Racha
- Autor do post:Aluysio Abreu Barbosa
- Post publicado:14 de outubro de 2011 - 11:00
- Categoria do post:Sem categoria
- Comentários do post:0 comentário
Na última quinta, dia 6, despedi-me aqui, dizendo que retornaria à atividade blogueira na quarta seguinte. Não havia então atinado que o dia de ontem foi feriado. Voltei à ativa, portanto, só hoje, após uma prazeroza viagem pelas Minas Gerais, com escala no Rio, na última segunda, para assistir ao show do deus da guitarra Eric Clapton, no HSBC Arena, talvez o melhor que já tenha presenciado em meus 39 anos de vida. Dentro deste espírito, confesso que ao buscar me inteirar hoje da blogosfera local, para retomar nela minha modesta participação, fiquei um tanto nauseado com a beligerância que me pareceu generalizada nesta minha irrelevante ausência.
Não por outro motivo, peço desculpas a você, leitor, mas à exceção do poema de lei que o blog trará no próximo domingo, só pretendo retomar a lide blogueira na próxima segunda. Até lá, deixo à reflexão o questionamento que me fez agora há pouco, por telefone, o jornalista e amigo Ricardo André Vasconcelos, dos únicos referenciais seguros de independência nestas águas virtuais próximas à foz do Paraiba do Sul: “Afinal, a quem interessa e quem se beneficia com esse clima de guerra generalizado?”
Desde quando ele vivia, muito já se falou que, enquanto poeta, Machado de Assis (1839/1908) nunca chegou perto do que foi como romancista. Pode até ser, mas mesmo à sombra gigantesca da sua prosa, até que conseguiram vingar à luz alguns versos bem interessantes. Os escolhidos para bater ponto no domingo, dia em que o blog é espaço cativo à poesia, integram o livro “Crisálidas”, só de poemas, pubicado em 1864 e dedicado ao pintor de paredes mulato Francisco José de Assis e à lavadeira açoriana Maria Leopoldina da Câmara Machado, pais do autor. O poema trata de um amor platônico, com claros ingredientes sado-masoquistas, consumado na abstração machadiana escravizada pela última farani do Egito antigo, Cleópatra VII (70 a.C./ 30 a.C.), da dinastia macedônia dos Ptlomaicos (ou Lágidas), amante dos maiores homens do seu tempo…

Cleópatra
Canto de um escravo
Filha pálida da noite,
Nume feroz de inclemência,
Sem culto nem reverência,
Nem crentes e nem altar,
A cujos pés descarnados…
A teus negros pés, ó morte!
Só enjeitados da sorte
Ousam frios implorar;
Toma a tua foice aguda,
A arma dos teus furores;
Venho c’roado de flores
Da vida entregar-te a flor;
É um feliz que te implora
Na madrugada da vida,
Uma cabeça perdida
E perdida por amor.
Era rainha e formosa,
Sôbre cem povos reinava,
E tinha uma turba escrava
Dos mais poderosos reis.
Eu era apenas um servo,
Mas amava-a tanto, tanto,
Que nem tinha um desencanto
Nos seus desprezos cruéis.
Vivia distante dela
Sem falar-lhe nem ouvi-la;
Só me vingava em segui-la
Para a poder contemplar;
Ea uma sombra calada
Que oculta fôrça levava,
E no caminho aguardava
Para saudá-la e passar.
Um dia veio ela às fontes
Ver os trabalhos… não pude,
Fraqueou minha virtude,
Cai-lhe tremendo aos pés.
Todo o amor que me devora,
Ó Vênus, o íntimo peito,
Falou naquele respeito,
Falou naquela mudez.
Só lhe conquistam amôres
O herói, o bravo, o triunfante;
E que coroa radiante
Tinha eu para oferecer?
Disse uma palavra apenas
Que um mundo inteiro continha:
— So um escravo, rainha,
Amo-te e quero morrer.
E a nova Ísis que o Egito
Adora curvo e humilhado
O pobe servo curvado
Olhou lânguida a sorrir;
Vi Cleópatra, a rainha,
Tremer pálida em meu seio;
Morte, foi-se-me o receio,
Aqui estou, podes ferir.
Vem! que as glórias insensatas
Das convulsões mais lascivas,
As fantasias mais vivas,
De mais febre e mais ardor,
Tôda a ardente ebriedade
Dos seus reais pensamentos,
Tudo gozei uns momentos
Na minha noite de amor.
Pronto estou para a jornada
Da estância escura e escondida;
O sangue, o futuro, a vida
Dou-te, ò morte, e vou morrer;
Uma graça única — peço
Como última esperança:
Não me apagues a lembrança
Do amor que me fêz viver.
Beleza completa e rara
Deram-lhe os numes amigos;
Escolhe os teus castigos
O que infundir mais terror,
Mas por ela, só por ela
Seja o meu padecimento,
E tenha o intenso tormento
Na intensidade do amor.
Deixa alimentar teus corvos
Em minhas carnes rasgadas,
Venham rochas despenhadas
Sôbre meu corpo rolar,
Mas não me tires do lábios
Aquêle nome adorado,
E ao meu olhar encantado
Deixa essa imagem ficar.
Posso sofrer os teus golpes
Sem murmurar da sentença;
A minha ventura é imensa
E foi em ti que eu a achei;
Mas não me apagues na fronte
Os sulcos quentes e vivos
Daqueles beijos lascivos
Que já me fizeram rei.
Para cumprimento de compromissos pessoais, este blogueiro viaja hoje e só retorna à lida virtual na próxima quarta-feira. Neste iterregno, será dada uma pausa à atividade classificada aqui, por Anthony Garotinho, como “anti-jornalismo”. Mas tudo bem, até porque se por jornalismo o nobre deputado entende a “entrevista” ditada por ele na edição de hoje de O Diário, este misto mal ajambrado de blogueiro e jornalista assume o antônimo com sincero orgulho.
Agora, cá pra nós, “As vítimas sou (sic) eu e Rosinha” é de fazer rir. E não apenas pelo péssimo português…
Uma grande manifestação em defesa dos royalties do petróleo será realizada no Rio de Janeiro, no dia 17 de outubro, às 16h, na Cinelândia, com a coordenação da prefeita Rosinha Garotinho e da bancada federal fluminense, com apoio da sociedade civil organizada.
O secretário de Governo, Geraldo Pudim, cita que a prefeita Rosinha, os deputados federais Anthony Garotinho e Paulo Feijó discutiram amobilização nesta quarta-feira, em Brasília, com os senadores fluminenses Lindberg Farias, Francisco Dornelles e Marcelo Crivella,entre outros membros da bancada federal.
A intenção é deixar a região mobilizada, porque o adiamento da análise do veto presidencial à emenda Ibsen Pinheiro não assegura benefícios aos municípios e estados produtores.
“A prefeita Rosinha está muito preocupada, porque o adiamento davotação não é nenhuma vitória para a região, porque não houve até agora a apresentação de proposta favorável aos municípios produtoresde petróleo. Pelo contrário, as informações são de que as perdas serão muito grandes se a União insistir em não abrir mão de uma parte maior de sua fatia dos royalties”, comenta Geraldo Pudim, que vai procurardirigentes de entidades civis organizadas que integram o Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável (Comudes), para participarem da mobilização para o evento do dia 17 de outubro.
Leia o original aqui, no blog do Pudim…

O blog recebeu a informação de fonte quente, a mesma que adiantou, antes de todos, a última cassação da prefeita Rosinha (PR), pela 100ª ZE de Campos: a nova legenda de Nelson Nahim será o Partido Pátria Livre (PPL), cujo registro foi aprovado ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A filiação do presidente da Câmara, junto de uma nominata forte, que teria os nomes de Ivanildo Cordeiro, Carlos Faria Café e Toninho Viana, já está programada para a próxima sexta-feira, depois de amanhã.
Até por impedimento legal, Nahim só será candidato a prefeito se Rosinha for realmente cassada. Caso contrário, tentará a reeleição como vereador.
A conferir…
Atualização às 18h16: Com outra fonte, o blogueiro acabou de confirmar que Nahim vai mesmo para o PPL. Ela não pode confirmar, no entanto, a entrada também de Cordeiro, Café e Toninho na nova legenda.
Atualização às 18h28: Ivanildo Cordeiro confirmou o convite feito por Nahim, na manhã de hoje, para que ele ingresse no PPL, visando se lançar candidato a vereador. O principal motivo para o ex-presidente municipal do PMDB aceitar, foi a acolhida também ao grupo que ele levará consigo do seu antigo partido.
Atualização às 18h37: Apesar de ter se declarado amigo de Nahim, Carlos Faria Café disse ao blogueiro que o presidente da Câmara não conversou nada com ele sobre a possibilidade de ingressar no PPL.
Atualização às 18h40: Ainda não está definido o horário da filiação de Nahim e Cordeiro ao PPL. O certo é que será mesmo depois de amanhã, na sexta. Quanto ao local, embora ainda não haja confirmação, estão sendo estudadas as possibilidades do Clube de Regatas Campista e do Automóvel Clube Fluminense.
Atualização às 18h56: O blogueiro acabou de falar com o ex-vereador e ex-vice-prefeito Toninho Viana, que confirmou sua ida ao PPL, junto com Nahim, no evento de filiação de depois de amanhã. Ele também se lançará candidato a vereador pelo novo partido.
Atualização às 20h54: Campista e Automóvel Clube já estariam locados para sexta-feira. O evento de filiação de Nahim ao PPL, ao qual já confirmaram presença Toninho Viana e Ivanildo Cordeiro, busca outro lugar. Quem informou foi a mesma fonte que garantiu que Café, embora tenha negado ao blogueiro, também teria confirmado sua filiação e presença.