Gilberto Kassab e Wladimir Garotinho, ontem, na casa do primeiro, em São Paulo (Foto: Instagram)
Não está descartada a possibilidade de Wladimir Garotinho (PP) deixar a Prefeitura de Campos para ser candidato a vice-governador em 2026, numa chapa encabeçada pelo prefeito carioca Eduardo Paes (PSD), favorito em todas as pesquisas ao Palácio Guanabara. Essa possibilidade foi a pauta da reunião (confira aqui) do prefeito de Campos ontem, (29) em São Paulo, com Gilberto Kassab, secretário de Governo de Tarcísio de Freitas (REP) e presidente nacional do PSD.
— Fiquei muito honrado com a lembrança e o convite de Kassab. Que me recebeu na sua casa em São Paulo. Conversamos sobre a política nacional e fluminense, que foi e ainda será muito afetada pela operação policial na cidade do Rio na terça (28) e seus desdobramentos. Não posso dizer que a possibilidade de ser vice de Paes está descartada. Vamos conversando, com lideranças nacionais, estaduais e com o meu grupo — disse o prefeito de Campos.
Em 4 de outubro, Wladimir tinha revelado (confira aqui) à Folha: “Acho que não vou sair (da Prefeitura até 4 de abril, para se candidatar em outubro de 2026) e Tassiana (PL, sua esposa) será candidata a federal”. Quatro dias depois, em 8 de outubro, o prefeito de Campos se reuniu no Rio de Janeiro (confira aqui) com o ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis (MDB), também pré-candidato a governador em 2026 e que também já manifestou o interesse de ter Wladimir como vice.
Outra pesquisa, do instituto Paraná, com 2.020 eleitores e margem de erro de 2,2 pontos para mais ou menos, confirmou em parte a boa fase de Lula (PT). Mas, se ele venceu as quatro projeções de 1º turno acima da margem de erro, não passou no empate técnico em três das quatro simulações de 2º turno.
Fora da margem de erro no 1º turno
No 1º turno, Lula bateria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inelegível até 2060, por 37,0% a 31,0%. Como a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro (PL), por 37,3% a 28,0%; o governador paulistano Tarcísio de Freitas (REP), por 37,4% a 21,6%; e o senador Flávio Bolsonaro (PL), por 37,6% a 19,2%.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Três empates técnico no 2º turno
Já no 2º turno, Lula bateria numericamente Bolsonaro por 44,9% a 41,6% (3,3 pontos). Como Michelle, por 44,7% a 41,6% (3,1 pontos); Tarcísio, por 44,9% a 40,9% (4 pontos); e Flávio, por 46,7% a 37,0% (9,7 pontos). Só contra este, Lula se reelegeria no 2º turno, pela pesquisa Paraná, além da margem de erro.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Paraná x AtlasIntel e Quaest
Embora confirme a liderança numérica de Lula contra todos os possíveis concorrentes na urna de 4 de outubro, daqui a pouco mais de 11 meses, a pesquisa Paraná deu ao presidente uma vantagem menos folgada que as pesquisas anteriores AtlasIntel e Quaest. Sobretudo em um eventual 2º turno.
Última Quaest
Na última Quaest, feita de 2 a 5 de outubro com 2.004 eleitores, e margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, Lula venceu acima dela (confira aqui) todos os oito cenários pesquisados de 1º turno. Como os nove de 2º turno.
Última AtlasIntel
Na última AtlasIntel, feita de 15 a 19 de outubro com 14.063 eleitores, e margem de erro de 1 ponto para mais ou menos, Lula venceu acima dela (confira aqui) todos os quatro cenários pesquisados de 1º turno. Como os seis de 2º turno.
Histórico de acertos no Brasil e EUA
Paraná, Quaest e AtlasIntel são institutos diferentes, com metodologias diferentes. Os dois primeiros estiveram entre os quatro que mais acertaram (confira aqui) o 2º turno a presidente do Brasil em 2022. Enquanto o AtlasIntel foi o que mais acertou (confira aqui) o resultado da eleição de Donald Trump a presidente dos EUA em 2024.
Passado e presente
Entre os lulopetistas, é lembrado que o instituto Paraná Pesquisas, sediado em Curitiba, prestou serviços ao governo Bolsonaro. Mas, se motivo técnico houver para a diferença entre a sua consulta, na comparação com a Quaest e AtlasIntel, pode estar o fato que a Paraná foi a campo até o dia 24.
Nova besteira de Lula
O que houve no dia 24? Em Jacarta, na Indonésia, Lula disse: “Toda vez que a gente fala de combater drogas, possivelmente, fosse mais fácil combater os nossos viciados. Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também”. A declaração gerou grande repercussão negativa.
Manifestação do coletivo Trans Goitacá na fachada da Câmara Municipal no último dia 24 (Foto: Divulgação)
Banheiro por sexo de nascimento
Aprovada e promulgada pela Câmara Municipal de Campos, a lei 9.604/2025, que determina a separação de banheiros públicos pelo sexo de nascimento, é inconstitucional. E será facilmente derrubada, como já ocorreu com leis semelhantes nos Tribunais de Justiça (TJs) de São Paulo (confira aqui) e Minas Gerais (confira aqui).
Por quê?
Por que, então, foi proposta pelo vereador Anderson de Mattos (REP)? Por que foi aprovada por seus pares, com votos discordantes só de Maicon Cruz (PSD) e Thamires Rangel (PMB)? Por que, sem que o prefeito Wladimir Garotinho (PP) tenha se manifestado, foi promulgada pelo presidente Fred Rangel (PP)?
Populismo pragmático
A resposta é simples: populismo! Pastor da Igreja Universal, que por isso se elegeu e reelegeu vereador, Anderson foi também pragmático. Corre sabendo que não vai chegar. Mas cristaliza sua base eleitoral conservadora em torno da guerra cultural entre fundamentalismo neopentecostal e identitarismo.
Juízo popular
O mesmo populismo pragmático vale aos vereadores que aprovaram a lei inconstitucional. Não só porque Campos deu a Jair Bolsonaro (PL) 63,14% dos seus votos válidos no 2º turno presidencial de 2022, como pela certeza: se posta em plebiscito, na cidade ou no país, a lei seria aprovada.
Cara e números da polarização
Pesquisa More in Common, feita com 10.002 brasileiros de 22 de janeiro a 12 de fevereiro, deu cara e números à polarização política do país. Dividida em seis grupos: “progressistas militantes”, “esquerda tradicional”, “desengajados”, “cautelosos”, “conservadores tradicionais” e “patriotas indignados”.
Como descarga de banheiro
Os “progressistas militantes” são só 5% da população. No extremo oposto da guerra cultural, os “patriotas indignados” são apenas 6%. Essa minoria ruidosa e radicalizada de 11% se retroalimenta de lado a lado na polarização. E puxa, como numa descarga de banheiro, a imensa maioria de 89% dos brasileiros.
Com ou sem espelho
É atribuída ao ex-presidente Getúlio Vargas a frase: “Campos é o espelho do Brasil”. Tenham espelho ou não, os banheiros públicos, os vereadores e as leis inconstitucionais de Campos parecem confirmar a máxima.
Nelson Lellis, doutor em sociologia política, mestre em ciência das religiões, professor da Uenf e escritor
Bancada cristã: O que realmente importa aos cristãos no Brasil?
Por Nelson Lellis
No dia 22, a Câmara dos Deputados aprovou regime de urgência ao Projeto de Resolução 71/25 com o objetivo de criar a Bancada Cristã. Trata-se de formalizar a união das já existentes Frentes Parlamentares Evangélica (FPE) e Católica. Tais Frentes funcionam como associações informais, de caráter suprapartidário, sem prerrogativas regimentais de liderança. No entanto, conseguem se articular como grupos políticos para pressão diante de determinados temas.
Essa junção permite que o grupo, com todas as garantias regimentais, tenha mais visibilidade e força para votação diante de pautas que lhe são comuns. A Bancada Cristã tem, nesse caso, o interesse em se tornar uma entidade com reconhecimento para exercer as prerrogativas no âmbito do Regimento Interno da Câmara dos Deputados.
Sendo aprovada, poderá impactar diretamente na articulação política a partir de alguns fatores. Menciono ao menos três. O primeiro deles: voz e voto. A bancada terá direito a voz e voto nas reuniões do Colégio de Líderes. Isso representa a legitimidade para definir qual a pauta entrará para votação no Plenário e a ordem que será votada. Certamente, o poder de negociação na agenda legislativa sobre temas que lhe são caros terá outra configuração.
O segundo: tempo de fala. Durante o período destinado às Comunicações de Liderança, a bancada terá direito de usar a palavra por 5 minutos por semana. Isso garantirá maior visibilidade institucional, além de abrangência — através de edições/cortes — nas mídias sociais que, no output para a sociedade, fortaleceria os argumentos da bolha.
Por fim, votação. Os votos são realizados de forma individual — e isso não será alterado. A formalização da bancada aumentaria a articulação de projetos de seu interesse para, consequentemente, influenciar o resultado das votações com pressão política.
Atores políticos desfavoráveis ao projeto têm se pronunciado nas redes apresentando aspectos como o princípio da laicidade (CF, 1988, art. 19, I): a Câmara estaria privilegiando uma religião sobre outras. Além de discriminação de minorias religiosas (desequilíbrio na representação) e o conflito com o Regimento Interno que, ainda que permita a criação de blocos parlamentares e comissões (diferentemente de comissões permanentes, como educação e saúde), a formalização de bancadas temáticas seriam ponto de tensão institucional.
Por outro lado, os grupos favoráveis ao projeto entendem que haverá uma maior representatividade, uma vez que 83,6% da população brasileira, segundo o Censo 2022, se declarou cristã. Os proponentes acreditam que a bancada daria voz formal a essa parcela, sobretudo no que diz respeito aos temas morais e de costumes — o que fortaleceria a representação dos valores. Teoricamente, há razão nesse ponto, no entanto, pesquisas realizadas no cenário da 55ª Legislatura apontaram que os representantes cristãos na Câmara dos Deputados não votam com os interesses da maioria cristã no plano político-econômico.
Os últimos anos demonstram complexidade quanto à questão representação. Em pesquisas realizadas pelo Datafolha[1], foram colhidas opiniões que, durante minha tese de doutorado, separei em dois blocos.
O primeiro foi sobre temas morais e de comportamento, como acreditar em Deus para tornar as pessoas melhores, proibição do uso de drogas, pena de morte para crimes graves, legalização do porte de armas, homossexualidade (que deve ser desencorajada). O segundo bloco, opinião sobre plano político e econômico, cujos assuntos passavam por: pena de morte, pobreza, maioridade penal, posse de armas, questões econômicas, benefícios de programas governamentais, dentre outros[2].
Seguindo diretamente do plano da moral comportamental[3] para o plano político-econômico, a pesquisa registrou a opinião sobre as questões econômicas e governamentais de três classes: Congresso Nacional; FPE (pentecostais e não pentecostais) e Congressistas pentecostais. O segundo grupo se refere às opiniões do eleitorado: Evangélicos não pentecostais; Evangélicos pentecostais e Sem religião/ateus.
Ainda que a FPE não seja homogênea, o próprio nome já sugere uma representação maior entre evangélicos. Ora, a progressiva candidatura e eleição de políticos evangélicos demonstrou esse “sucesso” de representação. Todavia, as opiniões da maioria dos parlamentares desta frente se distanciaram da opinião dos eleitores evangélicos no que se refere aos temas político-econômicos[4].
Em vista do Art. 2º do Estatuto da FPE (nota 3), parece-nos que a combinação do exercício do processo legislativo com “os propósitos de Deus, e conforme a Sua Palavra”, por fim, sugere uma interpretação, em um quadro geral, de que a FPE se inclina mais ao liberalismo econômico do que a favor da defesa dos direitos trabalhistas e afins, diferentemente da posição mais comum entre os eleitores evangélicos.
Isso está larga e teoricamente comprovado. Sociólogos franceses, Luc Boltanski e Ève Chiapello já destacavam na obra “O Novo Espírito do Capitalismo” (2009) que é comum determinados religiosos (na política ou não) serem “progressistas” em assuntos ligados a determinados grupos minoritários, e “conservadores” quanto ao comportamento social.
Caberá, portanto, a partir desse novo movimento na Câmara, o silêncio (nada inocente) dos cristãos, deixando nas mãos do Congresso a decisão pelo Projeto a fim de fortalecer questões morais e de comportamento, ou a pressão nas ruas, para que questões como saúde, educação, leis trabalhistas, mais intervenção do Estado, sejam vistas como temas importantes a serem debatidos. A distância entre vontade popular e preferência de congressistas tem sido demonstrada na recente história do país.
[1] Realizadas em setembro de 2014, com uma amostra de 10.054 eleitores e, em outubro de 2015, com uma amostra de 340 parlamentares.
[2] Em 2015, catorze jornalistas de Brasília, São Paulo e Pernambuco, realizaram uma pesquisa com o objetivo de um levantamento sobre a religião dos deputados(as). Dos quinhentos e treze, quatrocentos e vinte e um responderam. Destes, apenas 68 (16%) afirmaram ser evangélicos (LELLIS, 2017, p. 98-99), sendo que a FPE era composta por 87 deputados(as) e 3 senadores. Isso confirma que a composição da FPE abriga membros de outras denominações religiosas, com a Igreja Católica.
[3] Quanto às questões morais e de comportamento, o próprio Estatuto da Frente Parlamentar Evangélica ajuda a orientar aos seus membros, em seu Art. 2º, inciso III: Procurar, de modo contínuo, a inovação da legislação necessária à promoção de políticas públicas, sociais e econômicas eficazes, influindo no processo legislativo a partir das comissões temáticas existentes nas Casas do Congresso Nacional, segundo seus objetivos, combinados com os propósitos de Deus, e conforme Sua Palavra (FRENTE PARLAMENTAR EVANGÉLICA, 2015, n. p., grifo meu). O Estatuto da FPE, apresentado em abril de 2019, manteve o artigo citado (cf. FPE, 2019). Contudo, o Estatuto de 2023 (atual) realizou uma série de modificações (disponível em: https://www.camara.leg.br/internet/deputado/Frente_Parlamentar/54477-integra.pdf).
[4] Como contribuição para o debate, cf. Cunha (2018).
Jornalista, servidor municipal e palmeirense, Antunis Clayton é o convidado do Folha no Ar desta quinta (23), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele analisará a reta final do Brasileirão e da Libertadores da América, que tem Palmeiras e Flamengo, até aqui, como protagonistas.
Antunis também analisará os papéis do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), e do prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (PP) nas eleições do RJ a governador (confira aqui, aqui, aqui e aqui), senador (confira aqui, aqui e aqui) e deputados (confira aqui) na região.
Por fim, com base nas pesquisas (confira aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), ele tentará projetar as eleições a presidente do Brasil em 4 de outubro de 2026, daqui a pouco mais de 11 meses.
Quem quiser participar do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.
A Associação Fluminense dos Plantadores de Cana (Asflucan) completa 80 anos neste sábado (25). Para marcar a data, promoverá nesta sexta (24) o VIII Seminário da Cana-de-Açúcar. No campus da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) em Campos, a programação se estenderá das 8h às 18h30.
Objetivo do Seminário
“Reuniremos os melhores especialistas do setor para compartilhar conhecimento e debater as variedades de cana para plantio no Brasil. O Seminário será fundamental para quem busca inovação, produtividade e sustentabilidade na agricultura, especialmente na nossa região Norte Fluminense”, resumiu Tito Inojosa, presidente da Asflucan.
Literatura nesta quinta no IFF
Como prova da diversidade de Campos, nesta quinta (23), um dia antes do evento da Asflucan, o IFF comemora os 20 anos do curso de pós-graduação em Literatura, Memória Cultural e Sociedade. Para tanto, traz programação (confira aqui) aberta à população, das 13h30 às 21h, no auditório Miguel Ramalho do campus Campos Centro.
Objetivo da pós
“O curso atua na formação de profissionais de diversas áreas, mas também forma cidadãos que queiram e estejam dispostos a pensar a memória cultural, a sociedade e a própria cultura do nosso país, especialmente a de Campos e região”, resumiu a professora do IFF Érica Luciana de Souza e Silva, coordenadora da pós.
Geraldo Machado e Aluysio Cardoso Barbosa (Fotos: Divulgação e Diomarcelo Pessanha/Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Perda de Geraldo Machado
“Sua dedicação exemplar ao Direito e sua trajetória brilhante serão lembradas com respeito e admiração. Sua memória permanecerá viva na história da advocacia”. Foi a manifestação da OAB Campos à morte do seu ex-presidente Geraldo Machado, aos 87, vítima de um câncer contra o qual lutava há anos, na noite da última quarta (15).
Coincidência?
Anunciada (confira aqui) pela Folha, da qual Geraldo foi articulista e advogado, a notícia da sua morte ecoou rapidamente em grupos de WhatsApp. Quase no mesmo momento em que os rubro-negros, como ele, comemoravam o gol de Pedro naquela mesma noite de quarta no Nilton Santos, primeiro dos 3 a 0 do Flamengo sobre o Botafogo no Brasileirão.
Geraldo e Aluysio
A relação de Geraldo com a Folha, intensa desde que esta foi lançada há 47 anos, derivou da amizade ainda mais antiga com o jornalista Aluysio Cardoso Barbosa. Fundador do jornal e titular desta coluna até sua morte em 2012, aos 76, Aluysio foi colega de Geraldo no Liceu de Humanidades de Campos dos anos 1950.
Amigos diferentes
Geraldo e Aluysio eram diferentes. Além de Flamengo, o primeiro era alto, foi atleta de basquete, combativo como advogado e engajado militante de esquerda. Tricolor, o segundo era baixo, foi atleta de futebol, um jornalista marcado pelo equilíbrio e sutil em suas posições políticas de centro. Opostos unidos em amizade sincera e completa.
Forma crítica de ver o mundo
Além da advocacia, Geraldo foi produtor rural, presidente da Cooperleite em Campos e membro da Academia Campista de Letras (ACL). Que também se manifestou em sua morte: “Seus artigos e crônicas, publicados na Folha da Manhã e nas redes sociais, sempre foram marcados por sua forma crítica de ver o mundo”.
Alternativa à bipolaridade do ódio
Distintas, as formas de ver o mundo de Geraldo e Aluysio tinham algo geracional em comum. De crianças da II Guerra (1939/1945), jovens na esperança do Brasil dos anos 1950 e adultos na ressaca ditatorial dos anos 1960 e 1970. Cuja amizade entre homens diferentes tanto faz falta como alternativa viva à bipolaridade do ódio deste novo século.
Carlos Bacelar (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Homenagem a Carlos Bacelar
Às 19h de hoje, no Teatro Trianon, o biólogo e empresário Carlos Mothé Bacelar da Silva será homenageado pela Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia (SFMC). Por seus serviços à frente do Laboratório Plínio Bacelar, principal de Campos e região, Carlos receberá o prêmio Associação Fluminense de Medicina e Cirurgia de 2025.
Gerações à frente do Plínio
O blog Ponto de Vista, do diretor da Folha Christiano Abreu Barbosa, adiantou (confira aqui) na última quinta (16) a homenagem nesta quarta a Carlos. Da 2ª geração familiar à frente do Plínio Bacelar, no qual trabalha há 58 anos, ele assumiu seu comando nos anos 1980, que hoje divide com os filhos Leonardo, Renato e Pedro Bacelar.
Currículo
Formado em ciências biológicas em 1969, Carlos é membro das Sociedades Brasileiras de Microbiologias, para o Progresso da Ciência e de Análises Clínicas. Como também integra a internacional Association for Diagnostics & Laboratory Medicine (ADLM, Associação de Diagnóstico e Medicina Laboratorial), sediada nos EUA.
Excelência = trabalho
Com 31 unidades entre Campos, São João da Barra, São Francisco de Itabapoana, Macaé, Rio das Ostras, Cabo Frio, Quissamã, Cardoso Moreira, Italva e São Fidélis, o Plínio Bacelar é uma referência de excelência profissional na região. Condição que deve muito às quase seis décadas do trabalho de Carlos, em seus 77 anos de vida.