Soffiati propõe soluções definitivas para cheias na região

Época de cheias, em certo aspecto, se assemelha à de Copa do Mundo: de repente, diante do grande interesse sobre o assunto, muita gente começa a posar de especialista e, em busca de evidência, passa a emitir as mais variadas opiniões sobre algo de que nada entende. Na contramão desta tendência amadora e um tanto desonesta, este blogueiro — que nunca foi especialista na bacia hidrográfica da região, nem tem a pretensão de sê-lo, embora de futebol, como todo brasileiro, se ache um pouquinho conhecedor… (rs) — foi buscar a ajuda do historiador ambiental Arthur Soffiati, para analisar como soluções defintivas podem ser dadas à questão das cheias na região.

Aqui, o vice-governador Luiz Fernando Pezão, após declarar que “não adianta mais enxugar gelo”, revelou ao blog que o Estado do Rio encaminhou dois projetos à União, visando dar essas soluções definitivas: um em Campos (no valor de R$ 300 milhões) e outro abrangendo Itaperuna, Italva, Cardoso e Laje do Muriaé (orçado em R$ 350 milhões). Abaixo, em artigo escrito a pedido deste “Opiniões”, Soffiati detalhou, em sua visão de especialista, como essas soluções defintivas teriam que ser tecnicamente buscadas. Como o leitor poderá perceber, elas não são fáceis. E não é nem preciso ser grande entendedor do assunto para projetar que não custarão barato… 

 

O rio Paraíba e a curva da Lapa na manhã de hoje (Foto de Antônio Cruz)
O rio Paraíba e a curva da Lapa na manhã de hoje (Foto de Antônio Cruz)

 

 

 

(Foto de Antonio Cruz)
(Foto de Antonio Cruz)

Solução para as enchentes no Norte-Noroeste Fluminense?

Por Arthur Soffiati

 

Embora o vice-governador do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, não tenha detalhado os projetos a serem executados com o fim de resolver em caráter definitivo os problemas causados pelas sucessivas enchentes no Norte-Noroeste Fluminense, algumas informações colhidas aqui e acolá permitem avaliar o efeito das soluções.

A primeira consiste em bifurcar o rio Muriaé antes de Laje do Muriaé, de Itaperuna e de Italva. Este empreendimento exige a abertura de três canais que começam antes das três sedes municipais, passam por trás delas e voltam ao rio abaixo das três. Assim, as águas de enchentes seriam divididas: uma parte continua a correr pelo rio principal e a outra é desviada para o canal. Passada a cidade, as águas se juntam novamente no rio.

A solução partiu da própria Defesa Civil dos municípios do Noroeste Fluminense e incluía também a cidade de Cardoso Moreira. Também não é uma idéia nova, pois, na década de 1920, o engenheiro campista Francisco Saturnino Rodrigues de Brito a propôs para Campos. A mesma idéia geral foi levada adiante com Camilo de Menezes e pelo plano urbanístico Coimbra Bueno para Campos, em 1944. O Departamento Nacional de Obras e Saneamento (extinto DNOS) acabou por encontrar uma solução intermediária abrindo o Canal do Vigário entre a margem esquerda do rio Paraíba do Sul até a lagoa do Campelo e desta ao rio Guaxindiba até o mar pelo canal Engenheiro Antonio Resende.

Primeiramente, o problema que se destaca é o da topografia do terreno. Os rios sempre buscam o caminho mais baixo, por onde as águas correm com mais facilidade. Abrir três canais por terrenos mais elevados que o vale do rio implica em altos custos financeiros. Trata-se de um tipo de transposição peculiar, pois as águas serão desviadas para o mesmo rio, depois que ele passa pela cidade.

Em segundo lugar, deve-se observar, nesta solução, as dimensões dos canais que contornam as três cidades do Noroeste Fluminense para ter-se noção da vazão desviada. Se for muito pequena, as cheias perderão impacto, mas nem sempre a ponto de evitar que inundem as cidades. Na altura de Laje do Muriaé, talvez um canal com a largura e a profundidade do rio Muriaé seja viável, dividindo a vazão ao meio. Já em Itaperuna e Italva, não se sabe se um segundo rio, com as mesmas dimensões do primeiro, será possível.

Em terceiro lugar, tanto a nascente quanto a foz de cada canal deve contar com comportas, pois, no período da estiagem, quando o nível pode ficar muito baixo, o canal aberto no início e no fim, roubará água do rio e reduzirá mais ainda o seu nível. Na estiagem, o canal deve ser isolado para não roubar água do rio.

Em quarto lugar, cabe salientar que as águas desviadas pelos canais só reduzirá a vazão antes que o rio cruze as três cidades. Passados os três canais, a vazão recuperará o seu volume, talvez até ampliando-o, com águas colhidas em seu percurso, para atingir Cardoso Moreira, cidade cuja solução para as enchentes é outra. Saturnino de Brito, que continua muito atual, propôs um grande canal paralelo ao Rio Paraíba do Sul, começando nele mas não voltando a ele, e sim chegando ao mar. Assim, na altura de Campos, o Paraíba se bifurcaria e teria dois desaguadouros no mar. A solução do DNOS não tem esta capacidade, pois a vazão dos canais do Vigário e Engenheiro Antonio Resende são insignificantes para as cheias e não podem ser usados sob risco de inundar bairros de Campos. Além do mais, estão abandonados, assoreados e entupidos há muito tempo.

Em síntese, os três canais podem resolver parcialmente os problemas de enchentes em Laje do Muriaé, Itaperuna e Italva, mas não em Cardoso Moreira, Outeiro, Três Vendas, Sapucaia e Campos. Para estes núcleos urbanos, a solução é a construção de um ou dois grandes diques para proteger Cardoso Moreira nas duas margens do rio Muriaé e Campos, também em ambas as margens do rio Paraíba do Sul. Não podemos mais abrir mão dos diques como instrumento de contenção de cheias, mas não podemos nos limitar a eles.

Cardoso Moreira cresceu no leito de cheias do Muriaé. Quando o rio enche, cerca de 80% ou mais ficam embaixo d’água. Se o núcleo urbano se instalasse na parte alta da área, imediatamente atrás da atual cidade, não haveria nenhum problema de enchente, pois as águas do rio sempre foram detidas ao pé da colina. O mesmo se pode afirmar da parte baixa de Outeiro, de todo o espaço de Três Vendas e de Campos. Em Outeiro, só a parte baixa é atingida, mesmo assim apenas pelas cheias de 2012, devido ao rompimento de um dique no canal da Onça. Três Vendas é refém de diques e da BR-356. Sapucaia idem, embora com um histórico menos dramático.

Campos foi erguida, no século XVII, totalmente na planície aluvial do Rio Paraíba do Sul, um pequeno pantanal impróprio para a construção de cidades. Campos só consegue se manter a altos custos, com a abertura de uma ampla rede de canais, com a drenagem de lagoas e com diques. Se a cidade se erguesse na margem esquerda, onde os terrenos de tabuleiro apresentam ondulações com áreas baixas e áreas altas, os problemas seriam menores.

Em resumo, a solução representada pelos diques não tem sido confiável. Para retomá-la, tornam-se necessárias as seguintes medidas: 1) fortalecimento dos diques em toda a extensão de áreas sujeitas a alagamento; 2) afastamento máximo possível dos leitos dos rios para aumentar a capacidade da calha dos mesmos e a retenção da vazão dentro dos seus limites; 3) elevação do nível das estradas que atravessam áreas de alagamento, como é o caso da BR 356, entre muitos outros, medida que as ferrovias tomaram, colocando-as sempre em pontos elevados ou em divisores de água; 4) sistemas adequados de circulação de águas sob as rodovias, permitido que o excedente hídrico alcance áreas de várzeas e de lagoa marginais, que devem ser contidas por comportas até o fim das enchentes. Então, as águas poderiam ser liberadas ou conservadas para uso nos períodos de estiagem.

Nos casos de Cardoso Moreira, Outeiro, Três Vendas, Sapucaia e Campos, as várzeas e as lagoas drenadas total ou parcialmente ou aquelas que barram as águas dos rios Muriaé e Paraíba do Sul devem ser reintegradas ao sistema de macrodrenagem, como acontecia originalmente. Esta questão está afeta ao governo do Estado do Rio de Janeiro, e o governador Sérgio Cabral e o vice-governador Pezão devem ser informados quanto a ela. Não se trata mais exclusivamente de uma preocupação de Defesa Civil. As lagoas da Onça e do Maranhão, na margem esquerda do Muriaé devem ser retomadas como área de escape, assim como as comportas das Lagoas do Lameiro e Limpa devem voltar ao controle do INEA. Já na margem esquerda do Paraíba do Sul, as lagoas das Pedras, do Jacu, do Cantagalo, do Vigário, de Maria do Pilar, do Taquaruçu, da Olaria, do Fogo, do Arisco e do Campelo, assim como o banhado da Cataia e do Mundeuzinho também devem voltar ao controle efetivo do INEA para funcionarem como áreas de escape, retomando o espírito público expresso por Saturnino de Brito durante toda sua vida.

No caso de Três Vendas, qual a proposta? O reforço do dique da margem esquerda do Muria e a reforma da BR-356 não são confiáveis. Continuo defendendo a transferência do núcleo para uma colina atrás do povoado.

Por fim, nenhuma solução será satisfatória em si mesma sem um programa de reflorestamento da Zona da Mata Mineira, do Noroeste Fluminense e da área entre a Serra do Mar e o rio Paraíba do Sul. Da mesma forma, um programa de reurbanização da Zona Serrana do Rio de Janeiro deve entrar nos planos dos governos estadual e federal. Nela, ainda há florestas, mas as cidades escalam os morros perigosamente.

Aí estão as propostas de um historiador ambiental que vê as múltiplas dimensões da realidade, e não apenas aspectos hidrológicos e de engenharia. Seja qual for a decisão, deverá ela ser submetida ao Comitê da Região Hidrográfica IX, que, por sua vez, deve convocar audiência pública para discuti-la.

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Este post tem 20 comentários

  1. sandro

    Quem conhece como ele sabe o que fala mesmo. Pena que ninguem o ouvirá, afinal ele não pertence a nenhum partido politico creio. Suas palavras a cheia levará. Que venha a engenharia dos politicos então.

  2. celso nolasco celso nolasco

    É, com todo respeito que tenho ao professor Soffiati, acho a melhor solução devolver a calha secundaria ao rio, tudo ocorre pela invasão antrópica nas margens.

  3. cLAUDIO MARQUES

    SOFIATTI, CONSIDERO VOCÊ UM ESTUDIOSO DO SISTEMA HIDRICO DO NORTE/NOROESTE DO ESTADO, O QUE ACONTECE É QUE TEM MUITO ENGENHEIRO OU TÉCNICO DE OBRAS PRONTAS, SEMPRE PARA DAR PALPITES OU MESMO APARECER PARA A MIDIA COM UM COLETA AMARELO, BRINCANDO QUE ESTÁ TRABALHANDO PARA A POPULAÇÃO, OU MESMO PARA PEDIR LIBERAÇÃO DE VERBAS, QUE NUNCA CHEGAM A QUEM PRECISA. VEIO CR$ 97.000.000,00, PARA OS CANAIS DA BAIXADA: O QUE FOI FEITO NO CANAL DE COQUEIRO? FOI DRAGADO? NÃO SIMPRESMENTE FIZERAM UMA LIMPEZA E MAIS NADA. DRAGAGEM DO CANAL DE URURAÍ FOI DRAGADO? EM PARTE , PORQUE O TRECHO ENTRE A PONTE DA BR, ATÉ A PONTE FERROVIÁRIA A ODEBRECHT NÃO DRAGOU, SE TIVER BATIMETRIA DIZENDO O CONTRARIO É FALSO POIS TRABALHEI LÁ. EM RELAÇÃO A CARDOSO MOREIRA E ITAPERUNA, COMO TÉCNICO E JÁ DISCUTIMOS EU E UM GRUPO DE ENGENHEIROS , UMA DAS SOLUÇÕES É REBAIXAR A CAIXA DO RIO MURIAÉ, MAIS ISTO CUSTA DINHEIRO E NÃO SOBRA PARA A CAMPANHA ELEITORAL. EM TRÊS VENDAS EXISTIA UM DIQUE QUE MARGEAVA A O RIO MURIAÉ, A IMPREMSA NOTICIOU QUE O INEA, NA PESSOA DO DR. ALAN, ESTAVA LÁ FISCALIZANDO A ODEBERECHT, POIS DESCOBRIU QUE ESTAVA MINANDO ÁGUA, EM ALGUNS PONTOS , PORQUE FOI FEITO MAL E PORCAMENTE, PARA SOBRAR DINHEIRO PARA CAMPANHA ELEITORAL, NESTE CASO O DR. ALAN DO INEA TERIA QUE SER RESPONSABILIZADO, POIS ELE ERA O FISCAL (SIC). HÁ UNS DOIS ANOS A ODEBRECHT, TAMBÉM REFORÇOU O DIQUE DO VIANA, COM ENROCAMENTO, RETIRADA DE AREIA DO RIO PARAÍBA, NÃO SEI QUANTO TEMPO VAI AGÜENTAR ESTE DIQUE , MAIS COM CERTEZA , TEREMOS QUE REFAZER BREVEMENTE. O IEA É UM ORGÃO CONSULTIVO E NÃO DELIBERATIVO, RIOS É DA UNIÃO, PORTANDO O IBAMA, MARINHA QUE TINHA QUE TOMAR A FRENTE DOS SERVIÇOS, AH NÃO VAI SOBRAR DINHEIRA PARA A CAMPANHA POLÍTICA, VIDE A REGIÃO SERRANA, CADÊ AS VERBAS PARA A RECONSTRUÇÃO , O GATO COMEU!
    UM ABRAÇO,
    CLAUDIO MARQUES

  4. Luís Maurício de Azeredo Araújo

    As propostas do professor Soffiati parecem não agradar aos governantes (nas 3 esferas de governo), pois não geram dividendos políticos imediatos e envolvem a aplicação de recursos em obras de prevenção a catástrofes. Os governantes parecem gostar mesmo é de “recontruções”, pois envolvem valores altos à disposição, para serem gastos sem muito critério, pois a urgência impede que todos os trâmites licitatórios sejam seguidos.

  5. Arthur Soffiati (ou Aristides)

    Caro Aluysio e amigos comentaristas

    Nunca tive a pretensão de dominar o conhecimento sobre o que denomino Ecorregião de São Tome, cuja costa se estende dos Rios Itapemirim e Macaé, no litoral, e dos Rios Itapemerim e Pirapetinga, no interior. Sempre que a examino, aprendo mais. Com quase 65 anos de idade, conservo um coração de estudante. Não sou filiado a nenhum partido. Minha intenção foi sempre, desde 1977, a de contribuir para melhorar as relações dos seres humanos com o ambiente. Pode acontecer de ninguém, no poder,me ouvir. Porém, terei feito o que meu patrono na Academia Campista de Letras, Francisco Saturnino Rodrigues de Brito fez: expressar seu pensamento livremente com honestidade, de forma competente e criativa.
    Cumpro,assim, o papel da pessoa inoportuna a apontar a nudez do rei.

  6. Aluysio

    Caro Soffiati,

    Mais do que qualquer pessoa que eu conheça, vc conhece o que denomina “ecorregião de São Thomé”. A pretensão de considerá-lo “especialista” no assunto, portanto, foi abraçada unicamente por mim, justamente na intenção de desnudar a viabilidade técnica dos projetos que me foram revelados pelo vice-rei da Guanabara, cujos detalhes ainda são desconhecidos de todos nós. E tanto sua desfiliação política, quanto sua humildade intelectual, indicam que busquei a fonte correta.

    Abraço e grato pelas colaborações em post e comentário!

    Aluysio

  7. Sandra

    Parabens professor é isto mesmo devemos fazer a nossa parte,o resto é o resto

  8. Luciano Duarte Pessanha

    Não é de hoje que a terra goytacá sofre com enchentes. Eu mesmo tenho umas 300 fotos de Campos bem antigas onde grandes cheias estão registradas. Me recordo de pessoalmente ter passado pela enchente de 1966 em uma época em que nem havia o cais perto do Patronato São José.
    Mas o problema de Campos não deve ser visto em separado do resto do Brasil. Se olharmos os registros da imprensa veremos problemas em todo o Brasil, nas pequenas e grandes cidades.
    Mas não devemos só considerar a enchente como problema, pois a seca também o é. Ja perceberam que o que sobra de agua por aqui, resolveria o problema da seca no sul e em outros pontos do País ? E quando tem enchente por lá, não falta agua por aqui e em outros pontos ? Lembram-se da tragédia de Santa Catarina ?
    Penso que se os nossos governantes fossem Judeus,ja teriam transformado o problema em solução, até porque o bem mais precioso do mundo não é o petróleo, mas a agua, que faz diferença entre regioes ricas ou pobres. Estive em Israel e vi o milagre que eles fazem com GOTAS d´água, com um palmo de terra que por baixo é deserto.
    Penso que o Brasil deveria possuir um projeto nacional de manejo de aguas, capaz de equacionar o problema com grandes sistemas de drenagem de aguas destas epocas para regioes que precisam delas. Isso é loucura ? Não! Conseguimos transportar toneladas de gas e óleo a distancias fabulosas, minerodutos que arratam elementos mais densos que a propria agua,como agora no caso do que levará minérios para o porto do açu, e etc. Se aqui fosse um País sério, ja teriamos mapeados e feito sistemas de drenagens que não simplismente se livrassem das aguas, mas que as aproveitassem, isso tudo gerenciado por um sistema de controle nacional. É logico que demandariam estudos sobre o volume apropriado do desvio, para nao prejudicar o meio ambiente, pois como se sabe as cheias abastecem todo o ecossistema com reposição de sedimentos, e retiradas e outros para renovação da vida. Na verdade nós é que estamos no lugar errado, por o paraiba do sul sempre esteve por aqui e as aguas também. Mas se não dá para nos mudarmos, o ideal é que gerenciemos o melhor possível a situação.Isso vale para todas as regiões que tem esse PRIVILEGIO, de ter agua em abundancia. Penso que deveriamos ter um sistema integrado, nacional de manejo da água, que seja com dutos ou canais, com grandes reservatórios intermediarios ao longo das regiões, com sistemas de bombeamento etc. Dessa forma não teriamos o caos que assistimos ano a ano por todo o Brasil, ora numa região ora na outra.
    Na medida em que o efeito estufa aumenta, precisamos mais do que nunca nos prepararmos para tais situações tirando delas o melhor proveito social ou energético. Aqui falta bom senso em tudo. Não usamos quase nada da energia solar, nem da eólea, coisa que cada construção atual deveria ter obrigatoriamente, bem como a utlização e captação de aguas da chuva, bem como a reutilização de aguas de pias etc.
    Alguém dirá: e o dinheiro para isso ? Tenho duas respostas sugestivas: a)Se parar de roubar o dinheiro dá. b) Experimente colocar nas mãos da inicativa privada, com direito a explorar o recursos, se rapidinho não começa a funcionar.
    Enquanto não tivermos um projeto nacional, cada municipio isolado não tem como resolver a questão ambiental onde as enchentes são apenas uma das peças.
    Dessa forma no próximo ano, contuarei a ver os dias atuais, em meus retratos do passado.

  9. Savio Gomes

    Sem dúvida alguma o Professor Soffiati estuda e conhece os assuntos ambientais de nossa região.
    A diferença dele para os políticos, é que estes, não tem responsabilidade nem com o meio ambiente e muito menos com a população!
    Vejam agora, o Ministro Bezerra libera míseros 25 milhões apenas, para o Estado do Rio. Isto é uma ninharia, considerando os milhares de desabrigados!
    E o que fizeram com os 97 milhões que deveriam “cuidar” do Canal Campos-Coqueiros? A obra que começou em abril de 2010 e deveria terminar em março de 2011, foi interrompida, e só agora em dezembro de 2011, já com as chuvas pesadas caindo na região é que foram fazer alguma coisa.
    E foram muito “competentes”, pois resolveram tirar a vegetação das margens do canal, o que certamente é de uma burrice inacreditável! Quem quiser ver tal obra, é só passar na Av. Alberto Lamego e apreciar a brilhante “engenharia”.
    Um repórter, hoje na TV, disse tudo:
    Nestas situações resolvem fazer as chamadas “Forças-Tarefas”. Traduzindo, significa um monte de gente em sucessivas e improdutivas reuniões, onde prevalece mais a vaidade pessoal do que a competência.
    Aí, arrematou: “Nem “força”, e nenhuma “tarefa”, como resultado prático destas reuniões.
    __ Eu concordo, plenamente.

  10. jorge henrique de lacerda silva

    É importante ressaltar que nas nascentes do rio Muriaé em MG, está implantada a Empresa de Mineração Rio Pomba Cataguazes. Mineradora que retira bauxita e o material descartado, a lama de argila, composta de óxido de ferro e alumínio que age como impermeabilizante no fundo do leito do rio foi lançado no rio Muriaé, por conta de vazamentos em 2006 e 2007. Esse material diminuiu a profundidade da calha, aumentando a sua vazão e atingiu até a foz do rio Paraíba do Sul. Esse é um dos muitos “acidentes” que vem sofrendo os rios da bacia do Paraíba do Sul, além da ocupação desordenada nas margens, eliminação da mata ciliar, poluentes industriais, agrícolas e esgoto domestico. Isso tudo faz parte da história dos nossos rios.

  11. Arlene

    Soffiati, obrigada por contribuir com seu conhecimento dando sua opinião de como evitar problemas futuros com essas enchentes. O povo sofre muito e precisamos de soluções. Se as pessoas te ouvissem mais evitaria tantas tragédias.

  12. Arlene

    Soffiati, obrigada por contribuir com seu conhecimento dando sua opinião de como evitar problemas futuros com essas enchentes. O povo sofre muito e precisamos de soluções. Se as pessoas te ouvissem mais evitaria tantas tragédias.

  13. Aluysio

    Caro “ombudsmancampista”, IP: 187.124.139.140, comentarista das 10h26,

    Nenhum dos blogs hospeados na Folha Online pode publicar comentários anônimos. Se quiser repetir o seu, ou fazer qualquer outro, sobre este ou qualquer outro post, basta usar seu nome verdadeiro.

    Liberdade, pelo menos sob hospedagem da Folha Online, tem que rimar com responsabilidade.

    Abraço e grato pela colaboração!

    Aluysio

  14. jorge queiroz

    Á QUESTAO DOS ALAGAMENTOS NA CIDADE DE CAMPOS É UMA SÓ, QUANDO Á PREFEITA VAI NOMEAR UM SECRETÁRIO ELA NAO QUER SABER SE ÉLE É TECNICO TEM QUE SER POLITICO,AI QUEM PAGA Á CONTA É O POVO, ROSINHA NAO TEM UM SECRETÁRIO TECNICO SÓ POLITICO., JORGE QUEIROZ SANTA MARIA DE CAMPOS

  15. Gianna

    Caro Aluysio,

    Parabéns pela brilhante matéria. Realmente Soffiati é uma sumidade no assunto em tela.

    Peço sua autorização para publicá-la no Blog Reflexões que automaticamente é replicada no twitter e no facebook.

    Qq coisa você tem meu [email protected] e estou a seu dispor.

    Antecipadamente agradeço

  16. Aluysio

    Cara Gianna,

    Como lhe expliquei agora por e-mail, embora escrito a meu pedido, o texto principal não é meu, mas do Soffiati. Da minha parte, sinta-se inteiramente à vontade, recíproca que penso ser também verdadeira nesse grande mestre de nós todos.

    Abraço e grato pela colaboração!

    Aluysio

  17. NILSON

    OLA PROF. BOA TARDE!
    O QUE PRECISA SER FEITO EM CARDOSO MOREIRA E REGIAO DEVE SER FEITO LOGO, POIS JA COMEÇA A INFLUENCIAR GRAVEMENTE A CIDADE DE CAMPOS, COM CHEIAS ANUAIS E PREJUIZO POR ENQUANTO MATERIAIS, NAO PODEMOS CONTAR COM OS PROJETOS POLITICOS, HAJA VISTO O OCORRIDO NA REGIAO SERRANA ONDE 911 PESSOAS FALECERAM E ATE AGORA NADA FOI RECONSTRUIDO, NOS MORADORES O QUE PRECISAMOS FAZER? MUDAR DE CIDADE, MUDAR PARA AS PARTES ALTAS DA CIDADE, PRECISAMOS COM URGENCIA DE ALTERNATIVAS.
    AGUARDAMOS.

  18. Fatima Melo

    Parabens aos jornalistas e ao estimado professor Soffiati, uma comprensão seria do que ocorre mas que infelizmente não agrada muitas pessoas de todos os escaloes infelizmente…..
    Professor prossigaaaaaa sempre….
    Abraço de uma ex aluna da UFF

  19. Luciano

    Gostaria de lembrar que em Campos existe uma UNIVERSIDADE com Centro de Ciências e Tecnologia, Biociências e Biotecnologia, e ainda outro centro de Ciências Agrárias. Creio que um dos fundamentos da mesma era apoio e desenvolvimento da região. Pq ainda existe essa distância entre o meio acadêmico e a sociedade?

  20. Luciano Duarte Pessanha

    A questão das cheias do Paraíba , conquanto precisem de uma ação rápida, a curto prazo, ( e isso significa, prevenção para o próximo ano) devem ser tratadas de uma perspectiva mais ampla. Isso é evidenciado pelo fato de que cheias em outros rios, e enchentes em Minas, tem ação direta e nossa planície.
    Nenhuma solução unicamente local poderá resolver o problema a médio e longo prazo, até porque o volume pluviométrico tende a subir, como efeito direto do derretimento das geleiras, que aumenta o volume d´água, e com o calor global aumentando, aumenta a evaporação, precipitação, ventos e por aí vai.
    Conquanto a utilização de lagoas e canais seja uma ótima ideia, para receber e drenar as águas excedentes, e poderiam minimizar a curto prazo as consequencias das cheias históricas da planicie goytacá, bem como outras providencias, o problema do clima é de segurança nacional e carece e interferencia federal, para não sermos pegos de calças curtas, frente as forças naturais, cujo descontrole vemos e veremos cada vez mais.
    Precisamos de um Sistema Nacional de Gestão desses recursos hidricos e outros para podermos transformar problemas em solução.
    A remoção de comunidades inteiras é uma operação complexa e de longo prazo, e não há tempo útil até 2013, quando o filme se repete, para por em prática, embora pudesse ser eficaz.
    Os escoadouros de aguas para canais, lagoas, etc, é viavel a curto prazo e penso a mais adequeda, em virtude do tempo exiguo até a proxima enchente, que naturalmente ocorre todo o ano.
    Tomando as palavras do professor Sofiati “Por fim, nenhuma solução será satisfatória em si mesma sem um programa de reflorestamento da Zona da Mata Mineira, do Noroeste Fluminense e da área entre a Serra do Mar e o rio Paraíba do Sul. Da mesma forma, um programa de reurbanização da Zona Serrana do Rio de Janeiro deve entrar nos planos dos governos estadual e federal.”

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