LBGBTfobia e novo curso do IFF no Folha no Ar desta 4ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Reitor do IFF, o professor Jefferson Manhães de Azevedo é o convidado do Folha no Ar desta quarta (18), ao vivo a partir das 7 da manhã, na Folha FM 98,3. Ele falará da semana com programação de eventos contra a LGBTfobia na escola. Falará também do novo curso superior de enfermagem, a ser abrigado no IFF-Guarus.

Por fim, Jefferson tentará projetar as eleições de outubro a deputado estadual, federal, governador e presidente. Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quarta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

Vereador Marquinho Bacellar no Folha no Ar desta 3ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Vereador da oposição eleito presidente da Câmara Municipal de Campos em 15 de fevereiro, no pleito anulado pela atual Mesa Diretora, Marquinho Bacellar (SD) é o convidado do Folha no Ar, ao vivo, a partir das 7h da manhã desta terça (17), na Folha FM 98,3. Ele falará da crise na Casa do Povo, aberta com a anulação, na disputa de poder entre os grupos políticos dos Garotinho e dos Bacellar.

Marquinho analisará também as contas da ex-prefeita Rosinha Garotinho (hoje, União) de 2016, reprovadas na Legislatura passada, seguindo parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE), e também anuladas pela atual Câmara, assim como a aparente crise no grupo político a que sempre se opôs. Por fim, o edil projetará as eleições de outubro a deputado estadual, federal, governador e presidente.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

Pesquisas, liderança de Lula e armadilha de Bolsonaro

 

Lula e Bolsonaro (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr).

Estamos hoje a exatos 141 dias, pouco mais de quatro meses e meio, da eleição presidencial de 2 outubro. Mesmo aos eleitores mais apaixonados do ex-ministro Ciro Gomes (PDT), do ex-governador paulista João Doria (PSDB), do deputado federal André Janones (Avante), da senadora Simone Tebet (MDB) e do cientista político Luiz Felipe d’Avila (Novo), entre outros menos cotados, parece não sobrar mais tempo para dúvida racional. Salvo qualquer ponto muito fora da curva — como a prisão ou a facada de 2018 —, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) disputarão o segundo turno em 30 de outubro.

Nas pesquisas dos principais institutos feitas neste mês de maio, Lula mantém sua liderança isolada, com Bolsonaro também isolado em segundo lugar, fora de qualquer margem de erro. Nas consultas estimuladas de intenções de voto, o ex-presidente apareceu com 40% contra 35,2% do atual, na Paraná feita entre 28 de abril e 3 de maio; com 44% contra 31%, na XP/Ipespe feita entre 2 e 4 de maio; com 40,6% contra 32%, na CNT/MDA feita em 4 e 7 de maio; com 46% contra 29%, na Genial/Quaest feita entre 5 e 8 de maio; e com 42% do petista contra 35% do capitão, na PoderData feita entre 8 a 10 de maio.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Em terceiro lugar em todas as pesquisas, Ciro apareceu com 7,4% de intenções de voto, na Paraná; 8%, na XP/Ipespe; 7,1%, na CNT/MDA; 7%, na Genial/Quaest; e 3,8%, na PoderData. A diferença que o separa da vice-liderança de Bolsonaro hoje é no mínimo de 22 pontos, pela Genial/Quaest. E no máximo de 31,2 pontos, pela PoderData. Em um universo eleitoral de quase 150 milhões de brasileiros aptos a votar, 22 pontos significam 33 milhões de eleitores. Enquanto 31,2 pontos significam 46,8 milhões de votos. Com o slogan “A rebeldia da esperança” criado por João Santana, ex-marqueteiro de Lula e de Dilma Rousseff (PT), haja esperança ao ex-governador do Ceará. Tanto mais a quem vem ainda depois dele.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Não tão significativa quanto a diferença aos demais, ainda assim continua considerável a que hoje separa Lula de Bolsonaro. Pela Paraná, na menor diferença das pesquisas de maio entre ambos, os 4,8 pontos que os separam significam 7,2 milhões de eleitores. Pela XP/Ipespe, a diferença de 13 pontos do ex-presidente para o atual significa 19,5 milhões de votos. Pela CNT/MDA, a diferença de 8,6 pontos do líder ao vice significa 12,9 milhões de sufragistas. Pela Genial/Quaest, na maior diferença entre o petista e o capitão, os 17 pontos entre eles significam 25,5 milhões de brasileiros aptos a votar. Pela PoderData, a diferença de 7 pontos de Lula a Bolsonaro significa 10,5 milhões de eleitores.

Se a tarefa de tentar ultrapassar Lula na corrida do primeiro turno não parece fácil nestes quatro meses e meio até as urnas, a maior dificuldade de Bolsonaro para continuar no cargo é outra. E está no segundo turno. Para se chegar lá, contam a qualquer candidato as intenções de voto. Mas, para vencê-lo, conta a rejeição, por fixar o teto de crescimento dessas mesmas intenções de voto entre os dois turnos. Como questão aritmética, não política, o vencedor final precisa alcançar o mínimo de 50% mais um dos votos válidos.

Em todas as pesquisas, a posição entre Lula e Bolsonaro no índice positivo nas intenções de voto é invertida no índice negativo da rejeição. Na Paraná, o capitão teve 52,4% de eleitores afirmando não votar nele de maneira nenhuma, contra 46,3% do petista. Na XP/Ipespe, Bolsonaro teve 60% de rejeição, contra 43% de Lula. Na CNT/MDA, o presidente teve 53,9% de rejeição, contra 44,1% do ex-presidente. Na Genial/Quaest, Bolsonaro teve 59% de rejeição, contra 43% de Lula. E, na PoderData, o capitão teve 50% de rejeição, contra 37% do petista.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Quem tem 52,4%, ou 60%, ou 53,9%, ou 59%, ou 50% de rejeição, como Bolsonaro tem, não pode alcançar 50% mais um dos votos para vencer no segundo turno. Mais uma vez, não é uma questão política, mas aritmética. Aos analistas do mundo, o limite prudencial da rejeição ao vencedor de uma eleição em dois turnos é de 35%. Lula tem mais do que isso em todas as pesquisas. Mas, até aqui, sua sorte é ter como principal adversário alguém ainda mais rejeitado, cuja vitória hoje é matematicamente inviável.

Não por outro motivo, Lula bate Bolsonaro nas simulações de segundo turno de todas as pesquisas. A despeito das besteiras que o primeiro anda dizendo, como na questão do aborto que nunca propôs ao Congresso quando presidente, ou contra o teto de gastos criado pelo ex-presidente do Banco Central dos seus oito anos de governo, Henrique Meirelles (PSD). Nada comparável à bravata da privatização da Petrobras, para Bolsonaro tentar tirar o dele da reta do constante aumento no preço dos combustíveis, ou da maior inflação do país em 26 anos.

O fato é que hoje o petista liquidaria a fatura do segundo turno sobre o capitão por 46,4% a 38,7%, na Paraná; por 54% a 34%, na XP/Ipespe; por 50,8% a 36,8%, na CNT/MDA; por 55% a 34%, na Genial/Quaest; e por 49% a 38%, na PoderData. No turno final, a menor diferença de Lula para Bolsonaro, pela Paraná, hoje seria de 7,7 pontos — ou 11,55 milhões de eleitores. A maior, pela Genial/Quaest, hoje está em 21 pontos — ou 31,5 milhões de votos. Na dúvida, a certeza: é voto pra danar!

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Mais do que tentar ultrapassar Lula no primeiro turno, a única chance real de Bolsonaro seria diminuir sua rejeição para o segundo turno. Mas, em pastiche de Donald Trump no ataque aos votos pelos correios em sua anunciada derrota eleitoral à presidência dos EUA em 2020, o capitão força o discurso no Brasil de 2022. Contra a urna eletrônica, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF). Com o apoio de parte das Forças Armadas, que na quinta (12) teve resposta firme do sereno ministro Edson Fachin, presidente do TSE: “Quem trata de eleições são forças desarmadas!”. O tom de Bolsonaro é como o termômetro do peru Sadia: quanto mais sobe, maior a certeza de estar pronto para ser fatiado e servido.

 

 

Pesquisas não são infalíveis. Ainda que a Datafolha de setembro de 2017 já apontasse que, sem Lula na corrida, Bolsonaro era o favorito a vencer a eleição presidencial de mais de um ano depois. Como foi ali, pesquisas revelam tendências. As de 2022? A primeira, Lula parece ter alcançado há alguns meses seu teto no primeiro turno, patinando na casa dos 40%. Se não falar ou fizer nenhuma nova besteira, tende a manter.

A segunda tendência? Após crescer com a herança dos votos da desistência do seu ex-ministro da Justiça Sergio Moro (União), Bolsonaro também aparenta já patinar em seu teto, na casa dos 30%. Talvez rebaixado porque, após crescer nas pesquisas — as mesmas que os bolsonaristas dizem não acreditar — e se sentir empoderado, o presidente voltou ao seu manjado morde e assopra contra o estado democrático de direito.

Quanto mais radicalizar o discurso, para agradar sua bolha e desagradar o eleitor não fanatizado à direita ou à esquerda, mais o capitão que adora demitir generais, brigadeiros e almirantes ficará refém da armadilha que montou para si.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Castro, Bacellar, Wladimir, contas Rosinha e “carimbo Garotinho”

 

À frente de Washington Reis, Wladimir Garotinho, Frederico Paes e o empresário Renato Abreu, presidente do Grupo MPE, o governador Cláudio Castro discursou após a missa de abertura de safra da Coagro (Foto: Genilson Pessanha/Folha da Manhã)

 

 

Castro amigo de Rodrigo e Wladimir

“Eu sou amigo do Rodrigo (Bacellar, PL) e do Wladimir (Garotinho, sem partido). Eles que se entendam. A questão das disputas políticas de Campos não tem nada a ver comigo. Eu sou governador do estado e tenho que trabalhar com os dois. Se tiver um terceiro, que brigue com os dois, eu vou trabalhar com ele também. Assim como se tiver um quarto. Eu sou governador e não me meto nessas questões municipais”. À reportagem da Folha, foi o que disse na manhã de hoje o governador Cláudio Castro (PL), na missa de abertura de safra da Usina Sapucaia. Que é arrendada a Coagro, presidida por Frederico Paes (MDB), vice-prefeito de Campos.

 

Entre os vereadores de oposição Helinho Nahim, Igor Pereira, Raphael Thuin, Marquinho Bacellar, Anderson de Matos e Bruno Vianna, Cláudio Castro posou fora do palanque oficial (Foto: Divulgação)

 

Mais edis de oposição que do governo

Wladimir Garotinho marcou presença no evento, não Rodrigo Bacellar, que deixou a secretaria estadual de Governo para tentar se reeleger deputado estadual em outubro. Mas, irmão de Rodrigo e vereador eleito presidente da Câmara de Campos em 15 de fevereiro, no pleito depois anulado pela atual Mesa Diretora governista, Marquinho Bacellar (SD) também esteve lá. Como vários edis da oposição, entre eles Helinho Nahim (PTC), Bruno Vianna (PSD), Raphael Thuin (PTB), Igor Pereira (SD) e Anderson de Matos (Republicanos). Entre os governistas, estiveram os vereadores Marcione de Farmácia (DEM) e Silvinho Martins (MDB).

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Castro e as pesquisas

Quem veio junto com Cláudio Castro, como adiantado pelo blog foi Washington Reis (MDB). Ex-prefeito de Duque de Caxias, ele é o nome mais cotado para ser o vice na chapa da tentativa de reeleição do governador. Sobre as pesquisas às urnas estaduais, daqui a menos de cinco meses, Castro disse à Folha: “Eu tenho como postura não comentar pesquisa, até porque você nem sabe ainda quem são os candidatos. As pesquisas só vão valer depois que saírem as convenções e pudermos saber quem são. Por exemplo, as pesquisas nacionais falavam em (Sergio) Moro (União) e hoje nem candidato (a presidente) ele é mais”.

 

Castro e Freixo

Apesar de dizer que não comenta pesquisas, Castro não deixou de alfinetar quem elas apontam como seu mais forte adversário na corrida ao Palácio Guanabara. Com o cuidado de não citar o nome do deputado federal Marcelo Freixo, pré-candidato do PSB a governador, o atual detentor do cargo disse: “O meu adversário (Freixo, que lidera até aqui as pesquisas, com Castro em segundo) comenta e toda hora ele tem que ficar buscando na pesquisa um dado em que está melhor. Eu sigo uma postura diferente. Acho que quem está na oposição faz campanha e quem está no governo governa. Eu estou governando e essa é minha postura”.

 

Cláudio Castro na Coagro com Elísio Rodrigues, presidente da Câmara de SJB (Foto: Instagram)

SJB e Castro

Após a missa, discursaram Frederico, Renato Abreu, proprietário da usina; Washington, Wladimir e Castro. O ex-prefeito de Duque de Caxias foi o mais político, saudando a presença do deputado federal Juninho do Pneu (União) e do estadual Bruno Dauaire (União). Pai deste, o ex-prefeito de São João da Barra, Betinho Dauaire (PSC) também foi ao evento. Assim como os vereadores do G-5 sanjoanense: o atual presidente da Câmara, Elísio Rodrigues (PL); o presidente eleito, Alan de Grussaí (Cidadania); além de Analiel Vianna (Cidadania), Franquis (PSC) e Kaká (Podemos). Elísio é outro político da região ligado a Rodrigo Bacellar.

 

Parque Saraiva e Ponte da Integração (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Pq. Saraiva e Ponte da Integração

Política à parte, o evento trouxe boas notícias concretas a Campos, SJB e São Francisco de Itabapoana, cujos vereadores Renato Roxinho e Eleno (ambos, do SB) também estiveram presentes. Wladimir anunciou “para os próximos dias” a retomada de obras no Parque Saraiva, em parceria do município com o Governo do Estado. Por sua vez, Castro finalmente deu prazo para a entrega da Ponte da Integração, ligando SJB a SFI: “A entrega está pré-marcada para 31 de maio de 2023”. Morto pela Covid em 2020, após brigar tanto em vida pela obra iniciada em 2014, infelizmente o deputado estadual João Peixoto não estará aqui para ver.

 

Rosinha improcedente

A Câmara de Campos teve a temperatura da sessão de ontem elevada por dois fatos externos. Ambos ligados à ex-prefeita Rosinha Garotinho (União), mãe do prefeito Wladimir. Primeiro foi a decisão judicial do último dia 29 que julgou improcedente a anulação, pela atual Legislatura, da reprovação das contas de Rosinha de 2016 pela Legislatura anterior, seguindo parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE). No Folha no Ar, a anulação já havia sido considerada aberrante por juristas conceituados, como o ex-presidente da OAB-Campos e seu atual vice-presidente, respectivamente, Cristiano Miller e Carlos Alexandre de Azevedo Campos.

 

(Reprodução do Facebook)

 

“Olhos verdes”

Quem levantou na Câmara a decisão da juíza Danielle Coutinho Cunha Gomes, da 3ª Vara Cível de Campos, contrária a Rosinha, foi o Marquinho Bacellar. Coube a ele levantar também o segundo fato incendiário do dia. Foi uma postagem de Rosinha no Facebook em cobrança ao filho: “Wladimir, você só chegou onde está com o carimbo Garotinho. Não pelos seus belos olhos verdes”. Verdade ou não, não é mentira que qualquer mãe só deveria cobrar seu filho dessa maneira no reservado. Jamais publicamente. Skakespeare advertiria: “o ciúme é um monstro de olhos verdes que se alimenta da própria carne” (“Othelo”, ato 3, cena 3).

 

Rosinha e Wladimir em postagem do dia das mães (Foto: Instagram)

 

Com informações dos jornalistas Ícaro Barbosa, Aldir Sales, Arnaldo Neto e do repórter-fotográfico Genilson Pessanha.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Castro em Campos: “Sou amigo do Rodrigo e do Wladimir”

 

À frente de Washington Reis, Wladimir Garotinho, Frederico Paes e o empresário Renato Abreu, presidente do Grupo MPE, o governador Cláudio Castro discursou após a missa de abertura de safra da Coagro (Foto: Genilson Pessanha/Folha da Manhã)

 

“Eu sou amigo do Rodrigo (Bacellar, PL) e do Wladimir (Garotinho, sem partido). Eles que se entendam. A questão das disputas políticas de Campos não tem nada a ver comigo. Eu sou governador do estado e tenho que trabalhar com os dois. Se tiver um terceiro, que brigue com os dois, eu vou trabalhar com ele também. Assim como se tiver um quarto. Eu sou governador e não me meto nessas questões municipais”. À reportagem da Folha, foi o que disse hoje de manhã o governador Cláudio Castro (PL), na missa de abertura de safra da Usina Sapucaia. Que pertence ao Grupo MPE e é arrendada a Coagro, presidida por Frederico Paes (MDB), vice-prefeito de Campos.

Wladimir Garotinho marcou presença no evento, não Rodrigo Bacellar, que deixou a poderosa secretaria estadual de Governo para tocar sua pré-candidatura à reeleição como deputado estadual em outubro. Mas, irmão de Rodrigo e vereador eleito presidente da Câmara de Campos em 15 de fevereiro, no pleito anulado pela atual Mesa Diretora governista, Marquinho Bacellar (SD) também esteve lá. Como vários edis da oposição, entre eles Helinho Nahim (PTC), Bruno Vianna (PSD), Raphael Thuin (PTB), Igor Pereira (SD) e Anderson de Matos (Republicanos). Quem veio junto com Cláudio Castro, como adiantado pelo blog em 5 de maio, foi Washington Reis (MDB). Ex-prefeito de Duque de Caxias, ele é considerado o nome mais cotado para ser o vice na chapa da tentativa de reeleição do governador.

 

Entre os vereadores de oposição Helinho Nahim, Igor Pereira, Raphael Thuin, Marquinho Bacellar, Anderson de Matos e Bruno Vianna, Cláudio Castro posou fora do palanque oficial (Foto: Divulgação)

 

Leia a cobertura completa da visita de Castro a Campos e região na edição desta quarta (11) da Folha da Manhã.

 

Política de Campos, RJ e Brasil sob o jornalismo mulher

 

Por Aluysio Abreu Barbosa, Cláudio Nogueira e Matheus Berriel

 

A semana em que o Folha no Ar trouxe só entrevistadas mulheres ao programa matinal do Folha FM 98,3, se encerrou na sexta (06) com quatro delas. Mais acostumadas a fazer perguntas do que a dar respostas, as jornalistas Dora Paula Paes, Flávia Ribeiro, Júlia Maria Assis e Suzy Monteiro, em ordem alfabética, foram da política da planície goitacá em disputa pelos Garotinhos e os Bacellar, refletida numa Câmara Municipal só de homens, ao Planalto Central ainda mais polarizado entres as pré-candidaturas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL). No meio, passaram ainda pela eleição ao Palácio Guanabara, que teve tantos dos seus últimos ocupantes presos e hoje as pesquisas projetam em outra polarização, entre o deputado federal Marcelo Freixo (PSB) e o governador Cláudio Castro (PL). A presidente e governador, analisaram também algumas opções da chamada terceira via, incluindo a única presidenciável mulher até aqui, a senadora Simone Tebet (MDB). Entre tantas disputas eleitorais que se desenham encarniçadas, Dora, Flávia, Júlia e Suzy confessaram o temor comum pelo destino da democracia no Brasil. Como a fé que as quatro depositam nessa forma feminina de governo.

 

Jornalistas Dora Paula Paes, Flávia Ribeiro, Júlia Maria Assis e Suzy Monteiro (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Folha da Manhã – Qual sua visão da crise na Câmara de Campos composta só de homens na disputa de poder entre os grupos políticos dos Garotinho e dos Bacellar?  

Dora Paula Paes – Observar a Câmara de Campos, hoje, não é uma coisa muito fácil. Não tem mulheres. Então, a coisa não tem sensibilidade nenhuma. Pelo contrário, é uma vergonha pura assistir a uma sessão. Tenho um filho de 13 anos, ele não vota, mas acompanha o meu trabalho, porque está em casa e eu estou em casa ouvindo a sessão. Esses dias, assistindo a uma sessão comigo, ele falou assim: “Mãe, essa Câmara parece com a novela ‘Poliana’”. É uma novela de criança, de dona de casa, que tem 900 capítulos. E ele frisou uma coisa que me chamou a atenção: “Ela (a Câmara) tem muita enrolação, como a novela”. E ele está certo. Tem muita enrolação, tem muita briga. O Executivo é um poder, o Legislativo é outro, e o Judiciário é outro. Desde a eleição de 2004, a política de Campos perdeu a vergonha de ir para a Justiça. E, quando você perde a vergonha de ir para a Justiça, é muito sério. Tudo vira uma batalha de oposição e situação. E é uma vergonha assistir a isso, seja presencialmente, seja pela internet. Para mim, o Legislativo perdeu a vergonha. Eu acho que a Justiça também fez o papel dela nessa situação, porque querer caçar 13 (vereadores) é uma situação complicada.

Flávia Ribeiro – Não é uma situação de a gente se orgulhar. Dora falando, eu fico me lembrando: já acompanhei confusão na Câmara; sai prefeito, tira prefeito eleito, prefeito assume na Câmara. Parece que não é uma coisa séria. E aí eu fico olhando a política como um todo no Estado do Rio. O que nós estamos fazendo, enquanto sociedade, que a gente não consegue eleger ninguém que tenha decência para terminar um mandato no Executivo? No Legislativo, até que a gente encontra algumas pessoas, mas o nosso histórico moral é muito ruim. Se você é eleito para representar o povo, você tem que ter decência em representar. Você não pode legislar só para o seu grupo, governar só para o seu grupo. E é isso que eu tenho visto. Sinceramente, fico olhando de longe, e campista se espalha para o mundo inteiro. Em todo lugar que eu vou tem um campista aqui em Niterói. Mas, quando não tem campista, se fala: “Você é de Campos? E a política?”, e já dá aquele risinho. Eu falo: “Olha, sou campista com todo orgulho do mundo, mas não sou dessa laia de quem está representando mal a cidade”. Sinceramente, acho vergonhoso. Parece que é uma brincadeira.

Júlia Maria Assis – O Legislativo é um espaço de representatividade, o embate é normal. A calmaria absoluta no Legislativo nunca é um bom sinal. Só que esse caso específico da Câmara de Campos, infelizmente, é a eleição de 2022. Desde fevereiro, não se tem as sessões, e a população precisa que o Legislativo atue para votar seus projetos de lei, para fiscalizar o Executivo, para debater as coisas da cidade. E há um embate por poder, por Mesa Diretora. O Legislativo com essa hegemonia de apoio ou oposição nunca é um bom sinal. A situação é lamentável porque não tem as sessões. Óbvio que não podia ser de outro jeito, esse afastamento dos vereadores era uma coisa realmente bastante complicada. Judicializou, a Justiça está fazendo o papel dela. Mas isso faz com que o cidadão passe a detestar e a desprezar a política cada vez mais. A negação da política já nos fez muito mal. Falta mulher na Câmara, sim, mas sobretudo falta comprometimento com o cidadão. Ninguém está trancando pauta lá para defender interesse de projeto, defender interesse do cidadão; está para uma disputa de poder, para uma eleição que acontece este ano. É lamentável.

Suzy Monteiro – Dora lembrou a eleição de 2004, e eu digo que é a eleição que nunca acabou. Desde 2004, já vinha essa questão de recorrer à Justiça, que é um direito. Isso vem se prolongando, de uma certa forma, desde então. Neste caso, também não é diferente. Acho que o presidente da Câmara (Fábio Ribeiro, PSD) errou ao antecipar uma eleição que podia ser feita depois. Ele sabia que não tinha ampla vantagem. Ele apostou e perdeu. Tem essa questão de Nildo (Cardoso, União), mas, com certeza, se a vitória tivesse sido da atual Mesa Diretora, isso não teria nem sido levantado por eles. Isso é fato. Os vereadores da oposição estão unidos. E isso está se fortalecendo. De vez em quando eu entro, leio a Folha e vejo alguma coisa que está acontecendo. De vez em quando, para matar a saudade, ouço até sessão da Câmara. Minha filha fica falando: “Mãe, você é doida, fica ouvindo isso”. Eu vi ontem que teve mais um vereador (Dandinho Rio Preto, PSD) que disse que está na base do prefeito, mas que vai apoiar o Rodrigo (Bacellar, PL, na reeleição a deputado estadual), enfim. Não se pode servir a dois senhores. Mas, acho que procurar a Justiça foi importante, era necessário.

 

 

Folha – Como projeta a eleição ao Governo do Estado, que as pesquisas apontam polarizada entre o deputado federal Marcelo Freixo e o governador Cláudio Castro? Ex-prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT) ou algum outro nome da terceira via tem chances?

Dora – Sobre a eleição para governador, eu vejo o Freixo com pautas fortes, pautas sociais muito fortes. Tem um discurso muito bom. O mesmo eu considero sobre o Rodrigo Neves (PDT). Já entrevistei os dois. O Rodrigo Neves tem a seu favor a questão de ter feito um ótimo governo em Niterói, bem avaliado. E, em relação ao Cláudio Castro, eu o conheço desde criança, brincando na vila onde eu morava com os meus irmãos. Foi uma surpresa encontrá-lo na política. Percebo o lado positivo do governo dele, com uma menor experiência em relação aos outros dois. Mas ele estava nas tragédias; estava naquele caso da BR 356 aqui em São João da Barra, quando rompeu o dique, veio e, diferente de outros, fez um gabinete ali, no meio daquela água. A ex-prefeita Carla Machado (hoje, PT) foi lá, passou o problema, com medo de Barcelos ser toda invadida, e ele chamou todos os secretários e falou: “Vamos fazer. O que cada um tem que fazer?”. Foi uma grata surpresa, porque o vice é sempre escondido. O que a gente espera dessa eleição é que tenhamos um governador e um vice que a gente não precise assistir na TV sendo levados num camburão, sendo transferidos de um presídio para outro.

Flávia – Eu já falei da vergonha que é a gente ter esse histórico de governadores. O Rodrigo Neves tem, sim, uma avaliação boa aqui em Niterói. O governo dele foi bom, ele se comportou super-bem na pandemia, ele seguiu a ciência, ele fez tudo o que a UFF disse que era para fazer. Não conheço nem o Freixo nem o Cláudio Castro como as meninas conhecem, mas tem uma tia do Freixo aqui no meu prédio. Mas, o que eu acho que a gente tem que prestar atenção é na internet. A eleição, embora polarizada, vai ser cada vez mais na internet como um campo de busca por muito voto, de virada de muita coisa. E a gente tem que ficar muito ligado também nas fake news. A gente já viu conterrâneo (o ex-governador Anthony Garotinho, hoje União) sendo preso, gritando na ambulância. Mas a gente precisa pensar também que eles não perdem a regalia. Eles vão presos, mas vão continuar comendo banquete de comidinha árabe, ar-condicionado, revestimento para não esquentar muito na cela. É o nosso papel de cidadão, enquanto comunicador, combater a mentira. Ser honesto e fazer as coisas direito não é uma vantagem, é uma obrigação. Não está fazendo nenhum favor.

Júlia – Se a gente estava falando aqui sobre o problema que a gente tem da crise de confiança do eleitor no voto que ele, as últimas eleições do Estado do Rio de Janeiro simbolizam isso melhor do que qualquer outro cenário no país inteiro, porque a gente tem um histórico de problemas sérios envolvendo vários ex-governadores. A pesquisa da Datafolha de abril dá um empate técnico, com vantagem para o Freixo. São dois candidatos que têm um desafio especial para o interior. O Cláudio Castro era desconhecido até pouco tempo. Mas, com a máquina, sendo governador, tem aproveitado essas condições para fazer as incursões no interior e se fazer conhecer. O Freixo é mais capital, mas com uma estrutura de esquerda, com a vantagem do Lula no cenário nacional. Tudo indica um segundo turno entre essas duas forças. Mas se a gente volta e vê a eleição do (Wilson) Witzel (em 2018), a gente não pode prever nada. Rodrigo Neves é um bom quadro, tem o Felipe (Santa Cruz, PSD) também despontando. É uma eleição que tende ao segundo turno, e aí vão ocorrer as alianças, que são válidas. Historicamente, precisa se resgatar a confiança do eleitor.

Suzy – Como Júlia falou, o cenário se está se desenhando para Freixo e Cláudio Castro. Acho que a falta de uma terceira via é muito ruim, tanto a nível estadual quanto nacional. Não que a gente não tenha (pré-)candidatos bons, mas, por uma série de razões, não estão decolando. Amo o Freixo de paixão, o conheço pessoalmente desde que ele era assessor do Chico Alencar (Psol) e vinha para Campos sábado de manhã, eu pau da vida para ir para porta de presídio para ele fazer vistoria. O pessoal que é mais de direita fala que ele defendia bandido e não sei o quê. As pessoas não entendem que isso é importante também. As prisões são necessárias, as leis são necessárias; precisa prender e precisa punir; mas, precisa também dar uma chance a quem pode ser recuperado. Quem é a população carcerária hoje? É negro, é pobre, são meninos jovens na maioria, que, quando não morrem aqui fora, vão presos e ficam numa escola do crime. E aí, fazendo justiça a Cláudio Castro, ele tem feito um trabalho que eu identifico como muito bom. O Segurança Presente tem dado um resultado excelente. Tem outras coisas, essa articulação com prefeitos, de qualquer ramificação que seja.

 

 

Folha – E a eleição presidencial, ainda mais polarizada entre o ex-presidente Lula e o presidente Jair Bolsonaro? Ciro Gomes (PDT) tem chance? E Simone Tebet (MDB), única mulher entre os presidenciáveis? Preocupam os ataques de Bolsonaro ao sistema eleitoral?

Dora – Que hoje a política nacional está polarizada entre Lula e Bolsonaro, é inegável. Em relação ao Bolsonaro, eu acho que os militares vão precisar tomar cuidado se pensarem em mexer no resultado de uma eleição. As Forças Armadas já têm muito a responder pelo passado. Então, ter mais essa mancha não seria bom para uma instituição tão forte e que nos representa. Em relação à terceira via, foi citada a Simone Tebet. Mas, o próprio MDB já está começando a minar a (pré-)candidatura dela. Recentemente, fizeram um jantar para o Lula, porque o MDB quer estar onde o poder está. Acho que a eleição vai continuar polarizada entre Lula e Bolsonaro. A gente só espera que, indo para um segundo turno, o Brasil esteja forte, que o eleitor esteja ciente e que não seja tão danoso fazer uma escolha. Vamos votar. Que as instituições mantenham o seu papel firme. A população está carente. Não saímos ainda de uma pandemia, a economia está em frangalhos. A situação não está boa para ninguém. Hoje, a renda do brasileiro não dá para nada. A situação está cada vez mais miserável. A gente não precisa ir muito longe: Campos tem uma parcela grande na miséria. A Folha já mostrou isso.

Flávia – Acho que é um ano perigoso até. Sinceramente, eu tenho medo dessa polarização, desses lados tão duros assim: ou você é uma coisa ou você é outra. Tem coisa que é muito perigosa. Tem coisa que não é o bom senso, que é uma retomada, um caminho que parece que é para o vale das trevas. É a Caverna do Dragão. Parece que você está lá dentro e não vai sair nunca de lá; que o Mestre dos Magos nunca vai te apresentar a porta para sair. Mas, eu acredito também na democracia. Tenho fé. Fico pensando que somos tantas mulheres, que somos 53% de eleitoras, estamos comemorando 90 anos que podemos votar. Eu conheço muitas senhoras e senhores de 90 anos. Quando essas mulheres nasceram, elas não tinham direito ao voto. O que eu vejo é um carrinho de compras cada vez menor. Cada vez a gente deixa mais dinheiro no supermercado e traz menos comida. Isso a gente, que está numa parcela da população, digamos, privilegiada. E quem é menos ainda? E, mulheres, prestem atenção: o voto de vocês é o que vai decidir. Nós estamos sofrendo toda essa leva de violência porque a violência está validada. É direito agora bater? Estamos caminhando para trás.

Júlia – Bolsonaro subiu um pouco com a desistência do Moro. Começa a se desenhar talvez a possibilidade de segundo turno. É polarizada, mas não quer dizer que a gente deva fazer essa equivalência de dois extremos. Estão subindo o tom, colocando em dúvida a validade da eleição. Em qualquer processo democrático decente, termina a eleição, a vitória é anunciada, quem perde a eleição agradece os votos, deseja boa sorte ao vencedor e vai para o campo democrático fazer oposição. É assim que funciona. Quando você questiona, quando você começa a colocar dúvida no resultado da eleição porque está vendo a pesquisa desfavorável, você infla uma parte do eleitorado, que não é tão expressiva, mas é barulhenta e passional, para fazer um estrago. Você tem uma estrutura organizada de disparo de fake news. E, por outro lado, um esforço permanente de desacreditar as instituições, de enfraquecer o Supremo Tribunal Federal, enfraquecer o Poder Legislativo, criminalizar a oposição e a imprensa. A Simone Tebet tem um espaço, vai ser importante no debate. O Ciro tem o espaço dele, é importante no debate. Mas não é um processo eleitoral normal. É pior do que em 2018.

Suzy – Se a gente chegar ao final do segundo turno, havendo segundo turno, ainda vivendo numa democracia, com as instituições de pé e todo mundo por aqui, a gente já vai estar numa grande vantagem. Dizendo isso, acho que a pré-campanha de Lula precisa entender o que está acontecendo no Brasil. Não entendeu quatro anos atrás. Lula governou este país, está aí desde a década de 1970, 1980. Lembro de mim, pequenininha, assistindo televisão e vendo Lula discursando no meio dos metalúrgicos. O que me despertou para a política foi isso. Mas, (precisa) parar de brincar. É alguém segurar o Lula, porque ele tem entrado numas coisas que não têm nada a ver. Vai falar de aborto, ele sabe que não vai passar. Ficou 16 anos no poder. Botou o aborto na pauta? Então, vai falar isso para quê? Não sou de direita, não sou conservadora, mas quando Lula falou de aborto, eu falei: Para quê? Arrumou briga de Big Brother. É absolutamente sem noção. O Brasil ainda é um país conservador, que ainda pensa de uma determinada forma. É errada? Talvez sim, talvez não. Mas, existem coisas muito mais importantes que precisam ser faladas: desemprego, violência contra a mulher.

 

 

Página 2 da edição de hoje da Folha da Manhã

 

Siprosep ameaça greve, Castro em Campos, Bienal e Câmara

 

Elaine Leão, Wladimir Garotinho e acampamento dos servidores diante da Prefeitura (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Siprosep dá prazo: reajuste ou greve

Dia 30 deste mês. É o limite dado pelo Siprosep ao governo Wladimir Garotinho (sem partido) para promover a reposição salarial aos servidores de Campos. O que, se não acontecer, levará a categoria a declarar greve por tempo indeterminado. Foi o que afirmou na manhã de quarta (04), no programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3, a presidente do Siprosep e servidora municipal da Saúde, Elaine Leão. “Em ano de eleição, nós temos limite (de tempo) para passar pela Câmara. Nós temos até 8 de julho para (o reajuste) estar aprovado e sancionado. Nós vamos na negociação até 30 de maio. Se não, é greve por tempo indeterminado”.

 

 

Falta de diálogo

Elaine se preocupou em dizer à Folha FM que vem tentando o diálogo. E acusou o prefeito Wladimir de a estar evitando como presidente do Siprosep: “O que está adoecendo a gente é não ver o respeito. Quando você (Wladimir) não atende o sindicato, fala para uma presidente de sindicato eleita: ‘Com você eu não converso’. Quando você vira as costas dentro do Ferreira Machado, você está desrespeitando 20 mil servidores. ‘Com ela eu não converso’? Por quê? Por que a gente quer abrir a caixa preta? Por que nós não estamos deixando o rombo do Previcampos (deixado pelo governo Rosinha Garotinho) ser pago pelo servidor?”.

 

Transparência?

Elaine lembrou que, em 16 de março, o Siprosep entregou ao governo municipal um pedido de informações, com 15 pontos para esclarecer as contas da Prefeitura com pessoal. Sem resposta, gerou paralisação de 24h na segunda-feira (02) e passeata dos servidores pela avenida Nilo Peçanha, até a frente da Prefeitura, onde montaram acampamento. Após 30 horas, eles foram recebidos na terça (03) pelo secretário de Administração e Recursos Humanos, Wainer Teixeira. E o governo divulgou nota dizendo que as informações pedidas estariam no Portal da Transparência do município. O que os servidores contestam.

 

Frederico Paes, Wladimir Garotinho, Cláudio Castro e Washington Reis

 

Castro em Campos na terça?

Wladimir se prepara para receber, às 10h da manhã da próxima terça (10), dois aliados políticos de peso: o governador Cláudio Castro (PL) e o nome mais cotado a vice na sua chapa para tentar a reeleição em outubro, o ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis (MDB). Segundo o vice-prefeito Frederico Paes (MDB), também presidente da Coagro, Castro e Reis foram convidados e confirmaram presença na missa da abertura de safra da Usina Sapucaia, às margens da BR 356, no trecho Campos/Itaperuna. A Coagro é arrendatária da Sapucaia, que pertence ao Grupo MPE do empresário Renato Abreu, que também estará no evento.

 

Força sucroalcooleira

A previsão para a safra 2022/2023 é moer 1 milhão de toneladas de cana, para produzir 65 milhões de litros de álcool e 300 mil sacas de açúcar. Com o arrendamento da Usina Paraíso pelo Grupo MPE o seu subarrendamento pela Coagro, a previsão é que ela vá moer 300 mil toneladas de cana na safra 2023/2024, para produzir 21 milhões de litros de álcool. Na parceria entre MPE, Coagro e a família Coutinho, proprietária de Paraíso, foram investidos R$ 50 milhões na modernização de equipamentos e recuperação de lavouras, para que a usina da Baixada Campista volte a moer no próximo ano.

 

Auxiliadora Freitas

Bienal do Livro em novembro

No Folha no Ar de quinta (05), dia seguinte à entrevista de Elaine Leão, a convidada da semana feminina do programa foi a presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), professora Auxiliadora Freitas. Ela confirmou a XI Bienal do Livro de Campos para novembro, inicialmente entre os dias 11 e 20, um dia antes do início da Copa do Mundo de futebol. A novidade é que o evento será realizado na região de Guarus. Ela também confirmou que o FestCampos de Poesia Falada e o Concurso Nacional de Contos José Cândido de Carvalho voltarão a ser realizados no município. Ambos, dentro da programação da Bienal.

 

Prosa e poesia sem diletantantismo

“A Bienal vai acontecer em novembro. A gente preferiu deixar para depois da eleição. Este ano, como queremos uma Bienal de todos, vai ser em Guarus. Um dos projetos do plano de governo é a descentralização da cultura. Para que a gente possa ter todas as escolas do lado de lá e do lado de cá participando”, disse Auxiliadora. Em relação aos concursos de contos e poesia, tão importante quanto sua retomada, será a qualificação dos jurados. Que tem que ser composto de literatos e/ou produtores de prosa, para julgar prosa, e de poesia, para julgar poesia. Não um júri de junta amigos diletantes que já corrompeu outros festivais do passado.

 

Natália Soares, Maicon Cruz e Leon Gomes (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Maicon e Leon confirmam Natália

Encerrada ontem (06), com a entrevista das jornalistas Dora Paula Paes, Flávia Ribeiro, Júlia Maria Assis e Suzy Monteiro, reproduzida na página 2 desta edição, a semana feminina do Folha no Ar foi aberta na segunda (02) pela professora Natália Soares, pré-candidata do Psol de Campos a deputada federal. Que disse: “O que aparece como crise da Câmara é o fatiamento da coisa pública para as eleições, pelo grupo dos Bacellar e dos Garotinho. E é horrível!”. Dois dias depois, na sessão de quarta (04), com a troca de acusações rasteiras na tribuna, os edis Maicon Cruz (PSC) e Leon Gomes (PDT) confirmaram Natália: foi horrível!

 

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Cláudio Castro aguardado na missa da Coagro desta 3ª

 

Frederico Paes, vice de Wladimir Garotinho e presidente da Coagro, aguarda Cláudio Castro e Washington Reis para a missa de abertura de safra da Sapucaia/MPE/Coagro às 10 da manhã desta terça (Montagem: Joseli Mathias)

 

O governador Cláudio Castro (PL) e o nome mais cotado a vice na sua chapa para tentar a reeleição, o ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (MDB), são esperados em Campos nesta terça (10), às 10h da manhã, para a missa da abertura de safra da Usina Sapucaia. Segundo o vice-prefeito de Campos e presidente da Coagro, Frederico Paes (MDB), o convite ao governador e a Washington foi feito e confirmado. A Coagro é arrendatária da Sapucaia, que pertence ao Grupo MPE do empresário Renato Abreu, que também estará no evento. Assim como o prefeito Wladimir Garotinho (sem partido).

A previsão de Sapucaia para a safra 2022/2023 é moer 1 milhão de toneladas de cana, com 500 mil, ou metade, de lavoura da usina e dos produtores cooperados. Para produzir 65 milhões de litros de álcool e 300 mil sacas de açúcar. Com o arrendamento da Usina Paraíso pelo Grupo MPE o seu subarrendamento pela Coagro, a previsão é que ela vá moer 300 mil toneladas de cana na próxima safra, produzindo 21 milhões de litros de álcool. Na parceria entre MPE, Coagro e a família Coutinho, proprietária de Paraíso, foram investidos R$ 50 milhões na modernização de equipamentos e recuperação de lavouras, para que a usina volte a moer em 2023.