Opiniões

Encerrado em si

Em sua coluna de ontem, o jornalista Paulo Renato Porto pretendeu responder ao artigo publicado na edição da Folha do último domingo, assinado por um dos titulares desta coluna. À exceção do que já foi dito no artigo dominical, intitulado “Sem você, nada irá mudar”, que pode ser lido e/ou relido no blog “Opiniões” (aqui), hospedado na Folha Online, pouco ou nada resta a ser dito.

No último dia 10, o jornalista Artur Xexéo publicou (aqui) em sua coluna, em O Globo, a denúncia de censura à peça “Bonitinha, mas Ordinária”, de Nelson Rodrigues, no Trianon, por supostos motivos de ordem religiosa da prefeita Rosinha. E na própria nota Xexéo atribuiu a fonte da informação ao ator Rodrigo Vahia, do grupo teatral carioca “Oito de Paus”, que encenaria a peça no teatro de Campos, em 10 de agosto.

Ao reproduzir quem depois atribuiu em rádio a passagem da nota ao Xexéo a um jornalista de Campos, Paulo Renato, enquanto também jornalista de Campos, ou não se deu ao trabalho de checar a informação original, publicada na contracapa do Segundo Caderno, de O Globo; ou se leu, o que é ainda pior, não se importou. Mas, em qualquer dos casos, tem, portanto, responsabilidade na “barriga” (notícia equivocada no jargão jornalístico) que se prestou a reproduzir.

Está certo Paulo, entretanto, ao afirmar: “Quando o jornalista se preocupa em ser notícia é porque o jornalismo vai mesmo muito mal”. E vai de mal a pior quando um jornalista reproduz uma “barriga” que tem como alvo outro jornalista, ou porque não se preocupou em checar antes os fatos, ou porque optou por ignorá-los. Como qualquer jornalista e leitor pode constatar por conta própria, trata-se de fato encerrado em si.

Publicado na edição da coluna Ponto Final de hoje, na Folha da Manhã.


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Este post tem um comentário

  1. Infelizmente (trecho excluído pela moderação) ninguém levou em consideração suas denúncias.
    A toda poderosa sabia que isso aconteceria e disse que sua queda seria alta.
    Ela está tranquila assistindo as programações de 15 anos do Trianon e ninguém consegue tirá-la do cargo se Garotinho não quiser.
    Agora ela o chama de (trecho excluído pela moderação).
    Eles são muitos poderosos e ela disse que o avisou para não se meter com ela;

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