Lula cresce desaprovação e brasileiro volta a ver corrupção como maior problema

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Lula tem sua maior desaprovação

A pouco mais de 1 ano e 4 meses da urna de 2026, o governo Lula 3 tem sua maior desaprovação desde janeiro de 2024. Hoje, são 53,7% os brasileiros que desaprovam e 45,4% que aprovam. Se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inelegível até 2030, pudesse ser candidato e o 1º turno da eleição fosse hoje, ele ficaria à frente de Lula por 46,7% a 43,9%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Líder no 1º turno, atrás de Tarcísio e Michelle no 2º

Contra possíveis adversários elegíveis, Lula supera todos nas simulações de 1º turno. Ele teria 44,1% de intenção contra 33,1% a presidente do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (REP). E 44,4% contra 33,5% da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Mas Lula perderia para ambos no 2º turno. Por 45,1% a 48,9% para Tarcísio. E por 45,3% a 49,8% para Michelle.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Empate técnico com Bolsonaro inelegível

Se Bolsonaro pudesse ser candidato em 2026, Lula também ficaria numericamente atrás dele num eventual 2º turno, mas em empate técnico na margem de erro de 1 ponto para mais ou menos: 45,5% do atual presidente contra 47,5% do ex. Divulgada hoje, a pesquisa AtlasIntel ouviu 4.399 eleitores de todo o Brasil, entre os dias 19 e 23 de maio.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Corrupção volta a ser o maior problema

Numa série de 11 pesquisas desde janeiro de 2024, a AtlasIntel de maio revelou outro dado preocupante à reeleição de Lula. De janeiro a abril de 2025, a criminalidade era apontada como o maior problema do país. Mas, em maio, após a revelação em 23 de abril do escândalo de desvios no INSS, a corrupção voltou a ser o maior problema para 60% dos brasileiros.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

“Pai dos pobres” desaprovado por 60% dos pobres

Na questão da desaprovação à sua gestão, outro dado preocupante à reeleição de Lula. Que sempre teve votação mais alta entre os eleitores de baixa renda. Nos cortes de renda familiar mensal da AtlasIntel, na que vai de R$ 0 a R$ 2.000, são 60,4% os que desaprovam o atual Governo Federal, com apenas 34,9% que aprovam e 0,2% que não souberam opinar.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE

Especialista: “Altíssima precisão”

“A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg coleta informações pela internet com margem de erro de altíssima precisão, de 1 ponto para mais ou para menos. A desaprovação ao governo Lula subiu acima da margem de erro, de 50,1% para 53,7%, em apenas um mês, de abril a maio de 2025”, destacou William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

 

Cenário pós-escândalo do INSS

“Outro dado da pesquisa que chama a atenção é o crescimento da corrupção enquanto maior problema do Brasil, de 47% na pesquisa de abril para 60% agora, na pesquisa de maio. Esse crescimento coincide com o escândalo de fraudes no INSS, do qual resultou o pedido de demissão do ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT)”, concluiu William.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Colapso da Enel em Campos, Norte e Noroeste Fluminense

 

Os campistas Rodrigo da Silva Rodrigues, de 25 anos, e Carlos Eduardo Muniz Ribeiro, de 36, foram eletrocutados até a morte for fio de alta tensão em 7 de maio, no Jardim Boa Vista, em Guarus (Fotos: Redes Sociais/Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Deputado estadual Flavio Serafini e Professora Natália, ex-candidata a prefeita e vereadora de Campos pelo Psol (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Pela não renovação da concessão da Enel RJ

Apagões, descaso e sofrimento: o colapso do serviço da Enel no Norte e Noroeste Fluminense

 

Por Flavio Serafini e Professora Natália

 

Após quase 30 anos de concessão, a Enel RJ, sucessora da Ampla e da antiga Cerj, solicita a renovação de seu contrato de distribuição de energia elétrica, que vence no final de 2026, por mais 30 anos.

No ano passado, o Governo Federal publicou o Decreto nº 12.068/2024, que disciplina os critérios para renovação das atuais concessões. O decreto estabelece dois requisitos fundamentais para que uma distribuidora tenha seu pedido de renovação aceito: (i) eficiência na continuidade do fornecimento, medida pelos limites anuais globais dos indicadores de continuidade de Frequência (FEC) e Duração (DEC), por três anos consecutivos, entre 2020 e 2024; (ii) sustentabilidade da gestão econômico-financeira, aferida por dois anos consecutivos, entre 2021 e 2024.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deverá analisar o pedido da Enel RJ nas próximas semanas. Após isso, encaminhará sua recomendação ao ministério de Minas e Energia (MME), que terá 30 dias para se manifestar.

Se você caminhar pelas ruas e conversar com a população, dificilmente encontrará alguém disposto a defender a Enel RJ. Apagões frequentes, tarifas elevadas e atendimento precário são queixas generalizadas. Não à toa, a concessionária costuma figurar na relação das empresas com maior número de reclamações no Procon-RJ, bem como se destacar no volume de ações judiciais. Diversas CPIs já foram abertas, na Alerj (2019) e em Câmaras Municipais (Niterói, São Gonçalo, Cabo Frio, Campos…), para apurar irregularidades nos serviços prestados. Sem falar nos milhões de reais em multas que diferentes órgãos públicos aplicaram na concessionária. As fontes sobre esses assuntos na internet são vastas.

Levantamento realizado pelo nosso mandato coletivo estadual (Flavio Serafini Psol-RJ), com base em dados públicos da Aneel, revela que aproximadamente 50% dos conjuntos elétricos operados pela Enel no estado extrapolaram os limites de DEC e FEC estabelecidos pela agência reguladora, nos últimos três anos.

É importante destacar: não se espera que o fornecimento de energia elétrica seja perfeito ou que nunca haja interrupções. Problemas naturais e operacionais acontecem. O que se exige é que esses episódios ocorram dentro dos limites aceitáveis definidos pela Aneel e, preferencialmente, com índices reduzidos. O fato de metade dos conjuntos elétricos operados pela Enel terem ultrapassado esses limites comprova a gravidade do problema.

 

A situação do Norte e Noroeste Fluminense

A situação no Norte e Noroeste Fluminense segue a mesma lógica de colapso observada em outras regiões atendidas pela Enel. O quadro mais crítico está no chamado “Alto Noroeste”, que abrange os municípios de Itaperuna, Natividade, Laje do Muriaé, Porciúncula, Varre-Sai, Bom Jesus do Itabapoana, São José de Ubá, Cambuci e Italva. Segundo dados da Aneel, essa região é atendida por sete conjuntos elétricos: Cruzamento, Natividade, Itaperuna, Vila Nova, Italva, Santo Antônio de Pádua e São Fidélis.

De acordo com os dados consolidados mais da metade (52,3%) desses conjuntos ultrapassaram os limites de DEC da Aneel nos últimos três anos. Outros 33,3% apresentaram desempenho acima de 80% do limite, o que, embora tecnicamente dentro do parâmetro, já indica grave deterioração do serviço. Apenas 14,2% mantiveram índices abaixo desse patamar.

Ter um terço dos conjuntos elétricos operando acima de 80% do limite já é inaceitável. Mas ultrapassar o teto regulatório em mais da metade deles significa impor, à população do Noroeste Fluminense, um cotidiano de apagões, insegurança e prejuízos, um sofrimento crônico causado por uma concessionária que falha em garantir o mínimo: o fornecimento regular de energia elétrica.

Ao analisarmos os dados por município, o retrato é igualmente grave. Bom Jesus do Itabapoana teve 100% dos seus cinco conjuntos elétricos acima do limite em 2022. Em 2023 e 2024, o percentual foi para 60%, mas os outros 40% permaneceram acima de 80% do limite. Itaperuna manteve uma média de 60% dos conjuntos extrapolando os limites nos últimos três anos. Natividade, Varre-Sai e Porciúncula registraram média de 66% com os mesmos problemas. Todos os municípios da região apresentaram conjuntos elétricos fora do padrão estabelecido pela Aneel, em todos os últimos três anos.

No Norte Fluminense, o padrão de descumprimento persiste. À exceção de Cardoso Moreira e São Francisco do Itabapoana em 2024, todos os municípios registraram ao menos um conjunto com índices acima do limite nos últimos três anos. Macaé teve desempenho particularmente negativo: em média, 40% de seus conjuntos extrapolaram o limite, e outros 11% ficaram acima dos 80%. Em Campos, a média foi de 16,6% por ano, além de outros quase 20% acima dos 80% de limite.

Mais do que números, esses dados refletem vidas afetadas. A negligência na manutenção preventiva da rede pode ter (confira aqui) custado vidas: Rodrigo da Silva Rodrigues, de 25 anos, e Carlos Eduardo Muniz Ribeiro, de 36 anos, morreram eletrocutados em Campos no dia 7 de maio. Por isso, apresentamos representação formal ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ), solicitando investigação rigorosa sobre as responsabilidades da ENEL nesse caso.

Diante desse cenário, protocolamos também na Aneel uma solicitação de audiência pública sobre o pedido de renovação da concessão da Enel, para garantir que a população do estado possa se manifestar sobre essa questão essencial para suas vidas.

Além disso, encaminharemos um relatório com os dados técnicos e relatos da população à Aneel, ao Ministério de Minas e Energia e à Câmara dos Deputados nas próximas semanas. Lançamos também a campanha FORA ENEL, que inclui um abaixo-assinado digital e presencial.

Esperamos que o Governo Federal não autorize a renovação da concessão e promova uma nova licitação para a distribuição de energia elétrica em mais de 60 municípios do estado, garantindo um serviço digno, confiável e compatível com a importância do povo fluminense.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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“Bacellar com o poder que Garotinho teve” e “chapa Paes/Wladimir imbatível”

 

Mauro Silva, Rodrigo Bacellar, Jair Bolsonaro, Eduardo Paes e Wadimir Garotinho (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Rodrigo mais forte do que Picciani foi

“Comparando as épocas, o Rodrigo (Bacellar, União) tem hoje mais força do que o (Jorge) Picciani (morto em 2021) teve como presidente da Alerj. Rodrigo é a pessoa mais forte no cargo no tempo que acompanho política”. Foi o que disse ontem, ao Folha no Ar, o jornalista Mauro Silva, secretário de Desenvolvimento Econômico do governo Wladimir Garotinho (PP).

 

Como a Folha antecipou

“Como a coluna ‘Ponto Final’ adiantou (confira aqui e aqui), o (Thiago) Pampolha (MDB) foi (renunciou ao cargo de vice-governador para ser conselheiro do Tribunal de Contas do Estado e permitir a Rodrigo concorrer a governador em 2026 já no cargo, a partir da renúncia de Cláudio Castro). O pessoal dizia: “Ele não vai”. Mas acabou indo. Estratégia de quem? De Rodrigo”, creditou Mauro.

 

Bacellar com poder que teve Garotinho

“A força de Rodrigo mostra como Campos gera talento na política. E Campos não pode ser prejudicada por essas forças. O Wladimir está sempre correndo atrás pela gestão dele. Rodrigo exerce um poder na política fluminense que o (Anthony) Garotinho exerceu na época (em que se elegeu governador em 1998 e a esposa, Rosinha, em 2002)”, comparou o secretário.

 

A força de Wladimir

“O que a gente pede é que essa força se reverta pelo estado, pelo município, pelo diálogo. Não numa queda de braço contra a força inegável também de Wladimir. Que tem todas as condições de ser candidato a governador, como Washington (Reis, MDB, secretário estadual de Transporte) disse; a vice-governador, a senador, ao que ele queira”, projetou Mauro.

 

Prefeitura antes das eleições

“Acho que cada um tem a sua força. Vejo que é importantíssima a participação do Wladimir, em qualquer cenário. Acho que ele está pronto para isso. Com certeza, Campos vai ganhar muito com a ascensão do Wladimir. Mas acho que ainda é cedo para falar nas eleições estaduais. Porque o prefeito continua focado no aprimoramento do governo”, ressalvou.

 

Pregação de consenso

“Quero acreditar que, por ser campista, Rodrigo não vai trabalhar contra a cidade, só por achar que Wladimir será um adversário na próxima eleição. Se fizer isso, não estará prejudicando só Wladimir, mas a população de Campos. A gente precisa rever essa discussão e chegar a um consenso”, pregou o secretário de Desenvolvimento de Campos.

 

Bolsonaro x Paes no RJ

“Eu vejo que a competitividade de Rodrigo está associada a Bolsonaro (PL), se ele entrar de corpo e alma na campanha (do primeiro a governador). Mas vejo também a força que já exerce Eduardo Paes (PSD, prefeito do Rio reeleito, também pré-candidato a governador e líder em todas as pesquisas até aqui) na capital”, ponderou Mauro Silva na Folha FM.

 

Chapa Paes/Wladimir seria imbatível?

“Eduardo Paes tem chamado Wladimir para conversar, que também vem conversando com todos os segmentos. Acho que uma chapa entre os dois seria imbatível. Pelo que Eduardo representa na cidade do Rio, na Baixada Fluminense, no entorno da metrópole. E Wladimir, além de Campos e Norte Fluminense, é um Garotinho; tem recall em todo o estado”, concluiu.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Confira no vídeo abaixo a íntegra da entrevista de Mauro Silva ao Folha no Ar de 30/05/25:

 

 

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Líder no 1º turno e atrás de Tarcísio e Michelle no 2º, Lula cresce desaprovação

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A pouco mais de 1 ano e 4 meses da urna de 2026, o governo Lula 3 tem sua maior desaprovação desde janeiro de 2024. Hoje, são 53,7% os brasileiros que desaprovam e 45,4% que aprovam. Se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inelegível até 2030, pudesse ser candidato e o 1º turno da eleição fosse hoje, ele ficaria à frente de Lula por 46,7% a 43,9%.

Contra possíveis adversários elegíveis, Lula supera todos nas simulações de 1º turno. Ele teria 44,1% de intenção contra 33,1% a presidente do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (REP). E 44,4% contra 33,5% da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Mas o petista perderia para ambos no 2º turno. Por 45,1% a 48,9% para Tarcísio. E por 45,3% a 49,8% para Michelle.

Se Bolsonaro pudesse ser candidato em 2026, Lula também ficaria numericamente atrás dele num eventual 2º turno, mas em empate técnico na margem de erro de 1 ponto para mais ou menos: 45,5% do atual presidente contra 47,5% do ex. Divulgada hoje, a pesquisa AtlasIntel ouviu 4.399 eleitores de todo o Brasil, entre os dias 19 e 23 de maio.

Numa série de 11 pesquisas desde janeiro de 2024, a AtlasIntel de maio revelou outro dado preocupante à reeleição de Lula. De janeiro a abril de 2025, a criminalidade era apontada como o maior problema do país. Mas, em maio, após a revelação em 23 de abril do escândalo de desvios no INSS, a corrupção voltou a ser o maior problema para 60% dos brasileiros.

 

Confira mais detalhes da pesquisa nacional AtlasIntel neste sábado (31).

 

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Economia e política com Mauro Silva no Folha no Ar desta 6ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Jornalista, ex-vereador e secretário de Desenvolvimento Econômico de Campos, Mauro Silva é o convidado para encerrar a semana da Folha no Ar nesta sexta (30), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.

Ele falará sobre o desenvolvimento econômico do município e a queda da arrecadação de royalties (confira aqui e aqui) pelas prefeituras da região. Também analisará os cinco primeiros meses do governo Wladimir 2 e as rusgas recentes do prefeito (confira aqui e aqui) com o setor produtivo da cidade.

Por fim, Mauro analisará o protagonismo de nomes de Campos (confira aqui e aqui) na política fluminense e, com base nas pesquisas nacionais (confira aqui, aqui, aqui e aqui) e estaduais (confira aqui e aqui), tentará projetar a eleições a presidente, governador, senador e deputados em 4 de outubro de 2026, daqui a pouco mais de 1 ano e 4 meses.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Saúde de Campos e eleições 2026 no Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Médico infectologista e diretor de Vigilância em Saúde de Campos, Rodrigo Carneiro é o convidado do Folha no Ar desta quinta (29), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.

Ele falará sobre o fechamento (confira aqui) do Centro de Referência de Doenças Imuno-infecciosas (CRDI) de Campos, da relação do município (confira aqui e aqui) com os hospitais contratualizados e da Saúde Pública no governo Wladimir 2.

Por fim, Rodrigo analisará o protagonismo de nomes de Campos (confira aqui e aqui) na política fluminense e, com base nas pesquisas nacionais (confira aqui, aqui, aqui e aqui) e estaduais (confira aqui e aqui), tentará projetar a eleições a presidente, governador, senador e deputados em 4 de outubro de 2026, daqui a pouco mais de 1 ano e 4 meses.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Bolsonaro com Bacellar, mas Paes amplia vantagem a governador

 

Rodrigo Bacellar recebeu apoio de Jair Bolsonaro, com duas condições, enquanto Eduardo Paes ampliou sua liderança nas pesquisas a governador (Foto: Divulgação/infográfico e montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Bolsonaro com Bacellar, mas Paes lidera

Na segunda (26), O Globo noticiou (confira aqui) que o ex-presidente Jair Bolsonaro endossou o apoio do PL fluminense à pré-candidatura do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), a governador em 2026. Ontem (27), foi divulgada (confira aqui) nova pesquisa Paraná no RJ. Na qual o prefeito carioca Eduardo Paes (PSD) teve 57,0% de intenção de voto na consulta estimulada a governador.

 

Bacellar em empate técnico com Tarcísio

Com projeção de eleição a governador em turno único, a pouco mais de 1 ano e 4 meses da urna, Paes foi seguido à distância por Bacellar, que teve 10,4% de intenção. Na margem de erro de 2,4 pontos para mais ou menos da pesquisa, o político de Campos ficou em empate técnico com o deputado federal Tarcísio Motta (Psol), com 8,3%.

 

Postulante a Marçal na rabeira

Na rabeira da consulta estimulada Paraná a governador do RJ, ficou o médico bolsonarista Ítalo Marsili (sem partido), com 1,6% de intenção. E ainda bem distante da intenção de se tornar uma espécie de Pablo Marçal (PRTB) fluminense.

 

Paes cresce 8,1 pontos de abril a maio

Na comparação entre as pesquisas Paraná de abril (confira aqui) e maio a governador do RJ, Paes foi quem mais cresceu: 8,1 pontos, de 48,9% aos atuais 57,0% de intenção de voto. Bacellar cresceu 2,2 pontos no mesmo período: dos 8,2% de abril aos 10,4% de maio. Por sua vez, Tarcísio oscilou 0,4% para baixo: de 8,7% a 8,3%. E Marsili oscilou 0,6% para cima: de 1,0% a 1,6%.

 

Eleição completamente aberta

Na pesquisa espontânea, em que o eleitor diz da própria cabeça em quem votará, revelando a intenção de voto cristalizada, Paes teve 7,6% a governador. Acima da margem de erro, ele liderou sobre Tarcísio, com 0,4%; e Bacellar, com 0,3%. Mas os 80,3% de indecisos revelam uma eleição ainda completamente aberta na matemática que a definirá.

 

Análise do especialista

“Conhecido do eleitor fluminense e candidato a governador em 2018, quando foi derrotado por Wilson Witzel, Paes está no 4º mandato como prefeito do Rio. E larga na frente ao Palácio Guanabara em 2026, quando deve enfrentar o campista Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj”, pontuou William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

 

Advertência do especialista

“Destaca-se, no entanto, que Rodrigo deve concorrer a governador em 2026 já sentado na cadeira, talvez ainda em 2025. Com a máquina na mão e o apoio do bolsonarismo, poderá impor eventuais dificuldades a Paes”, advertiu o estatístico.

 

Condição de Jair a Rodrigo (I)

Em O Globo, a jornalista Bela Megale revelou que o apoio de Jair a Rodrigo foi fechado numa conversa entre os dois, por videochamada, na última na sexta (23). Mas o ex-presidente condicionou: “Se aparecer algum fato que desabone Bacellar, vai retirar seu apoio”.

 

Condição de Jair a Rodrigo (II)

“Bolsonaro também impôs como condição indicar o candidato a vice da chapa. Ele já adiantou para Bacellar que o mais cotado é o empresário Renato Araújo, que se candidatou à Prefeitura de Angra dos Reis pelo PL ano passado, mas não se elegeu”, completou O Globo.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Flávio lidera ao Senado, seguido de Bené, Castro e Clarissa

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Divulgada hoje (27), a pesquisa Paraná de maio no RJ (confira aqui a governador) foi também ao Senado, onde serão eleitas duas cadeiras em 2026. Favorito à reeleição, o senador Flávio Bolsonaro (PL) se manteve na liderança isolada nos três cenários de consulta estimulada: entre 39,8%, 38,8% e 40,2% de intenções de voto.

Em 2º lugar nos três cenários da pesquisa ao Senado pelo RJ, ficou a deputada federal Benedita da Silva (PT): entre 27,2%, 26,0% e 27,4%. Presente só no 2º cenário a senador, o ainda governador Cláudio Castro apareceu nele em 3º, com 23,4%, numericamente atrás, mas em empate técnico com a petista.

Nos dois cenários sem Castro na corrida, quem apareceu em 3º lugar foi a ex-deputada federal campista Clarissa Garotinho (União), entre 18,4% e 19,0%. Suas intenções de voto caem para 17,0%, em 4º lugar, no cenário que põe o ainda governador no páreo a senador.

“Achei o resultado fantástico! Mesmo sem cargo público há 3 anos, quando me dediquei principalmente à maternidade, a pesquisa mostrou que minha identidade política está firmada e as ideias que defendemos na campanha (a senadora, em 2022) permanecem fortes e vivas no coração das pessoas. Meu sentimento é de alegria e gratidão”, disse Clarissa ao blog.

 

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Bolsonaro apoia Bacellar, mas Paes cresce liderança a governador

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Ontem (26), O Globo noticiou (confira aqui) que o ex-presidente Jair Bolsonaro endossou o apoio do PL fluminense à pré-candidatura do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), a governador em 2026. Hoje (27), foi divulgada nova pesquisa Paraná no RJ. Na qual o prefeito carioca Eduardo Paes (PSD) teve 57% de intenção de voto na consulta estimulada a governador.

Com projeção de eleição a governador em turno único, a pouco mais de 1 ano e 4 meses da urna, Paes foi seguido à distância por Bacellar, que teve 10,4% de intenção. Na margem de erro de 2,4 pontos para mais ou menos da pesquisa, o político de Campos ficou em empate técnico com o deputado federal Tarcísio Motta (Psol), com 8,3%.

Na rabeira da consulta estimulada Paraná a governador do RJ, ficou o médico bolsonarista Ítalo Marsili (sem partido), com 1,6% de intenção. E ainda bem distante da intenção de se tornar uma espécie de Pablo Marçal (PRTB) fluminense.

Na comparação entre as pesquisas Paraná de abril e maio a governador do RJ, Paes foi quem mais cresceu: 8,1 pontos, de 48,9% aos atuais 57% de intenção de voto. Bacellar cresceu 2,2 pontos no mesmo período: dos 8,2% de abril aos 10,4% de maio. Por sua vez, Tarcísio oscilou 0,4% para baixo: de 8,7% a 8,3% em um mês. E Marsili oscilou 0,6% para cima: de 1,0% a 1,6%.

Na pesquisa espontânea, em que o eleitor diz da própria cabeça em quem votará, revelando a intenção de voto cristalizada, Paes teve 7,6% a governador. Acima da margem de erro, ele liderou sobre Tarcísio, com 0,4%; e Bacellar, com 0,3%. Mas os 80,3% de indecisos revelam uma eleição ainda completamente aberta na matemática que a definirá.

 

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Vice-diretor da UFF-Campos no Folha no Ar desta quarta

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Cientista social, sociólogo, professor e vice-diretor da UFF-Campos, Rodrigo Monteiro é o convidado do Folha no Ar nesta quarta (28), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.

Ele falará sobre a inauguração do novo prédio da UFF-Campos com a presença (confira aqui) do presidente Lula (PT) em 14 de abril e das eleições internas da universidade, nos dias 16 e 17 de junho.

Como atual vice-diretor, Rodrigo também falará do recente episódio de pichação (confira aqui) do novo prédio público federal, com apologia (confira aqui e aqui) a homicídio e sexo não consentido, que geraram indignação dentro e fora da universidade, bem como das suas consequências práticas.

Por fim, com base nas pesquisas nacionais (confira aqui, aqui, aqui e aqui) e estaduais (confira aqui e aqui), o professor da UFF-Campos tentará projetar as eleições a presidente, governador, senador e deputados em 4 de outubro de 2026, daqui a pouco mais de 1 ano e 4 meses.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quarta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Deputado Thiago Rangel no Folha no Ar desta terça

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Deputado estadual, Thiago Rangel (PMB) é o convidado do Folha no Ar desta terça (27), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele analisará o o 1º mandato da filha Thamires Rangel (PMB) como vereadora (confira aqui) da Câmara de Campos, assim como o 2º governo Wladimir Garotinho (PP).

Thiago também analisará o protagonismo de Campos na política do RJ, com o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), como pré-candidato (confira aqui e aqui) a governador, e Wladimir como possível candidato a vice-governador (confira aqui) em chapa encabeçada pelo prefeito carioca Eduardo Paes (PSD).

Por fim, com base nas pesquisas nacionais (confira aqui, aqui, aqui e aqui) e estaduais (confira aqui e aqui), o parlamentar tentará projetar as eleições a presidente, governador, senador e deputados em 4 de outubro de 2026, daqui a pouco mais de 1 ano e 4 meses.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Semana ruim do Lula 3 começa com Janja e termina com IOF

 

Janja visita a Cidade Proibida, complexo arquitetônico preservado da China Império, em Pequim (Foto: Divulgação)

 

Popularizada no início dos anos 2000, na telenovela global “O Clone”, talvez não haja melhor resumo da análise política do Brasil do que o bordão: “Cada mergulho é um flash”. Que foi imortalizada pela personagem Odete, interpretada pela saudosa atriz Mara Manzan.

Não há pesquisas novas para aferir, com critério estatístico, como os fatos desta semana influenciaram as eleições presidenciais de 4 de outubro de 2026, daqui a pouco mais de 1 ano e 4 meses. Mas dá para arriscar que ela não foi boa à pretensão de reeleição de Lula (PT).

Ontem (23), o Ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) recuou no aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), anunciado no dia anterior (22). Mas o anúncio seguido de recuo, errático como as tarifas de Donald Trump dos EUA ao mundo, foi só a cereja do bolo.

A semana começou com a primeira-dama ignorando a sábia advertência: “quanto mais mexer, mais fede”.  Quando, na segunda (19), Janja da Silva aproveitou evento do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania para promover um narcisista desagravo de si mesma.

— Não há protocolo que me faça calar se eu tiver uma oportunidade de falar (…) com qualquer pessoa que seja. Do maior grau ao menor grau. Do mais alto nível a qualquer cidadão comum —  disse Janja, diante de um público tão cuidadosamente selecionado como claque quanto o que recebeu Lula na inauguração dos novos prédios da UFF em Campos, em 14 de abril.

— E foi para isso que ela (sua voz) foi usada na semana passada, quando eu me dirigi ao presidente (da China) Xi Jinping após a fala do meu marido sobre uma rede social (…) como mulher, não admito que alguém me dirija (a palavra) dizendo que eu tenho que ficar calada — arrematou a primeira-dama brasileira.

Mas o que Janja falou? Em que contexto? Quem revelou foi outra mulher, a jornalista Andréia Sadi. Que, com “lugar de fala” de mulher, noticiou no dia 13, em postagem intitulada “Janja cria constrangimento em encontro de Lula com Xi Jinping ao falar de TikTok”:

— A primeira-dama brasileira Janja protagonizou um climão no encontro entre o presidente chinês Xi Jinping e a delegação brasileira ao pedir a palavra para falar dos efeitos nocivos da rede social chinesa TikTok — informou a jornalista. Que deu mais detalhes:

— Segundo relatos de integrantes da comitiva brasileira, Janja pediu a palavra para falar sobre como a plataforma representava um desafio em meio ao avanço da extrema direita no Brasil. Para ela, o algoritmo favorece a direita — divulgou Sadi.

O motivo, revelado antes pela jornalista, desmente a versão de Janja. Que, seis dias depois da reportagem, tentou justificar sua fala inapropriada na China para “defender a necessidade de responsabilizar plataformas digitais pela circulação de conteúdos nocivos a crianças e adolescentes”. Não para, de fato, tentar conter o algoritmo e a direita no Brasil.

Na verdade, revelou Sadi, ao ignorar o protocolo diplomático para dizer o que quis, Janja foi obrigada a ouvir o que não quis de Xi Jinping:

— Segundo relatos, ela ouviu do próprio presidente chinês que o Brasil tem legitimidade para regular e até banir, se quiser, a plataforma. Nas palavras de um ministro, ninguém entendeu “nem o tema nem o pedido” para falar em um encontro em que não havia falas previstas.

— Na avaliação de um integrante da comitiva, a situação foi constrangedora e se tornou ponto negativo de uma viagem com resultados positivos para o Brasil — seguiu em seu relato Andréia Sadi. Que arrematou com o incômodo no “lugar de fala” da primeira-dama chinesa:

— Além de Xi Jinping, a primeira-dama da China, Peng Liyuan, teria ficado irritada com o comportamento de Janja durante o encontro — completou a jornalista, seis dias antes do desagravo a si mesma da primeira-dama brasileira.

Embora polêmica, a regulação das redes sociais é, sim, uma necessidade civilizacional. Como acertar na forma. Que sempre estará equivocada quando em desrespeito ao protocolo das relações diplomáticas. Sobretudo com o nosso maior parceiro comercial, a China.

Espécie de Carluxo de Lula, Janja não teria que ficar calada em um evento diplomático porque é mulher. Mas porque, diferente do marido presidente da República, ela não foi eleita a nada. Tampouco para falar pelo Brasil. Quando o faz, torna ainda mais difícil a vida do governo. E insistir no erro, mentindo publicamente sobre o real motivo da fala, só ajuda a oposição.

Janja teve uma inegável virtude. Na tentativa de golpe de Estado no Brasil em 8 de janeiro de 2023, foi ela quem alertou a Lula que, se decretasse a GLO (Garantia da Lei e da Ordem) e passasse o poder às Forças Armadas, não o receberia de volta.

Mas, mesmo se reconhecendo isso, ela tem tanto direito (e lugar) de fala pelo Brasil quanto o médico Thalis Bolzan, marido do governador gaúcho Eduardo Leite (PSD), pelo Rio Grande do Sul. Ou o empresário Denis Thatcher pelo Reino Unido, nos 11 anos em que sua esposa, Margareth Thatcher, foi primeira-ministra da potência europeia.

A questão não é de gênero, na qual a atual primeira-dama do Brasil tentou se escudar em vitimização alheia à verdade, mas de noção do papel institucional. Não é nem que Janja não possa falar. É que, fora da sua diminuta bolha, talvez ninguém tenha interesse no que ela tem a dizer. Muito menos um líder do peso, não do gênero, de Xi Jinping.

Com 5.800 anos de civilização, 3.300 deles com História escrita, a China tem muitas coisas a ensinar ao Brasil. Inclusive, respeito ao protocolo entre nações. Mas não no controle das redes sociais. A não ser a quem pretenda tirar as aspas da “ditadura” pregada pela extrema direita.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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