Opiniões

O que a História ensina sobre a “macheza” dos fascistas

Ontem, ao discursar na reunião do PR em desagravo ao governo Rosinha, Garotinho se usou como exemplo de “macheza” por rasgar impressos (foto de Rodrigo Silveira - Folha da Manhã)
Ontem, ao discursar na reunião do PR em desagravo ao governo Rosinha, Garotinho se usou como exemplo de “macheza” por rasgar impressos (foto de Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)

 

Li aqui, no blog “Eu penso que…”, do confrade Ricardo André Vasconcelos, que no encontro do PR na noite de ontem, no Automóvel Clube Fluminense, em pretenso desagravo aos vários problemas enfrentados pelo governo Rosinha Garotinho, sobretudo em relação à cultura, ao transporte público e à onda de protestos populares no município, todo o grupo governista foi cobrado por suas principais lideranças a fazer do ataque sua (única?) forma de defesa. Conhecedor deste mesmo grupo político por dentro e desde sua gênese, Ricardo conferiu a paternidade da tática a Joseph Goebbels (1897/1945), ministro da Propaganda da Alemanha Nazista (1933/1945).

Poderia até ser exagero, mas levado em consideração que Gobbels tem sua máxima mais conhecida — “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade” — constantemente repetida em círculo reservado pelo deputado federal Anthony Garotinho (PR), e que este ontem se ufanou como exemplo de “macheza” a ser seguido, por já ter usado uma tribuna parlamentar para rasgar impressos, talvez seja relevante lembrar a advertência do escritor alemão Günter Grass, criança e adolescente sob a ditadura nazista, antes de se tornar adulto e ganhador do Nobel de Literatura em 1999:

— Cresci num regime que começou queimando livros e terminou queimando gente.

Abaixo, um registro fotográfico do Bücherverbrennung (“queima de livros” em alemão), patrocinada pelo regime nazista em várias cidades da Alemanha entre maio e junho de 1933, num prefácio do que faria depois, aprisionando, assassinando e queimando em fornos os corpos de mais de seis milhões de seres humanos:

 

queima de livros

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Este post tem 3 comentários

  1. Hummm…Será? É ‘machesa’ até dar de cara com o Caiado, né? Todo ‘macho’ tem seu momento de “botar galho dentro”, principalmente quando os argumentos não são suficientes para rebater!

  2. Li a pouco tempo “A Menina que roubava livros”.
    Tudo a ver com o que tenho presenciado e vivido na educação e no desgoverno desta cidade,que por incrível que pareça ,já foi berço de pessoas tão ilustres em tantas áreas.

  3. Bem lembrado, Hugo Almeida. Caiado esculachou o Little Boy, chamando-o, entre outras coisas de “frouxo”. E disse mais: “Ele é muito valente aqui na tribuna, falando mal dos outros…”

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