Após Ancelotti virar o jogo, Brasil quebra escrita e encara outra

Fraqueza e força do Brasil
Na segunda (29), a classificação do Brasil às oitavas evidenciou suas maiores fraqueza e força até aqui nesta Copa do Mundo. A fraqueza é a saída de bola, que gerou o gol do Japão. E a força veio do banco. De onde o italiano Carlo Ancelotti virou o jogo e mostrou porque é o único técnico cinco vezes campeão da Champions da Europa.
Saída de bola
Como em sua estreia na Copa, no 1 a 1 com Marrocos, contra o Japão o Brasil também entregou a bola que acabaria em suas redes. Em passe errado do lateral Danilo ao japonês Sano, que conduziu a bola até bater de fora da área para abrir o placar no 1º tempo. E foi seguido o tempo inteiro por Casemiro, que já tinha amarelo e nada fez.
Virtudes de Ancelotti
Pela passividade, Casemiro foi para o intervalo com 213,5 milhões de brasileiros pedindo sua substituição. Mas foi mantido pelo italiano para empatar o jogo de cabeça, aos 11’ de um 2º tempo em que o Brasil se impôs. Também pela entrada do centroavante Endrick no lugar do meia Paquetá, contundido, em substituição ousada.
Martinelli e Bruno Guimarães
Aos 19’, enquanto os mesmos 213,5 milhões de brasileiros pediam a entrada de Neymar ou Luiz Henrique, Ancelotti levou a campo outro atacante: Martinelli. E coube a ele, aos 51’ do 2º tempo, virar o jogo a caminho da prorrogação. Concluiu dentro da área o passe açucarado de Bruno Guimarães, que já soma 4 assistências na Copa.
Quase gol de antologia
O Brasil impôs as cinco estrelas da sua camisa ao Japão, em jogo complicado, por conta do seu técnico italiano. Que ainda viu Vini Jr. quase marcar um gol para a antologia das Copas, após matar a bola entre as pernas do marcador, acelerar pela esquerda, driblar outros dois e concluir para o goleiro Suzuki desviar com a ponta dos dedos à trave.
Há 24 anos
O Brasil não virava um jogo eliminatório de Copa do Mundo há 24 anos, desde outro 2 a 1: contra a Inglaterra, nas quartas de final da Copa de 2022. Cuja final em que bateria a Alemanha por 2 a 0 para conquistar o Penta foi também a última vez que o Brasil conseguiu vencer uma seleção europeia em jogo eliminatório de Copa do Mundo.
As escritas e a Noruega
A 1ª escrita de 24 anos foi quebrada pelo Brasil na virada sobre a seleção asiática pela 16 avos. Com a mesma duração, a 2ª escrita espera a Noruega da máquina de gols Haaland, às 17h de domingo (5), pelas oitavas. Diferente do Japão, o histórico é francamente desfavorável ao Brasil: em quatro jogos, são duas vitórias norueguesas e dois empates.
Publicado hoje na Folha da Manhã.
