Felipe Fernandes — “Devoradores de Estrelas”: Amizade no fim do mundo

 

 

 

Felipe Fernandes, cineasta publicitário e crítico de cinema

Amizade no fim do mundo

Por Felipe Fernandes

 

Quando olhamos em retrospecto para o cinema sci-fi que trata do fim do mundo por causas aparentemente naturais, percebemos que, em geral, são obras mais densas, sustentadas por aspectos científicos, dramáticos e até filosóficos sobre a iminência da finitude e tudo o que essa situação envolve.

Em “Devoradores de Estrelas”, esses elementos também estão presentes. Mas o que realmente diferencia a obra é uma leveza inesperada, um bom humor quase injustificado. Que, provavelmente por isso, funciona muito bem.

Baseado no livro de Andy Weir e com roteiro do experiente Drew Goddard, dupla responsável pela adaptação de “Perdido em Marte” (uma espécie de “filme irmão”, ainda que ali o humor não funcione com a mesma força), o longa trabalha com duas linhas narrativas. É uma escolha inteligente para a construção do personagem e da situação, além de contribuir para um ritmo mais dinâmico.

A história se inicia com Ryland acordando no espaço, sem saber quem é ou o que está acontecendo. Aos poucos, o espectador descobre junto com ele o problema em que está envolvido e completamente sozinho. Essa trama principal se intercala com flashbacks que revelam o objetivo da missão e explicam como ele foi parar ali.

A estrutura narrativa se mostra eficaz. Além de evitar a monotonia inerente ao isolamento do protagonista, permite um desenvolvimento mais aprofundado do personagem e de suas relações na Terra, algo essencial para o impacto emocional do filme.

Weir e Goddard também acertam na construção de Ryland: um cientista desacreditado pela comunidade científica por conta de uma teoria controversa, que se torna professor. E, justamente por pensar fora dos padrões, acaba recrutado para uma missão global de salvar o Sol e, consequentemente, a vida na Terra. É em uma de suas aulas que surge a apresentação do problema central, uma solução de roteiro eficiente que integra a exposição de forma orgânica à narrativa.

O filme ganha ainda mais força com a introdução de Rocky, um alienígena em situação semelhante à do protagonista. O apelido surge de sua aparência, em uma homenagem ao famoso boxeador e rapidamente os dois constroem uma amizade baseada tanto nas diferenças quanto nas inesperadas semelhanças.

Em paralelo, se desenvolve a relação entre Ryland e Eva, uma das líderes da missão, inicialmente retratada como fria e pragmática. Aos poucos, essa imagem se desconstrói, e sua conexão com o protagonista ressignifica acontecimentos importantes na reta final da história.

Um dos grandes méritos do filme é transformar conceitos científicos em elementos dramáticos envolventes. O suspense nasce da resolução de problemas científicos, o que reforça sua identidade. Essa abordagem se conecta diretamente com a relação entre Ryland e Rocky, o verdadeiro centro emocional da obra. Nada como o fim do mundo para começar uma amizade.

“Devoradores de Estrelas” é uma ficção científica que se apoia em ideias, emoções e na força das relações humanas (e não humanas), oferecendo uma experiência mais reflexiva e repleta de bom humor. Com uma atuação sólida de Ryan Gosling e uma narrativa que equilibra ciência e sensibilidade, o longa se mostra ao mesmo tempo inteligente e acessível. Um filme sobre salvar o mundo, mas, acima de tudo, sobre empatia, cooperação e aquilo que nos torna humanos.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Confira o trailer do filme:

 

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Eleições a governador e senador do RJ, e entre Lula e Flávio a presidente

 

Por Aluysio Abreu Barbosa, Cláudio Nogueira, William Passos e Gabriel Torres

 

Eduardo Paes (PSD), hoje, é favorito em todas as pesquisas (confira aqui) a governador do RJ sobre Douglas Ruas (PL), candidato do bolsonarismo. “Mas quem está achando que vai ser lavada está muito equivocado”. Foi a advertência feita ontem pelo cientista político Bruno Soller, diretor do instituto de pesquisa Real Time Big Data, em entrevista ao programa Folha no Ar. Ele também analisou a pré-candidatura do ex-governador Cláudio Castro (PL) e de outros nomes a senador.

No plano local, o diretor do instituto de pesquisa nacional analisou o ex-governador Anthony Garotinho (REP) a governador e a senador. E prometeu colocar o nome do político de Campos nas próximas consultas estaduais Real Time Big Data. Ao microfone da Folha FM 98,3, Bruno também analisou as dificuldades que todas as pesquisas mostram à reeleição presidencial de Lula (PT). Cuja definição projetou no embate de grandes rejeições contra Flávio Bolsonaro (PL). Com pouca chance, hoje, a uma terceira via.

 

Bruno Soller, cientista político, diretor do instituto de pesquisa Real Time Big Data, estrategista eleitoral e analista político da Record, Metrópoles e Estadão (Foto: Divulgação)

 

Taxa de conhecimento a governador e Paes no segundo turno — “A coisa mais importante que a gente tem que analisar agora é o grau de conhecimento desses candidatos. Enquanto Eduardo Paes é bem conhecido da população fluminense, o Douglas Ruas é desconhecido: 40% da população dizem não conhecê-lo suficientemente para opinar (na pesquisa Real Time Big Data de março), porque ele é um sujeito ainda absolutamente desconhecido da grande maioria da população. O que a gente tem que analisar nessa pesquisa? O Eduardo Paes tem uma fatia do eleitorado que tende a caminhar com ele. Isso está posto. Se a gente tiver um segundo turno no Rio de Janeiro, uma vaga é do Eduardo Paes. Não tem como a gente brigar com isso. Está ali. Do outro lado, existe um contingente gigante da população que não sabe o que fazer. Que está aí esperando um nome.”

Eleição imprevisível — “A gente tende a ter um enfrentamento entre o grupo dominante de poder hoje do governo do estado do Rio, que é expresso na pré-candidatura do Douglas Ruas, contra o Eduardo Paes. É uma eleição imprevisível. Mesmo com o Eduardo hoje tendo uma grande vantagem numérica nas pesquisas sobre o Douglas (46% a 13% e 42% a 11%, mais de 30 pontos de vantagem, nos dois cenários de primeiro turno da Real Time Big Data de março), há uma tendência de polarização nacional também, que pode influenciar nesse jogo.”

Importância da Baixada Fluminense — “Não à toa o Eduardo Paes foi buscar uma vice (Jane Reis, MDB, irmã do ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis) com essas características: da Baixada Fluminense e evangélica. Porque existe aí uma força eleitoral muito grande. Só que o Douglas não é da Baixada. É da região metropolitana do Rio, lá de São Gonçalo, onde o pai dele é o prefeito (Capitão Nelson, PL). Mas que também é uma cidade que repete características socioeconômicas da Baixada Fluminense. Portanto, eu acho que a eleição no Rio de Janeiro está absolutamente aberta, apesar dos índices numéricos hoje apontarem para um favoritismo muito grande do Eduardo Paes.”

Sem lavada a governador do RJ — “A tendência, repito, é de que nessa eleição o Eduardo segue como favorito, até porque o governo Cláudio Castro tem muita rejeição também (44% de desaprovação da Real Time Big Data de março). O Eduardo sai como favorito, mas quem está achando que vai ser lavada está muito equivocado. Essa eleição tende a apertar e pode ser que haja uma surpresa e um candidato ligado ao bolsonarismo, impulsionado pela força segurança pública, evangélicos e Bolsonaro, surpreenda na eleição do Rio de Janeiro.

Segundo voto ao Senado e olho em Pimental — Essa eleição para o Senado tem uma peculiaridade muito grande, que é o tal do segundo voto. Esse segundo voto ele mata qualquer instituto de pesquisa, porque é uma loucura. Se você olhar, o segundo voto tem 35% do eleitorado no primeiro cenário que fala branco, nulo ou não sabe. Ou seja, um terço das pessoas que são perguntadas não tem ainda um segundo voto. E isso muda qualquer eleição. O que me parece, pelo que a gente vê dos movimentos aqui da pesquisa, é que você tem um Rodrigo Pimentel (ex-capitão do Bope, sem partido) com uma capacidade muito grande de crescimento. É um nome que a gente tem que ficar de olho caso venha a ser candidato. Pode ter um segundo voto de muita gente, do lado da direita, do lado da esquerda, por ser um personagem que está acima dessa disputa ideológica.”

Paes pode puxar Pedro Paulo a senador — “Esse processo da escolha ao Senado Federal no Rio de Janeiro vai ser muito impactado, não tenho dúvida nenhuma, pelo jogo nacional e pelo jogo estadual, de governador. Essas duas posições vão alavancar os nomes para o Senado Federal. Você vê o Pedro Paulo (deputado federal, PSD), que ainda é um desconhecido da grande maioria da população. Ele tem alguma penetração no eleitorado e pode ser impulsionado por uma candidatura do (seu aliado) Eduardo Paes. O Eduardo pode puxá-lo, caso faça uma campanha “Olha, quem vota Eduardo Paes para governador, vota no Pedro Paulo para o Senado”.

Castro favorito a senador — “Caso Cláudio seja o candidato, ele surge como favorito (ao Senado). De resto, é todo mundo muito igual. E a política vai fazer com que mais alguém vire favorito ou não no processo eleitoral. O jogo é muito aberto para o Senado, quando a gente pensa que 62% do eleitorado não decidiu ainda em quem votar para governador, que dirá para senador.”

Pacificação (confira aqui) de Garotinho e Wladimir — “Não os conheço, mas torço pessoalmente para que o Anthony Garotinho e o Wladimir, como pai e filho, não estejam nunca separados. Isso eu acho que é importante como questão humana, acima de qualquer coisa. É pai e filho. Isso é um exemplo para o resto do mundo, do Brasil. Todos são figuras políticas importantes e tomara que estejam sempre juntos e que as diferenças de opinião não façam com que eles estejam atritados. Pessoalmente torço para isso.

Rejeição de Garotinho — “Do ponto de vista da análise política, qual é o desafio do Anthony Garotinho? É superar uma rejeição. Não tem a dúvida de que ele tem intenção de voto. É um sujeito que tem um conhecimento do estado inteiro do Rio de Janeiro. Ele não precisa se apresentar para as pessoas, mas ele precisa romper uma barreira hoje, que é uma barreira de rejeição, que ficou em função de diversas denúncias que o envolveram durante todo esse processo. Durante todo o período que se teve e que foi criando uma camada de rejeição de parte da população em relação a ele. Isso fez com que ele tivesse algumas derrotas amargas na política, acho que talvez a maior delas foi não ter sido eleito nas últimas eleições (a vereador do Rio de Janeiro, em 2024), não só no cargo majoritário (em 2014, a governador, não foi ao segundo turno). Acho que isso foi uma derrota pessoal para ele.”

Garotinho a governador? — “O desafio dele é se mostrar competitivo para um segundo turno. Não me parece que uma eleição no Rio de Janeiro se decida em um turno só. E para você ser competitivo no segundo turno, precisa ter 50% mais um. Você precisa ter maioria. Então, o Anthony Garotinho precisa, e talvez em uma candidatura dessas agora, de teste (a governador-tampão, com regras a serem definidas pelo Supremo Tribunal Federal no dia 8) em uma eleição fora de tempo que a gente chama, ele possa testar um pouco dessa rejeição. Tentar diminuir essa rejeição para virar competitivo. A pouca opção, vamos dizer assim, com os nomes postos, sem empolgar tanto o eleitorado, ele talvez seja uma alternativa.”

Por que Garotinho ficou fora da pesquisa Real Time Big Data de março a governador e senador? — Acho que é um nome que tem que ser considerado. A partir do momento que ele coloca o seu nome. No ano passado, chegamos a testá-lo para governo, mas com um certo recuo dele de candidaturas majoritárias a gente deixou de testar. O Republicanos tinha no nome do (ex-prefeito do Rio) Marcelo Crivella o nome principal para uma disputa ao Senado. Mas acredito que em uma próxima pesquisa a gente vá fazer. Eu acho que é fundamental. Inclusive, alertar aqui: é bom que a nossa conversa fique agravada, para eu botar a nossa estatística, quando ela for montar o formulário, ela lembrar que a gente tem que colocar também o nome do Anthony Garotinho como um possível candidato ao Senado ou até mesmo ao Palácio da Guanabara.”

PSD lança (confira aqui) Ronaldo Caiado a presidente — “Quando você lança um Caiado, que já foi candidato a presidente em 1989, as pessoas enxergam ele dentro de uma raia dessa polarização (da direita). O PSD ficou com três pré-candidatos a presidente da República, sem ter nenhum por seis meses. Se o PSD tivesse, lá atrás, definido um nome, trabalhado esse nome, talvez hoje a gente estivesse discutindo um nome de terceira via na cabeça das pessoas. Mas o Caiado vai tentar se construir nisso. Vai ter um pouco mais de dificuldade pela trajetória dele. Ele é visto como alguém dentro de um bloco. Pode ser que se construa? Pode. Tem espaço.”

Governo Lula rejeitado pela população — “Nós estamos vivendo um governo Lula (desaprovado por mais de 50% dos brasileiros em todas as sete pesquisas nacionais de março) que é rejeitado pela população. A gente só tem espaço para discutir a alternativa porque o governo vigente não entrega o que a população espera. Porque se o governo estiver entregando, não tem para ninguém, o Lula está reeleito. Mas não está entregando. Este é o problema do Brasil hoje. As pessoas votaram no Lula na eleição passada com a expectativa de que a vida pudesse voltar aos patamares de quando ele foi presidente lá atrás. E isso não aconteceu.”

“Povo não come PIB” — “Não adianta o discurso do governo ser; “Olha, pleno emprego, o Brasil avança”. Eu vou lembrar uma frase de uma petista famosa, a Maria da Conceição Tavares, que faleceu recentemente, economista e filiada ao PT. Ela dizia: “O povo não come PIB”. Ela dizia isso para criticar o (então governo) Fernando Henrique. Vamos dar essa mesma frase para criticar o Lula. O povo não come PIB. As pessoas querem saber. No final do mês, tem o dinheiro no bolso ou não tem o dinheiro no bolso? Minha vida melhorou ou não melhorou? As pessoas estão insatisfeitas e é isso que está acontecendo com o governo Lula.”

Crescimento e rejeição de Flávio — “A sorte do Lula é que a escolha prioritária da oposição é de um nome que tem muita rejeição também, que é um Bolsonaro. Vocês aqui do Rio sabem quem é Flávio Bolsonaro porque ele é senador daqui. Qualquer nome que fosse um Bolsonaro estaria na posição que ele está hoje. Não é só pelo que representa politicamente, representa no nome o que é o bolsonarismo. Então o Flávio está crescendo dentro de uma raia que está posta na sociedade e que teve 49% dos votos na eleição passada, no segundo turno. Então o bolsonarismo existe, ele está presente, ele vai crescer, o Flávio vai crescer.”

Disputa de rejeições — “A discussão que a gente vai ter daqui para frente, caso uma terceira via não se consolide, vai ser novamente uma disputa de rejeições. O Felipe Nunes, meu colega da Quaest, fez um livro em que ele fala sobre a calcificação do voto. Eu iria mais além do que uma calcificação do voto. A gente tem hoje isso de pertencimento social. Tem gente que não é Bolsonaro, mas ela quer ser Bolsonaro porque a turma dela é Bolsonaro. Tem gente que não é Lula, mas ela vira Lula porque toda a turma dela é Lula. Nós estamos vivendo um momento de pertencimento. Que é mais ainda do que calcificação, porque calcificação é pedra que, se bater, uma hora ela quebra. Não é isso. É pertencimento.”

“Escolher, de novo, o menos pior”? — “Posso estar muito equivocado, mas pelo que eu tenho visto, não acredito que a gente vai ter uma ruptura, ainda mais sendo uma terceira via (Caiado ou Romeu Zema, do Novo) dentro de um espectro ideológico (da direita). Acho que a gente caminha novamente para uma polarização e nós vamos ter que escolher, de novo, entre o menos pior. O que é muito ruim para a sociedade brasileira. Vai ser uma disputa, de novo, entre dois polos que neste momento ainda estão mais negativados do que estiveram em 2022. Porque nós estamos vindo de uma década de que a vida não melhora. Uma década em que a gente teve quatro presidentes da República, Dilma, Temer, Bolsonaro e Lula. E a vida das pessoas não melhorou.”

Dificuldades do governo Lula — Ao mesmo tempo em que você tem esse crescimento de Flávio e essa consolidação dentro do bolsonarismo, do Flávio, você tem do outro lado três movimentos que vão fazendo o Governo Federal piorar na visão pública. O primeiro deles, em janeiro, um monte de conta para pagar e a lógica de que é um governo que só aumentou o imposto das pessoas. Número dois, escândalos de corrupção do tamanho do mundo. Caso Master e caso INSS. Um envolvendo o filho do presidente e o outro envolvendo o Supremo Tribunal Federal, que para a maioria das pessoas está mancomunado com o poder vigente. Então isso acaba influenciando o Lula. E a terceira coisa, e que é muito importante. Vamos lembrar que nós tivemos, na Marquês de Sapucaí, um desfile em que o presidente Lula foi homenageado por uma escola, a Acadêmicos de Niterói. E ali não foi só uma homenagem ao Lula, foi um ataque, em parte, a uma porção da população brasileira, que é cada vez mais crescente, que é a evangélica. O Lula, depois daquele ato, nos nossos trackings (monitoramentos em tempo real), perdeu de 9% a 11% de apoio entre os evangélicos.”

Nível de rejeição — “(Na pesquisa Nexus divulgada na segunda-feira) 48% das pessoas rejeitam o Flávio Bolsonaro e 49% rejeitam o Lula. Isso significa que 51% do eleitorado poderia votar no Lula e 52% do eleitorado poderia votar no Flávio. Ou seja, no limite do limite, eles podem ganhar uma eleição. Qual é o problema do Lula? O Lula está hoje sentado na cadeira e ele é o responsável pela situação política brasileira. É ele. A caneta está na mão dele. Então, o julgamento se dá mais em cima dele do que qualquer outra pessoa. Esse é o grande drama do Lula.”

Erika Hilton, deputada trans presidente da Comissão das Mulheres na Câmara Federal — “É uma forte cabo eleitoral do Flávio. Inclusive porque o eleitor do Lula, a massa que vota no Lula, é conservadora. O eleitor do Lula não é ideológico.  A gente tem que parar com isso. O voto ideológico é muito pequeno. A esquerda UFRJ, a esquerda USP, ela é muito pequena no Brasil. O voto do Lula é um voto popular, das camadas mais baixas da população, e que é conservadora. É onde está o maior índice de pessoas que rejeitam o casamento entre pessoas do mesmo sexo, que rejeitam o aborto. E esse eleitor não vota no Lula pelas pautas progressistas do PT.”

 

Página 3 da edição de hoje da Folha da Manhã

 

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