Brasil de Vini x Noruega de Haaland — Matar ou morrer no domingo?

Antes, durante e após o Brasil e Noruega
A partir das 17h de Brasília neste domingo (5), o que esperar do Brasil de Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo? Futebol não é matemática. Não ter certezas objetivas é seu maior atrativo e encanto. Mas sempre será ditado pelos números finais do placar. Seja em tempo normal de jogo, prorrogação ou disputa de pênaltis.
Há placares simbólicos. E o Brasil de Carlo Ancelotti reúne números históricos. A Seleção é a única com 5 Copas. E seu técnico italiano é o único com 5 Champions da Europa. Copa do Mundo e Champions têm a característica comum: são definidas em jogos de mata-mata. Na Copa, aliás, só “um mata, nada mais”, como frisou Ancelotti.
Para matar ou morrer contra a Noruega, Ancelotti deve ir a campo com Danilo Santos, do Botafogo, no lugar de Paquetá, do Flamengo, fora do jogo e talvez da Copa por contusão. É uma opção mais cautelosa do que adaptar o atacante Martinelli como meia. Ou que já entrar em campo com o jovem centroavante Endrick.
Os destaques brasileiros são os atacantes Vini Jr. e Rayan e o meia Bruno Guimarães. Desde a estreia contra Marrocos, Vini é o craque e artilheiro do time, com 4 gols. E Guimarães, com 4 assistências, o grande garçom. Enquanto Rayan, escalado desde a Escócia com a contusão de Raphinha, é o querer dos 19 anos injetado na veia do Brasil.
E na Noruega? O centroavante Erling Haaland tem 60 gols em 53 jogos por sua seleção, média de 1,13 gol por jogo. E tem 5 gols em 4 jogos só nesta Copa do Mundo, média de 1,25 por jogo. O que, em tese, impõe a qualquer time adversário a obrigação de fazer o mínimo de 2 gols para tentar vencer. Essa é a expectativa do Brasil ao domingo.
A Noruega não é só Haaland. Que tem a companhia de Sorloth, centroavante deslocado à direita; e Nusa, único do seu time a ter o drible como característica, pela esquerda. A criação das jogadas do ataque fica por conta de Odegaard. Como a armação do time é tarefa do meia Berg — não Berger, volante de marcação.
É um ataque poderoso, reforçado com o apoio dos laterais Wolfe e Pedersen. Mas, entre estes e os zagueiros Heggem e Ajer, a Noruega tem brechas na defesa. Que levou 8 gols em 4 jogos na Copa, média de 2 por jogo. Mesmo sem contar seu time reserva que tomou 4 da França, a Noruega sofreu gol em todos os jogos; até do Iraque.
O Brasil levou 2 gols na Copa de 2 bons times: 1 do Marrocos e 1 do Japão. Ambos em bolas perdidas no lado direito. O defeito pode ser fatal, sobretudo diante de Haaland. Que terá um velho conhecido no outro lado do campo, nos duelos dos clássicos entre Manchester City e Arsenal pela Premier League: o zagueiro Gabriel Magalhães.

O Brasil nunca venceu a Noruega: em 4 jogos, foram 2 empates e duas derrotas, uma na Copa de 1998. Em 2026, Haaland dá medo: 18 gols e 5 assistências em 33 jogos, média de 0,69 participação em gol por jogo. No ano, Vini tem 22 gols e 6 assistências em 37 jogos, média de 0,75. Medo por medo, os números do brasileiro dão mais.
Independentemente de quem passar e quem ficar na Copa após o apito final do Brasil e Noruega, Vini e Haaland, como o centroavante inglês Harry Kane, conseguiram ser protagonistas numa Copa protagonizada por uns tais Lionel Messi e Kylian Mbappé. Agora ou em qualquer tempo em que se tenha jogado futebol, é algo para poucos.
Publicado hoje na Folha da Manhã.
Bené lidera ao Senado, seguida de Crivella, Canella e Pedro Paulo

Benedita lidera ao Senado
Pode não ter a grande vantagem de Eduardo Paes a governador, mas a deputada federal Benedita da Silva (PT) também lidera, fora da margem de erro, a corrida por uma das duas cadeiras do RJ ao Senado. Na mesma pesquisa do instituto Paraná de julho, em dois cenários estimulados, a petista liderou entre 33,0% a 34,9% de intenção.
Crivella, Canella e Pedro Paulo
No cenário 1 da pesquisa de julho, atrás de Bené (33,0%) veio o também deputado federal Marcelo Crivella (REP), com 25,9%. Na disputa pela 2ª cadeira ao Senado pelo RJ, ele ficou em empate técnico com o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União), com 21,9%; e outro deputado federal, Pedro Paulo (PSD), com 21,5%.
Canella e Pedro Paulo
No cenário 2 da pesquisa de julho, atrás de Bené (34,9%) e sem Crivella, Canella e Pedro Paulo repetiram o empate técnico e quase numérico. Pré-candidato a senador pelo União do ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, Canella teve 25,3% de intenção, contra 25,0% de Pedro Paulo como pré-candidato a senador de Eduardo Paes.

Tendência de estabilidade
No cenário 1 ao Senado, a tendência entre junho e julho foi de estabilidade. Benedita perdeu 1,2 ponto: 34,2% a 33,0%. E os demais pré-candidatos mais bem cotados oscilaram só nas casas decimais: Crivella de 26,0% a 25,9% (- 0,1 ponto), Canella de 21,3% a 21,9% (+ 0,6% ponto) e Pedro Paulo de 20,7% a 21,5% (+ 0,8 ponto).
Cai vantagem de Bené
No cenário 2 ao Senado, os movimentos foram mais amplos entre junho e julho, ainda que todos também dentro da margem de erro. Não para Benedita, que perdeu quase o mesmo: 1 ponto, de 35,9% a 34,9%. Mas para Canella, que ganhou 1,7 ponto: 23,6% a 25,3%. Como para Pedro Paulo, que ganhou 2,2 pontos: 22,8% a 25,0%.
Pleito aberto ao Senado
Embora haja favoritos nas consultas estimuladas da pesquisa Paraná às duas cadeiras que o RJ elegerá ao Senado, a consulta espontânea revela incerteza matemática ainda maior do que para governador. Com 3,0% de intenção cristalizada a Benedita e 2,2% a Canella, a esmagadora maioria de 84,3% hoje não sabe em quem votará a senador.

Publicado hoje na Folha da Manhã.
Paes a governador mais de 36 pontos à frente no 1º e 2º turno

Paes favorito a 3 meses da urna
Hoje, faltam 3 meses para as eleições de 4 de outubro. E, se fosse hoje, o ex-prefeito carioca Eduardo Paes (PSD) se elegeria governador do RJ. É o que mostrou a 1ª pesquisa de instituto de credibilidade neste mês de julho. Em seus dois cenários estimulados ao primeiro turno, Paes teve de 50,7% a 54,2% de intenção de voto.
Pesquisa de julho
Foi o que revelou a pesquisa do instituto Paraná que, entre 29 de junho e 1º de julho, entrevistou presencialmente 1.600 eleitores de 60 dos 92 municípios do estado do Rio. Com margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou menos, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo RJ04259/2026.
O 2º mais de 36 pontos atrás
Presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL) continua em 2º lugar na corrida a governador. Entre 13,8% e 14,6% de intenção nas duas consultas ao primeiro turno, Ruas ficou entre 36,9 e 39,6 pontos percentuais atrás de Paes. Que bateria o deputado também em um eventual segundo turno, por 62,1% a 23,9%, diferença de 38,2 pontos.

Garotinho na briga e não testado
No cenário estimulado de primeiro turno em que teve seu nome testado, o ex-governador Anthony Garotinho (REP) ficou numericamente atrás, mas em empate técnico com Ruas: 13,8% deste, 4 pontos à frente dos 9,8% do político de Campos. Ainda assim, Garotinho não foi testado pela pesquisa no segundo turno contra Paes.

Tendências ao 1º turno (I)
Na série do instituto Paraná, os três primeiros colocados na corrida a governador do RJ apresentaram tendência de crescimento ao primeiro turno. Entre junho e julho, Paes foi de 48,3% a 50,7% (+ 2,4 pontos) e Ruas foi de 12,6% a 13,8% (+ 1,2 ponto), enquanto Garotinho ganhou menos: só 0,6 ponto de 9,2% aos atuais 9,8% de intenção.
Tendência ao 1º turno (II)
No cenário estimulado ao primeiro turno sem Garotinho, Paes e Ruas também apresentaram tendência de crescimento na série Paraná. Entre junho e julho, o ex-prefeito carioca foi de 53,0% a 54,2% (+ 1,2 ponto), enquanto o presidente da Alerj foi de 13,2% a 14,6% (+ 1,4 ponto) na intenção de voto a governador do RJ.
Paes sobe, Ruas cai ao 2º turno
Na simulação ao segundo turno da série do instituto Paraná, Paes também teve tendência de crescimento. Entre junho e julho, ele foi de 60,0% a 62,1% (+ 2,1 pontos) de intenção a governador do RJ. E, único adversário testado no eventual turno extra com Paes, Ruas teve tendência de queda: de 24,5% aos atuais 23,9% (- 0,6 ponto).

Garotinho lidera rejeição
Fundamental para a definição do segundo turno, a rejeição teve mais uma vez Garotinho como líder: 39,8%. Ele foi seguido no índice negativo pelo também ex-governador Wilson Witzel (DC), com 24,8%; por Paes, com 17,9%; e por Ruas, com 10,5% no índice negativo.

Pleito aberto a governador
Apesar do favoritismo de Paes nas consultas estimuladas ao primeiro e segundo turno, como em suas tendências, a consulta espontânea revelou um pleito matematicamente ainda aberto. Falando da própria cabeça em quem votar a governador, se Paes também lidera com 15,4%, a expressiva maioria de 71,7% dos eleitores disse ainda não saber.

Publicado hoje na Folha da Manhã.
Felipe Fernandes — A humanidade e o desconhecido em “Dia D”


A humanidade e o desconhecido
Por Felipe Fernandes
Embora tenha dirigido obras de diversos gêneros, a ficção científica parece ser o porto seguro de Steven Spielberg. Para onde ele frequentemente retorna a fim de realizar filmes bastante distintos, que lhe permitem explorar temas recorrentes em sua filmografia, como o fascínio pelo desconhecido, a infância, a família, a tecnologia e a condição humana.
Seu novo filme, “Dia D”, parte de uma história criada pelo próprio diretor, que constrói um thriller inspirado na lenda da aparição de alienígenas no Novo México, na década de 1940, incidente considerado o marco inicial da ufologia moderna e alvo de décadas de teorias conspiratórias sobre o acobertamento da existência de vida extraterrestre. Trata-se de uma história já enraizada no imaginário popular estadunidense, embora hoje menos presente na cultura pop.
O filme brinca com as teorias da conspiração e com o estranhamento em situações bizarras. Que acontecem sem muitas explicações, enquanto dois grupos correm contra o tempo para lidar com a informação e com a exposição das provas de vida extraterrestre.
A obra dialoga com um mundo polarizado e com a forma como essa descoberta poderia impactar uma sociedade em permanente estado de emergência. O filme gira em torno dessas questões, ao mostrar como tal revelação poderia afetar aspectos morais, religiosos e sociais, além de resgatar um tom de esperança e fé na humanidade, elemento mais presente nos filmes mais antigos do diretor.
Dentro dessa atmosfera de estranheza, Spielberg trabalha um tom cômico, quase juvenil, sobretudo por meio da protagonista. Essa comicidade recebe o reforço da trilha sonora do genial John Williams, que aqui entrega uma de suas composições mais esquecíveis.
O filme possui um ritmo urgente, uma correria incessante, com pessoas se deslocando de um lado para o outro, mas essa urgência pouco se justifica narrativamente. O artefato alienígena, que permite aos indivíduos adquirir certas habilidades, acaba funcionando como uma muleta para criar tensão e oferecer ao vilão algum recurso, já que sua organização é formada por incompetentes nos mais diversos níveis.
Toda essa questão do diálogo entre espécies é interessante, mas é impossível não traçar um paralelo com “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, clássico grandioso do diretor que aborda tema semelhante de forma muito mais original e inventiva. Nesse sentido, o longa parece quase uma atualização daquele filme, ao refletir as ansiedades do século XXI: o medo da desinformação, das teorias conspiratórias e da fragmentação social.
O roteiro do experiente David Koepp, parceiro habitual do diretor, é inteligente ao reunir uma dupla principal formada por um hacker, responsável por decifrar códigos, e uma jornalista, encarregada de comunicar. Essas características são essenciais para o andamento da trama. Ainda assim, o filme carece de bons personagens. Em meio a tanta correria e estranheza, é difícil criar uma conexão com qualquer um deles.
Isso se torna mais evidente no terço final da obra, quando Koepp e Spielberg abandonam a ambiguidade que havia tornado a jornada intrigante e passam a explicar a origem dos fenômenos, os segredos governamentais e as motivações por trás da “Grande Revelação” por meio de diálogos e longas cenas expositivas. Soma-se a isso uma aceitação quase imediata por parte da população, numa ingenuidade digna de filmes infantis.
“Dia D” é menos um filme sobre extraterrestres e mais uma reflexão sobre a humanidade diante do desconhecido. Spielberg demonstra, mais uma vez, que a ficção científica é um gênero poderoso para discutir a condição humana e o desejo universal de encontrar algo maior do que nós mesmos.
A sensação é a de assistir a um cineasta outrora fascinado pelo desconhecido que tenta racionalizar o mistério até esvaziá-lo. Em vez do sucessor espiritual de “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” que prometia ser, “Dia D” acaba se aproximando de um exercício incapaz de recuperar a magia, a ambiguidade e a capacidade de assombro que fizeram de Spielberg um dos grandes mestres da ficção científica.
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Confira o trailer do filme:
Arthur Soffiati — A conexão sueca sem spoiler de streaming


A conexão sueca
Por Arthur Soffiati
O filme “A conexão sueca”, dirigido por Thérèse Ahlbeck e Marcus Olsson, que também são autores do roteiro, foi lançado em 2026 e só é encontrado numa plataforma digital cujo nome não divulgo.
Os nazistas promoveram uma caça impiedosa aos judeus e foram julgados e condenados no Tribunal de Nurenberg quando derrotados na Segunda Guerra Mundial. O filme mostra como o nazismo perdeu a noção de humanidade. Não é nada novo no mundo ocidental.
Mata-se um boi com toda a tranquilidade. O entendimento é que se trata de um animal inferior que existe para nos fornecer carne. É o que ainda pensamos sem o mínimo sentimento de culpa. Então, para matar uma pessoa ou os representantes de uma cultura, animalizamos o ser humano.
O ocidente procedeu assim no período colonial e mesmo depois dele. Os nativos dos continentes que não o europeu eram sub-humanos. Não tinham religião. Se tinham, suas divindades eram demoníacas. De mesma forma, eram vistos os africanos escravizados, mesmo que se convertessem ao cristianismo.
Os judeus, que tanto sofreram com a pecha de inferiores sob o nazismo, não estariam tendo o mesmo comportamento da Alemanha nazista com os palestinos? Sempre há vozes que duvidam dos argumentos governamentais. O filme mostra um oficial alemão revelando, horrorizado, o plano de extermínio dos judeus.
Recentemente, o ex-premiê de Israel Ehud Olmert escreveu um artigo condenando a política de limpeza étnica praticada pelo governo de Israel em relação aos palestinos. E há vários casos. Oskar Schindler, industrial alemão e membro do partido nazista, salvou muitos judeus do extermínio. Até mesmo João Guimarães Rosa salvou alguns judeus.
Outros casos de pessoas que não acreditaram na sub-humanidade dos judeus também se empenharam em salvá-los do extermínio nazista. Um deles foi o sueco Gösta Engzell, representado por Henrik Dorsin, no filme “A conexão sueca”. Ele era um burocrata no ministério das Relações Exteriores da Suécia que se convenceu do horror que era o racismo nazista e se empenhou em salvar judeus dentro da Alemanha e dos países invadidos por ela.
A Suécia manteve-se neutra na Segunda Guerra Mundial. Engzell e sua equipe, agindo por meios oficiais, conseguem salvar muitos judeus. Não o que desejavam, mas um bom número. Ele sofria como as pessoas que reconhecem humanidade nos outros sofrem por se sentirem impotentes e limitados.
O futuro secretário-geral da ONU Dag Hammarskjöld é também representado no filme, que se destaca pela agilidade. Os cortes e a montagem lhe conferem essa agilidade. A câmara se movimenta com rapidez. Certos conceitos de diplomacia são estampados de forma escrita na tela. A importância dada a documentos é grande. Afinal, o filme enfoca relações diplomáticas.
Apesar da agilidade, pode-se acompanhar o roteiro. A atuação dos artistas não é exemplar, mas convincente. Não deve agradar a apreciadores de filmes românticos, pois fica difícil o romantismo quando se aborda um genocídio, qualquer que seja ele.
Publicado hoje na Folha da Manhã.
Confira o trailer do filme:
Após Ancelotti virar o jogo, Brasil quebra escrita e encara outra

Fraqueza e força do Brasil
Na segunda (29), a classificação do Brasil às oitavas evidenciou suas maiores fraqueza e força até aqui nesta Copa do Mundo. A fraqueza é a saída de bola, que gerou o gol do Japão. E a força veio do banco. De onde o italiano Carlo Ancelotti virou o jogo e mostrou porque é o único técnico cinco vezes campeão da Champions da Europa.
Saída de bola
Como em sua estreia na Copa, no 1 a 1 com Marrocos, contra o Japão o Brasil também entregou a bola que acabaria em suas redes. Em passe errado do lateral Danilo ao japonês Sano, que conduziu a bola até bater de fora da área para abrir o placar no 1º tempo. E foi seguido o tempo inteiro por Casemiro, que já tinha amarelo e nada fez.
Virtudes de Ancelotti
Pela passividade, Casemiro foi para o intervalo com 213,5 milhões de brasileiros pedindo sua substituição. Mas foi mantido pelo italiano para empatar o jogo de cabeça, aos 11’ de um 2º tempo em que o Brasil se impôs. Também pela entrada do centroavante Endrick no lugar do meia Paquetá, contundido, em substituição ousada.
Martinelli e Bruno Guimarães
Aos 19’, enquanto os mesmos 213,5 milhões de brasileiros pediam a entrada de Neymar ou Luiz Henrique, Ancelotti levou a campo outro atacante: Martinelli. E coube a ele, aos 51’ do 2º tempo, virar o jogo a caminho da prorrogação. Concluiu dentro da área o passe açucarado de Bruno Guimarães, que já soma 4 assistências na Copa.
Quase gol de antologia
O Brasil impôs as cinco estrelas da sua camisa ao Japão, em jogo complicado, por conta do seu técnico italiano. Que ainda viu Vini Jr. quase marcar um gol para a antologia das Copas, após matar a bola entre as pernas do marcador, acelerar pela esquerda, driblar outros dois e concluir para o goleiro Suzuki desviar com a ponta dos dedos à trave.
Há 24 anos
O Brasil não virava um jogo eliminatório de Copa do Mundo há 24 anos, desde outro 2 a 1: contra a Inglaterra, nas quartas de final da Copa de 2002. Cuja final em que bateria a Alemanha por 2 a 0 para conquistar o Penta foi também a última vez que o Brasil conseguiu vencer uma seleção europeia em jogo eliminatório de Copa do Mundo.
As escritas e a Noruega
A 1ª escrita de 24 anos foi quebrada pelo Brasil na virada sobre a seleção asiática pela 16 avos. Com a mesma duração, a 2ª escrita espera a Noruega da máquina de gols Haaland, às 17h de domingo (5), pelas oitavas. Diferente do Japão, o histórico é francamente desfavorável ao Brasil: em quatro jogos, são duas vitórias norueguesas e dois empates.
Publicado hoje na Folha da Manhã.

