Opiniões

UFC 106 — recuperação de Griffin e cartão de visitas de Minotouro

Na raça e na trocação, Griffin se impôs sobre Ortiz (site do UFC)
Na raça e na trocação, Griffin se impôs sobre Ortiz (site do UFC)

 

Depois que o campeão peso-pesado do Ultimate Fighting Chapionship (UFC), o brutamontes estadunidense  Brock Lesnar, se contundiu durante os treinamentos para a disputa de título marcada contra o também gigante e compatriota Shane Carwin, a luta principal do UFC 106, realiado na madrugada de sábado, em Las Vegas, acabou sendo a revanche entre os também estadunidenses Tito Ortiz e Forrest Griffin, ambos ex-campeões na categoria meio-pesado. Numa luta dura, como foi a primeira, três anos atrás, a decisão por pontos foi unânime a favor de Griffin, após três assaltos de cinco minutos.

O resultado foi merecido, pois apenas no primeiro round, o wrestler Ortiz conseguiu equilibrar as ações. No segundo, quando conseguiu derrubar o adversário e executar sobre ele a especialidade do seu repertório, o ground and pound (socos e cotoveladas contra o rosto de quem está por baixo), o estadunidense de ascendência mexicana foi surpreendido pela grande virtude de Griffin: a raça. Mesmo com o rosto sangrando bastante, em virtude das coteveladas recebidas, ele usou uma raspada de jiu-jítsu (inversão de posição, para sair debaixo do adversário) para não só escapar da situação adversa, como ainda vencer o assalto na trocação (luta em pé).

No último round, demonstrando o cansaço natural após um ano e meio de inatividade, Ortiz foi presa fácil para as combinações de socos e chutes de Griffin, um lutador sem especialidade, produto desta nova fase do Mixed Martial Artas (MMA, ou artes marciais mistas). Após a divulgação do resultado, ao ser vaiado pelo público por ter alegado que lutara contundido, Ortiz foi defendido pelo próprio adversário, que tomou o microfone para dizer que as contusões não só fazem parte do treinamento, como afetam, sim, o desempenho nas lutas.

Além dos pontos dos juízes pelo desempenho como lutador, Griffin ganhou pontos com o público pelo caráter de homem. Por um motivo e o outro também, foi uma merecida recuperação depois do humilhante nocaute que sofreu na luta principal do UFC 101, imposto pelo peso-médio brasileiro Anderson “Spider” Silva, considerado o maior lutador de MMA de todos os tempos, ao lado do pesado russo Fedor Emilianenko.  

Todavia, a grande atuação do UFC 106 coube ao meio-pesado brasileiro Rogério “Minotouro” Nogueira, irmão gêmeo do lendário peso-pesado Rodrigo “Minotauro”, que espera o vencedor da luta entre Brock  Lesnar e Shane Carwin, para ter sua chance de disputar o título na categoria máxima do UFC. Faixa preta de jiu-jítsu, Minotouro é também pugilista de nível olímpico, tendo conquistado, para o Brasil, a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007.

Famoso por suas participações no Pride — extinto torneio de MMA japonês —, Rogério lutou pela primeira vez no UFC. E seu cartão de visita não poderia ter sido melhor. Após conectar alguns cruzados de esquerda, ele tratorou ninguém menos que Luiz “Banha” Cane, também brasileiro, também canhoto, também faixa-preta de jiu-jítsu e lutador de muay thay conhecido pela pegada devastadora.

Com um nocaute inquestionável, ainda nos minutos iniciais do primeiro assalto, Minotouro, como o irmão, se credencia aos primeiros lugares da fila na disputa pelo cinturão da sua categoria. No caso dos meio-pesados, ele terá que esperar a revanche entre o campeão Lyoto Mashida e o desafiante Maurício Shogum, também brasileiros.   

 

O canhoto Rogério Minotouro conectando sua esquerda em contragolpe à esquerda do também canhoto Luiz Banha, que seria nocauteado pelo golpe (site do UFC)
O canhoto Rogério Minotouro conectando sua esquerda em contragolpe à esquerda do também canhoto Luiz Banha, que seria nocauteado pelo golpe (site do UFC)

Fla não quis ser campeão

Não há desculpas. Na hora de decidir seu destino, em que dependia só dele para chegar ao Hexa, o Flamengo não quis ser campeão. Mesmo com a postura defensiva, o uso e abuso da falta como recurso de jogo e a cera por parte do Goiás, o Rubro-negro tinha obrigação de encontrar o caminho da vitória, diante da sua imensa torcida, dentro do Maracanã. Desta vez, Adriano e Petkovic não decidiram. 

Embora esteja só com um ponto de vantagem, o São Paulo terá dois jogos bem mais fáceis pela frente: contra o mesmo Goiás, no Serra Dourada, e depois contra o já eliminado Sport, dentro do Morumbi. Difícil acreditar que pegando primeiro o forte Corínthians, no Brinco de Ouro, em Campinas; e depois o sempre aguerrido Grêmio, novamente no Maracanã, o time de Andrade vá tirar a diferença, sobretudo depois do banho de água fria de hoje.

Se lado bom existe na frustração, é constatar que, ano passado, o Goiás tirou do Fla a vaga na Libertadores, conquista praticamente já assegurada nesta campanha, independente do título nacional. 

Esperança carioca no Brasileirão, faltou ao time da Gávea a capacidade de recuperação que o Botafogo demonstrou hoje e que o Fluminense tem apresentado em todos os seus últimos jogos.

Lavada no PT

Acabou de acabar a apuração no PT. Como previsto pela vereadora Odisséia, seu marido, o professor Eduado Peixoto é o presidente eleito do diretório municipal do partido, com 415 votos. Em segundo, o telefônico aposentado Félix Manhães, com 157; seguido de longe pelo professor Fábio Siqueira, com 42; por sua vez acompanhado de perto pelo administrador Adão Elias, com 35. Foram 26 votos brancos e quatro nulos.

Placar virgem no Maraca

Final do primeiro tempo no Maracanã, sem abertura de placar. Diferente da maneira que conquistou a maioria de suas vitórias sob comando de Andrade, o Flamengo encontra dificuldades para jogar no campo do adversário. Defendendo-se bem, o Goiás adota a tática rubro-negra, se fechando na defesa e explorando os contra-ataques. Aguerrido, Williams foi o melhor do Fla. Zé Roberto, sumido do jogo, o pior.

Duas chances de gol criadas de lado a lado. Pelo time da Gávea, uma cobrança de Pet que roçou o ângulo e um cruzamento deste, para Adriano, dentro da pequena área, que o zagueiro cortou em providencial antecipação. Pelo Goiás, um quase chute sem ângulo de Fernandão e uma batida de classe de Léo Lima, que teria endereço certo, não fosse interceptada por Bruno em defesa salvadora.

Que venham os próximos 45 minutos, possivelmente sem o zagueiro Álvaro, que caiu ao final da primeira etapa e deve desfalcar o Fla. 

O Botafogo fez sua parte. Se quiser ser campeão, cabe ao Rubro-negro fazer a sua.

Lagoa de Cima: mortes anunciadas

Corpo na canoa e com rosto no detalhe de Rogério Silveira de Sá, morto por afogamento em Lagoa de Cima (foto e repordução de Rodrigo Silveira)
Corpo na canoa e com rosto no detalhe de Rogério Silveira de Sá, morto por afogamento em Lagoa de Cima (foto e repordução de Rodrigo Silveira)

Hoje, no dia seguinte em que a Folha publicou matéria na qual moradores e banhistas de Lagoa de Cima reclamavam da falta de guarda-vidas, dois corpos foram retirados das águas pelo Corpo de Bombeiros. Rogério Silveira de Sá, de 43 anos, e uma criança ainda não identificada, de idade estimada em 5 anos, morreram afogados em Lagoa de Cima. 

Não que se deva aceitar a cômoda justificativa do comandante do 5º Grupamento de Bombeiro Militar, Sila Pereira Rocha, ao elencar as praias como prioridade, com a chegada do verão, mas será que o poder público municipal não poderia também colocar guarda-vidas no local para evitar novas mortes?

Agora é com o Flamengo…

Acabou de acabar: Botafogo 3 x 2 São Paulo. Mesmo com três jogadores expulsos, dois a mais que o tricolor paulista, o time da estrela solitária conseguiu não só espantar a zona do rebaixamento — em que ficaria em caso de empate ou derrota —, como pavimentar o caminho do Flamengo ao Hexa.

Agora, pela primeira vez neste Brasileirão, o time de Petkovic, Adriano e Andrade só depende dele mesmo para ser campeão.

Que venha o Goiás!

PT vence com Eduardo

Acabei de falar, ao telefone, com a professora Odisséia Carvalho, vereadora do PT. Embora a apuração da eleição para presidente do diretório municipal esteja ainda em andamento, ela dá como certa a vitória do ex-marido, o também professor Eduardo Peixoto, no pleito que mobilizou o maior número de votantes na história do PT em Campos: 681.

Seja pela seriedade de Eduardo, ou pela arrogância desprovida de motivo do principal grupo que disputava com ele o controle do partido, é uma vitória a ser comemorada não só pelo PT, como pelo bem da vida política de Campos.

Assim que sair, o blog divulgará o resultado oficial.

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