Trump e preço dos alimentos melhoram aprovação do Lula 3

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Embora a maioria da população brasileira ainda desaprove o governo Lula, este alcançou seus melhores índices desde março. Na pesquisa Quaest feita de 13 a 17 de agosto e divulgada hoje (20), a gestão Lula subiu 3 pontos na aprovação: de 43% de julho a 46%. E, na margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, oscilou 2 pontos para baixo na desaprovação: de 53% a 51%. O motivo? Donald Trump nos EUA e o preço dos alimentos no Brasil.

Felipe Nunes, cientista político e CEO da Quaest

— A melhora na aprovação do governo Lula em agosto resulta de fatores econômicos e políticos. De um lado, a percepção de queda no preço dos alimentos trouxe alívio às famílias e reduziu a pressão sobre o custo de vida. Do outro, a postura firme de Lula diante do tarifaço imposto por Trump foi vista como sinal de liderança e defesa dos interesses nacionais — explicou o cientista político Felipe Nunes, CEO do instituto Quaest Pesquisa.

O preço dos alimentos subiu no último mês para 60% dos brasileiros. Embora ainda maioria, foi uma queda de 16 pontos em relação aos 76% anteriores. Já os que acham que o preço dos alimentos caiu eram 8% em julho e hoje são 18%, queda de 10 pontos. Já os que acham que o preço dos alimentos ficou igual saíram de 14% aos atuais 20%, 6 pontos a mais.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Quando a Quaest perguntou sobre a carta de Trump a Lula, na qual ameaçou em 9 de julho subir tarifas dos EUA ao Brasil em 50% por conta do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), em agosto são 84% dos brasileiros que sabem. São 18 pontos a mais do que os 66% que sabiam em julho, conhecimento popular incomum a assuntos de geopolítica. Os que não sabem, hoje, são só 16%. E ninguém deixou de responder.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Com base nesse conhecimento, os que acham que Lula e o PT estão fazendo o mais certo nesse embate hoje são 48%, 4 pontos a mais que os 44% de julho. Os que acham que Bolsonaro e aliados fazem o mais certo são 28% em agosto, oscilação para baixo de 1 ponto dos 29% do mês anterior. Os que acham que nenhum lado faz o mais certo se mantiveram em 15% no mesmo período, enquanto os que não responderam caíram de 12% a 9%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE

— Na Quaest de agosto, a aprovação de Lula subiu acima da margem de erro de 2 pontos, alcançando 46%. Consequentemente, a desaprovação caiu a 51%. Nos estados da Bahia, Pernambuco, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Goiás, a aprovação de Lula também registrou elevação — analisou William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

— A Quaest também destacou melhora do desempenho do presidente entre a população com até 2 salários-mínimos, especialmente entre os beneficiários do Bolsa Família. A percepção de queda dos preços dos alimentos e a postura de Lula diante do tarifaço de Trump, acertada para a maioria dos entrevistados, ajudam a explicar a melhora da avaliação do presidente no seu terceiro mandato — concluiu William.

 

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