Apesar da erosão de popularidade em todas as pesquisas, Lula (PT) se reelegeria hoje no 2º turno da eleição presidencial em 2026. Numericamente, ainda que em empate técnico, ele ficaria à frente do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado à inelegibilidade até 2030. Que teria 40% de intenção de voto, contra 44% do presidente em um eventual 2ª turno.
Ainda assim, perguntados se o presidente deveria se candidatar à reeleição, 62% acham que não, com apenas 31% dizendo que sim. A rejeição que marcou a eleição presidencial de 2022, na qual Lula bateu Bolsonaro no 2º turno por apenas 1,8 ponto, continua presente para 2026: 44% dos eleitores tem mais medo da volta do capitão ao poder, contra 41% que temem mais a permanência do petista. Na rejeição, é outro empate técnico entre ambos.
Com mais vantagem e fora da margem de erro de 2 pontos para mais ou menos da pesquisa Quaest, cuja parte eleitoral só foi divulgada hoje, o petista também bateria outros sete pré-candidatos nas simulações do 2º turno para 2026. Entre eles, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (REP); e o influenciador digital Pablo Marçal (PRTB).
As duas partes da mesma pesquisa Quaest, feita com 2.004 eleitores entre 27 e 31 de março, foram divulgadas separadamente. Ontem, na de avaliação do governo, a tendência de queda de Lula em todas as pesquisas foi confirmada (confira aqui) na aprovação de 41%, contra a maioria dos 56% que hoje desaprovam. Mas, hoje, na parte eleitoral da pesquisa, o presidente teve 44% de intenção de voto, contra 38% de Michelle, em um eventual 2º turno de 2026.
Além de Jair, em empate técnico, e Michelle, Lula também ficou à frente de Eduardo Bolsonaro (45% a 34%), Tarcísio (43% a 37%) e Marçal (44% a 35%) na projeção do 2º turno presidencial da Quaest. No qual o petista também superou os governadores, respectivamente, do Paraná, Ratinho Júnior (PSD, por 42% a 35%); de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo, por 43% a 31%); e de Goiás, Ronaldo Caiado (União, por 44% a 30%).