Brasil 2 x 1 Colômbia faz a esperança tocar o ombro de todos nós

Se o capitão Thiago Silva foi o herói brasileiro do primeiro tempo, quando abriu o placar, o segundo teve como protagonista seu companheiro de zaga, David Luiz. Após a Colômbia voltar melhor do intervalo e passar a dominar as ações ofensivas em busca do empate, as coisas pareceram piorar ainda mais depois que Thiago atrapalhou uma saída de bola do goleiro Ospina, aos 18 minutos, e levou um desnecessário cartão amarelo, que vai deixá-lo de fora das semifinais.

Mas quatro minutos depois, seria a vez do outro zagueiro brasileiro brilhar para tranquilizar as coisas. Numa bela cobrança de falta, relativamente distante da área, David Luiz acertou uma bomba no ângulo esquerdo de Ospina, que ainda chegou a tocar com a ponta dos dedos a bola venenosa e cheia de curvas, que depois o técnico Felipão compararia na entrevista coletiva às cobranças de Marcelinho Carioca, ídolo do Corinthinas.

Ainda assim, os colombianos não desistiram e continuaram a pressionar, mesmo se expondo às tentativas de contra-ataque, interceptadas em sua maioria pela atuação impecável de outro grande zagueiro: o veterano Yepes, ex-parceiro de Thiago Silva nos tempos de ambos no Milan. Seguros atrás, aos 32 minutos, o craque James Rodríguez achou o atacante Bacca dentro da área brasileira, nas costas de David Luiz. Júlio César teve que sair e cometeu o pênalti claro, bem marcado pelo árbitro espanhol Carlos Velasco, cujo cartão amarelo dado o goleiro acabou saindo barato.

Com categoria e um enorme e gafanhoto verde pousado ao acaso em seu ombro direito, o canhoto Rodríguez deslocou o goleiro brasileiro com categoria e cobrou no canto direito para diminuir. Ele pegou a bola e enquanto corria para reiniciar o jogo, ainda sem ver o inseto em seu ombro, beijou um nome que leva tatuado no mesmo braço. Segundo informaram, no Ceará aquele tipo de gafanhoto é chamado popularmente de “esperança”.

Aos 41, numa saída de bola brasileira para desafogar a pressão colombiana, o lateral direito Zuniga, numa disputa de bola forte, mas aparentemente sem maldade, entrou com o joelho nas costas de Neymar, que até então não havia conseguido brilhar. Com o craque brasileiro teve que sair de campo na maca e chorando de dor, sendo levado de imediato para um hospital de Fortaleza, para fazer exames. com a esperança pousada no ombro de todos os brasileiros para que não seja nada capaz de tirá-lo das semifinais da próxima terça, dia 17, em Belo Horizonte, contra a forte seleção da Alemanha.

Enquanto a terça no vem, a cena mais especial da partida se deu após o seu final, quando David Luiz brilhou ainda mais que no seu belo gol de falta. Ao perceber que o jovem craque James Rodríguez estava em prantos, inconsolável por ter saído de uma Copa em que jogou bem e marcou gols em todos os jogos, o viril zagueiro brasileiro levantou o braço do colombiano e pediu que a torcida o aplaudisse. Naquele único gesto, o orgulho de ser brasileiro ultrapassou qualquer Copa, na mesma humanidade que faz de craques todos nós.

 

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  1. A TRAGÉDIA DE NEYMAR E A DERROTA ANTECIPADA DO BRASIL
    por Langstein de Almeida Amorim
    No jogo Brasil x Colômbia, pela Copa do Mundo de Futebol, realizada na arena Castelão em Fortaleza, no ano de 2014, o colombiano Zuñiga quebrou a 3ª vértebra da espinha dorsal de Neymar. O atleta Zuñiga deu uma ‘voadora’ nas costas de Neymar utilizando o joelho como instrumento de dilaceramento. No octógono de lutas-livres do UFC, o lutador que aplicar uma joelhada à traição nas costas do adversário, ficará impedido de exercer sua profissão, sem perda da aplicação da pena por lesão corporal grave.
    Só faltavam 4 minutos para o tempo regulamentar se esgotar. A taxa de risco de gol da bola que Neymar dominava próximo à lateral do campo adversário, era no máximo de 5%. Não seria necessária tanta violência se o objetivo do ataque fosse defender sua meta de mais um gol… Zuñiga desenvolveu o máximo de velocidade para lesionar o ídolo brasileiro por trás, sem lhe dar qualquer oportunidade de defesa. Neymar caiu no gramado aos gritos, enquanto trincava os dentes de dor. Para os brasileiros que assistiam à disputa esportiva, houve um misto de medo e pesar semelhantes ao sentido por todos que presenciaram o acidente mortal de Ayrton Sena. Neymar não mexia as pernas; só gritava no tom estridente de todos os torturados. O árbitro estava a poucos metros do ataque traiçoeiro de Zuñiga a quem concedeu a lei da vantagem…?!, mandando o jogo seguir. Em movimentos rápidos para acompanhar Zuñiga com a bola, o árbitro passou por Neymar caído, como se esse ser humano fosse um gato morto à beira do caminho. Só depois de 2 minutos, após mímicas de exasperação de Marcelo, foi que o árbitro autorizou os primeiros socorros à vítima.
    O técnico Felipão, nesse jogo de quartas de final, procurou proteger Neymar dos ataques furibundos dos adversários, mandando que ele jogasse lá atrás e só viesse ao campo do adversário para chutar bola parada. Esse técnico de bons serviços prestados aos sentimentos de alegria dos brasileiros, pretendia resguardar Neymar para o enfrentamento contra a poderosa Alemanha.
    O árbitro tão muquira com o infortúnio de Neymar, foi muito rápido em mostrar o amarelo para o melhor zagueiro do mundo, o atleta Tiago Silva, que já havia levado um amarelo na disputa anterior, pondo-o intencionalmente fora do jogo Brasil/Alemanha.
    Pela primeira vez na história das Copas do Mundo, uma seleção vai a uma semifinal desfalcada de seus dois melhores jogadores, por imposição parcialíssima de árbitros. A irritação dos torcedores com a arbitragem dirigida contra a Seleção brasileira, é sentida em bares, restaurantes, ruas e praças do país.
    No dia 6 de julho de 2014, um indivíduo pratica um crime de lesão corporal de natureza grave no palco gramado de um anfiteatro, presenciado diretamente por mais de 60 mil pessoas e indiretamente por mais de 2 bilhões de telespectadores. A mídia exibiu e ainda exibe a cena dolorosa do jogador Zuñiga destruindo o sonho de Neymar e dos brasileiros que tanto desejavam uma vitória limpa de sua Seleção.
    O agressor gratuito de Neymar violou o artigo 129 do Código Penal, § 1º inciso I, com penalidade que vai até 5 anos de prisão, por se tratar de lesão corporal grave, com incapacidade para o trabalho por mais de 30 dias.
    Se o árbitro da partida Brasil vs. Colômbia fosse imparcial como deve ser qualquer aplicador de lei, teria punido Zuñiga com cartão-vermelho e tê-lo-ia entregue ao comandante da força policial presente à margem do campo.
    Se o Ministro da Justiça não tivesse tremendo diante dos esturros do secretário geral da Fifa, senhor Jérôme Valcke, teria autorizado a prisão em flagrante do criminoso Zuñiga e a do inescrupuloso árbitro Carlos Veloso Carballo, por conivência explícita com esse crime indecoroso . Os senhores Joseph Blater e Jérôme Valcke precisam refrear a empáfia para entender que campo de futebol na Copa não é território isento da incidência da Lei Penal.
    O crime na pessoa de Neymar é de ação pública e dispensa a queixa da vítima. A impunidade desses dois criminosos desmoraliza o sistema de governo do Brasil perante bilhões de pessoas que assistiram à agonia de Neymar. O ex-presidente Lula disse que a Copa era a única forma de o Brasil mostra a cara. Lula falou a verdade. A Copa está mostrando ao mundo a cara pusilânime dos Ministros dos Esportes e Justiça, do presidente da CBF e da senhora presidenta da República. Para mostrar que essas autoridades valem muito pouco para Joseph Blatter e Jérôme Valcke, a Fifa elogiou o árbitro do jogo Brasil x Colômbia, o mesmo que coonestou o crime de lesão corporal grave praticado por Zuñiga. E para agravar o acinte, já o indicou para o jogo final da Copa.
    Para nós que somos milhões de torcedores, ainda resta uma esperança de reação. Ei-la: o Ministério Público pedir ao nobre juiz federal que suspenda o jogo Brasil x Alemanha e anule a indicação do árbitro Carlos Veloso Carballo para apitar o jogo final da Copa do Mundo, por este elemento ser suspeito de cumplicidade no crime praticado contra o jovem Neymar.
    Vários atos desonestos do árbitro na peleja final da Copa, injungindo a derrota do Brasil para a seleção adversária, poderá provocar a violenta comoção de mais 60 mil torcedores, ocasionando irrefreavelmente uma catástrofe de proporções tissunâmicas. Daí a imperiosidade da interferência oportuna da Justiça para elidir tamanho descalabro.
    A seleção da Alemanha não pode tirar proveito de um ato comprovadamente criminoso. Essa disputa só poderá ocorrer quando Neymar estiver restabelecido. Como existe forte suspeita de que Valcke é a favor da manipulação de resultado em futebol, a indicação do árbitro entre Brasil e Alemanha e para a finalíssima, deve ser efetivado por S. Ex.ª o Sr. Juiz da causa Judicial.
    Numa entrevista ao canal Sportv, o senhor Valcke afirmou que não tinha como acabar com a manipulação de resultados no futebol. Esse cidadão deslembrou-se que um simples pedido da Fifa levaria os Poderes Legislativos da Inglaterra e de tantos outros países a sancionarem lei que excluiria o resultado das disputas em futebol das Casas de Apostas.
    O sr. Valcke manifestou-se um aficionado de apostas em jogos de futebol… O perigo da manipulação de resultados da Copa 2014 mora nessa admiração do senhor secretário geral da Fifa…
    A grande maioria da sociedade mundial já sabe que o Brasil ofereceu para realização da Copa do Mundo todas as condições materiais necessárias. Blatter e Valcke é que resolveram se tornar suspeitos de manipulação de resultado de determinados jogos, por meio de árbitros tutelados. Disso o Mundo pressupôs a partir da desdita de Neymar, instantaneamente desconsiderada pelo árbitro Carballo, a quem os dois manda-chuvas da Fifa fizeram longo elogio pelo desempenho na partida Brasil x Colômbia. Toda essa encrenca é devida à existência das Casas de Aposta em Londres…
    Na Bolívia, num jogo de futebol, soltaram um rojão de uma arquibancada a outra, ferindo de morte uma pessoa. Por simples suspeita, vários brasileiros ficaram presos até que ficasse provado a não-autoria criminosa de qualquer um deles.
    No Brasil, a materialidade do crime de lesão grave contra Neymar Júnior, está provada e comprovada por milhões de testemunhas e pelo laudo médico. A autoria, também o está. O ato criminoso é público e notório! A prisão do árbitro co-autor do crime contra a integridade física de Neymar, se impõe em respeito à lei penal. O pedido de extradição do criminoso material também se há de fazê-lo. Descobrir a quem interessa a exclusão de Neymar e de Tiago Silva do jogo Brasil x Alemanha, é imprescindível para que a Justiça alcance o mandante dessa tarefa covarde de lesão corporal dolosa.
    Para este festival da Copa do Mundo de futebol, o povo brasileiro fez sacrifícios ingentes em saúde, educação e mobilidade pública, precisamente para que os 12 estádios babilônicos fossem construídos. A Fifa não entrou com um só tostão. O único trabalho dos dois dirigentes da Fifa foi vender ingressos por preço escorchante, necessariamente para encherem os bolsos e afastarem o povão dos estádios.
    Com a queda dos senhores Joseph Blater e Jérôme Valcke do comando da Fifa, o futebol terá grande progresso, incontestavelmente pela distribuição líquida da renda da Copa do Mundo e da Copa das Confederações, com as 32 seleções que fazem a Copa em cada quatriênio. Vinte por cento dessa renda líquida também serão repassados às seleções que tentarem a classificação entre as 32 vitoriosas.
    Façam-se votos para que o jogo de azar e o álcool excessivos não levem os homens à violação da verdade.

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