
Três nomes a governador-tampão
Antes da eleição direta de 4 de outubro, inclusive de governador do RJ, haverá a eleição indireta na Alerj ao mesmo cargo. Que, hoje, se divide entre três nomes: o de Nicola Miccione (PL), que o blog noticiou (confira aqui) dia 7; o de André Ceciliano (PT), como o blog noticiou (confira aqui) no dia 10; e o de Douglas Ruas (PL).
Miccione com Castro
Secretário estadual da Casa Civil, advogado e de perfil técnico, Miccione é o candidato do governador Cláudio Castro (PL). Que, como Paes e Wladimir, terá que sair do cargo até 4 de abril. Mas, no caso dele, para concorrer a senador em outubro.
Ceciliano com Bacellar
Ex-presidente da Alerj e atual secretário de Relações Parlamentares do governo Lula, além do apoio deste, Ceciliano conta com outro aliado para tentar se tornar governador-tampão do RJ: outro ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União).
PL com Ruas
Além de Miccione com Castro e Ceciliano com Bacellar, há o deputado estadual licenciado e secretário estadual das Cidades, Douglas Ruas. Que seria o preferido do deputado federal Altineu Côrtes, presidente estadual do PL, e do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) à eleição direta como governador-tampão.
Segue o fio
Vice-governador, Thiago Pampolha renunciou em maio para ser conselheiro do Tribunal de Contas do RJ. Presidente eleito da Alerj, Rodrigo Bacellar foi afastado do cargo em dezembro, quando foi preso (confira aqui, aqui e aqui) e solto (confira aqui) com cautelares pelo STF. Presidente do Tribunal de Justiça do RJ, desembargador Ricardo Couto assumiria (confira aqui) com a renúncia de Castro.
Votos na Alerj por lobby com Xandão
Assim que assumir, Couto terá 30 dias para convocar a eleição indireta, na Alerj, para governador-tampão. Bacellar teria prometido a Ceciliano os votos de 15 deputados na eleição indireta. Em troca da ajuda “companheira” do PT nacional e de Lula junto ao algoz do político campista no STF: o ministro Alexandre de Moraes.
Publicado hoje na Folha da Manhã.
