Wladimir diz que CRDI não vai fechar, mas “mudar sua concentração”

 

Prefeito Wladimir hoje disse que o Centro de Referência de Doenças Inmuno-infecciosas (CRDI) de Campos não vai fechar, mas “mudar sua concentração” (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

“O Centro de Referência da Dengue (CRD) de Campos não vai fechar, estão distorcendo a realidade. Ele vai mudar a sua concentração”. Foi o que disse hoje o prefeito Wladimir Garotinho (PP) sobre a notícia do fechamento em 30 dias (confira aqui) do Centro de Referência de Doenças Imuno-infecciosas (CRDI), antigo CRD, no Hospital Plantadores de Cana (HPC).

— Hoje se paga um aluguel de R$ 50 mil e se contratam cerca de 40 RPAs (para o CRDI). O atendimento vai ser descentralizado na estrutura própria, que passou por ampliação. E os estudos continuarão, afinal todos os médicos são concursados da rede pública municipal — completou Wladimir

Mais veemente na forma do prefeito, a versão do seu governo já tinha sido registrada na coluna Ponto Final de hoje, publicada neste blog e na Folha da Manhã, que noticiou o fechamento do CRDI, após 23 anos atuando no município:

— A secretaria municipal de Saúde alegou que vem seguindo o modelo do SUS de descentralização e regionalização do atendimento. “Os atendimentos que seriam realizados no Centro serão distribuídos pela rede de atendimento primária e de urgência, através das Unidades Pré-Hospitalares (UPHs), na rede de atenção primária”, informou a assessoria.

A mudança gerou muitos comentários nas redes sociais:

— Uma pena. Uma referência segura para quem precisa de atendimento específico. Reconsiderem por favor! — pediu @vanessasantos0318 no Instagram.

— Uma pena deixar de existir um Centro de Referência da Dengue que se destacou em nossa região pelos serviços prestados sob a brilhante direção do dr. Luiz José de Souza! — lembrou @mchrisbloureiro.

No grupo de WhatsApp que este blog divide com o programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3, o médico José Roberto Crespo, ex-presidente do Sindicato dos Médicos de Campos, analisou a decisão do governo municipal sobre o CRDI. E fez indagações:

— Embora a descentralização seja uma das diretrizes do SUS, a cidade de Campos criou um modelo de atendimento que grandes serviços oferece à comunidade, com um atendimento resolutivo, com exames laboratoriais rápidos. E está acoplado a um hospital (o HPC) quando houver necessidade de internação, além da experiência profissional que se desenvolveu. A pergunta que se faz é: A PMCG tem algum lugar prá manter o serviço ou vai “descentralizar” sem oferecer a qualidade atual?

 

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