A ironia sem acento das certezas sem aspas

Se antes ou depois da reforma ortográfica nos países de língua portuguesa, “ironia” nunca se grafou com acento circunflexo (o “chapeuzinho” das professoras de alfabetização) no “o”, como esperar que quem não sabe escrever, possa entender o significado da palavra? Ademais, para quem desconhece regras de acentuação, talvez seja mesmo difícil compreender que quando se coloca uma palavra entre aspas, pode ser justamente para dá-la significado oposto, como se faz com vereadores cuja “independência” depende de benesses da prefeitura que deveriam fiscalizar, ou com uma “santíssima” trindade que de santa não tem nada, como é o caso daquela formada entre Record, Igreja Universal e PRB, visando um claro projeto de poder, seja em Campos, ou no Brasil.

Assim, o blog toma a liberdade para endossar em contrapartida a certeza assumida aqui, pelo dublê de pastor e vereador Dayvison Miranda (PRB): certamente há coisas melhores (e menos desinteligentes) com as quais se trocar. Ao fim e ao cabo, é certeza parida em outra: com um presidente desse nível, sem nenhum pudor racional em colocar a fé onde ela não foi (nem deveria ser) chamada, a bancada “independente” da Câmara Municipal de Campos, por anencéfala, estava mesmo fadada a morrer antes de nascer. Nem precisava ter sido abortada pelo deputado federal Anthony Matheus, o Garotinho (PR).

Atualização às 14h45: Corrigido por este blog desde a madrugada de hoje, finalmente o blog de Dayvison Miranda corrigiu, só agora à tarde, o erro primário de acentuação cometido na grafia da palavra “ironia”, cujo significado o nobre vereador e pastor aparentou também desconhecer. Lamentável, porém, que tenha sonegado o crédito devido a quem teve o insalubre trabalho de corrigi-lo. Afinal, um pouco de ética na lida blogueira por parte de quem foi eleito pelo povo de Campos para representá-lo em sua Casa de Leis, não seria nenhum pecado.

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Este post tem 18 comentários

  1. maria

    Rebeldia sem futuro algum.Apenas para chamar atenção. Coisa de criança rebelde.

  2. Carlos

    As aspas ou vírgulas dobradas são sinais de pontuação usados para realçar certa parte de um texto.
    As aspas são usadas para:
    citações
    destacar palavras pouco usadas (palavras estrangeiras, palavras com valor afectivo, palavras com sentido irónico etc.)
    representar texto exato em expressões regulares.
    Baseado no verdadeiro sentido do sinal ortográfico acima descrito, na minha humilde opinião o senhor blogueiro usou sim de zombaria com a crença da “santíssima trindade” e também deu a entender que a Igreja Universal e a TV Record fariam parte de algo profano, ou melhor representariam o que há de profano. Acho que isso ofende sim quem congrega na Igreja e até mesmo quem trabalha na emissora. Acho que ao invés de ficar se justificando o senhor deveria desculpar-se, admitindo que não foi uma feliz colocação. O que para o senhor no sentido ao qual escreveu possa não ser nada demais pois realmente acredito que a intenção do senhor não foi ofender a fé de ninguém, mas o fato é que soou mal e muitos ficaram ofendidos com tal comparação do blogueiro e por isso que no ato de um mínimo de respeito a estas pessoas como eu que se sentiram ofendidas o senhor poderia pelo menos desculpar-se ao invés de ficar se contradizendo e tentando iludir leitores dando a entender que não disso o que disse (mesmo que sem intenção), A “ASPA” não tem a função demudar o sentido de nada, então foi irônico sim e foi de mal gosto sim ao meu ver.

  3. Carlos

    Ah… desculpa, esqueci de perguntar em qual gramática estar escrito que o sinal ortográfico “ASPA” é usado para dar o sentido oposto. Nunca fui muito bom com português, mas o pouco que conheço não sabia desta, pesquisando na internet achei o sentido da “ASPA” só no contesto do que acima escrevi no meu último comentário, agora para dar mais credibilidade ao seu post o blogueiro poderia colocar o link da nova regra.

  4. Aluysio

    Caro Carlos,

    Também não sou nenhum expert em português, mas vivendo de escrever em língua portuguesa há quase um quarto de século, por mais que minha “burrice faça aniversário”, como já escreveu o Herbert Vianna, consegui aprender pela insistência uma ou duas coisas que batem sobre o intrincado palato de Luís de Camões. Entre elas, aconselho a leitura dessa gramática disponível até para quem só conhece e pesquisa a língua na qual se expressa através da Babel da internet (http://www.nlnp.net/pontuacao.htm#11):

    ASPAS ( ” )

    São empregadas nos seguintes casos:

    3. Para realçar o significado de qualquer palavra ou expressão, ou para marcar um sentido que não seja o usual.

    Exemplos:

    O vocábulo “que” pode ser analisado de várias maneiras.

    Ela deu um “espetáculo” no saguão do prédio. (A palavra ESPETÁCULO aqui tem o sentido de ESCÂNDALO.)

    Assim sendo, aconselho ao comentarista que deixe de dar espetáculo sem aspas no “saguão” de comentários deste blog, e simplesmente se desculpe com os fiéis da Universal e os funcionários da Record, incluídos apenas por vc nessa mistura de mau gosto entre política, mídia e religião, naquilo que este blogueiro claramente circunscreveu em sua totalidade: “tudo que há de divino e profano nos mandatos dos vereadores Alexandre Tadeu e Dayvison Miranda”.
    Quanto à trindade, mesmo para quem não tenha no rabi galileu Yeshua Ben Yossef o seu messias, ela só pode ser aceita como santíssima sem aspas quando circunscrita à da fé cristã. No resto, pelo significado já exposto na gramática, vai com aspas mesmo.

    Abç e grato pela chance de esclarecimento!

    Aluysio

  5. Victor

    Usual neste sentido são de vocábulos e nåo em relação em dar novo sentido ou oposto. Pare de tentar iludir leitores assuma seus erros e desculpa-se você. É isso ai Carlos compartilho o seu penssmento. O blogueiro cada bez mais se enrrola em suas tentativas de explicações.

  6. Aluysio

    Caro Victor,

    Não é que vc apenas concorde com o Carlos. Até pela repetição ad nauseam das mesmas afirmações mal travestidas de argumentos, vcs se revelam parte da mesma “missa encomendada”, como ovelhas arrebanhadas para balir contentes rumo ao abate, na pretensa defesa do dublê de vereador e pastor. Pare de enrolar, não confunda argumentos reais com explicações por parte quem não as lhe deve, leia o que o blogueiro de fato escreveu, inclusive na transcrição da gramática que vc ignora, e tenha a humildade, esse grande barato do cristianismo, para pedir desculpas pelas estultices que tem se prestado a regurgitar. Caso contrário, com o mesmo respeito aos umbandistas que é devido aos fiéis da Universal ou de qualquer outro credo religioso, por favor, até em nome da caridade cristã, vá cantar noutro terreiro!

    Grato pela chance de evidenciar a encomenda conjunta da mesma “missa”!

    Aluysio

  7. Eduardo

    Acho que essa discursão não vai levar a lugar algum, como disse a Acessoria de impresnsa do veredor Dayvison e o nobre Blogueiro usou das mesmas palavras, tem coisas mais interessantes em fazer do que se trocar. Se gerou uma verdadeira poêmica de “ASPAS” pra lá e pra cá, fica claro que cada um tem sua visão dos fatos, uns se sentiram ofendidos, outros não, cada um interpleta de uma forma, quando o post salienta para um duplo sentido. Acho que todos deveriam desculpar-se e focar em uma matéria que realmente produza coisas boas.

  8. Victor

    Engraçado se a mensagem for de apoio ao blogueiro é opinião laica agora se for contra é ” missa encomendada”. Quer dizer que os leitores não pode não concordar com o blogueiro? Isso é democracia? Liberar comentários contrários e depois tentar descredibiliza-los? Como o blogueiro no comentário do outro post disse, sou chato mesmo, pois defendo o que eu acho certo, tenho opinião própria e neste caso a minha opinião como a de outros que comentaram aqui neste blog é de que vc estar errado. Custa aceitar essa opinião e fazer juz ao nome do blog?

  9. Souza

    Com ou sem erros de grafia, o que se deve levar em conta é o fato de que em um país laico como o nosso, temos o direito a seguirmos e defendermos a fé que desejamos sem que a mesma seja discriminada.A imprensa, seja ela veiculada de qual modo for tem liberdade de “expressão”, desde que a mesma não seja grosseira, preconceituosa e inescrupulosa.O meio de comunicação quando usado de forma correta é um canal libertador, libertador das idéias e das verdades,mas ifelizmente não é o que vemos através desse blog,pelo contrário,vemos um veículo de comunicação escravo do preconceito,do desrespeito e da mentira.

  10. Aluysio

    Caro Victor,

    Sua opinião assumidamente passional por questão de fé não faz parte de uma “missa encomendada” por ser de discordância. Qualquer um que saiba ler e perca seu tempo em fazê-lo sobre os seus comentários e o do Carlos, por exemplo, facilmente irá perceber que a coincidência entre ambos se dá não apenas na discordância em relação ao titular deste blog, mas na mesma edição desonesta daquilo que o blogueiro antes escreveu. E, como bem ressalvou o filósofo alemão Friederich Nietzsche: “Coincidências não há!”. A democracia deste espaço, mesmo forçada ao seu limite, está mais que atestada na publicação dos comentários discordantes que se prestam a ecoar essa “missa encomendada”. Se eles são posteriormente descredibilizados, diante da apresentação dos argumentos lógicos dos quais seus comentários tanto carecem, só pode ser, por óbvio, porque credibilidade eles nunca tiveram. Não por outro motivo, se opinião é como bunda, no sentido de que todos as possuem, a única coisa capaz de fazer distinção entre uma e outra (opinião, não bunda), é a carga de argumentos lógicos capaz de comprovar uma, mas não outra. Assim, como qualquer ser pensante, sou capaz de ter profundo respeito pelo seu direito de emitir opiniões, ainda que não tenha o mínimo respeito pela opinião emitida, sobretudo quando esta, como ocorre no seu caso, é incapaz de transpor o limite da mera opinião pessoal para argumento dialético. Em outras palavras, o direito de opinar é igual, mas não o valor das opiniões emitidas, que sempre vai depender da argumentação que as sustente, ou não. O fato, pois, de vc se ufanar por ter opinião própria, não quer dizer absolutamente nada se está a regurgitar estultices. Aceitar sua opinião, quando ela apenas a isto se resume, custa muito caro. Como é de graça, vc poderia aproveitar, como boa e cordata ovelha, para seguir o exemplo do dublê de pastor e vereador que busca defender com muitas opiniões e poucos argumentos. Em seu blog, sem sequer pagar o crédito devido a quem publicamente o corrigiu, ele pelo menos aprendeu a escrever corretamente a palavra “ironia”, ainda que aparentemente permaneça desconhecendo seu real significado. A partir deste “Opiniões”, aproveite o ensejo, corrija-se também e peça desculpas, por vc e por ele. Diferente de algumas denominações religiosas, pode estar certo que este blog laico não cobrará dízimo… rs

    Grato pela chance de falar sério e ironizá-lo!

    Aluysio

  11. Aluysio

    Caro Souza (ou Fabrício Oliveira, como consta no seu e-mail?),

    Erros de português podem e devem ser tão levados em conta quanto os erros de opinião, como são os seus, por grosseiros, inescrupulosos e mentirosos. Até porque quem não sabe escrever uma palavra, pode muito bem também desconhecer o seu significado, como parece ser o caso entre Dayvison e a “ironia”. Da mesma maneira, quando alguém demonstra não possuir o mínimo de ética para reconhecer quem o corrigiu publicamente enquanto blogueiro, pode muito bem sofrer o mesmo desvio, por exemplo, quando teria que falar sério no exercício das funções mais relevantes de pastor ou vereador, mesmo quando o rebanho de ambas se coadunam na mesma promiscuidade fascista entre política e fé.

    Grato pela chance de expor suas contradições e do seu dublê de pastor e vereador!

    Aluysio

  12. Souza

    Caro amigo pensei que a identidade do e-mail fosse preservada, mesmo que não todo o e-mail o senhor acaba divulgando o nosso endereço a qual estar escrito que não será publicado. Esta tal prática pode aguçar curiosos escolherem um provedor e tentar me mandar e-mails. Não precisa ser nenhum “expert” em português para identificar as constantes críticas, ofensas e ironias feita pelo o blog. Logo não há nenhum erro de opinião e nem de interpretação por minha parte. Ah… já que o senhor divulgou, o Souza faz parte do meu nome e realmente não consta no e-mail.

  13. Aluysio

    Caro Fabrício Oliveira Souza (é assim mesmo seu nome?),

    O endereço do e-mail foi preservado, não sua identidade, que tem que ser assumida, por motivos éticos e legais, não só aqui, mas em todos os blogs hospedados na Folha Online. De resto, pode estar certo de que as ironias e críticas foram não apenas feitas, como assumidas não sem certo orgulho pelo blog, ao contrário das ofensas, que ficaram por conta de quem pretendeu editar desonestamente o que este blogueiro antes escreveu, como se prestaram infantilmente fazê-lo o Carlos, o Victor e a Samanta. Isso sem contar os aloprados dessa mesma “missa encomendada”, regurgitando ofensas pessoais e palavras de baixo calão, contra o blogueiro e outros, na leviandade covarde dos comentários do Paulo César Dutra, do Juninho Neilton e do “Fluminense”, que por este mesmo motivo não puderam nem chegar a ser liberados pela moderação.

    Grato pela chance de explanar a realidade!

    Aluysio

  14. Júlia

    Ô povo chato,gente!!!!!!!!!!!!!
    Chuta que é macumba!!!!!!!!!!!!
    Ele ganham pra isso…ficar defendendo o coronel e encher o saco dos outros…
    FALA SÉRIO!!!!!!!!!!!!!!

  15. Aluysio

    Cara Júlia,

    Por absolutamente certa, seu conselho foi adotado pelo blog. Afinal, “chuta que é macumba”!!!… Rs

    Abç e grato pela colaboração!

    Aluysio

  16. Adelia

    Aluysio , parabéns pela aula de português , parabenizo o quanto aprendi sinceramente!
    Como sou apreciadora dos textos maravilhosos que escreve , bem como os seu poemas e o que mais admiro e você citar as fontes e termos históricos comparativos! Perfeito!
    Abs

    Ps sei que minha escrita nao e muito boa, algumas palavras que nao estão acentuadas o IPad nao sinaliza ok, fique a vontade para fazer os devidos acertos….

  17. Aluysio

    Cara Adelia,

    Pode estar certa, aprendo muito mais com vcs, leitores e comentaristas, do que o contrário. Nessa recente e chatíssima “missa encomendada” pelo dublê de vereador e pastor Dayvison Miranda (PRB), por exemplo, aprendi bastante com as ovelhas por ele arrebanhadas, balindo ad nauseam enquanto caminham contentes para o abate. Afinal, o caso deles remete à certeza de que vc pode aprender até com os idiotas, como por exemplo a não ser um idiota.

    Abç e grato pela colaboração!

    Aluysio

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