sozinha, sem os cinco votos que bastariam para aprovar a proposta.
Embora a lei dos royalties seja de 1953, junto com a criação da própria Petrobras, eles só começaram a ser pagos pelo petróleo extraído do mar (caso de toda a Bacia de Campos) em 1989, justamente o ano em que Garotinho assumiu seu primeiro mandato à frente da Prefeitura de Campos. Assim, a aplicação dos recursos do petróleo no município seria investigada em 10 gestões de sete prefeitos: Garotinho (1989/92), Sérgio Mendes (1993/96), Garotinho (1997/98), Arnaldo Vianna (1998/2000 e 2001/04), Carlos Alberto Campista (2005/05), Alexandre Mocaiber (2005/06 e 2007/08), Roberto Henriques (2008/08) e Rosinha (2009 até o presente momento).
Como não contou com nenhum apoio efetivo na oposição, as esperanças da vereadora petista agora se voltam aos colegas da situação, com os quais a idéia inicial de 20 anos pode ser negociada para períodos mais curtos de investigação, visando a aprovação da CPI dos Royalties. Na dúvida do seu sucesso, uma coisa é certa: com a proposta de Odisséia de saber onde e como foram aplicados, de fato, os mais de R$ 6 bilhões recebidos pelo município nos últimos 20 anos, caminham as esperanças da esmagadora maioria dos mais de 432 mil campistas.



