
Antes mesmo dos novos fatos relacionados a Dias Toffoli (confira aqui) serem apresentados pela Polícia Federal (PF), a deputada federal Heloísa Helena (Rede-RJ) já havia encaminhado representação à Procuradoria Geral da República (PGR), no dia 29 de janeiro, pedindo a suspeição do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) na condução do inquérito que apura irregularidades praticadas pelo Banco Master. Agora, mais uma vez, ela (que falou sobre o caso Master em entrevista ao programa Folha no Ar de 6 de janeiro) defende a saída imediata do ministro da relatoria do caso no STF.
— Há mais de 15 dias pedimos que o relator do caso fosse substituído na mais alta Corte do país, para que não pairasse qualquer dúvida sobre a lisura do processo. Em janeiro, eu e as deputadas Fernanda Melchionna (Psol-RS) e Sâmia Bonfim (Psol-SP) protocolamos a representação na PGR pedindo a saída do ministro do caso — lembra a deputada federal Heloísa Helena.
O pedido das parlamentares foi o primeiro relacionado ao tema feito por parlamentares de esquerda. As deputadas Heloisa Helena (confira aqui) e Fernanda Melchionna também estão finalizando a coleta de assinaturas para a instalação de uma CPMI na Câmara dos Deputados para “desvendar os esgotos do Banco Master e para que o povo brasileiro possa, didaticamente, acompanhar e não permitir que tanta promiscuidade volte a acontecer no país”.
A Polícia Federal apresentou ao ministro Edson Fachin, presidente do STF, relatório que revela que o nome do ministro Dias Toffoli foi mencionado em mensagens e diálogos extraídos do celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O ministro assumiu, nesta quinta-feira (12), ser sócio da empresa Maridt, que vendeu participações por meio de fundos no resort Tayayá, no Paraná, para Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.
Da assessoria da deputada federal Heloísa Helena.
