Listado no Petrolão: “Estou cagando e andando para esses cornos todos”

Vice-governador da Bahia, João Leão rugiu ao ter seu nome listado no Petrolão
Vice-governador da Bahia, João Leão rugiu ao ter seu nome listado no Petrolão

 

 

Por Biaggio Talento

Salvador — A confirmação do nome do vice-governador da Bahia, João Felipe de Souza Leão, entre os que serão investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), irritou o político do PP. O partido foi o recordista de nomes, com 31 parlamentares envolvidos.

Em nota, Leão se disse surpreso por seu nome constar na lista e afirmou que está “cagando e andando” para “esses cornos todos”. A abertura de inquérito no STF foi autorizada pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato na Corte.

“Acredito que pode ter sido por ter recebido recursos em 2010 das empresas que estão envolvidas na operação. Mas, botar meu nome numa zorra dessas? Não entendo. Estou cagando e andando, no bom português, na cabeça desses cornos todos. Sou um cara sério, bato no meu peito e não tenho culpa”, afirmou o vice-governador da Bahia.

Os 28 inquéritos aceitos por Teori e que investigarão 45 políticos com foro privilegiado foram abertos com base em apenas duas delações premiadas, feitas pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Youssef. Já foram fechados, no entanto, 15 acordos de colaboração — recorde absoluto em investigações de escândalos de corrupção no país.

Segundo a procuradoria-geral da República, os políticos recebiam uma espécie de mensalão da Petrobras, pagamentos mensais a partir de propinas cobradas de contratos com a estatal

 

Publicado aqui, na globo.com

 

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Campanha de 2010 de Dilma será investigada

O ex-ministro Antonio Palocci foi citado por delator (foto de Gustavo Miranda)
O ex-ministro Antonio Palocci foi citado por delator (foto de Gustavo Miranda)

 

 

Por Vinicius Sassine, Renata Mariz e Evandro Éboli

 

Brasília — O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki enviou à Justiça Federal do Paraná o pedido para que seja investigada a doação de campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010, que supostamente teria sido negociada pelo ex-ministro Antônio Palocci, que apareceu nesta sexta-feira na lista dos que serão investigados pelo esquema de corrupção descoberto pela Lava-Jato. O caso será examinado pelo juiz Sérgio Moro.

Dilma pessoalmente não será alvo de qualquer tipo de investigação. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, alegou “vedação constitucional” para analisar o caso por ele ser anterior à sua gestão como presidente.

 

Citação feita por Costa

A presidente foi citada no depoimento do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, numa menção ao dinheiro usado para o financiamento da campanha presidencial de 2010. Costa declarou que recebeu um pedido de Youssef e que autorizou o uso de R$ 2 milhões destinados ao PP, desviados de contratos da estatal, na campanha de Dilma. O pedido teria partido do ex-ministro Antônio Palocci, conforme a delação de Costa. Youssef desmentiu o depoimento do ex-diretor. Mesmo assim, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entendeu que “a suposta solicitação da vantagem deve ser apurada em relação a quem a teria feito”.

Janot pediu a remessa dos autos — exclusivamente sobre o ex-ministro — para a Justiça Federal no Paraná, em razão de o político não ter mais foro privilegiado e de as citações não terem conexão com outros investigados no âmbito do STF. O procurador-geral descartou investigar Dilma com base no artigo 86 da Constituição Federal: “O presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções.”

Yousseff afirmou “categoricamente” que a declaração de Costa não é verdadeira. “Quanto à afirmação de Paulo Roberto Costa, no sentido de que teria sido o depoente procurado para atender demanda de Antônio Palocci, de forma que fossem liberados R$ 2 milhões do PP para a campanha presidencial de Dilma Rousseff, declara, categoricamente, que esta afirmação não é verdadeira”, cita a petição do procurador-geral, no trecho relacionado ao depoimento de Youssef.

Costa disse que Yousseff não esclareceu a ele se o pedido deste montante foi feito pessoalmente por Palocci ou se por meio de algum assessor. “Apenas mencionou que era um pedido vindo de Antônio Palocci.” O ex-diretor afirmou ter conhecido Palocci em 2004, quando o ex-ministro integrava o Conselho de Administração da Petrobras e Dilma, então ministra de Minas e Energia, presidia o colegiado. Costa esteve em “várias reuniões com Antônio Palocci, pois este era membro do conselho e também ministro da Fazenda”, cita a delação do ex-diretor.

 

Petição de Gleisi

Em outra petição, com pedido de abertura de inquérito contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), há a reprodução de depoimento do doleiro Alberto Youssef em que ele “gostaria de ressaltar que tanto a presidência da Petrobras, quanto o Palácio do Planalto tinham conhecimento da estrutura que envolvia a distribuição e repasse de comissões no âmbito da estatal”.

A declaração reproduzida na petição sobre Gleisi foi feita após o doleiro detalhar as circunstâncias em que supostamente entregou R$ 1 milhão à campanha de Gleisi ao Senado, em 2010.

 

Publicado aqui, no globo.com

 

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Sigamos o dinheiro sujo para chegarmos ao chefe da roubalheira na Petrobras

Juiz Sergio Moro defende no Paraná...
Juiz Sergio Moro defende no Paraná…

 

... … estratégia de Mark Felt (Garganta Profunda) para apanhar corruptos e corruptores
… … estratégia de Mark Felt (Garganta Profunda)
para apanhar corruptos e corruptores

 

 

Jornalista e blogueiro Vitor Hugo Soares
Jornalista e blogueiro Vitor Hugo Soares

Na pista do dinheiro sujo: Juiz Sergio Moro ensina como chegar a corruptos e corruptores na política e nas empresas ao estilo “Garganta Profunda”

Por Vitor Hugo Soares

 

 

“Siga o dinheiro (Follow de Money) e você chegará ao chefe do crime”. O conselho certeiro de W. Mark Felt (o Garganta Profunda), principal fonte de informação dos repórteres Bob Woodward e Karl Bernstein (Washington Post) nos bastidores do poder nos Estados Unidos — ao longo das investigações do célebre Escândalo Watergate – ,  volta a pontificar no Brasil 2015 do Petrolão.

No caso americano, a estratégia recomendada por “Deep Throat”, seguida à risca pelos dois consagrados jornalistas (premiados personagens de filmes e livros), culminaria na queda (renúncia) do então todo poderoso ex-presidente republicano, Richard Nixon, no desfecho do maior escândalo policial, político, econômico e social da história norte-americana.

Mas isso é história de outros tempos e de outros costumes, dirão certamente ou pensarão alguns, quando colocados repentinamente diante de tais fatos históricos nesta semana brasileira de dar frio na barriga. Tá legal, eu aceito o argumento. Mas sou obrigado, outra vez, a apelar para as palavras do garoto genial, personagem principal do filme sueco Minha Vida de Cachorro: “É preciso comparar”.

O fato relevante na história do começo deste artigo (e bota relevante nisso, apesar do certo descaso de parte da imprensa nacional) é que mais de quatro décadas depois, a recomendação é retomada pela voz firme e consistente do Juiz Sérgio Moro. Isso na palestra sobre corrupção e lavagem de dinheiro, feita na aula inaugural da Escola de Magistratura do Paraná, segunda-feira, 2 (confira aqui).

Então, sem se referir explicitamente ao caso que toma a atenção do país, e faz Brasília estremecer, o principal condutor do processo jurídico resultante da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, disparou o tirambaço com potência e alcance superior aos megatons “da bomba atômica em fabricação no Irã”, segundo Netanyahu comunicou no Congresso dos Estados Unidos,  com pompas e circunstâncias de comício de encerramento de campanha eleitoral em Israel.

Na semana da entrega da lista de Janot ao Supremo Tribunal Federal e a posterior divulgação de nomes de políticos metidos ou suspeitos no crime de lesa-Petrobras, a aula de Moro teve efeito de abalo sísmico na área geográfica, humana, política e criminal do maior e mais deslavado escândalo de conluio entre corruptos e corruptores de grosso calibre de que se tem notícia na história do Brasil.

Na aula inaugural  em  Curitiba, epicentro do Lava Jato, o juiz de primeira instância falou durante uma hora. Praticamente tudo o que ele disse merece registro nos anais dos cursos jurídicos e dos centros acadêmicos de estudos e aprendizados no campo criminal. Neste espaço de opinião semanal, considero relevante destacar alguns pontos.

O primeiro,  aquele em que Sérgio Moro disse ficar mais confortável por se tratar de uma palestra técnica, sobre a carreira jurídica. “Então, isso gera um discurso mais pessoal e um compartilhamento de experiências”, disse o juiz com passagem brilhante pelos bancos de Harvard.

Em seguida, o registro essencial e eixo (perdoem pela palavra tão ao gosto petista) de seu pensamento, merecedor de atenção e reflexão nestes dias de fogo no Brasil: “A criminalização da lavagem de dinheiro facilita a investigação e a responsabilização criminal daqueles que, no âmbito da atividade criminal, exercem funções de comando ou de mando”. Segue atual, portanto, “o velho conselho norte-americano: siga o dinheiro, e você descobre quem é o chefe e o responsável pelo crime”, disse Moro.

Para o juiz, “é importante que o criminoso seja obrigado a ficar sentado sobre o seu dinheiro sujo”. Que esse dinheiro sujo não seja utilizado para qualquer finalidade, especialmente, e também, no domínio econômico”.

Moro fez a definição mais polêmica e explosiva da palestra, ao comparar dois tipos de “profissionais” que praticam o crime de lavagem de dinheiro. “Tem um que pratica o crime antecedente, por exemplo, o tráfico de drogas, e tem o outro que pratica apenas o crime de lavagem de dinheiro”. Concluiu: quanto mais sofisticada a atividade criminosa, maior a distinção dos papéis citados acima. “Ou seja, você não lava o seu dinheiro, você recorre a um profissional da lavagem de dinheiro”.

É preciso dizer mais?

Então, mãos à obra, justiça e sociedade. Sigamos a pista do dinheiro sujo, como recomenda o juiz. Assim, quem sabe, a exemplo do Watergate, nos EUA, também, através dos comparsas (todos eles) chegaremos finalmente ao chefe de tudo no Lava Jato e na roubalheira na Petrobras. Depois, só restará a punição: exemplar, implacável e do tamanho do crime cometido e seus malefícios à nação.

 

Publicado aqui, no blog Bahia em Pauta

 

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Se Dilma entregar a cabeça de Lula, perde a sua e o PT acaba. Simples assim

Dilma 4

 

 

Jornalista e blogueiro Ricardo Noblat
Jornalista e blogueiro Ricardo Noblat

Dilma encabeça lista de Janot

Por Ricardo Noblat

 

O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, deixou a presidente Dilma Rousseff de fora da lista de políticos supostamente envolvidos com a roubalheira da Petrobras.

Melhor para ela — e talvez para o país. A conferir mais tarde. Mas embora fora da lista, é a presidente Dilma que a encabeça. Porque ninguém enfrentará pior situação do que ela. Ninguém.

Os porta-vozes de Dilma dizem que com a divulgação da lista de Janot, a crise atravessará a rua. Sairá do Palácio do Planalto para o prédio do Congresso, entrando pela porta dos fundos.

Era o que mais desejava a presidente antes que a crise política detonada pelo PMDB no Congresso se juntasse à crise econômica. O Congresso devolverá a crise para o Palácio do Planalto. Isso é certo.

Não tem outro jeito. De resto, pior do que a avaliação dos políticos, somente a avaliação que os brasileiros fazem de Dilma. Lembra-se da mais recente pesquisa de opinião do Datafolha?

Em dezembro último, 42% dos brasileiros adultos consideravam o governo Dilma ótimo ou bom. Em fevereiro, apenas 23%. Em dezembro, ela era sincera, segundo 73% dos entrevistados.

O índice caiu para 35% em fevereiro, enquanto subiu de 13% para 54% o índice dos que a consideram falsa. Dilma é desonesta para 47% dos brasileiros.

Apenas 14% acham que Dilma não sabia da corrupção na Petrobras. A maior parte (52%) acredita que ela sabia da corrupção na Petrobras e deixou que ocorresse.

Em resumo: a presidente falsa, desonesta, que sabia da corrupção na Petrobras e nada fez, e que toca um governo ruim, será a principal vítima do que atravessaremos daqui para frente.

Com uma crise econômica pelo meio. E cercada de maus gestores políticos — sem falar dela mesma, que não gosta do que deveria fazer, e não disfarça a arrogância.

Quem gosta de uma pessoa assim?

Governo algum gosta de marolas. Sonha sempre com um mar de almirante. No fim do seu segundo mandato, Lula batizou de “marolinha” o tsunami econômico que sacudiu o mundo.

Dilma não poderá fazer o mesmo. Até porque “marolinha” ou tsunami, isso é coisa nossa. Somente nossa. Como era o Guaraná Fratelli Vita, por exemplo. Como é a ararinha azul.

Para preservar a sua e escapar ao mensalão, Lula entregou a cabeça de José Dirceu, ex-coordenador de sua campanha presidencial vitoriosa de 2002, e ex-chefe da Casa Civil.

Dilma não tem cabeça valiosa para entregar.

A de Lula? A corrupção sistêmica na Petrobras começou no segundo governo Lula. Mas se ele perdesse a cabeça, Dilma perderia a dela. E o PT acabaria. Simples assim.

A presidente incapaz de se reinventar está sozinha. Perigosamente só.

 

Publicado aqui, no Blog do Noblat

 

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Petrolão em edição histórica na Folha impressa e sempre à frente na Folha Online

Como dito ontem, estou de volta. E valeu a pena me ausentar um pouco da lida blogueira, para constatar que com a sucessão de talentos na Folha, como os dentes de um tubarão, se faz pouca ou nenhuma falta. Arnaldo Neto, que já vinha ajudando este “Opiniões” na repercussão do Petrolão, além de dedicar seu dia de ontem à apuração do caso, junto ao Rodrigo Gonçalves, ao Mário Sérgio Junior e ao Eliabe de Souza, o Cássio Jr, resultando na histórica edição impressa de hoje da Folha impressa, assumiu a cobertura do assunto também na Folha Online, a partir do seu blog. Se diante da divulgação oficial da lista dos 49 políticos denunciados pelo procurador geral da República ao Supremo Tribunal Federal, mesmo todos (ou quase) que vinham ignorando solene e misteriosamente o caso na blogosfera goitacá, resolveram fingir que o maior escândalo de corrupção da história do Brasil finalmente existe, diante à possibilidade de competição, Arnaldo manteve a Folha onde sempre esteve no jornalismo de Campos e da região: na frente!

Confira abaixo:

 

Blog do Arnaldo Neto

 

 

STF revela lista de políticos investigados no Petrolão

Por Arnaldo Neto, em 06-03-2015 – 20h30

 

Ministro Teori Zavascki, do STF, abriu os inquéritos e determinou a quebra dos sigilos
Ministro Teori Zavascki, do STF, abriu os inquéritos e determinou a quebra dos sigilos

 

O ministro Teori Zavascki quebrou o sigilo total dos políticos investigados pela Operação Lava Jato, na noite desta sexta-feira (6). Do Rio de Janeiro, estão citados o senador Lindbergh Farias (PT), o deputado federal e presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB) e o deputado federal Simão Sessim (PP). O deputado fluminense Alexandre Santos (PMDB) teve o pedido de abertura de inquérito arquivado. Foram autorizadas investigações contra políticos do PT, PMDB, PP, PTB e PSDB. No total, são 47 políticos investigados.

A temida lista elaborada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, atinge em cheio a base aliada presidente Dilma Rousseff no Congresso, envolvendo políticos dos três principais partidos governistas: PT, PP, PMDB, além do senador aliado Fernando Collor, do PTB. As duas principais autoridades do Congresso Nacional integram a lista: o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Da oposição, o senador Antonio Anastasia, do PSDB de Minas Gerais, foi relacionado.

A relação de senadores contém dois importantes ex-ministros do primeiro mandato de Dilma Rousseff: Edison Lobão (PMDB-MA), que comandava a pasta de Minas e Energia, e Gleisi Hoffmann (PT-PR), ex-chefe da Casa Civil.

Parlamentares alvos dos inquéritos:

PP

– Senador Ciro Nogueira (PI)

– Senador Benedito de Lira (AL)

– Senador Gladson Cameli (AC)

– Deputado Aguinaldo Ribeiro (PB)

– Deputado Simão Sessim (RJ)

– Deputado Nelson Meurer (PR)

– Deputado Eduardo da Fonte (PE)

– Deputado Luiz Fernando Faria (MG)

– Deputado Arthur Lira (AL)

– Deputado Dilceu Sperafico (PR)

– Deputado Jeronimo Goergen (RS)

– Deputado Sandes Júnior (GO)

– Deputado Afonso Hamm (RS)

– Deputado Missionário José Olímpio (SP)

– Deputado Lázaro Botelho (TO)

– Deputado Luis Carlos Heinze (RS)

– Deputado Renato Molling (RS)

– Deputado Renato Balestra (GO)

– Deputado Lázaro Britto (BA)

– Deputado Waldir Maranhão (MA)

– Deputado José Otávio Germano (RS)

– Ex-deputado e ex-ministro Mario Negromonte (BA)

– Ex-deputado João Pizzolatti (SC)

– Ex-deputado Pedro Corrêa (PE)

– Ex-deputado Roberto Teixeira (PE)

– Ex-deputada Aline Corrêa (SP)

– Ex-deputado Carlos Magno (RO)

– Ex-deputado e ex-vice governador João Leão (BA)

– Ex-deputado Luiz Argôlo (BA) (filiado ao Solidariedade desde 2013)

– Ex-deputado José Linhares (CE)

– Ex-deputado Pedro Henry (MT)

– Ex-deputado Vilson Covatti (RS)

PMDB

– Senador Renan Calheiros (AL), presidente do Senado

– Senador Romero Jucá (RR)

– Senador Edison Lobão (MA)

– Senador Valdir Raupp (RO)

– Deputado Eduardo Cunha (RJ), presidente da Câmara

– Deputado Aníbal Gomes (CE)

– Ex-governadora Roseana Sarney (MA)

PT

– Senadora Gleisi Hoffmann (PR)

– Senador Humberto Costa (PE)

– Senador Lindbergh Farias (RJ)

– Deputado José Mentor (SP)

– Deputado Vander Loubet (MS)

– Ex-deputado Cândido Vaccarezza (SP)

PSDB

– Senador Antonio Anastasia (MG)

PTB

– Senador Fernando Collor (AL)

Arquivamentos
Além dos pedidos de abertura de inquérito, o Ministério Público Federal pediu o arquivamento em outros sete casos, entre os quais os dos senadores Aécio Neves (PSDB-MG), candidato derrotado à Presidência da República, e Delcídio Amaral (PT-MS); e dos ex-deputados Alexandre Santos (PMDB-RJ) e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ex-presidente da Câmara.

Outros três – Os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Romero Jucá (PMDB-RR) e o deputado e ex-ministro Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) tiveram parte das acusações arquivadas, mas serão alvos de inquérito em relação a outra parte.

 

Com informações: G1, O Globo, Veja, Estadão e Folha de S. Paulo.

 

 

 

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Inté!!!…

pausa

 

Diante da misteriosa omissão de boa parte da blogosfera goitacá sobre o  maior escândalo de corrupção dos 126 anos da história da República do Brasil, este “Opiniões” tem andado quase sempre à frente da repercussão local do que há de mais importante, em fatos e versões nacionais, acerca do Petrolão. Hoje, no entanto, quando finalmente pode sair a íntegra da lista dos políticos denunciados pela Procuradoria Geral da República ao Supremo Tribunal Federal, estarei ocupado de outra função jornalística, por certo mais prazerosa, como crítico de cinema. Rolo a bola para o Blog do Arnaldo Neto, garoto novo que subiu o Paraíba do Sul desde sua foz com categoria de veterano no jornalismo de Campos.

Amanhã, quando descerei o Paraíba, espero estar de volta aqui. Inté!!!…

 

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“Modelo venezuelano” dos Garotinho a Campos também parece com o de países africanos

Aqui, na democracia irrefreável das redes sociais, o economista Ranulfo Vidigal dá sequência aos instigantes (e preocupantes) paralelos entre a Campos dos Garotinho e a Venezuela de Hugo Chávez e Nicólas Maduro, feitas pelo Wilson Diniz, também economista e analita econômico do jornal carioca O Dia. Mais uma vez, este “Opiniões” pede a devida licença para reproduzir:

 

Chávez Garotinho

 

Modelo venezuelano dos Garotinhos (III)

• Continuando a analisar o modelo venezuelano dos Garotinhos, recorro a Maquiavel para entender o atual momento que o ex-governador do Rio, Garotinho está passando exercendo o cargo de subalterno da prefeita da cidade de Campos. A sua trajetória vivendo em inferno zodiacal depois que foi candidato a Presidente da República parece personagem cinematográfico de Bernardo Bertolucci, O Último Imperador, que após a Revolução Chinesa de 1949, foi condenado a trabalhos forçados para o resto da vida.

• Perdendo prestígio em sua carreira, depois que resolveu fazer greve de fome como se fosse um líder humanitário perseguido por sistemas autoritários, entrou em desgraça política e hoje paga o preço da sua insensatez como político oligarca da Região Norte Fluminense. Sua queda depois da derrota para governador em 2014 é semelhante à decadência de ‘Greta Garbo’, artista que trabalhava na Praça Mauá e foi parar em Irajá, bairro do subúrbio do Rio.

• Recorro ao filosofo Maquiavel, quando afirmou: “Creio que este seria o verdadeiro modo de chegar ao Paraíso: aprender o caminho do inferno, para evita-lo”. No caso do modelo venezuelano dos Garotinhos, eles não conhecem o pensamento do filosofo medieval. Caminham agora na estrada do inferno, e hoje estão na porta do inferno político a espera para ser recepcionado por representante do povo nas eleições de 2016, para julgá-los nas urnas pelo abandono que cometeram em não priorizar a Educação do Ensino Básico para as crianças e para os professores de Campos.

• Olhando com detalhes os indicadores da Educação, os números são alarmantes. Em 2012, a Rede de Ensino Básico tinha 55.222 alunos, os gastos por aluno superavam o do Chile e o proposto pelo MEC, mas os números não fotografam a realidade da qualidade do ensino que é ofertado as crianças carente da cidade.

• Comparado com Macaé, que sofre os efeitos da ‘maldição do petróleo’, Doença holandesa, os gastos dos Garotinhos são inferiores da cidade vizinha que tem arrecadação menor do que a do município campista. Macaé gastou no mesmo período, R$ 8.339 reais por aluno, enquanto a quantia de Campos foi de R$ 5.281 reais e indicador do Ideb, projetado para 2021, é 5.2 comparáveis a cidades dos grotões do Nordeste.

• O modelo venezuelano implantado pelos Garotinhos contraria todos os manuais de organismo internacionais como as metas estabelecidas no Fórum Mundial de Educação, realizado em Dacar, onde 164 líderes de países elaboraram as metas da educação mundial para crianças a partir de três anos de idade, jovens e adultos em 2015.

• Olhando o quadro do modelo campista dos Garotinhos, os indicadores também se assemelham aos de países africanos.

 

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Quem acredita que Dilma nunca desconfiou de nada errado?

Aloizio Mercadante e Dilma Rousseff (foto de Vanessa Rodrigues - Futura Press)
Aloizio Mercadante e Dilma Rousseff (foto de Vanessa Rodrigues – Futura Press)

 

 

Jornalista e escritor Nelson Motta
Jornalista e escritor Nelson Motta

A fome de Dilma

Por Nelson Motta

 

Na mentira, o que mais ofende e enfurece é o mentiroso achar que somos idiotas para acreditar nela. E quando a maioria da população acredita que a presidente é mentirosa, não há campanha publicitária que restaure a confiança perdida.

Mas omissões podem ser piores do que mentiras, quando reveladas. Quem pode acreditar que a presidente do conselho que mandou na Petrobras durante tanto tempo nunca desconfiou de nada errado?

Como uma economista formada não percebeu a deterioração das contas públicas e foi enganada durante quatro anos pela contabilidade criativa do secretário do Tesouro, Arno Augustin? Ou pior: ele cumpria ordens dela?

Eles não imaginaram as consequências? Quando os acionistas americanos lesados pela Petrobras ganharem suas indenizações na Justiça dos Estados Unidos, vão acusá-los de ataque à nossa soberania.

Enquanto isso, os acionistas brasileiros da Petrobras não vão ser indenizados em nada, embora vítimas da mesma incompetência e corrupção que fizeram o valor da empresa desabar. E nem serão: se forem, a empresa quebra. Aí vão dizer que é uma conspiração para sucatear a Petrobras e vendê-la a preço de banana para os gringos.

No Rio de Janeiro, Dilma parecia grogue num córner, dizendo frases desconexas… O destino da cidade é ligar o morro ao litoral… Eduardo Paes é o melhor prefeito das galáxias… e inventando uma canção em que o Centro histórico se desdobra para dentro do mar. Talvez fosse a fome.

Todo mundo sabe que poucas abstinências, depois do tabaco e do álcool, irritam mais do que passar fome numa dieta severa, meses a fio. Não há humor que resista, é uma fome que nunca passa, uma inveja mortal dos que comem, que justifica as explosões de fúria dos mais serenos, e multiplica a ira dos enfezados.

Mas uma pessoa tomar decisões graves, arbitrar disputas complexas e dialogar com interesses conflitantes, em busca de soluções urgentes, nesse estado, é uma temeridade. OK, Dilma quer ficar mais saudável e bonita, mas o melhor para o país é que ela volte a comer. O dulce de leche de Montevidéu deve ter adoçado seu café da manhã com o PMDB. Come, Dilma!

 

Publicado aqui, no Blog do Noblat

 

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Energia dispara e inflação do primeiro trimestre será a maior do ano

Dilma e inflação

 

 

Jornalista Míriam Leitão
Jornalista Míriam Leitão

Trimestre difícil

Por Míriam Leitão

 

A inflação do primeiro trimestre será a pior do ano. Significa que no meio de todas as más notícias que o governo deu aos brasileiros neste início de 2015, e dos conflitos no Congresso, estamos agora atravessando a zona de turbulência. A grande responsável pela inflação do trimestre é a energia elétrica. Os preços administrados chegarão quase a 9,5% só nos primeiros três meses. Irão a 13,5% no ano.

O problema da inflação este ano será principalmente o custo dos erros do governo em 2013, quando os preços administrados ficaram em 1,5%. E agora vão para esses 13,5%, pelos cálculos do economista-chefe do banco Modal, Alexandre de Ázara. No gráfico abaixo, à esquerda, veja como é impressionante este primeiro trimestre: a inflação de janeiro a março ficará em quase 4%, a dos preços que o governo decide ficará em 9,46%, sendo que mais da metade dessa alta corresponde à energia elétrica.

O professor Luiz Roberto Cunha disse ao blog que a inflação de fevereiro será de 1,1%, continua pressionada em março, mas em abril começa a cair. Mesmo assim, acredita que a taxa de 2014 deverá ficar em 7,5%. Alexandre de Ázara acha que pode terminar em 8%.

A alta da energia foi decidida quando o governo errou no passado, portanto, ela não será controlada pelo aumento dos juros. Contudo, com uma taxa tão alta, o Banco Central tem que elevar a Selic para evitar a contaminação de outros preços.

O dólar sobe por uma série de motivos e acaba sendo também mais uma pressão inflacionária. Ele aumenta pela incerteza em relação ao destino do ajuste fiscal no Congresso, onde o PT se afasta da presidente por discordar das medidas, e o PMDB, porque se sente desprestigiado pelo estilo solitário de tomada de decisões da presidente. Os líderes das duas Casas tentam sobreviver à inclusão na lista de Janot. Um começo de ano para ninguém se queixar de tédio.

— Eu não acho que os presidentes da Câmara e do Senado estão retaliando o governo, acho que eles estão numa estratégia de sobrevivência. Eles precisam da presidente fraca. Porque PT e PMDB ou se salvam juntos ou morrem juntos — disse o cientista político Carlos Pereira, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Na economia se luta também para evitar o pior, que seria o rebaixamento da nota do Brasil.

— Eu não acho que haja inclinação agora das agências de rebaixar o Brasil, mas se houver uma saída do ministro Joaquim Levy, por exemplo, haveria mais risco — disse Ázara, no programa da GloboNews.

O mercado financeiro projetava o dólar em R$ 2,91 em dezembro deste ano. Mas as incertezas políticas fizeram a moeda americana superar a casa de R$ 3,00 já esta semana. Essa era a taxa de câmbio projetada para dezembro de 2016. Já chegamos a esse valor.

Tudo é muito delicado na conjuntura econômica brasileira. O que poderia atrapalhar aconteceu. O país vive um ambiente recessivo, inflação alta, juros subindo, dólar, também, rombo nas contas públicas, conflitos no Congresso, crise na nossa maior empresa, um escândalo sendo investigado que pega importantes lideranças políticas, e a base política rebelada contra a presidente. Todos os brasileiros podem reclamar da conta de luz, da alta da inflação, da desordem nas contas públicas, exceto a presidente da República, já que a confusão foi em grande parte contratada por ela.

O que os economistas dizem para acalmar é que na inflação os outros trimestres serão mais baixos. Mas admitem que, no geral, a economia terá que piorar antes de melhorar.

 

Publicado hoje na edição impressa da Folha da Manhã

 

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“Macheza” da CDL-Campos e Acic contra Dilma “afina” diante de Rosinha

Quem acompanha este “Opiniões” já deve ter percebido que desde que a lida blogueira foi retomada em 2015, ela está concentrada na reprodução de textos de noticiário e, sobretudo, de opinião, que julgo necessários à tentativa de entendimento da grave crise que o país atravessa, talvez a maior desde que o Brasil retomou o caminho da democracia a partir de 1985, fruto da ladroagem e da incompetência abissais dos últimos 13 anos de desgoverno do PT. Todavia, diante da contradição de entidades de classe de Campos que se dispõem a ir às ruas, cheias de coragem (ou bravata?), contra a política econômica do (des)governo Dilma, enquanto se calam passivamente diante dos absurdos diários do (des)governo Rosinha Garotinho (PR) em sua própria cidade, sou obrigado a dizer que concordo em gênero, número e grau com três leitores que fizeram aqui seus comentários, reproduzidos abaixo na relevância devida de postagem.

De fato, CDL-Campos e a Acic lembram aquela popular figura folclórica do sujeito que é muito macho na rua, mas apanha da mulher dentro de casa.

 

leão gatinho

 

 

  • Alexandre Ribeiro

    Porque a Acic e CDL não fazem protestos em Campos pelo impeachment de Rosinha?!! Temos provas visíveis do roubo do dinheiro público em Campos, essas obras superfaturadas e de péssima qualidade! Acodem Campistas nosso quintal é roubado diariamente!

     

     

    • PELAYO

      QUE O PROTESTO SEJA EXTENSIVO PARA CAMPOS E PEDIR IMPEACHMENT PARA ” ROSINHA” … CHEGA DE CORRUPÇÃO!!

       

       

      • Paulo Sa

        Prá Dilma os dirigentes da ACIC e da CDL articulam protesto. A situação de Campos é muito pior e esses cidadãos nada fazem. Aqui a corrupção é geral, na política e na prefeitura. Tem de tudo: obras superfaturadas; desvio de recursos; funcionários fantasmas; cabos eleitorais pagos por empreiteiras e prestadoras de serviço; rombo de R$10 milhões nas contas do governo Rosinha (2009-2012), descoberto por firma de auditoria por ela contratada e muito mais.
        A verdade é que, a maioria dos dirigentes de instituições, que deveriam defender a nossa cidade, ou têm medo de Garotinho ou levam algum tipo de vantagem da prefeitura, que ele “de fato”, governa.

         

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Fevereiro Negro — Poupança perde R$ 6,3 bilhões em seu pior desempenho na história

Os depósitos na caderneta em fevereiro somaram R$ 135,9 bilhões, enquanto as retiradas foram de R$ 142,2 bilhões (foto de Tiago Queiroz - O Estadão)
Os depósitos na caderneta em fevereiro somaram R$ 135,9 bilhões, enquanto as retiradas foram de R$ 142,2 bilhões (foto de Tiago Queiroz – O Estadão)

 

 

A caderneta de poupança teve o pior desempenho mensal da história em fevereiro. Os saques da contas poupança superaram em R$ 6,3 bilhões os depósitos no mês passado. O cenário indica que está sobrando menos dinheiro no fim do mês na conta dos brasileiros. Além disso, o atual ciclo de alta dos juros básicos e do dólar em disparada tornam outros investimentos mais atrativos e rentáveis que a poupança.

Os depósitos na caderneta em fevereiro somaram R$ 135,9 bilhões, enquanto as retiradas foram de R$ 142,2 bilhões. No primeiro bimestre do ano, a poupança já acumula um resgate líquido de R$ 11,8 bilhões.

De acordo com dados do Banco Central divulgados nesta quinta-feira, 5, o saldo de fevereiro estava bem pior. Até o dia 26, os saques somavam R$ 10,5 bilhões. O valor registrado até o penúltimo dia útil do mês era maior, inclusive, do que o ano inteiro de 2003, primeiro ano do governo do PT, quando os resgates líquidos da poupança somaram R$ 10,4 bilhões – o maior volume de retiradas em um ano dos últimos 20 anos.

Só no último dia de fevereiro entraram aplicações no valor de R$ 4,2 bilhões. O movimento de concentração no fechamento dos meses é comum por conta de economias dos salários dos poupadores que muitas vezes vão de forma automática para a aplicação.

Com o resultado de fevereiro, o saldo total da poupança ficou em R$ 658,1 bilhões, já incluindo os rendimentos do período, no valor de R$ 3,7 bilhões. O Banco Central começou a compilar os dados atuais em 1995. Até o dado conhecido hoje, o maior resgate líquido mensal da poupança havia sido em março de 2006, de R$ 3,8 bilhões, superado posteriormente pelo resultado de janeiro. No primeiro mês de 2015, as retiradas já foram superiores às aplicações em R$ 5,5 bilhões. Foi a primeira vez que isso ocorreu após nove meses consecutivos de depósitos superiores aos resgates.

Rumores —  Em meados do mês passado, o Ministério da Fazenda divulgou nota à imprensa informando que não procediam as “informações que estariam circulando pela mídia social de que haveria risco de confisco da poupança ou de outras aplicações financeiras”. A nota da pasta dizia ainda que “tais informações são totalmente desprovidas de fundamento, não se conformando com a política econômica de transparência e a valorização do aumento da taxa de poupança de nossa sociedade, promovida pelo governo, através do Ministério da Fazenda”.

Remuneração — A forma de remuneração da aplicação mudou em maio de 2012. Pela nova regra, sempre que a taxa básica de juros, a Selic, for igual ou menor que 8,5% ao ano, o rendimento passa a ser 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR). Atualmente, a taxa básica está em 12,75% ao ano. Quando o juro sobe a partir de 8,75% ao ano passa a valer a regra antiga de remuneração fixa de 0,5% ao mês mais a TR.

 

Publicado aqui, no estadao.com

 

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