Hoje favorito à reeleição, onde Lula pode perder em 2026?

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Onde Lula pode perder a reeleição? (I)

Além da reprovação de governo numericamente majoritária de 49%, que a oposição não soube até agora transformar em intenção de voto, a vantagem atual de Lula à reeleição tem outros flancos matematicamente abertos (confira aqui) na pesquisa Quaest. Com apenas 2% dos brasileiros que não o conhecem, o presidente em 3º mandato tem muito pouco espaço para crescer.

 

Onde Lula pode perder a reeleição? (II)

Por sua vez, Tarcísio ainda é desconhecido por 33% dos eleitores. Espaço para crescer numa campanha que é ainda maior ao governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), desconhecido por 37%. Como ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), desconhecido por 52%; e ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), desconhecido por 54% dos brasileiros.

 

Onde Lula pode perder a reeleição? (III)

Outro obstáculo à reeleição de Lula em 2026, sobretudo em um eventual 2º turno, é sua rejeição: 51% dos brasileiros o conhecem e não votariam nele. Ele só fica atrás das rejeições de Ciro (60%), de Michelle (61%), de Bolsonaro (63%) e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL/SP), campeão de rejeição a presidente, com 68%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Onde Lula pode perder a reeleição? (IV)

No entanto, as rejeições de Tarcísio (41%), Ratinho Jr. (40%), Zema (34%) e Caiado (32%) são menores que a de 51% de Lula. O que, a depender da taxa de conversão de conhecimento em intenção de voto, pode ser o caminho à oposição em um eventual 2º turno do petista contra um desses quatro governadores e presidenciáveis de direita.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

Trump e isenção do IR são cabos eleitorais de Lula a 2026

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Trump cabo eleitoral de Lula?

Concluída na véspera da conversa (confira aqui) por videoconferência na segunda (6) entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, a pesquisa Quaest de outubro não pegou seus efeitos. Mas a aproximação entre os dois presidentes parece ser uma das causas da ascensão do mandatário brasileiro nas pesquisas.

 

57% sabem de elogio de Trump a Lula

A maioria de 57% dos brasileiros soube do elogio de Trump a Lula (confira aqui) na Assembleia Geral da ONU, em 22 de setembro. Os que não sabem são 43%. Já os que acham que Lula saiu mais forte do encontro com Trump na ONU são 49%. Outros 27% acham que o petista saiu mais fraco, com 10% que acham que não saiu forte ou fraco, e 14% que não souberam responder.

 

Trump e Lula “vão se dar bem” a 51%

Outra maioria de 51% dos brasileiros acha que Lula e Trump “vão se dar bem” em uma possível reunião presencial entre ambos. Outros 36% acham que não, com 13% que não souberam responder.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Números do discurso de Lula na ONU

A maioria de 56% dos brasileiros não soube do discurso de Lula na ONU, antes de Trump fazer o seu e anunciar a boa “química” entre os dois. Outros 44% souberam. Pelo que ouviram falar, no entanto, a maioria de 52% acha que o discurso de Lula na ONU foi bom. Outros 34% acham que foi ruim, com 6% que não foi bom ou ruim e 8% que não souberam responder.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Isenção de IR tem 79% a favor

Sobre a reforma do Imposto de Renda (IR), promessa de campanha de Lula em 2022, a maioria expressiva de 67% soube (33% não souberam) da proposta do governo aprovada no dia 1º pela Câmara dos Deputados. Mais expressivos ainda são os 79% favoráveis à isenção de IR a quem ganha até R$ 5 mil. Apenas 17% são contra, com 4% que não souberam responder.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

A 1 ano da urna, Lula vence todos os cenários de 1º e 2º turno

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Lula melhora aprovação e lidera a 2026

A pouco mais de 11 meses de 4 de outubro de 2026, o governo Lula (PT) vive sua melhor aprovação (confira aqui) desde dezembro de 2024. Hoje, Lula venceria (confira aqui) oito cenários de 1º turno e nove de 2º turno, com boa vantagem sobre todos os possíveis adversários. Foi o que revelou a pesquisa nacional Quaest divulgada em duas partes na quarta (8) e quinta (9).

 

Líder em todos os cenários a 2026

Na parte eleitoral da pesquisa, Lula liderou entre 35% e 43% de intenção de voto os oito cenários de 1º turno. Com vantagem variando de 9 a 20 pontos sobre os possíveis adversários. O petista também liderou, entre 41% e 47% de intenção, os nove cenários de 2º turno da Quaest. Com vantagem variando entre 9 e 23 pontos sobre cada um dos possíveis adversários.

 

Contra Bolsonaro, menor vantagem ao 1º turno

Curiosamente, o adversário menos distante de Lula no 1º turno foi o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado por tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF) e que já tinha duas condenações de inelegibilidade até 2030 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Hoje, o atual presidente bateria o ex no 1º turno por 35% a 26%, 9 pontos de diferença.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Contra Ciro, menor vantagem ao 2º turno

Em outra curiosidade que evidencia a vantagem de Lula, seu oponente menos distante no 2º turno, hoje, seria seu ex-ministro da Integração Regional entre 2003 e 2006, Ciro Gomes (PDT). A quem o petista bateria no 2º turno por 41% a 32%, 9 pontos de diferença. Só que Ciro não é pré-candidato a presidente em 2026. E nem é considerado um político de direita.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Michelle a 15 pontos de Lula no 1º turno

Entre os presidenciáveis de direita e elegíveis, a menor vantagem de Lula nas simulações de 1º turno da Quaest foi contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). A quem o petista hoje bateria por 36% a 21%, 15 pontos de vantagem.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Tarcísio a 12 pontos de Lula no 2º turno

Já nas simulações de 2º turno, o governador paulista Tarcísio de Freitas (REP) se mostrou o mais competitivo entre os nomes elegíveis da direita. Ainda assim, Lula hoje o bateria no turno final por 45% a 33%, ou 12 pontos de vantagem. Em setembro, essa vantagem na simulação de 2º turno era de 8 pontos: Lula 43% a 35% Tarcísio. Cresceu 4 pontos em apenas um mês.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

Lula cresce nos mais ricos e vive melhor aprovação desde 2024

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Lula melhora aprovação e lidera a 2026

A pouco mais de 11 meses de 4 de outubro de 2026, o governo Lula (PT) vive sua melhor aprovação (confira aqui) desde dezembro de 2024. Hoje, Lula venceria (confira aqui) oito cenários de 1º turno e nove de 2º turno, com boa vantagem sobre todos os possíveis adversários. Foi o que revelou a pesquisa nacional Quaest divulgada em duas partes na quarta (8) e quinta (9).

 

Desaprovação cai, mas ainda é maior

Apesar de viver sua melhor aprovação em 2025, o Lula 3 ainda é desaprovado por 49% dos brasileiros. Em queda (eram 51% em setembro), a desaprovação é superior numericamente aos 48% em crescimento (eram 46% em setembro) que aprovam. A pesquisa foi feita entre 2 a 5 de outubro, com 2.004 eleitores e margem de erro de 2 pontos para mais ou menos.

 

Lula cresce entre os mais ricos

Na série Quaest, a surpresa está na faixa socioeconômica em que se deu essa melhora. De setembro a outubro, foi entre os mais ricos, com renda familiar mensal acima de 5 salários-mínimos (SM), que a desaprovação ao Lula 3 mais caiu: de 60% aos atuais 52%. E foi onde mais ganhou aprovação: de 37% a 45%. Em um mês, foram duas alterações favoráveis de 8 pontos.

 

Na classe média baixa e baixa

A aprovação ao Lula 3 variou muito pouco entre os brasileiros de renda familiar mensal até 2 SM. Neste eleitor tradicionalmente mais lulista, a aprovação patinou em 54% e a desaprovação cresceu 2 pontos, de 41% a 43%. Também variou pouco entre os de renda de 2 a 5 SM: a aprovação se manteve em 46% e a desaprovação oscilou 1 ponto para baixo, de 52% a 51%.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Flávio Bolsonaro segue líder no RJ à reeleição ao Senado

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Na 2ª colocação em todas as pesquisas em que tem seu nome testado a governador, o senador Flávio Bolsonaro (PL) é o favorito também em todas (confira aqui e aqui) à 1ª cadeira das duas que o RJ elegerá em 2026 ao Senado. Na Real Time Big Data não foi diferente. O filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) liderou nos quatro cenários da pesquisa, entre 29% e 32% de intenção de voto.

Cenário 1 – o No cenário 1 ao Senado, atrás de Flávio, com 29%, vieram o governador Cláudio Castro (PL), com 23%; os deputados federais Benedita da Silva (PT), com 15%; e Marcelo Crivella (REP), com 12%; o ex-deputado federal Alessandro Molon (PSB), com 7%; e outro deputado federal, Otoni de Paula (MDB), com 2%.

Cenários 2 e 3 – No cenário 2 ao Senado, atrás de Flávio, com 32%, vieram Benedita, com 16%; o senador Carlos Portinho (PL), com 13%; o ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis (MDB), com 11%; Molon, com 8%; e o deputado federal Tarcísio Motta (Psol), com 5%. No cenário 3, atrás de Flávio, com 29%, vieram Castro, com 21%; o ministro do turismo Marcelo Freixo (PT), com 14%; a ministra da Igualdade Racial Anielle Franco (PT), com 10%; o ex-governador Anthony Garotinho (REP), com 9%; e Otoni, com 1%.

Cenário 4 – Por fim, no cenário 4 ao Senado da pesquisa Big Data, atrás de Flávio, com 32%, vieram o pastor Silas Malafaia (sem partido), com 14%; o deputado federal Pedro Paulo (PSD), com 12%; Reis, com 11%; o puxador de samba Neguinho da Beija-Flor (PT), com 9%; e o ex-prefeito de Maricá Fabiano Horta (PT), com 6%.

 

(Página 5 da edição de hoje da Folha da Manhã)

 

Paes lidera ao RJ, com Flávio, Garotinho, Bacellar e Reis no retrovisor

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Em quatro cenários de consulta estimulada da pesquisa Real Time Big Data divulgada na quinta (9) a governador do RJ, não há novidade na liderança folgada (confira aqui, aqui e aqui) do prefeito carioca Eduardo Paes (PSD) contra todos os possíveis adversários. Variando de 61% a 51% das intenções de voto nos quatro cenários, ele poderia se eleger em todos já no 1º turno, se o pleito de 4 de outubro de 2026, daqui a pouco menos de 1 ano, fosse hoje.

Força de Flávio a governador – Também não há novidade no fato que o senador Flávio Bolsonaro (PL), também favorito à reeleição ao cargo em todas as pesquisas, é hoje o candidato a governador mais competitivo contra Paes. De quem, ainda assim, ficaria 19 pontos atrás no 1º turno ao Palácio Guanabara, com 32% a 51% do prefeito carioca.

Sem Flávio, Garotinho em 2º a governador – A novidade foi a inclusão do nome do ex-governador Anthony Garotinho (REP) no cenário 4 da pesquisa Big Data. Sem Flávio, Garotinho aparece hoje como o 2º colocado mais consistente em intenções de voto contra Paes. De quem perderia por 37 pontos, no 1º turno a governador: 16% a 53% do prefeito carioca.

Rodrigo Bacellar – Com margem de erro de 3 pontos para mais ou menos, Garotinho ficou em empate técnico na 2ª colocação do cenário 4 com o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União). Que teve 13% de intenção a governador, 3 pontos abaixo do ex e seu conterrâneo de Campos. A pesquisa Real Time Big Data foi feita com 1.500 eleitores fluminenses, entre terça (8) e quarta (9).

Bacellar e Washington Reis – Sem Flávio e Garotinho, Bacellar assumiu a 2ª posição nos cenários 1 e 3 da pesquisa Big Data. No cenário 1, ele repetiu os 13% de intenção a governador, 48 pontos atrás dos 61% de Paes. No cenário 3, o presidente da Alerj teve 12% de intenção e ficou em empate exato com o ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis (MDB). Ambos, 43 pontos atrás dos 55% de Paes.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Garotinho puxa a fila da rejeição – Considerado fundamental em um eventual 2º turno, a rejeição tem Garotinho como líder entre os nomes a governador testados pela Big Data: 55% dos fluminenses não votariam nele. Ele foi seguido no índice negativo por Flávio, com 50%; pela vereadora carioca Monica Benicio (Psol), com 40%; por Bacellar, com 37%; por Paes, com 35%; por Reis, com 30%; e pelo médico bolsonarista Ítalo Marsili (Novo), com 19% de rejeição.

 

(Página 5 da edição de hoje da Folha da Manhã)

 

Hoje favorito a 2026, onde Lula pode perder a reeleição?

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Além da reprovação de governo numericamente majoritária de 49% dos brasileiros, que a oposição não soube até agora transformar em intenção de voto, a vantagem atual de Lula à reeleição tem outros flancos matematicamente abertos na pesquisa Quaest divulgada ontem (confira aqui) e hoje (confira aqui). Com apenas 2% dos brasileiros que não o conhecem, o presidente em 3º mandato tem muito pouco espaço para crescer.

Por sua vez, Tarcísio ainda é desconhecido por 33% dos eleitores. Espaço para crescer numa campanha que é ainda maior ao governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), desconhecido por 37%. Como ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), desconhecido por 52%; e ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), desconhecido por 54% dos brasileiros.

Outro obstáculo à reeleição de Lula em 2026, sobretudo em um eventual 2º turno, é sua rejeição: 51% dos brasileiros o conhecem e não votariam nele. Ele só fica atrás das rejeições de Ciro (60%), de Michelle (61%), de Bolsonaro (63%) e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL/SP), campeão de rejeição a presidente, com 68%.

No entanto, as rejeições de Tarcísio (41%), Ratinho Jr. (40%), Zema (34%) e Caiado (32%) são menores que a de 51% de Lula. O que, a depender da taxa de conversão de conhecimento em intenção de voto, pode ser o caminho à oposição em um eventual 2º turno do petista contra um desses quatro governadores e presidenciáveis de direita.

 

Hoje, Lula venceria 8 cenários de 1º turno e 9 de 2º turno a 2026

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Após ter revelado ontem (8) a parte da sua pesquisa em que Lula (PT) melhorou (confira aqui) na aprovação de governo, embora a desaprovação continue numericamente maior (49% a 48%), a Quaest divulgou hoje (9) a parte eleitoral do levantamento.  Nele, o presidente hoje lidera com boa vantagem a corrida a 4 de outubro 2026, daqui a pouco menos de 1 ano, nos oito cenários de 1º turno e nos nove cenários de 2º turno em todas as consultas estimuladas.

Nos oito cenários de 1º turno da Quaest, Lula tem entre 35% e 43% de intenção de voto, com vantagem que varia de 9 a 20 pontos sobre os possíveis adversários. Já nos nove cenários de 2º turno, o petista lidera entre 41% e 47% de intenção, com vantagem que varia entre 9 e 23 pontos sobre cada um dos possíveis adversários. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores de 2 a 5 de outubro, com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos.

Curiosamente, o adversário menos distante de Lula nas simulações de 1º turno da Quaest é o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado (confira aqui) no Supremo Tribunal Federal (STF) e que já tinha duas outras condenações de inelegibilidade até 2030 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Hoje, o atual presidente bateria o ex no 1º turno por 35% a 26%, 9 pontos de diferença.

Em outra curiosidade que evidencia a vantagem de Lula na corrida pela reeleição, seu oponente menos distante no 2º turno da pesquisa Quaest, hoje, seria seu ex-ministro da Integração Regional entre 2003 e 2006, Ciro Gomes (PDT). A quem o petista bateria no 2º turno por 41% a 32%, 9 pontos de diferença. Só que Ciro não é pré-candidato a presidente em 2026. E nem é considerado um político de direita.

Entre os presidenciáveis de direita e elegíveis, a menor vantagem de Lula nas simulações de 1º turno da Quaest foi contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). A quem o petista hoje bateria por 36% a 21%, ou 15 pontos de vantagem.

Já nas simulações de 2º turno, o governador paulista Tarcísio de Freitas (REP) se mostrou o mais competitivo entre os nomes elegíveis da direita. Ainda assim, Lula hoje o bateria no turno final por 45% a 33%, ou 12 pontos de vantagem.

 

Eleições 2026 e esquerda x direita no Folha no Ar desta sexta

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Ex-candidatos a prefeito de Campos em 2024, respectivamente, pelo Novo e o PT, o odontólogo Alexandre Buchaul e o professor e ex-reitor do IFF Jefferson de Azevedo são os convidados para encerrar a semana do Folha no Ar nesta sexta (10), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.

Os dois analisarão as pré-candidaturas de Campos, Norte e Noroeste Fluminense a deputado federal e estadual (confira aqui) em 4 de outubro de 2026, daqui a pouco menos de 1 ano. No mesmo pleito, com base nas pesquisas mais recentes, também falarão das disputas majoritárias a governador e senador no RJ.

Por fim, também com base nas pesquisas, Jefferson e Buchaul tentarão projetar as eleições a presidente da República. E analisarão como essa disputa se insere na polarização política entre esquerda e direita que divide o Brasil, até em seus núcleos familiares, há mais de 10 anos.

Quem quiser participar do Folha no Ar desta sexta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

Paes segue líder isolado a governador, com Flávio e Garotinho atrás

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Em quatro cenários de consulta estimulada da pesquisa Real Time Big Data divulgada hoje (9) a governador do RJ, não há novidade na liderança folgada do prefeito carioca Eduardo Paes (PSD) contra todos os possíveis adversários. Variando de 61% a 51% das intenções de voto nos quatro cenários, ele poderia se eleger já no 1º turno, se o pleito de 4 de outubro de 2026, daqui a pouco menos de 1 ano, fosse hoje.

Também não há novidade no fato que o senador Flávio Bolsonaro (PL), também favorito à reeleição ao cargo em todas as pesquisas, é hoje o candidato a governador mais competitivo contra Paes. De quem, ainda assim, ficaria 19 pontos atrás no 1º turno ao Palácio Guanabara, com 32% a 51% do prefeito carioca.

A novidade foi a inclusão do nome do ex-governador Anthony Garotinho (REP) no cenário 4 da pesquisa Big Data. Sem Flávio, Garotinho aparece hoje o 2º colocado mais consistente em intenções de voto contra Paes. De quem perderia por 37 pontos, no 1º turno a governador: 16% a 53% do prefeito carioca.

Com margem de erro de 3 pontos para mais ou menos, Garotinho ficou em empate técnico na 2ª colocação do cenário 4 com o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União). Que teve 13% de intenção a governador, 3 pontos abaixo do ex e seu conterrâneo de Campos. A pesquisa Real Time Big Data foi feita com 1.500 eleitores fluminenses, entre terça (8) e quarta (9).

Sem Flávio e Garotinho, Bacellar assumiu a 2ª posição nos cenários 1 e 3 da pesquisa Big Data. No cenário 1, ele repetiu os 13% de intenção a governador, 48 pontos atrás dos 61% de Paes. No cenário 3, o presidente da Alerj teve 12% de intenção e ficou em empate exato com o ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis (MDB). Ambos, 43 pontos atrás dos 55% de Paes.

 

Lula 3 vive melhor aprovação desde 2024 e cresce nos mais ricos

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A menos de um ano da urna de 4 de outubro de 2026, o governo Lula vive sua melhor aprovação desde dezembro de 2024. A desaprovação ainda lidera numericamente, mas caiu 2 pontos de setembro a este outubro de 2025: de 51% aos atuais 49%. Enquanto a aprovação cresceu os mesmos 2 pontos no mesmo período: de 46% aos atuais 48%.

Foi o que revelou a pesquisa Quaest divulgada hoje (8), feita de 2 a 5 de outubro, com 2.004 eleitores e margem de erro de 2 pontos para mais ou menos.

A surpresa está na faixa socioeconômica em que se deu essa melhora. De setembro a outubro, foi entre os mais ricos, com renda familiar mensal acima de 5 salários mínimos, que a desaprovação ao Lula 3 mais caiu, de 60% aos atuais 52%. E foi onde mais ganhou aprovação: de 37% aos atuais 45%. As duas alterações, em um mês, foram de relevantes 8 pontos.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Na verdade, a aprovação ao Lula 3 variou muito pouco entre os eleitores de renda familiar mensal até 2 salários mínimos (SM): a aprovação se manteve em 54% e a desaprovação cresceu 2 pontos, de 41% a 43%. Também variou pouco entre os de renda de 2 a 5 SM: a aprovação se manteve em 46% e a desaprovação oscilou 1 ponto para baixo, de 52% a 51%.

 

Wladimir e Washington Reis no Rio por Baixada e NF em 2026

 

Washington Reis e Wladimir Garotinho, na manhã de hoje, no Rio (Foto: Divulgação)

 

Embora Wladimir Garotinho (PP) tenha revelado à Folha na semana passada (confira aqui) a intenção de permanecer prefeito de Campos até o final do mandato, a possibilidade de ser vice numa chapa a governador em 2026 não está descartada. E ela esteve hoje na mesa durante o encontro, no Rio, do prefeito  campista com ex de Duque de Caxias Washington Reis (MDB):

— Pelo clima animado da conversa, há quem aposte em uma aliança entre as principais lideranças da Baixada e do Norte e Noroeste Fluminense, lembrando que a disputa pelo governo estadual não se restringe à capital — informou a assessoria de Wladimir, numa pontada ao final no prefeito carioca Eduardo Paes (PSD), favorito em todas as pesquisas a governador e de quem se especulava também que o prefeito de Campos poderia ser vice em 2026.

— As eleições de 2026 foram o principal tema de um encontro, na manhã desta quarta (8), no Rio, que reuniu o presidente estadual do MDB e ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis; e o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, ainda filiado ao PP — informou a assessoria do segundo.