Opiniões

Ctrl+C/Ctrl+V sem crédito alheio ou próprio

Ontem, às 16h40, este blog divulgou em primeira mão a íntegra da decisão da juíza da 100ª Zona Eleitoral (ZE) de Campos, Grácia Cristina Moreira do Rosário, que determinou a Prefeitura de Campos repintar, no prazo máximo de 48 horas, todos os semáforos que vinham sendo recentemente pintados, em pleno período eleitoral, com as cores “rosáceas” da campanha de reeleição de Rosinha Garotinho (PR).

Todos que depois reproduziram a decisão da magistrada na blogosfera local, deram o crédito devido ao espaço virtual que primeiro a trouxe a público, como pode ser constatado aqui (Luciana Portinho), aqui (Estou procurando o que fazer…), aqui (Blog do Bastos), aqui (Blog do Cláudio Andrade), aqui (Ponto de Vista), aqui (Sob licença poética), aqui (Na curva do rio),  aqui (Carraspana campista), ou aqui (Florence, apaga a luz…), entre alguns outros blogs, hospedados ou não na Folha Online. Aliás, após um período inicial de aparente contraposição, a realidade se incumbiu de mostrar ao mundo virtual espraiado na planície goitacá que, ressalvadas as distinções entre velhas e novas mídias, e sobretudo as diferenças nos interesses de quem está por trás dos teclados em todas elas, as informações podem (e, no mais das vezes, devem) ser também complementares, gerando uma bola de neve que agrega valor e democratiza a notícia pela multiplicidade das suas interpretações, notadamente em assuntos de interesse público e onde este, como indica a decisão da 100ª ZE, vinha sendo pintado sob a cor de interesses particulares.

Outrossim, se é verdade que as velhas mídias se sentiram a priori incomodadas, a partir da popularização dos blogs, com a perda do monopólio na formação da opinião pública, tampouco é mentira que a democracia irrefreável das redes sociais têm desvelado o “museu de grandes novidades” da prática de muitos blogueiros, sobremaneira os que traçam mal os limites entre as funções de políticos e comunicadores. Em âmbito nacional, é o que provam todos aqueles que ainda insistem em tentar politizar um caso meramente criminal, como o julgamento do Mensalão pelo Supremo, ignorando as incontáveis manifestações populares pela apuração devida do caso cada vez mais claro de corrupção na cúpula do governo Lula, manifestas de maneira inequívoca, apolítica e diária nas redes sociais. Já no espectro apenas local, dois bons (ou ruins?) exemplos da mesma contradição puderam ser recentemente observados a partir dos blogueiros que, dolosamente, optaram em ignorar, ou até ficar contra iniciativas morais e cidadãs como os movimentos para tentar baixar o aumento salarial máximo (61,8%) aprovado unanimemente pelos vereadores de Campos (aqui e aqui), ou para pregar a necessidade legal de se votar em candidatos a prefeito devidamente quites com a Lei da Ficha Limpa (aqui e aqui).

De qualquer maneira, como os blogs fizeram antes com as velhas mídias, e como as redes sociais fazem agora com blogs precocemente envelhecidos, as exceções se configuram em casos cada vez mais expostos ao constrangimento público, tornando-se, portanto, tão difíceis de ser sustentados, quanto, por exemplo, seria um petista local que abrisse suas cargas de festim virtual contra a candidatura do PT à Prefeitura de Campos, em conluio explícito com blogs de apoio ao governo Rosinha, ou do seu eterno parceiro em tantos fracassos conjuntos, que ainda pensa poder republicar um documento, com link direto no site de notícias mais acessado de Campos e região, sem dar o crédito devido a quem teve a competência para apurar e divulgar primeiro aquilo que sustenta a informação. Sobre esta, uma pinimba pessoal pode até forçar à opção pelo sempre condenável Ctrl+C/Ctrl+V. No crédito alheio ou próprio, ou na ética, que deveria ser impessoal, não há como!

Para dirimir qualquer dúvida, seja rosa, branca ou vermelha (cor que só pode arder de vergonha na cara de quem quem a possui), basta conferir os posts, bem como a relevante diferença de 1h31 entre ambos, aqui e aqui.

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Este post tem 5 comentários

  1. É isso que estamos tentando levantar, apurar na nossa sociedade campista: sairmos da nossa zona de conforto para cobrarmos ética e responsabilidade na gestão da prefeitura aqui. Precisamos conhecer melhor o nosso entorno, pertinho de nós, para sabermos que tipo de sociedade estamos criando à nossa volta. É importante que visitemos essas periferias, como Jardim Carioca, Pq. Rio Branco, margem da linha da tapera, o bairro da Tapera antiga, Pq. Aldeia, etc., os distritos todos, para nos deparamos com a miséria absoluta em que vivem as crianças, os (as) adolescentes, os idosos.
    Senão, veremos que de nada adianta construirmos cercas elétricas, câmeras de segurança, vigilância de todo tipo, andarmos em carros blindados e outras coisas do gênero. Precisamos intervir urgentemente nessas mazelas, cobrando fortemente do gestor público de Campos, ações efetivas para diminuir este estado de miséria, investindo nosso dinheiro de foram correta e com prioridades definidas pela sociedade, e não por meia dúzia de “pensadores” do governo. Isso é urgente urgentíssimo. Essa eleição pode ser o balizador de uma nova geração de gestores do futuro responsável pra nós. Precisamos votar certo, repudiar a compra de votos, denunciar os casos sabidos à justiça eleitoral, não votar em candidatos sem registro deferido, em candidatos que podem arrastar seu comando por intermináveis anos com liminares.

  2. Apanhou nas urnas do IFF, apanhou na rua e agora, apanhado publicamente no CtrlC+CtrlV sem crédito, tomou outra constrangedora sova pública. Será que ele não se cansa de apanhar ou será que gosta?

  3. Aluysio,

    Não sei se lembra de mim, mas fui uma dos muitos que fizeram fila para lhe cumprimentar e agradecer, quando da posse de Luiz Augusto e Jefferson no IFF, no início do ano, por tudo aquilo que você havia feito na Folha, em seu blog e até nas ruas, no sentido de brigar pela redemocratização da escola, exitosa no nocaute final de todos seus odientos ditadores. É por isso que agora lhe peço: ignore essa alma atormentada, mesmo que furte novamente seu trabalho, pois a ele não resta nada além do desespero de ter sido condenado ao ostracismo pelas próprias práticas, seja no IFF, no PT, neste viridente plaino goitacá e na sua morte política ainda em vida.

    Abraço,

    Bruna

  4. Caro Arlindo Manhães,

    Só Freud explica… rs

    Abç e grato pela colaboração!

    Aluysio

  5. Cara Bruna,

    Peço que me perdoe, mas foram tantos os cumprimentos, muitos bastante efusivos, que recebi durante a cerimônia de posse de Luiz Augusto e Jefferson, que sinceramente não lembro de todos, mesmo porque não os aceitei sem constrangimento, pois diferente do papel exercido na Folha e no blog, não me orgulho do lamentável episódio que pareceu ter sido o principal motivo de tantas parabenizações. Ao mais, espero sinceramente ser deixado em paz, assim como é minha sincera intenção respeitar o ostracismo alheio, sobretudo numa figura humana tão decadente, seja no IFF, no PT ou, de resto, em todos os demais setores deste “viridente plaino goitacá”, mas desde que meu trabalho jornalístico, herança de vida que meu pai me legou, não seja novamente expropriado na cara dura, sem o devido crédito, por quem há muito perdeu o próprio.

    Abç e grato pela colaboração!

    Aluysio

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