Opiniões

Comentário anônimo — Ônus no voto e no bolso

Quem já aprendeu, da maneira mais humilhante, que comentário anônimo em blog nunca elegeu ninguém a nada, é melhor tratar de se conscientizar, enquanto ainda dá, que também pode ser obrigado a pagar pelos danos morais daquilo que divulga com a anunência da suposta moderação.

Em seu blog, “Ponto de vista”, Christiano Abreu Barbosa fez o lembrete devido (aqui)…

Ainda sobre o Monitor…

À falta de novidade, que só poderia vir com a reabertura do Monitor Campista, não pretendia mais tocar no assunto. Todavia, injusto ter transcrito (aqui) o post do blog “Sujeito”, do repórter-fotográfico Ricardo Avelino, tratando da suspensão ou encerramento das atividades do secular jornal, sem fazer o mesmo com as considerações igualmente esclarecedoras e sensatas, feitas numa série de artigos pelo jornalista Guilherme Belido, sem seu site “Opinião” (aqui).

Ele escreveu três textos sobre o caso e promete o final ainda para hoje. Enquanto a conclusão não vem, reproduzo abaixo seu terceiro artigo…

 

O Monitor (III)

    Então, para “aclarar”, registre-se o seguinte: o texto inicial não entra no mérito do pretendido salvamento do Monitor – muito bem vindo – e sim dos possíveis motivos de sua queda. Tampouco discute se deve ser salvo; ou como, quando e por quem.

     Contudo, penso uma “engenharia” capaz de trazer de volta o jornal, transformando o ora fechamento em suspensão, seria excepcional.

    Também reafirmo (está lá no primeiro artigo, de maneira claríssima) que seu encerramento constitui fato histórico lamentável para Campos. Tudo sob o manto da opinião, cuja essência é invariavelmente subjetiva.

    Ressalvas já maçantes de tão repetidas, acho justo que também sublinhe o que acredito ser a inexorável realidade dos fatos, –alguns dos quais passo a enumerar.

    1) O jornal fechou e Campos fica sem importante fatia de sua história

    2) Afora o lado histórico, a perda se limita à seara sentimental, face à circunstância de que Monitor não tinha expressão como veículo de Imprensa.

    3) Com mil e poucos exemplares de tiragem, exibia tímida circulação. E via de regra, o pouco que ia para as bancas, voltava.

    4) Impresso no Rio, sofria prejuízos em sua regularidade, muitas vezes chegando aqui depois do meio dia; ou nem chegando.

    5) Das quase 200 bancas existentes na cidade, a maioria não apanhava o jornal. Isso porque o jornaleiro não queria ter o trabalho de levar… para depois trazer de volta os mesmos 5 (cinco) exemplares.

    6) Quando não há vocação para venda avulsa, o veículo compensa formando um vasto quadro de assinantes, – o que também não conseguiu. Assinante é leitor fidelizado e não há de se falar em fidelidade sem a garantia, ao menos, de que o exemplar chegue.

    7) Triste verdade, ainda hoje a população, como um todo, nem sabe que o jornal fechou. E não sabe porque não lia nem via o velho órgão.

    8) Neste particular, o Monitor se afigura, por exemplo, à Rede Brasil: tendo enorme importância, não é vista senão por meia dúzia. Se sair do ar, “ninguém“ toma conhecimento. Mas se a Globo ficar sem sinal por cinco minutos, o Brasil inteiro vai comentar.

    9) O Monitor Campista – enfim, desculpem – apresentava inequívoca e histórica inclinação para “repartição pública”, – “definição” que dispensa comentário.

    10) Os Diários Associados fecharam “O Jornal”, “O Cruzeiro” e a “Tupi”, que foram grandes veículos de dimensão nacional e projeção internacional. Logo, não estão nem aí para tradição. Afinal, tradição não paga as contas.

OBS: Com enfoque distinto dos três primeiros, o artigo O Monitor (IV) vai ser publicado nesta sexta, encerrando a série de textos sobre o assunto.

Eraldo Dutra — Exemplo para o PT de Campos

A vitória acachapante do professor Eduardo Peixoto, na eleição à presidência do diretório municipal do PT, lavou a alma de muita gente. Foi o caso, por exemplo, do Eraldo Dutra, petista desde 1982, que teve a coragem de colocar no seu devido lugar quem pretende condenar o partido à mesma autofagia na qual está confinada a sua própria (ir)relevância.

Até segunda…

Peço desculpas aos leitores pela falta de atualização, mas os afazeres diários no jornal, a atualização do outro blog do qual participo (aqui), a necessidade de auxílio a um amigo, além de uma viagem previamente marcada, acabaram deixando curtas as 24 horas nos últimos três dias, assim como nos próximos três que virão. Volto à ativa por aqui, na segunda, dia 30. Até lá, creio que com a coletiva de hoje, do vereador Nelson Nahim, se defendendo de uma acusação de pedofilia que não sofreu, as coisas estarão ainda quentes por Campos.

Agora, será que o presidente da Câmara é ciente de que um dos seu principais algozes virtuais, quando não estava fomentando boatos escudado na covardia do anonimato, ou posando de ogro paladino dos direitos da mulher, costumava encerrar as discussões com a própria esposa mediante tiros de pistola .40 na parede da sua casa?

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