Deputada federal Heloísa Helena e o ministro do STF Dias Toffoli (Montagem: Joseli Matias)
Antes mesmo dos novos fatos relacionados a Dias Toffoli (confira aqui) serem apresentados pela Polícia Federal (PF), a deputada federal Heloísa Helena (Rede-RJ) já havia encaminhado representação à Procuradoria Geral da República (PGR), no dia 29 de janeiro, pedindo a suspeição do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) na condução do inquérito que apura irregularidades praticadas pelo Banco Master. Agora, mais uma vez, ela (que falou sobre o caso Master em entrevista ao programa Folha no Ar de 6 de janeiro) defende a saída imediata do ministro da relatoria do caso no STF.
— Há mais de 15 dias pedimos que o relator do caso fosse substituído na mais alta Corte do país, para que não pairasse qualquer dúvida sobre a lisura do processo. Em janeiro, eu e as deputadas Fernanda Melchionna (Psol-RS) e Sâmia Bonfim (Psol-SP) protocolamos a representação na PGR pedindo a saída do ministro do caso — lembra a deputada federal Heloísa Helena.
O pedido das parlamentares foi o primeiro relacionado ao tema feito por parlamentares de esquerda. As deputadas Heloisa Helena (confira aqui) e Fernanda Melchionna também estão finalizando a coleta de assinaturas para a instalação de uma CPMI na Câmara dos Deputados para “desvendar os esgotos do Banco Master e para que o povo brasileiro possa, didaticamente, acompanhar e não permitir que tanta promiscuidade volte a acontecer no país”.
A Polícia Federal apresentou ao ministro Edson Fachin, presidente do STF, relatório que revela que o nome do ministro Dias Toffoli foi mencionado em mensagens e diálogos extraídos do celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O ministro assumiu, nesta quinta-feira (12), ser sócio da empresa Maridt, que vendeu participações por meio de fundos no resort Tayayá, no Paraná, para Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.
Deputado estadual e pré-candidato a deputado federal, Vitor Júnior (PDT) é o convidado para fechar a semana do Folha no Ar nesta sexta (13), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.
Campista de nascimento, ele falará da sua ligação com a cidade natal, sua vida pública construída em Niterói, sua atuação na Alerj e (confira aqui) sua pré-candidatura a deputado federal.
Vitor também tentará projetar a eleição indireta na Alerj (confira aqui e aqui) a governador-tampão do RJ, se Cláudio Castro (PL) sair do cargo até 4 de abril para se candidatar ao Senado, assim como a eleição direta ao cargo, pelo voto popular, na urna de 4 e outubro.
Por fim, o deputado tentará projetar também a eleição às duas cadeiras ao Senado pelo RJ e (confira aqui e aqui) a presidente da República.
Quem quiser participar do Folha no Ar desta sexta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebooke no YouTube.
Divulgada hoje (11), a 7 meses e 21 dias da urna de 4 de outubro, a nova pesquisa Quaest confirmou a liderança do presidente Lula (PT) em sete cenários de 1º turno, mas em empate técnico com o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um deles, por 37% a 33%. Acima da margem de erro, Lula liderou todos os sete cenários de 2º turno da pesquisa. Mas sua menor vantagem, hoje, também é contra Flávio: 43% a 38%.
Lula 3 tem 49% de desaprovação — Na primeira pesquisa presidencial Quaest sem os nomes do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (REP), e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), além da transferência de votos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o filho 01, Lula tem outros obstáculos à reeleição. Sua aprovação de governo caiu 2 pontos de janeiro a fevereiro: de 47% a 45%, com a desaprovação estabilizada em 49% dos brasileiros.
(Infográfico: Joseli Matias)
Lula não merece continuar para 57% — Outro problema à reeleição do atual presidente? À pergunta da Quaest “Lula merece continuar mais 4 anos como presidente?”, a maioria de 57% dos brasileiros respondeu em fevereiro que não — eram 56% em janeiro, 1 ponto a menos. Os que acham que Lula merece continuar presidente, hoje, são a minoria de 39%, 1 ponto a menos que os 40% de janeiro. Os que não souberam responder eram e se mantiveram em 4%.
(Infográfico: Joseli Matias)
Flávio sobe 12 pontos como acerto — A opinião do eleitor se Bolsonaro acertou ou errou ao escolher Flávio como seu candidato a presidente também vem melhorando sensivelmente ao acerto. Em dezembro, quando o ex-presidente anunciou o filho como candidato, 54% dos brasileiros achavam que foi um erro. Em fevereiro, 42% ainda acham isso — em apenas dois meses, 12 pontos a menos. E é um empate técnico com os atuais 44% que acham que Bolsonaro acertou com Flávio, 8 pontos a mais que os 36% de dezembro.
(Infográfico: Joseli Matias)
Mais medo de Lula ou Bolsonaros? — A pesquisa Quaest fez outra pergunta: “O que te dá mais medo hoje: Lula continuar ou a família Bolsonaro voltar?” Entre janeiro e fevereiro, os que tinham mais medo da volta dos Bolsonaros caíram 2 pontos: de 46% aos atuais 44% dos brasileiros. É outro empate técnico com os 41% que, hoje, têm mais medo de Lula continuar, 1 ponto a mais que os 40% de janeiro.
(Infográfico: Joseli Matias)
Dados da pesquisa — A pesquisa Quaest foi feita entre 5 a 9 de fevereiro, ouvindo 2.004 eleitores em entrevistas presenciais e domiciliares, com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos. Ela foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00249/2026.
William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE
Análise do especialista — “A Quaest de fevereiro testou sete cenários de 1º turno e sete cenários de 2º turno. Na comparação com a Quaest de janeiro de 2026, a diferença entre Lula e Flávio diminuiu dentro da margem de erro, mas na comparação com a Quaest de dezembro de 2025 a redução da diferença no 2º turno entre os dois caiu de 10 para 5 pontos. A este respeito, apesar da alta rejeição do bolsonarismo, destaca-se que Flávio tem menor conhecimento do eleitorado e, consequentemente, potencial de ampliação da intenção de voto”, apontou William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.
Arthur Soffiati, historiador, professor, escritor e crítico de cinema
“Sonhos de trem” — A trama das árvores
Por Arthur Soffiati
Estamos no interior dos Estados Unidos, mas não há caubóis. “Sonhos de trem” não é o melhor título para este filme, mas não importa tanto. O que vem ao caso é o tom intimista e sereno que domina o filme do princípio ao fim. Um homem gosta de uma mulher e a mulher gosta de um homem. Simples assim. É o quanto basta. Nada de paixão arrebatada. Ambos se casam e constroem sua casa. Têm uma filha.
Ele é lenhador. Fica longe de casa por longos períodos. Vai derrubar árvores para abrir caminho às ferroviais. Aparece em casa de vez em quando. É um bom marido e um bom pai. Sem estardalhaços. No seu trabalho, trava contato com homens rudes e chineses. Um negro aparece uma única vez para vingar o assassinato do irmão por um dos trabalhadores da ferrovia. Os demais tiros são destinados a animais caçados.
Entre os lenhadores, encontra-se um de meia idade que respeita as árvores. São seres antigos e sábios que merecem respeito. Mas este homem morre com um grande galho que cai sobre ele. Robert Grainier (Joel Edgerton), o artista principal, ouve as palavras do sábio morto por uma árvore. Ele é amigo de um índio, já aculturado. Mais uma vez, a floresta ataca. Agora, um grande incêndio mata sua mulher e sua filha. Robert é um estoico. Sofre mas supera as perdas.
Aposenta-se de seu trabalho e conhece uma cientista que cuidará das florestas em sua área. Ambos viúvos quando se encontram. Pelo esquema dos filmes estadunidenses, supõe-se que ambos ficarão juntos. Mas nada acontece. Robert quer apenas a experiência de voar de avião antes de morrer.
Clint Bentley e Greg Kwedar rediriam o roteiro com base em novela homônima. O primeiro é diretor. Além das falas dos personagens, existe um narrador universal que aparece de vez em quando. A fotografia do brasileiro Adolpho Veloso confere um tom intimista ao filme. Ele usa apenas iluminação natural.
A apologia discreta ao mundo natural evocou-me o romance “A trama das árvores”, de Richard Powers (2019). Mas a novela em que se baseia o filme data de 2011. “Sonhos de trem” concorre ao Oscar. Talvez seja esquecido, como tantos outros filmes, mas ele destoa do padrão estadunidense. Talvez sobreviva.
Publicado hoje na Folha da Manhã.
Confira o trailer do filme, disponível na Netflix:
Felipe Fernandes, cineasta publicitário e crítico de cinema
“Zootopia 2”: animação para adultos e crianças
Por Felipe Fernandes
Lançado em 2016, “Zootopia” é um filme policial. Divertido, colorido, estrelado por animais, mas ainda assim um policial em sua essência. A Disney acertou a mão ao investir na criação de todo um universo criativo no qual presas e predadores aprenderam a conviver em harmonia em uma metrópole.
O longa utiliza aspectos sociais devidamente adaptados para a relação entre as espécies e cativa com personagens muito interessantes, visual caprichado, boas piadas e uma metáfora social instigante sobre preconceito e aceitação. Tudo na medida certa, tendo como trama central uma investigação repleta de elementos e clichês do gênero policial, aqui trabalhados de forma orgânica.
Lançado quase 10 anos depois, “Zootopia 2” é uma continuação tardia que parte logo após os acontecimentos do primeiro filme. Seguindo a cartilha das continuações de policiais, o longa trabalha um conflito entre a dupla de protagonistas, que passam a ser desacreditados por toda a força policial em meio a uma trama de corrupção ligada à criação da metrópole dos animais.
Sem a necessidade de reapresentar esse universo, o filme já se inicia estabelecendo as consequências dos eventos do primeiro longa, com a agora famosa dupla de protagonistas precisando lidar com a exposição e a pressão da fama.
O filme repete a dinâmica clássica do gênero buddy cop: após alguns casos que não saem como esperado, os personagens precisam repensar sua relação profissional. O conflito de personalidades e de origens passa a ter papel central, afetando a confiança entre os dois enquanto parceiros.
Assim como no original, o filme abraça os clichês do gênero de forma eficiente. A história é bem redondinha, não chega a surpreender, mas também não decepciona. Os personagens coadjuvantes são divertidos e funcionais; até mesmo aqueles que surgem apenas como referência a outros filmes ou para introduzir uma piada conseguem se destacar e manter o ritmo da narrativa.
O design de produção de “Zootopia 2” é um show à parte. Ao dividir a cidade em diferentes tipos de habitats naturais, o longa transforma a metrópole em uma grande amálgama de climas e ambientes, permitindo o acesso e a interação de todas as espécies. O design é inventivo ao adaptar diferentes momentos do cotidiano a animais de variados estilos e tamanhos. Essa mistura de elementos é bem explorada, conferindo dinamismo visual ao projeto.
A metáfora social, mais uma vez, utiliza animais antropomorfizados para representar grupos sociais humanos. Predadores e presas simbolizam minorias, estigmas sociais e preconceitos estruturais. Neste filme, porém, essa metáfora se torna mais difusa.
O foco deixa de ser apenas quem sofre a discriminação e passa a abordar temas como desinformação, manipulação do medo e da história em benefício de uma elite construída sobre mentiras. Trata-se da ideia de uma igualdade estabelecida por quem controla a narrativa: uma cidade erguida por uma espécie historicamente excluída, mas cuja história foi distorcida.
Apesar de ser uma continuação tardia, “Zootopia 2” mantém as principais características do original: uma história bem estruturada, bons personagens, humor que funciona tanto para adultos quanto para crianças e uma animação de alto nível. Um acerto da Disney Studios que, a julgar por sua bilheteria e indicação ao Oscar, consolida mais uma franquia em seu já interminável catálogo.
Pesquisa Real Time Big Data de fevereiro trouxe três cenários estimulados (com a apresentação dos nomes dos presidenciáveis) ao 1º turno de 4 de outubro, daqui a exatos 7 meses e 22 dias. Fora da margem de erro, o presidente Lula (PT) liderou em todos, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (REP) destacado dos demais nomes.
Tarcísio de fora — Listado em todas as pesquisas presidenciais de 2025 e deste início do ano eleitoral de 2026 (confira aqui, aqui e aqui, aqui e aqui) entre os nomes de oposição mais competitivos contra Lula, o nome do governador Tarcísio de Freitas (REP) não foi apresentado na Big Data. Que ouviu 2.000 eleitores de 6 a 7 de fevereiro, com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos.
Flávio entre 8 a 9 pontos atrás de Lula — Nos três cenários estimulados ao 1º turno, a vantagem de Lula sobre Flávio foi de 39% de intenção a 30% (9 pontos) no cenário 1, de 40% a 32% (8 pontos) no cenário 2, e dos mesmos 40% a 32% (8 pontos) no cenário 3. Entre os demais e sem Tarcísio, só o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD) chegou a dois dígitos no cenário 1, com 10%.
Intenção de voto consolidada — Na consulta espontânea, em que o eleitor diz da própria cabeça em quem votará, em intenção consolidada, Lula também liderou, com 28%. E foi novamente seguido por Flávio, com 14%. Porém, os 6% ainda dados a Bolsonaro, em 3º lugar mesmo preso por tentativa de golpe de Estado e inelegível até 2060, tendem a se somar ao filho 01.
(Infográfico: Joseli Matias)
Resto da lista da espontânea — Fora das consultas estimuladas, Tarcísio apareceu em 4º lugar na espontânea, com 2%. Foi um empate técnico com Jair e exato com Ratinho Jr., que teve os mesmos 2%. O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), que deve ser candidato a governador do Ceará, e o governador de Minas, Romeu Zema (Novo), tiveram 1%, cada um, na espontânea.
Sem 2º turno, rejeição e conhecimento — A Big Data não fez simulações de 2º turno, mas mediu o índice mais importante à sua definição: a rejeição. Na qual Flávio lidera com 49% de brasileiros que o conhecem e não votariam. Ele ficou em empate técnico com Lula, com 48% que o conhecem e não votariam.
Flávio tem mais espaço que Lula — Flávio, no entanto, tem mais espaço matemático do que Lula a ser explorado em um eventual 2º turno contra o petista. São 13% os brasileiros que disseram não conhecer hoje o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) o suficiente para opinar. Já os que não conhecem Lula, em seu 3º mandato como presidente, são apenas 2%.
(Infográfico: Joseli Matias)
Rejeição e espaço de Caiado e Ratinho Jr. — Na rejeição, abaixo de Flávio e Lula, vieram o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 38% que o conhecem e não votariam (mas pouco conhecido por 25%); e Ratinho Jr, com 35% que o conhecem e não votariam (mas pouco conhecido por 22%). São espaços a serem explorados maiores que o de Flávio e bem maiores que o de Lula.
Rejeição e espaço de Zema e Leite — Em empate técnico com Caiado e Ratinho, a lista da rejeição seguiu com Zema, com 34% que o conhecem e não votariam, mas é pouco conhecido por 36%. Entre os governadores de oposição, a menor rejeição é do gaúcho Eduardo Leite (PSD): 29% o conhecem e não votariam, mas ele é pouco conhecido para 37%.
Novo Pablo Marçal? — Presidenciável do partido A Missão, criado pelo Movimento Brasil Livre (MBL), que ganhou protagonismo ao liderar as manifestações de rua que levaram ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2026, Renan Santos tenta ser em 2026 o que Pablo Marçal (PRTB), hoje inelegível, foi na eleição a prefeito de São Paulo em 2024.
Rejeição e espaço de Renan — Com campanha agressiva nas redes sociais e visando o eleitor jovem de direita, Renan teve só 1º de intenção de voto nos três cenários estimulados ao 1º turno. E, ainda assim, já tem 20% dos brasileiros que o conhecem e não votariam. No entanto, são 58% os brasileiros que, hoje, dizem não conhecê-lo o suficiente para opinar.
Brasil não está no caminho certo para 60% — A pesquisa Big Data de fevereiro também não fez avaliação do Governo Federal. Mas à afirmação “o Brasil está no caminho certo”, a maioria expressiva de 60% dos brasileiros discordou. Os que concordaram foram 38% (22 pontos a menos), com 2% que não souberam responder.
(Infográfico: Joseli Matias)
Se reeleito, Lula não fará governo melhor para 53% — Em outra pergunta qualitativa da sua pesquisa presidencial, o Big Data disse: “Lula pegou um governo com muitos problemas de Bolsonaro e está arrumando a casa. Se reeleito, fará um governo melhor”. E a maioria de 53% dos brasileiros discordou, contra os 44% (9 pontos a menos) que concordaram e 3% que não responderam.
(Infográfico: Joseli Matias)
William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE
Análise do especialista — “A Real Time Big Data estimulou três cenários de 1º turno com 2 mil entrevistados. Nos três cenários projetados, Lula lidera sendo seguido além da margem de erro por Flávio Bolsonaro”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.
“Outros nomes testados pela Big Data foram Ratinho Jr., Romeu Zema, Aldo Rebelo, Renan Santos, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado. No contexto da metodologia do instituto, chama atenção a possibilidade de crescimento da intenção de voto dos adversários de Lula”, completou William.
Nova Quaest e presidente nesta quarta — Nesta quarta (11), está prevista a divulgação de outra pesquisa nacional a presidente, do instituto Quaest. Que, junto com a MDA, a Datafolha e a Paraná Pesquisas, foram os quatro institutos que mais acertaram (confira aqui) o resultado final da eleição presidencial de 2022. A Quaest de fevereiro de 2026 ouviu 2.004 eleitores entre os últimos dias 4 e 9.
Professor de estatística no mestrado e doutorado em planejamento regional e gestão de cidade da Universidade Cândido Mendes e geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE, respectivamente, Eduardo Shimoda e William Passos são os convidados do Folha no Ar desta quarta (11), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.
Eles falarão da importância das pesquisas nos processos eleitorais do Brasil e do Mundo. Como base nas pesquisas mais recentes (confira aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), Shimoda e William tentarão projetar a eleição a presidente da República. Como também analisarão a eleição a governador, senadores, deputado federal e estadual no RJ, em Campos e na região.
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Secretário executivo do Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento do Norte e Noroeste Fluminense (Cidennf), Vinícius Vieira é o convidado do Folha no Ar desta terça (10), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.
Ele falará sobre o papel do Cidennf na licitação de concessão do serviço de água e esgoto nos municípios (confira aqui e aqui) de Conceição de Macabu, Quissamã, Italva, Cardoso Moreira e Bom Jesus do Itabapoana.
Vinícus também analisará a participação do Cidennf no PL 1.440/2019 (do semiárido ao Norte e Noroeste Fluminense). Que facilitaria linhas de crédito (confira aqui) aos produtores rurais dos 22 municípios das duas regiões. E foi aprovado (confira aqui) por unanimidade no Congresso Nacional, mas acabou vetado (confira aqui) pelo Governo Lula para atender às disputas internas de poder (entenda aqui e aqui) no PT da Bahia.
Por fim, ele falara dos demais projetos do Cidennf e tentará projetar, sob a perspectiva da região, o ano eleitoral até à urna do próximo dia 4 de outubro, daqui a pouco mais de 7 meses, quando o Brasil elegerá presidente da República (confira aqui, aqui e aqui), governadores, deputados federais e estaduais.
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A Nação Basquete de Rua (NBR) completa 20 anos de atividade em Campos dos Goytacazes, ampliando ações pela região (Foto: João Marcos)
A Nação Basquete de Rua (NBR), organização social sediada em Campos dos Goytacazes, completa 20 anos de atuação nas áreas de esporte, cultura e educação neste ano. Fundada em 2006 por jovens das periferias do município, a instituição construiu ao longo de sua trajetória uma atuação baseada em planejamento, continuidade e fortalecimento de vínculos sociais.
Inicialmente voltada ao basquete de rua, a NBR ampliou sua atuação e hoje desenvolve projetos estruturados que utilizam o esporte e a cultura como ferramentas de formação, bem-estar e protagonismo social. Entre as iniciativas em execução estão os projetos Viva+Esporte e Viva+Cultura, que alcançam diferentes territórios do Estado do Rio de Janeiro, contando com equipes técnicas, professores e coordenações locais.
Ao longo dessas duas décadas, a organização se consolidou para além de iniciativas pontuais, mantendo uma estrutura institucional organizada, metodologia própria e atuação permanente nos territórios onde está inserida. A proposta da NBR é promover acesso a práticas formativas que dialoguem com a realidade dos participantes, fortalecendo autoestima, convivência e perspectivas de futuro.
Para Anderson Caldeira, professor de funcional do Viva+Esporte e também atuante no Viva+Cultura em Campo Grande, o impacto dos projetos vai além da prática física:
— A interação e a troca com os alunos são fundamentais. Hoje os índices de depressão e ansiedade estão muito altos, então conseguir trazer essas pessoas para perto é muito importante. A gente consegue transformar não só corpos, mas mentes, atitudes e a autoestima.
O mês de janeiro teve início com a realização de um seminário estadual de planejamento, na cidade do Rio de Janeiro, com a participação de professores, coordenadores e ex-alunos dos projetos. Em parceria com o Sescoop (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Sistema S), foram definidas metas estratégicas, como o lançamento de um programa estadual de incentivo ao esporte e à cultura, previsto para março.
Entre os projetos está a retomada da equipe de basquete sub-22 em Campos dos Goytacazes, atualmente em fase final de articulação.
Além dos empates técnicos com Flávio, Tarcísio e Michelle, Lula tem outros obstáculos à reeleição. Ele lidera a rejeição: 44% dos brasileiros, hoje, não votariam nele de jeito nenhum. E, em maiorias numéricas, 51% acham que ele não merece continuar presidente, praticamente os mesmos 51,4% que desaprovam seu governo.
Desaprovação alta não cai
Empecilho à sua reeleição, a desaprovação do Lula 3 não apresentou queda no último mês. Na série das pesquisas Ideia, o atual Governo Federal oscilou 1,4 ponto para cima na desaprovação: de 50,0% dos brasileiros em janeiro aos 51,4% de fevereiro. E a aprovação oscilou 0,4 ponto para baixo no mesmo período: de 47% aos atuais 46,6%.
(Infográfico: Joseli Matias)
Merece continuar presidente?
Perguntados se Lula merece continuar presidente, os eleitores também não mostraram tendência favorável à reeleição. Os que acham que não merece oscilaram 1 ponto para cima, entre os 50% de janeiro e os 51% de fevereiro. E os que acham que merece continuar permaneceram praticamente os mesmos: de 46,9% aos atuais 47%.
(Infográfico: Joseli Matias)
A importância da rejeição
Oscilações são variações para cima ou para baixo dentro da margem de erro de cada pesquisa. Não chegam a ser movimentos consolidados. Acima da margem de erro, são. Como a rejeição, por limitar o teto de crescimento dos dois candidatos que vão à disputa do 2º turno, é fundamental à definição deste.
Lula lidera e cresce rejeição
A rejeição de Lula cresceu, de fato, 3,2 pontos na série de pesquisas Ideia: dos 40,8% que disseram em janeiro que não votariam nele de maneira nenhuma aos 44% de fevereiro. Ficou a 7 pontos da impossibilidade matemática de reeleição. Mas alguns de seus potenciais adversários também cresceram em rejeição no mesmo período.
(Infográfico: Joseli Matias)
Flávio e Michelle crescem rejeição
Entre janeiro e fevereiro na série de pesquisas Ideia, se cresceu em intenções de voto ao 2º turno, Flávio também cresceu 4 pontos na rejeição: dos 30% de janeiro aos 34% de fevereiro. Como Michelle cresceu 3,3 pontos na rejeição neste último mês: de 26,1% aos atuais 29,4%.
Rejeição é trunfo de Tarcísio
Entre os quatro presidenciáveis hoje mais competitivos, só Tarcísio oscilou para baixo na rejeição na série de pesquisas Ideia. No último mês, ele perdeu 1,2 ponto no índice negativo: dos 16,2% de janeiro aos 15% de rejeição em fevereiro. O que o torna muito competitivo em um eventual 2º turno. Sobretudo se contra um Lula líder em rejeição.
Disputa de rejeições em 2026?
“A pesquisa teve duas formas de captar rejeição. Com os eleitores escolhendo, por conta própria, os que mais rejeitam, e estimulando essa resposta nome a nome. Ambas apontam que uma disputa entre Lula e Flávio tende a repetir a batalha de rejeições de 2022”, projetou o economista Mauricio Moura, CEO do instituto Ideia.
Além de Flávio e Tarcísio, Michelle também ficou no empate técnico com Lula nas nove simulações de 2º turno. No qual o presidente teria 45,8% contra 41,1% do senador, diferença de 4,7 pontos. Teria 44,7% a 42,2% contra Tarcísio, diferença de 2,5 pontos — a menor. E teria 45% a 40,7% contra Michelle, diferença de 4,3 pontos.
Flávio cresce ao 2º turno
Apesar da diferença menor de Tarcísio para Lula no eventual 2º turno, foi Flávio quem mais cresceu no último mês. Foram 5,1 pontos entre os 36% que tinha em janeiro aos 41,1% de fevereiro no 2º turno contra Lula. Que, contra Flávio, oscilou para 0,4 ponto baixo no mesmo período: de 46,2% aos atuais 45,8%.
Lula e Tarcísio patinam ao 2º turno
Na série histórica das pesquisas Ideia, Lula e Tarcísio passaram o último mês patinando num eventual 2º turno entre ambos. O presidente oscilou 0,3 ponto para cima: de 44,4% de janeiro aos 44,7% de fevereiro. Por sua vez, o governador paulista oscilou mísero 0,1 ponto para cima no mesmo período: de 42,1% aos atuais 42,2%.
Lula x Michelle ao 2º turno
Já na simulação de 2º turno entre Lula e Michelle, o primeiro oscilou 1 ponto para baixo entre janeiro e fevereiro: de 46% a 45% de intenção. Enquanto a ex-primeira-dama oscilou 1,7 ponto para cima no mesmo período: de 39% aos atuais 40,7%.
Lula entra em fevereiro do ano eleitoral entre empates técnicos com Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas nas simulações de 1º turno
Lula lidera nova pesquisa
Desde que assumiu seu 3º mandato como presidente, em 1º de janeiro de 2023, Lula (PT) lidera todas as pesquisas à reeleição nas urnas de outubro de 2026. Não foi diferente na 1ª pesquisa de fevereiro deste ano eleitoral, do instituto Ideia, que (confira aqui) ouviu 1.500 eleitores entre 30 de janeiro e 4 de fevereiro. Mas há poréns a um Lula 4.
Tamanho da vantagem depende
Hoje, a exatos 7 meses e 27 dias à urna de 4 de outubro, qual é o tamanho da liderança de Lula, hoje, nas intenções de voto? Na pesquisa Ideia, com margem de erro de 2,5 pontos para mais ou menos, e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08425/2026, depende dos adversários.
Empates técnicos no 1º turno
Nos nove cenários de consulta estimulada (com apresentação dos nomes dos presidenciáveis) ao 1º turno, Lula liderou todos numericamente. Mas teve dois empates técnicos: em um dos três cenários testados com o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o único com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (REP).
Empates técnicos no 2º turno
Já nas nove simulações de 2º turno da Ideia feitas com Lula, a despeito da sua liderança numérica em todas, houve três empates técnicos. Além de Flávio e Tarcísio, a vantagem de Lula também não ultrapassou a margem de erro em um eventual 2º turno contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
Lula x Flávio no 1º turno
Em três cenários de 1º turno com Flávio, Lula liderou em todos. Mas ficou no empate técnico em um: com 38,7% de intenção, 3,4 pontos acima dos 35,3% do filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Eles foram seguidos à distância pelos governadores mineiro, Romeu Zema (Novo), com 5,1%; e gaúcho, Eduardo Leite (PSD), com 3,4%.
(Infográfico: Joseli Matias)
Lula x Tarcísio no 1º turno
No único cenário de 1º turno com Tarcísio como candidato de oposição, Lula teve outro empate técnico no limite da margem de erro. Com 40% de intenção, ele foi seguido do governador paulista, com 35%, 5 pontos atrás. À distância, os acompanharam Zema, com 6,5%, e o pré-candidato a presidente do MBL, Renan Santos (Missão), com 1%.