Sebastianismo master dos “heróis da democracia” Moraes e Toffoli

 

Na herança sebastianista do Brasil, dois “heróis da democracia” do STF: Alexandre de Moraes e Dias Toffoli

 

 

D. Sebastião

D. Sebastião

D. Sebastião foi rei de Portugal de 1557 a 1578. Assumiu o trono quando seu país era a potência emergente do mundo, líder da Expansão Marítima e Comercial Europeia. Mas, diante dos novos mundos da Idade Moderna, regrediu às Cruzadas da Idade Média. E foi morto ou desapareceu na batalha de Alcácer-Quibir, no Marrocos.

 

Sebastianismo

Sem deixar herdeiro, D. Sebastião lançou Portugal, de maior nação da Europa, à condição de província espanhola na União Ibérica de 1580 a 1640. Mas gerou, em Portugal e em sua colonização no Brasil, o sebastianismo: a espera pelo regresso de um herói messiânico, que nos resgatará ao tempo de glória.

 

No Brasil

No Brasil, o sebastianismo esteve na origem das suas duas maiores guerras civis: a de Canudos, no sertão da Bahia, entre 1896 e 1897; e do Contestado, na fronteira entre Paraná e Santa Catarina, entre 1912 e 1916. Ambos foram movimentos messiânicos rurais, onde seus líderes religiosos eram vistos como salvadores.

 

De Deodoro a Collor

O sebastianismo esteve na queda do Império pelo golpe militar que proclamou a República em 1889, na Revolução de 1930, na ditadura do Estado Novo entre 1937 e 1945, na ditadura militar entre 1964 e 1985, na eleição direta do caçador de marajás Fernando Collor de Mello a presidente em 1989, no seu impeachment em 1992.

 

“Heróis da democracia”

O sebastianismo esteve nas primeiras eleições presidenciais de Lula em 2002 e 2006, na operação Lava Jato entre 2014 e 2021, no impeachment de Dilma Rousseff em 2016, na prisão de Lula em 2018 e, no mesmo ano, na eleição de Bolsonaro. Como na prisão deste em 2025. Por quem? Ao sebastianismo, pelos “heróis da democracia” do STF.

 

De R$ 3,6 milhões/mês ao Tayayá

Do que o bilionário escândalo do liquidado Banco Master já revelou sobre os ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, os sebastianistas da vez podem escolher. Entre R$ 3,6 milhões mês ao escritório de advocacia da esposa, uma viagem com tudo pago num jatinho à final da Libertadores em Lima, ou uma estadia no resort Tayayá.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

0

Deixe um comentário