Por Ricardo Brandt, Julia Affonso, Andreza Matais e Fausto Macedo
O Ministério Público Federal denunciou à Justiça nesta segunda feira, 16, o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Vaccari consta da lista de 21 alvos da nova denúncia da Procuradoria da República no âmbito da Lava Jato. É a primeira acusação formal contra Vaccari e também a primeira contra o ex-diretor da estatal, Renato Duque, preso nesta segunda feira, no Rio, na Operação “Que País é esse?”.
A denúncia anunciada nesta segunda feira pela Procuradoria é relativa à Operação My Way, nona fase da Lava Jato, deflagrada em fevereiro. Um dos delatores da Lava Jato afirmou à Polícia Federal e à Procuradoria que Vaccari arrecadou até US$ 200 milhões para o PT.
“Temos evidências de que João Vaccari tinha consciência que esses pagamentos eram feitos a títulos de propinas”m afirmou Deltan.
A força tarefa constatou que Vaccari se encontrava com regularidade com Renato Duque, ex-diretor de Serviços da estatal petrolífera, “para acertar os valores devidos”. O relato do empresário Eduardo Leite foi decisivo para o oferecimento da denúncia contra o tesoureiro do PT. “Ele revelou que se encontrou com Vaccari e que este pediu doações oficiais eleitorais a título de propinas.
Também tiveram peso na acusação contra Vaccari, os depoimentos de quatro delatores da Lava Jato: Augusto Mendonça, Pedro Barusco (ex-gerente de Engenharia da Diretoria de Serviços da Petrobrás), Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento da estatal) e o doleiro Alberto Youssef.
O procurador Deltan Dallagnol ressalta que o Ministério Público Federal jamais fará denúncia com base exclusivamente em delações premiadas. O procurador, que coordena a força tarefa da Lava Jato, informou que foram apuradas doações para o diretório nacional do PT e outras para diretórios locais. Ele ressaltou que “não existe uma vinculação a determinadas campanhas”.
Também está entre os denunciados o empreiteiro José Aldemário Pinheiro, o Léo Pinheiro, da OAS, o doleiro Alberto Youssef, e o operador de propinas Mário Góes. Em fevereiro, Vaccari foi conduzido coercitivamente à sede da Polícia Federal em São Paulo. Na ocasião, o tesoureiro do PT negou qualquer irregularidade. Seu advogado, Luiz Flávio Borges D’Urso, afirma que ele não praticou atos ilícitos e que está à disposição da Justiça.
O empresário Adir Assad é outro da lista de denunciados. Empresas de fachada por ele controladas teriam sido usadas pelo doleiro Youssef para dar fluxo a propinas a políticos do esquema montado na estrutura da Petrobras entre 2003 e 2014.
Publicado aqui, no Blog do Fausto Macedo
Agora só esta faltado o MPF, enviar o avião preto da PF em Campos.
E uma operação também no BNDES. Ao que tudo indica que, mensalão e petrolão são fichinhas.
O Brasil está sendo passado à limpo.Depois de Vaccari, Lula será o próximo.