
Da avaliação do Governo Lula (confira aqui), à intenção de voto a presidente em 2026 (confira aqui), ao embate entre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, é a direita que vem pagando o tarifaço do Brasil pelos EUA de Donald Trump. Hoje, 55% dos brasileiros acham justa a prisão domiciliar de Bolsonaro determinada por Moraes em 4 de agosto, contra 39% que acham injusta e 6% que não opinaram.
Bolsonaro quis provocar Moraes para 57% — A tendência se confirmou na pesquisa Quaest divulgada hoje (25), relativa à prisão domiciliar de Bolsonaro por Moraes. Quando perguntados por que o ex-presidente participou da chamada de vídeo nas manifestações de 3 de agosto, que geraram sua prisão domiciliar por descumprir medidas cautelares, a maioria de 57% dos brasileiros acha que “Bolsonaro queria provocar Moraes e fez isso de propósito”. Outros 30% acham que “Bolsonaro não compreendeu bem as regras impostas por Moraes e errou”, com 13% que não opinaram.

Prisão domiciliar: 84% sabem — Se, na média, o brasileiro não costuma acompanhar acontecimentos jurídicos, a atual situação do ex-presidente é uma exceção. A esmagadora maioria de 84% dos eleitores respondeu à Quaest já saber da prisão domiciliar de Bolsonaro decretada por Moraes em 4 de agosto. Apenas 16% declararam que só passaram a saber quando indagados pela pesquisa.

Mesmo em queda, maioria ainda desaprova o Lula 3 — A consulta Quaest divulgada hoje foi feita entre 13 e 17 de agosto com 2.004 eleitores e margem de erro de 2 pontos para mais ou menos. É a mesma que registrou, na série histórica Quaest, que a desaprovação do Lula 3 caiu dos 57% de maio a 53% em julho e 51% em agosto. Enquanto, nos mesmos três meses, a aprovação cresceu de 40% a 43% e a 46%.

Lula contra Bolsonaro e Tarcísio no 2º turno — Contra os nomes da direita cotados a presidente em 2026 testados nas mesmas Quaest de julho e agosto, Lula também abriu vantagem na intenção de voto após o tarifaço de Trump. Em um eventual 2º turno, o atual presidente venceria Bolsonaro por 43% a 37% (6 pontos) em julho. E passou para 47% a 35% (12 pontos) em agosto. Contra o governador paulistano Tarcísio de Freitas (REP), o petista venceria o 2º turno por 41% a 37% (4 pontos) em julho. E passou para 43% a 35% (8 pontos) em agosto. Contra ambos, Lula dobrou sua vantagem.

Contra Michelle, Ratinho, Leite, Caiado e Zema — Contra a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL), Lula venceria o 2º presidencial por 43% a 36% (7 pontos) em julho. E passou para 47% a 34% (13 pontos, quase o dobro) em agosto. O petista também abriu sua vantagem nas projeções de 2º turno, entre as Quaest de julho e agosto, contra os governadores do Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e Minas, respectivamente, Ratinho Júnior (PSD), Eduardo Leite (PSD), Ronaldo Caiado (União) e Romeu Zema (Novo).

Julgamento de Bolsonaro no STF é conhecido por 86% — O motivo? Além de Eduardo Leite, nenhum dos nomes da direita a presidente condenou abertamente as sanções dos EUA de Trump ao Brasil por conta de Bolsonaro. Cujo julgamento no STF por golpe de Estado, segundo a Quaest revelou hoje, é conhecido por 86% dos brasileiros, 13 pontos a mais que os 73% de março. Contra os 14% que só ficaram sabendo ao responder a pesquisa, também 13 pontos a menos que 27% de março.


Análise do especialista — “Pela Quaest, a prisão domiciliar de Bolsonaro é justa para mais de metade dos brasileiros. Regionalmente, ela é mais justa no Nordeste e Sudeste do que no Sul e Centro Oeste/Norte. Já no recorte salarial, a prisão do ex-presidente é mais justa para os mais pobres. São 65% os brasileiros com renda domiciliar de até 2 salários-mínimos que consideram justa a prisão, contra 54% com renda entre 2 e 5 salários e 47% com renda acima de 5 salários-mínimos”, detalhou William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.