Havia um menino

Escrita pelo poeta beatnik (da geração do pós-II Guerra e pré-hippie) Eben Ahbez, “Nature Boy” se tornou um standard da música popular dos EUA no piano e voz aveludados de Nat King Cole. É uma das tantas músicas legadas pelo meu pai como repertório de cabeceira.

Ouvimos a canção juntos, pela última vez, na voz que Rodrigo Santoro emprestou ao polêmico craque Heleno, do qual ele tanto já me havia falado, no filme homônimo que o que levei para assistir num cinema de poucos meses atrás. Na tela, Heleno canta na rádio para saudar o filho que nasce. Curiosamente, mas não por acaso, o menino descrito na sua letra singela (no original e na tradução abaixo) me traz a lembrança vívida daquilo que nunca morreu, ou morrerá, no velho Aluysio…

Nature boy

There was a boy
A very strange enchanted boy
They say he wandered very far, very far
Over land and sea
A litte shy and sad fo eye
But very wise was he

And then onde day
A magic day he passed my way
And while we spoke of many things
Fools and kings
This he said to me
“The greatest thing you’ll ever learn
Is just to love and be loved in return”

Garoto Natural

Havia um menino
Um menino muito estranho e encantado
Dizem que ele vagava muito longe, muito longe
Sobre terra e no mar
Um pouco tímido e triste para os olhos
Mas muito sábio ele era

E então um dia
Um dia mágico ele passou no meu caminho
E enquanto nós falamos de muitas coisas
Tolos e reis
Isso ele me disse:
“A melhor coisa que você aprenderá
É amar e em troca amado ser”

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