Comemoração de Rosinha da decisão de Marco Aurélio
Por motivos pessoais, viajei no início da manhã de hoje ao Rio, de onde cheguei agora há pouco à planície goitacá. Amanhã, as atividades do blog voltarão, espero, à normalidade. Por ora, este “Opiniões” reproduz as fotos publicadas aqui, no blog do deputado federal Anthony Matheus, o Garotinho (PR), da celebração na noite de ontem, à porta da sua famosa “casinha na Lapa que papai deixou”, de Rosinha Garotinho (PR) em meio aos seus militantes, após a decisão monocrática do ministro do TSE Marco Aurélio de Mello, que deferiu o registro da candidatura da prefeita à reeleição, antes negado pelo TRE.
A prefeita, como se vê, estava acompanhada do seu filho e presidente municipal do PR, Wladimir Matheus, e do seu vice, Dr. Chicão de Oliveira. Anthony Matheus, o Garotinho, estava no Rio. De lá, ele disse: “Agradecemos a Deus por mais esse livramento e ao povo por todo o apoio que sempre nos dá”.
Dom Roberto ensina como ser cristão na discordância

No meio de toda a febril atividade eleitoral, elevada em vários graus pela incerteza jurídica que ainda nubla a escolha do próximo prefeito de Campos, foi um bálsamo ler na edição de ontem da Folha o excelente artigo do bispo de Campos, Dom Roberto Ferrería Paz, o mesmo que chegou a estas plagas criticando publicamente o fisiologismo (aqui) que, não sem razão, vê generalizado na política do município. Em defesa dos seus dogmas de fé, mas sem se furtar à colheita dialética dos frutos maduros da árvore do conhecimento (Gênesis 2:17), o clérico teceu suas restrições à pintura “A origem do mundo”, do realista francês Gustave Coubert (1819/77), que causou polêmica depois que o historiador Jorge Coli teve uma palestra interrompida na Academia Brasileira de Letras (ABL), a partir da sua exposição, episódio cuja repercussão chegou também à planície goitacá, nas páginas da Folha Dois, num artigo da professora Analice Martins e na capa do caderno da última quarta-feira (acima), em matéria da jornalista Talita Barros (aqui).
Concorde-se ou não com as opiniões do bispo católico, não há como duvidar da sinceridade das suas posições sobre o tema. Acima de tudo, ele evidenciou, no mesmo jornal de Campos que trouxe o assunto à baila, como se pode discordar com elegância e fundamento. Numa cidade onde há quem fale de Deus, numa mistura sempre lamentável de religião e política, enquanto busca de todas as maneiras o poder terreno, atacando da maneira mais virulenta todos que ousem discordar, Dom Roberto deu um belo exemplo de como as idéias podem se confrontar, sem se perder o respeito e o amor ao semelhante, grande barato do cristianismo, que apenas pensa diferente.
Abaixo, a pintura e o artigo…

A Via Pulchritudinis e a pintura de Gustave Courbet : A Origem do mundo.
Participei nos dias 18 a 23 de Setembro em Buenos Aires do V Encontro de Centros Culturais Católicos do Cone Sul. Uma das iniciativas e propostas assumidas foi aderir novamente à linha diretriz do Conselho Pontifício da Cultura de anunciar e implementar a Via Pulchritudinis (o caminho da beleza ), para evangelizar e iluminar a cultura de hoje.
A pintura de Gustave Courbet, que coloca a genitália feminina num primeiro plano, na pintura denominada “A origem do mundo”, nos convida a posicionarmos e dar razão de nossa atitude e doutrina sobre a arte e a estética sob o olhar da Palavra de Deus.
Nem todo nu é pornográfico, porém depois do pecado original é necessário integrar com o pudor e a castidade o que o pecado esfacelou e dividiu.
O pudor serve de anteparo e resguardo do mistério da pessoa, para que ela não seja considerada um pedaço de carne ou ainda um órgão da genitália.
A arte contemporânea separou a beleza, da verdade e do bem, considerando realidade qualquer objeto retratado ou representado.
Ora o ser humano clama por contemplar a beleza e sabe muito bem que ela está ligada ao ser com maiúscula, ninguém por exemplo coloca uma lata de lixo na sala sob o pretexto que isso é real e estético.
Precisamos de um novo encantamento, para fruir o direito a beleza, a boniteza, a harmonia com Deus e a criação, pois fomos pensados como um hino de amor à vida, não como um absurdo ou como participantes de um jogo sem sentido.
A pintura de Courbet é um grito desesperado para sair da banalização e da trivialização do sexo, a que somos levados pela cultura midiática hedonista e permissiva.
Caberá aos cristãos mostrar como o Evangelho nos conduz à beleza infinita, que o paraíso é um estado de união e posse de Deus, a fonte de todo bem, de toda luz, de toda realização e plenitude.
Não nos acomodemos à feiura do pecado, do mal, da desintegração da pessoa humana, existe sim um padrão objetivo de beleza e harmonia que podemos reconhecer contemplando a criação, pois ela nos fala de Deus e de sua majestade e fascinação.
Necessitamos de pão e beleza para viver, pois uma vida cinzenta, massificada, sem horizonte ou perspectiva não é digna de se seguir.
Jesus Cristo nos chama para uma vida plena, trasbordante, a uma aventura apaixonante criativa e inefável, sejamos com Ele portadores de alegria esperança e beleza para o mundo.
Deus seja louvado !


