
Em depoimento hoje na CPI da Covid no Senado, o ex-governador Wilson Witzel (PSC) citou o secretário estadual de Governo Rodrigo Bacellar (SD). Quando o político de Campos exerceu a relatoria do seu pedido de impeachment, segundo Witzel, teria sido pressionado a trabalhar para consumá-lo por um pedido de busca e apreensão do Ministério Público Federal (MPF). O ex-governador disse que também seu vice e sucessor, o governador Cláudio Castro (PL), e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado André Ceciliano (PT), teriam sido pressionados da mesma maneira:
— Na medida que o Ministério Público Federal pede a busca e apreensão na casa do vice-governador, a busca e apreensão na casa do presidente da Alerj, a busca e apreensão na casa do relator do relator do meu processo de impeachment, o deputado estadual Bacellar, todos foram colocados com a corda no pescoço (…) Essas pessoas, o presidente da Assembleia Legislativa, o vice-governador, o relator do meu processo de impeachment na Alerj, todos investigados, com a corda no pescoço. E, ao final, quando eu sou cassado, isso aqui simplesmente acabou, morreu, não tem mais investigação — disse Witzel aos senadores da República.
Confira no vídeo abaixo:
Ao blog do jornalista Octavio Guedes, no G1, Cláudio Castro respondeu (confira aqui) ao ex-companheiro de chapa, que também acusou o atual governador de ter colocado em “banho-maria” a investigação do assassinato da ex-vereador Marielle Franco (Psol), executada a tiros em março de 2018 por milicanos do Escritório do Crime:
— Witzel é um coitado. Ele é inimputável pelo que fala, mas não pelo que fez — disse Castro.
Demandas de posição sobre o que Witzel disse hoje à CPI da Covid também geradas a Rodrigo Bacellar, André Ceciliano e ao MPF do Rio Janeiro.
