Pezão caminhará em Campos com que andou com ele em 2014

Rafael, Pezão e Comte, ontem, no Palácio Guanabara (divulgação)
Rafael, Pezão e Comte, ontem, no Palácio Guanabara (divulgação)

 

 

Por Aluysio Abreu Barbosa e Mário Sérgio Junior

 

“Tenho compromisso não só com a eleição do próximo prefeito de Campos, em 2016, como em apoiar nela aqueles que caminharam comigo em 2014, na campanha ao governo do Estado”. Foi o que garantiu ontem Luiz Fernando Pezão (PMDB) no Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro, em encontro com o deputado estadual Comte Bittencourt, presidente estadual do PPS no qual está filiado o vereador campista Rafael Diniz, que levou à pauta do governador a política goitacá, em ebulição com as movimentações recentes à sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR).

Rafael revelou que Pezão o aconselhou, assim como disse estar fazendo com os demais integrantes da oposição em Campos, a não se precipitar, buscando o diálogo com todas as correntes e quadros que enfrentam politicamente os Garotinho na cidade e região:

— O governador me pediu para seguir costurando junto ao ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT), ao deputado João Peixoto (PSDC), ao também vereador Nildo Cardoso (PMDB), entre outros importantes nomes da oposição, inclusive os que recentemente abandonaram o governo Rosinha, quando se negaram a vender o futuro de Campos a mando do casal Garotinho.

Apesar de aconselhar o jovem vereador a trabalhar para abrir o leque de apoios à oposição campista, Pezão deixou claro que seu apoio na sucessão de Rosinha será dado a quem caminhou junto dele em 2014. Isso deixaria de fora pré-candidatos a prefeito que escolheram outros rumos na última eleição a governador, como o deputado estadual Geraldo Pudim, que apoiou a candidatura de Anthony Garotinho, derrotada ainda no primeiro turno.

Ainda no PR, Pudim está de malas prontas para o PMDB, a convite do presidente da Assembléia Legislativa do Rio, Jorge Picciani (PMDB), com a perspectiva de lançá-lo outra vez candidato a prefeito de Campos (perdeu em 2006 e 2006), mas agora contra o grupo dos Garotinho — muito embora haja desconfiança de que o próprio secretário de Governo de Rosinha possa estar por trás desse movimento. Outro pré-candidato a prefeito de Campos em 2016, o vereador Alexandre Tadeu (PRB) também não apoiou Pezão em 2014, mas o senador Marcelo Crivella (PRB), batido pelo governador nos dois turnos eleitorais.

 

João Peixoto (foto de Rodrigo Silveira - Folha da Manhã)

 

Conversas para todos os gostos

 

“O candidato que o governador colocar a mão será o prefeito de Campos”, declarou o deputado estadual João Peixoto (PSDC), que ontem participou do programa Folha no Ar, veiculado pela Plena TV e rádio Continental, e deixou uma incógnita no ar em relação às especulações de seu nome para a disputa no ano que vem. Já o ex-deputado estadual Roberto Henriques (PSD) declarou em seu Facebook que teve conversas com o deputado estadual Geraldo Pudim (PR), com o médico Érik Schunk (Psol) e o líder do governo na Câmara, vereador Mauro Silva (PTdoB).

Ao ser indagado sobre a possibilidade de uma candidatura em 2016, o deputado João Peixoto respondeu o seguinte: “Qual político que não gostaria de ser prefeito em sua cidade? Mas é como Deus disse que para tudo tem seu tempo. Se o tempo for agora, será”. Peixoto ressaltou ainda que está aberto a conversas, mas tem compromisso com o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB). “Estou aberto para receber e conversar, mas o compromisso do governador é com aqueles que estavam no palanque dele pedindo voto para ele. Não posso passar por cima”, complementou.

Peixoto aproveitou também para falar sobre os seis primeiros meses de seu quinto mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). “Todo mundo sabe da dificuldade que o governo tem passado por conta da queda de arrecadação dos royalties, mas acredito que tudo vá melhorar nesse segundo semestre”, disse. Ele informou que no próximo dia 16 estará em Natividade, com Pezão, inaugurando uma obra.

Já Roberto Henriques revelou que o “prato principal” de sua conversa com Erik Schunk, com Geraldo Pudim e com Mauro Silva foi a sucessão municipal. “A todos, recebo com urbanidade e dever ético, que deve permear esse assunto e o relacionamento entre os políticos. Mais uma vez, digo: Continuo observando… vou par e passo analisando os movimentos de todos os lados. (…) Os novos e os velhos enamorados estão cortejando a PMCG. Todos se enfeitam para seduzi-la. Foi dada a largada!! A partir de agora a corrida vai ficando intensa. Continuo observando… Os cenários serão múltiplos… Mutantes… nenhum protagonista estará seguro… Um aviso : Os Pais da noiva estão exigentes… (o povo)”, escreveu.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã

 

Atualização às 10h19 de 20/07/15 para correção do partido de Crivella, atendendo à correção feita aqui, em comentário do leitor Orestes Lobo.

 

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Este post tem 2 comentários

  1. Regis

    Esse Henrique, terminando o mandato dele, vai voltar a andrilhar pelo centro da cidade e talvez com pouco esforço e sem gastar nada ser sucessor do (trecho excluído pela moderação) Dornellas.

  2. Orestes Lobo

    Bom dia!! Gostaria de informar que o senador Marcelo Crivella é do PRB – Partido Republicano Brasileiro e não do PR como está constando no texto.

    Obrigado!!!

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