Democracia vence prova de fogo no IFF

Foto feita hoje no IFF por Antonio Cruz
Foto feita hoje no IFF por Antonio Cruz

 

Em 26 de abril de 2009, a Folha publicou uma entrevista de página inteira, feita por este jornalista e blogueiro, com o então diretor de Políticas da secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, Luiz Augusto Caldas. Motivada pela tentativa do grupo da reitoria do Insituto Federal Fluminense (IFF) de adiar a eleição nos campi Campos-Centro e Macaé, bem como pela reação nos protestos dos estudantes e na ruptura do professor Jefferson Azevedo, aquela entrevista cumpriu seu papel democrático ao tornar pública uma discussão eivada de denúncias e polêmicas, até então restrita aos muros da principal instituição de ensino de Campos e região, com um orçamento de R$ 160 milhões, superior ao de muitas cidades, previsto para o ano que vem.

Os estudantes do IFF hoje comemoraram muitas vitórias: a de Jefferson, a de Luiz Augusto e a da validação dos seus votos (foto de Phillipe Moacyr)
Os estudantes do IFF hoje comemoraram muitas vitórias: a de Jefferson, a de Luiz Augusto e a da validação dos seus votos (foto de Phillipe Moacyr)

Hoje, com a vitória da oposição consolidada na eleição à diretoria de três campi (Campos-Centro, Macaé e Bom Jesus do Itabapoana) e, sobretudo, na própria reitoria do IFF, a despeito de mais uma tentativa de manobra por parte da situação, que demandou a presença da Polícia Federal na escola para garantir os votos dos estudantes, este jornalista e blogueiro, assim como a Folha, se orgulham por terem cumprido seu papel em defesa da democracia. E o sentimento se robustece pelo fato da questão ter sido solene e premeditadamente igonorada, de abril de 2009 a este dezembro de 2011, por todo o excedente da mídia local, inclusive aquela desprovida de senso de ridículo ao bravatear sua… “independência”. 

Sempre que a democracia constituir um embaraçoso paradoxo entre discurso e prática, qualquer projeto de poder é natimorto. Que os vencedores e vencidos, dentro e fora do IFF, saibam seguir em frente sem nunca deixar para trás essa certidão mista, de nascimento e óbito, lavrada hoje pelo poder soberano do voto. 

 

Reitora Cibele Daher recebe no IFF a Polícia Federal para garantir os votos dos estudantes na eleição em que seu grupo foi apeado do poder (foto de Antonio Cruz)
Reitora Cibele Daher recebe no IFF a Polícia Federal para garantir os votos dos estudantes na eleição em que seu grupo foi apeado do poder (foto de Antonio Cruz)

 

Quem quiser saber como toda essa história começou a vir à tona, basta clicar abaixo sobre a página…

 

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Este post tem 16 comentários

  1. Bruno

    É rapaz, o tal do caboeiro do IFF não rachou o pé, rachou a cara!!!!!!…… KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  2. Ana Beatriz

    A pancada foi tão doída que serviu até para resgatar o Fábio Siqueira do limbo. Só poderia ser mais oportuno, pobre coitado, antes de resolver ressuscitar num velório.

  3. Arlindo Manhães

    Rachou o PT para tentar ser deputado estadual e perdeu. Tentou ser candidato a prefeito de Campos e perdeu. Tentou se meter na política do Goytacaz e perdeu. Tentou apoiar candidato na OAB e perdeu. Tentou montar padaria com dinheiro público e perdeu. Tentou fazer o movimento pela BR 101 de trampolim político e perdeu. Tentou todos os meios possíveis e imagináveis para perpetuar o IFF como seu feudo particular e perdeu feio, feio demais. Só não perde a arrogância, mas, até por caridade cristã, devemos permitir que a mantenha. Após tantos fracassos, talvez seja a única coisa que lhe restou.

  4. Bruna Lindaura

    É, Arlindo… é o escorrer pelo gargalo largo da sina do filho do suicida

  5. Fábio Siqueira

    Do limbo, rs:
    Por que será então que que este jornal não destina página inteira a entrevista com diretores do SEPE, em defesa da gestão democrática nas escolas da rede municipal, conforme previsto no Plano Municipal de Educação e negligenciado pela Prefeita? Ou por que não questiona veementemente em seus editoriais a intransigência do Governador Sérgio Cabral e do Secretário Risolia em admitir a gestão democrática nas escolas da SEEDUC?

  6. Eduardo

    Pelo nível dos lacaios, dá para saber o nível do mestre. Será que alguém poderia dizer àquela pretensiosa besta que 1984, brilhante analogia crítica entre socialismo e fascismo, é um livro do escritor inglês George Orwell, não do cineasta americano Orson Welles?

  7. Aluysio

    Fábio, vamos por partes:

    1 – Sim, concordo com vc e discordo da Ana Beatriz, o campus do IFF de Itaperuna está longe de ser um limbo, sobretudo depois da promessa do reitor eleito de permitir que aquela comunidade acadêmica escolha livremente seu diretor, prática diametralmente oposta às indicações impostas autocraticamente pelo grupo da atual reitoria, apeado do poder pelo voto e ao qual, como todos sabem do Muriaé ao Paraíba do Sul, vc serve tão fielmente.

    2- Isto não é um jornal, mas um blog. Não por outro motivo, creio que caberia às suas sugestões o encaminhamento devido à Folha como carta do leitor, onde seria democraticamente publicada. Estranho que aparente desconhecer isso, pois para defender a quem serve tão fielmente, vc chegou a escrever e ver publicadas várias críticas veladas e diretas à linha editorial da Folha, enquanto foi dela colaborador, até pedir para sair, em atitude similar ao 06 de “Tropa de Elite”… (rs)

    3 – Com todo respeito, combinemos uma coisa: eu não apito na linha editoral do seu blog, que sequer leio, e vc abandona essa pretensão megalômana de editar a Folha, como inclusive chegou a fazer em artigo recente, encomendado e republicado por quem serve tão fielmente. Isso posto, resta novamente o estranhamento pela “cobrança” ao jornal quanto à defesa da gestão democrática das escolas municipais e estaduais, temas de tantas reportagens e textos de opinião da Folha que, se reunidos, formariam não uma, mas dezenas de páginas inteiras. Qualquer dúvida, basta consultar uma fonte mais digna do Sepe, como a professora Graciete Santana, personagem da maioria dessas reportagens, ou as professoras Odete Rocha e Odisséia Carvalho, que já publicaram inúmeros artigos sobre o tema na Folha. Chato recomendar isso a um professor, mas acho que vc deveria começar a ler só um pouquinho mais…

    4 – Estendendo essa sempre útil recomendação de leitura, a vc e todos os blogueiros de Campos que optaram premeditadamente por ignorar toda sorte de denúncias feitas pelos alunos, professores e servidores do IFF, além do próprio Ministério Público Federal, ao longo de dois anos, sobre os desmandos do grupo ora destronado da reitoria pelo poder soberano do voto, fica a dica para uma conferida no elucidativo artigo de Aluysio Barbosa, publicado hoje na versão impressa da Folha e transcrito quatro posts acima. Ali, com nomes e datas, estão relatados fatos, aqueles contra os quais argumentos não há. Tê-los ignorado, sabe-se lá por quais motivos, foi uma vergonha.

    Grato pela colaboração!

    Aluysio

  8. Jeremias

    Estamos livres dessa grupo tudo.. Graças à Deus,respondemos o que fizeram por nós.. nas urnas,nos votos!

    ´´Liberdade!, Liberdade!
    Abre as asas sobre nós
    E que a voz da igualdade
    Seja sempre a nossa voz“(8)

  9. Eduardo

    Até que a besta não é tão quadrada assim. Mesmo porque, pelo shape, o redondo seria a forma mais correta….. RSRSRSRS
    Leitor contumaz desse espaço, seguiu o conselho de quem lê não só o blog mas também um ou outro livro, e corrigiu a informação lá no seu lamaçal, trocando Orson Welles por George Orwell.
    Só faltou dar o crédito a quem o corrigiu. Mas, além de um pouco de leitura, exigir ética desse tipo de gente, seria esperar muito, né não?????? …….. RSRSRSRS

  10. MANULA

    Parabéns Aluysio por sua resposta precisa, direta e até educada ao Sr. Fábio.

    Ao entrar no IFF, ainda CEFET Campos conheci o grupo que está aí. Na primeira vez não votei para no Luiz Augusto, na segunda vez votei na Cibele, e das duas vezes eu estava errado.

    Errado por que o tempo e as pessoas me mostraram o que elas são principalmente por suas ações, tanto que o grupo da Cibele não consegui levantar um nome para disputar as eleições deste ano para Diretor do atual Campos Centro. Tiveram que resgatar um nome de fora do grupo para tal empreitada, uma pessoa que a maioria deles em eleições passadas afirmavam não prestar para tal, e definitivamente dentro do próprio grupo alguns votaram na Cibele mas não votaram na candidata à Direção.

    Faz muito tempo, mas minha antiga professora de História no Liceu de Humanidades de Campos, uma senhora alta, bonita e simpática conhecida por Diva Abreu, nos ensinou muitas coisas, tanto coisas do conteúdo de História, quanto da necessidade de lutarmos pelos nossos direitos.

    O direito da maioria foi respeitado, as urnas democraticamente mostraram qual projeto de IFF sua comunidade escolheria, e este fato é imparcial. Podem espernear, clamar, falar, mas incontestavelmente a democracia venceu.

  11. Luísa

    A Manula está coberta de razão, não só em sua análise sobre a política recente do IFF, desde a época em que era Cefet, como sobre a precisão da resposta do Aluysio ao sr. Fábio. Pena, porém, que este tenha deixado para fazer sua tréplica, fraquinha, fraquinha, em seu próprio blog. Primeiro porque lá, ela será menos lida, e tanto ele sabe disso que, para conseguir alguma evidência, optou por propor aqui a discussão, em provocação democraticamente aceita pelo blog. Segundo porque ele mentiu, dizendo que resolveu fazer por lá porque os comentários daqui estariam fechados, mesmo tendo permanecido abertos a todos os demais leitores. De qualquer maneira, como nem lá foi capaz de responder porque ele e muitos blogueiros de Campos ignoraram todas as denúncias feitas nos últimos dois anos por estudantes, professores e servidores do IFF, nem revelou os motivos reais dessa atitude vergonhosa, menos mal que suas paupérrimas evasivas contem com a pouca leitura que merecem. Apesar do tamanho físico, quando é servil, mentiroso e omisso, um elefante nunca foi capaz de incomodar ninguém.

  12. Aluysio

    Caro Eduardo,

    Quanto mais pretensiosas as “bestas”, mais expostas às correções elas tendem a se tornar. Eu mesmo, em “atitude de caridade cristã” evocada pelo leitor Arlindo Manhães, já fui obrigado a corrigir a figura em questão, que num blog anônimo, herança virtual e referencial do famigerado jornal “A Tocha”, bem lembrado pelo Aluysio Barbosa no artigo quatro posts acima, indicava como um de seus filmes preferidos “Além da Linha Vermelha”, sem saber sequer quem era seu diretor.

    Identificado como de autoria de Clint Eastwood, mesmo depois depois de ser por mim lembrado num pequeno debate virtual que se tratava na verdade de filme da lavra de Terence Malick, manteve o erro pelo mesmo orgulho tolo e infundado manifestado na exposição de tantas outras contradições, deixando a correção devida só para meses depois, após dar nova roupagem ao espaço anônimo de origem bem conhecida. E, como fez contigo, também omitiu o crédito à fonte da correção.

    Menos mal que agora, pelo menos, a correção foi mais célere no espaço ortônimo, muito embora na também célere transcrição do texto feita pelo “mestre” que a encomendou, Orson Welles ainda continue assinando indevidamente a obra de George Orwell. Daqui a pouco, quem sabe, eles aprendam aqui contigo novamente e corrijam por lá também… (rs)

    Abraço e grato pela colaboração!

    Aluysio

  13. Aluysio

    Cara Luísa,

    Agradeço pela lembrança à “tréplica” e por sua resposta, à qual tenho pouco ou nada a acrescentar, além do fato de que, como já disse, não leio o blog em questão.

    Abraço e grato pela colaboração!

    Aluysio

  14. Aluysio

    Cara Manula,

    Grato por suas palavras, em especial às que se referem a minha mãe, cuja atuação como professora de História poderia (e deveria) servir mesmo de exemplo a muita gente, sobretudo aqueles desprovidos do hábito de leitura. No mais, concordo contigo, acrescentando que não deixa de ser divertido assistir a todas essas manifestações do velho “jus esperniandi” por parte de tanta gente apeada do poder (e das suas vantagens companheiras) pela decisão soberana do voto dos alunos, professores e servidores do IFF.

    Abraço e grato pela colaboração!

    Aluysio

  15. Evaldo

    Não é nem preciso tanta discussão. A questão do IFF é simples. De um lado a democracia. Do outro o desespero de quem agora vai perder a boquinha.

  16. Eduardo

    Então combinemos assim: de cinema e literatura, ou a pretensiosa besta não fala mais nada, ou da próxima vez tenta antes se informar um pouco melhor, para não se expor outra vez ao ridículo de quem quer exibir uma cultura que não tem. Já de homicídio e tentativa, assuntos mais da sua seara, pode continuar falando à vontade….. RSRSRSRSRS

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