Cidennf vai debater como derrubar veto do PT ao semiárido à região

 

Longas estiagens que secam trechos do Paraíba evidenciam a mudança climática de Campos, Norte e Noroeste Fluminense (Foto: Genilson Pessanha/Folha da Manhã)

 

“A informação divulgada pela assessoria de imprensa do Cidennf sobre a existência de um texto alternativo ao PL 1.440/2019 (do semiárido ao Norte e Noroeste Fluminense) foi incorreta”. Foi o que esclareceu hoje o próprio secretário executivo do Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento do Norte e Noroeste Fluminense (Cidennf), Vinícius Vieira, sobre o tema da assembleia da entidade às 14h desta terça (9), em Itaperuna.

A informação anterior da assessoria do Cidennf, que chegou a ser divulgada pela Folha, dava a ideia de capitulação dos 22 municípios das duas regiões pelo PL do Semiárido. Que facilitaria linhas de crédito (confira aqui) aos produtores rurais de todos esses municípios. E foi aprovado (confira aqui) por unanimidade no Congresso Nacional, mas acabou vetado (confira aqui) pelo Governo Lula para atender às disputas internas de poder (entenda aqui e aqui) no PT da Bahia.

Assim, no lugar de buscar alternativas ao veto, como chegou a ser divulgado ontem pelo Cidennf e foi proposto pelo secretário nacional para Assuntos Parlamentares de Lula, o ex-presidente da Alerj André Ceciliano (PT), o foco do debate de quarta será sobre as possibilidades e caminhos do Norte e Noroeste Fluminense para derrubar o veto do semiárido.

O Projeto de Lei (PL) 1440/2019 é de autoria do prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (PP), quando era deputado federal. A proposta visa alterar, com base em estudos realizados pela Uenf, a classificação climática das regiões Norte e Noroeste Fluminense para semiárido. O que garantiria os benefícios do programa Garantia-Safra aos produtores rurais e a criação de um fundo de desenvolvimento para as duas regiões.

Abaixo, a íntegra da nota oficial do Cidennf, presidido pelo prefeito de Italva, Léo Pelanca (PL), que foi divulgada na tarde de hoje:

 

 

NOTA OFICIAL

O Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento do Norte e Noroeste Fluminense (Cidennf) informa que os temas da Assembleia Geral Ordinária foram definidos em continuidade às discussões anteriormente realizadas, assegurando a sequência dos encaminhamentos e a busca por soluções conjuntas entre os(as) prefeitos(as) integrantes da entidade.

No ponto 3 da ordem do dia, será tratado especificamente o alinhamento em relação ao veto ao PL 1.440, momento em que serão estabelecidas as deliberações subsequentes e o posicionamento conjunto do CIDENNF.

Esclarece-se, ainda, que a informação divulgada pela assessoria de imprensa do Cidennf, acerca da existência de um texto alternativo ao PL 1.440/2019, não procede.

Cidennf – Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento do Norte e Noroeste Fluminense

 

Flávio lidera todas pesquisas ao Senado, seguido de Benedita

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Flávio competitivo a governador e líder a senador

Em todas as consultas (confira aqui) que incluem seu nome, Flávio é o nome menos distante da liderança de Paes a governador: 7,2 pontos atrás na Atlas e 20,1 pontos atrás na Paraná. E o senador lidera todas as pesquisas, até aqui, à reeleição. Como a Quaest não realizou essa consulta em agosto, Flávio seguiu à frente da corrida ao Senado na Atlas (confira aqui) e na Paraná (confira aqui) do último mês.

 

Na Atlas: Flávio, Bené, Molon e Portinho

Nas duas consultas estimuladas da pesquisa Atlas ao Senado, Flávio liderou em ambas. No cenário 1, seus 22,6% foram seguidos, 5,6 pontos atrás, pela deputada federal Benedita da Silva (PT), com 17%. Na margem de erro, ela ficou empatada tecnicamente com o ex-deputado federal Alessandro Molon (PSB), com 16,1%; e com o senador Carlos Portinho (PL), com 14,1%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Atrás de Flávio, Bené e Molon, Castro pior que Portinho

No cenário 2 da pesquisa Atlas a senador, Flávio teve 23,1% de intenção. Ele veio seguido, 5,9 pontos atrás, novamente por Benedita, com 17,2%. Que ficou tecnicamente empatada na margem de erro com Molon, que teve 16,5%. Ao substituir Portinho como candidato a senador em 2026, o governador Cláudio Castro (PL) ficou nos 12,4%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Na Paraná, Flávio lidera, mas Castro empata com Bené

Nas duas consultas estimuladas da pesquisa Paraná ao Senado pelo RJ, Flávio também liderou em ambas. No cenário 1, com 10 nomes, ele teve 33,4% de intenção. Ficou 7 pontos à frente de Benedita, com 26,4%. Na margem de erro, a petista ficou tecnicamente empatada na 2ª posição com Castro, que teve 25,6%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Castro em 2º ao Senado, mas com Bené e sem Portinho

No cenário 2 da Paraná ao Senado, em uma lista mais curta de seis nomes, Flávio permaneceu liderando com 35,6% de intenção. Ficou 4,7 pontos à frente de Castro, com 30,9%. Que registrou outro empate técnico na 2ª posição com Benedita, que teve 29,8%. Nas consultas Paraná a senador, diferente da Atlas, Molon foi colocado como opção, mas Portinho não.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Paes favorito a governador em todas as pesquisas de agosto

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Paes favorito a governador e Flávio a senador

A pouco mais de 12 meses da urna de 4 de outubro de 2026, três pesquisas de agosto de 2025, de institutos e com metodologias diferentes, apontam os favoritos de hoje às eleições ao Governo do Estado e às duas cadeiras ao Senado que os fluminenses elegerão: o prefeito carioca Eduardo Paes (PSD) a governador e o senador Flávio Bolsonaro (PL) à reeleição.

 

Pesquisa Atlas de agosto

A pesquisa mais recente é (confira aqui) a Atlas. Foi divulgada no dia 2 e feita de 25 a 29 de agosto, com 2.001 eleitores. E deu a Paes uma liderança a governador entre 40% e 43,9% de intenções de voto, em dois cenários de consulta estimulada (com a apresentação dos nomes dos possíveis candidatos).

 

Paes 31,5 pontos à frente de Bacellar

No cenário 1 da Atlas a governador, Paes liderou com 43,9% de intenção. Foi seguido, 31,5 pontos atrás, pelo presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), com 12,4%. Na margem de erro de 2 pontos para mais ou menos na pesquisa, o político de Campos ficou empatado tecnicamente na 2ª posição com o ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis (MDB), que teve 9,8%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Flávio encurta com Paes a governador: 7,2 pontos

No cenário 2 da Atlas a governador, Paes liderou com 40%. Foi seguido, 7,2 pontos atrás, por Flávio. Favorito em todas as pesquisas à reeleição ao Senado, o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é, nas simulações que o colocam como opção a governador, o adversário até aqui mais competitivo ao prefeito carioca ao Palácio Guanabara.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Ninguém bate 2 dígitos contra Paes e Flávio

Com Flávio na disputa a governador contra Paes, nenhum outro nome chega a dois dígitos de intenção de voto. No cenário 2 da Atlas, bem atrás e todos empatados tecnicamente na margem de erro, vieram o ex-prefeito de Maricá Fabiano Horta (PT), com 5,6%; Bacellar, com 5,2%; Reis, com 4%; e a vereadora carioca Monica Benicio (Psol), com 3,6%.

 

Paes lidera também pesquisa Paraná

Antes da Atlas, a pesquisa de agosto mais recente a governador foi (confira aqui) a do instituto Paraná. Foi divulgada no dia 1º e feita de 24 a 27 de agosto, com 2.000 eleitores. E deu a Paes uma liderança a governador entre 50,6% e 54,9% de intenções de voto, em três cenários de consulta estimulada.

 

Paes 44,2 pontos à frente de Reis

No cenário 1 da Paraná a governador, Paes liderou com 54,8%. Foi seguido, 44,2 pontos atrás, por Reis, com 10,6%. O político da Baixada Fluminense ficou empatado tecnicamente na 2ª colocação, na margem de erro de 2,2 pontos para mais ou menos da pesquisa, com Bacellar, que teve 7,8%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Paes 20,1 pontos à frente de Flávio

No cenário 3 da Paraná a governador do RJ, Paes liderou com 50,6%. Foi seguido, 20,1 pontos atrás, por Flávio, com 30,5%. No único cenário da pesquisa com o filho de Bolsonaro na disputa ao Palácio Guanabara, pré-candidatos que ambicionam o eleitorado bolsonarista para se tornarem competitivos, como Reis e Bacellar, sequer foram listados.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Quaest sem Flávio com Paes 26 pontos à frente de Bacellar

Antes da Atlas e da Paraná, a Quaest fez sua pesquisa a governador do RJ (confira aqui) em agosto. Foi divulgada no dia 22 e feita dos dias 13 a 17. E foi o único dos três institutos que não testou o nome de Flávio em nenhum cenário estimulado a governador. Mas a liderança também foi de Paes, com 35% de intenção. Que foi seguido, 26 pontos atrás, por Bacellar, com 9%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Sem Flávio, ninguém bate 2 dígitos abaixo de Paes

Sem Flávio, Bacellar ficou na 2º colocação a governador na Quaest. Mas empatado tecnicamente, na margem de erro de 3 pontos para mais ou menos, com Reis, que teve 5%, e com Monica, que registrou 4%. O dado estranho é que, em pesquisa que realizou no RJ em fevereiro, a Quaest havia listado (confira aqui) o filho 01 de Bolsonaro como opção a governador.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Crônica — BH no STJD, Bolsonaro no STF e Tarcísio de porta-bandeira da anistia

 

Bruno Henrique, Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

— E aí, quer começar por onde? Bruno Henrique no STJD, Bolsonaro e o barata voa da defesa do general Paulo Sérgio no STF ou tentativa de anistia no Congresso com Tarcísio de porta-bandeira? — indagou Manoel, já sentado, copo de cerveja na mão, à mesa do boteco.

— Como diria um amigo, cada assunto dá uma série da Netflix — respondeu Aníbal, enquanto puxou a cadeira, se sentou e pediu um copo ao garçom.

— Vamos começar por Bruno Henrique? Sei o quanto você gosta dele.

— Para mim, BH é o maior ídolo do Flamengo desde Zico, Leandro e Júnior.

— Você acha que ele jogou mais que Romário ou Sávio nos anos 90, ou que Adriano ou Petković nos anos 2000?

— A questão não é essa. É no sentido daquele que não treme diante de nenhum adversário, que sempre aparece nos jogos grandes e nos momentos mais difíceis, que Bruno Henrique tem sua condição de maior ídolo rubro-negro desde aquele mítico Flamengo dos anos 1980.

— Em 2019, Bruno Henrique foi eleito melhor jogador da Libertadores, que o Flamengo não ganhava desde 1981. Muito embora, na final dura contra o River Plate, tenha sido Gabigol que achou os dois gols, no final do jogo, para virar e levar o caneco.

— Ninguém pode tirar esse feito histórico dele. Mas é um moleque da mesma escola de Neymar: os “meninos do Santos” que nunca crescem. Gabigol é um atacante razoável que teve uma grande fase. Mas não evoluiu seu jogo, não se cuidou fisicamente, aprontou um bando de imundas, foi embora do Flamengo com a graça de Deus e hoje esquenta banco no Cruzeiro.

— Naquele mesmo 2019, Gabigol foi colocado no bolso pelo zagueiraço holandês Van Dijk e se escondeu na final do Mundial. Assim como Arrascaeta e Gérson. O próprio técnico Jorge Jesus disse isso na entrevista coletiva após a derrota, por 1 a 0, na prorrogação.

— E BH foi o único craque daquele Flamengo que não tremeu diante do Liverpool. Partiu para dentro e tirou o excelente lateral-direito Alexander-Arnold, hoje no Real Madrid, para nada.

— E contra o Chelsea na Copa do Mundo de Clubes deste ano, que depois seria o campeão?

— Bruno Henrique empatou contra o Chelsea e comandou a virada rubro-negra por 3 a 1. Com a qual, 44 anos depois de 1981, “botou os ingleses na roda”. E se tivesse marcado na chance que teve de empatar contra o Bayern, quando este vencia o Flamengo por 3 a 2, a história daquele jogo teria sido outra.

— Mas não foi por nada disso que Bruno Henrique foi condenado e suspenso por 12 jogos no STJD. Foi porque forçou um cartão amarelo contra o Santos em 2023 para beneficiar apostadores. E está tudo nas mensagens entre ele e o irmão, capturadas pela Polícia Federal.

— Não há dúvida de que BH forçou o cartão para manipular resultado de apostas. Mas não prejudicou o Flamengo, que ficou e está ao seu lado. E não levou dinheiro de nenhuma quadrilha de apostas. Como ocorreu com todos os outros jogadores brasileiros que tiveram punições mais severas. E que por isso foram denunciados por seus próprios clubes.

— Mas Bruno Henrique também é réu na Justiça comum. Ele agora responde criminalmente por fraude em esquema de apostas. E a pena é de 2 a 6 anos de prisão.

— O filósofo espanhol Ortega y Gasset dizia que “o homem é ele e suas circunstâncias”. Mesmo dotado de grande talento e capacidade de decisão no futebol, BH é um homem simples. E café muito pequeno diante das maracutaias financeiras na cartolagem de um Textor, Eurico da terra de Trump. Ou das circunstâncias nacionais: um ex-presidente da República, três generais do Exército e um almirante da Marinha julgados por tentativa de golpe de Estado no STF, em cinco crimes com penas que podem exceder 40 anos de prisão.

— Enfim, invertemos o jogo. E o Andrews Farias no STF, advogado do general Paulo Sérgio Nogueira, jurando de pés juntos, cinco vezes, que seu cliente tentou “demover o presidente”.

— No que a ministra Cármen Lúcia, na sua mineirice sutil e precisa, tomou a bola: “Demover de quê?”

— E o advogado de Paulo Sérgio não hesitou: “De qualquer medida de exceção”. Ou seja, rifou Bolsonaro e jogou no seu colo toda a responsabilidade do golpe.

— Pois é. Não é mais só Mauro Cid. No desespero do navio afundando, agora foi seu próprio ex-ministro da Defesa que entregou Bolsonaro. Juridicamente, não há salvação para ele.

— O que nos leva à última pergunta que fiz umas cervejas atrás: E a anistia no Congresso com Tarcísio de porta-bandeira?

— Quem melhor classificou a proposta de anistia que o PL passou a circular na Câmara foi a jornalista Vera Magalhães: “pornográfica”! A pretexto de anistiar Bolsonaro, anistiariam qualquer outra quadrilha armada que tenha atuado criminalmente no Brasil desde 2019.

— E olha que é a patota do “bandido bom é bandido morto”. Mas a pergunta é: passará?

— Como diz a menininha do comercial da Sadia: “Nem a pau, Juvenal!” Pode até ser colocado em pauta na Câmara pela presidência enfraquecida de Hugo Motta. Mas, certamente, sucumbirá. Se não por falta de voto, pelo veto de Lula. Que, mesmo se o Congresso derrubar, será considerado inconstitucional pelo STF.

— Mas há também a possibilidade do Alcolumbre, presidente mais esperto e empoderado do Senado, tentar costurar uma alternativa com o STF.

— Que só passaria na redução das penas excessivas dos bois de piranha presos pela invasão da Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro, não para os tubarões da tentativa de golpe. E Tarcísio, que já foi definido pelo Centrão como adversário de Lula em 2026, sabe muito bem disso.

— Então por que ele virou porta-bandeira da anistia?

— O Centrão, como a Faria Lima, o agro e o empresariado, alvos do tarifaço de Trump, nem querem mais Bolsonaro elegível. Candidato precificado dos quatro, Tarcísio vive o dilema: não perder os votos bolsonaristas para conseguir chegar ao 2º turno. E, lá chegando, não perder os votos do centro que definiram a vitória de Bolsonaro em 2018 e de Lula em 2022.

— Para tentar negociar as tarifas contra o Brasil, o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban, estava até ontem em Washington. Onde fugiu de Dudu Bananinha como o diabo da cruz. Enquanto aqui, Tarcísio rasgou a pose de “moderado” e deixou São Paulo para virar capacho dos Bolsonaro em Brasília.

— De novo, é como o futebol: Tarcísio corre pela anistia para não chegar. Até 2026, veremos se não levará bola nas costas — advertiu Aníbal, enquanto via no iPhone o ex-botafoguense Luiz Henrique, investigado na Espanha por manipulação de resultado, entrar no 2º tempo para incendiar o jogo contra o Chile no Maracanã. E definir, no final daquela noite de quinta, a vitória de 3 a 0 do Brasil de Ancelotti.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Flávio lidera a senador, com Benedita, Molon e Portinho pela 2ª vaga

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Adversário menos distante (7,2 pontos atrás) do prefeito carioca Eduardo Paes (PSD) a governador (confira aqui), o senador Flávio Bolsonaro (PL) confirmou seu favoritismo à reeleição para uma das duas cadeiras ao Senado que o RJ elegerá em 4 de outubro de 2026, daqui a 13 meses. Em dois cenários de consulta estimulada da pesquisa AtlasIntel, feita de 25 a 29 de agosto, Flávio liderou ambos, entre 22,6% e 23,1% das intenções de voto a senador.

Cenário 1 ao Senado — No cenário 1 da AtlasIntel a senador, o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve 22,3% de intenção. Ficou 5,6 pontos à frente da deputada federal Benedita da Silva (PT). Com 17%, ela ficou no empate técnico, na margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, com o ex-deputado federal Alessandro Molon (PSB) e o senador Carlos Portinho (PL), respectivamente, com 16,1% e 14,1%.

Clarissa no cenário 1 — Atrás de Flávio, Benedita, Molon e Portinho no cenário 1 da AtlasIntel ao Senado, a ex-deputada federal campista Clarissa Garotinho (REP) ficou em 5º lugar, com 4,1%. Atrás dela, em 6º, ficou o deputado federal Otoni de Paula (MDB), com 2,2%. Outros 11,4% escolheram outro nome.

Cenário 2 ao Senado — No cenário 2 da AtlasIntel a senador, Flávio teve 23,1% de intenção. Ficou 5,9 pontos à frente de Benedita, com 17,2%. A petista ficou em outro empate técnico com Molon, que teve 16,5%. Depois dele, veio o governador Cláudio Castro (PL), com 12,4%; o ex-prefeito carioca Marcelo Crivella (REP), com 2,5%; e Otoni, com 1,7%. Outros 12,2% escolheram outro nome.

Rejeição a senador — No quesito rejeição, entre os nomes listados pela AtlasIntel ao Senado, Castro liderou: 52,7% dos eleitores fluminenses não votariam nele de jeito nenhum. Ele veio seguido no índice negativo por Crivella, com 49,5%; Flávio, com 48%; Benedita, com 41,8%; Clarissa, com 41,1%; Portinho, com 31,7%; e Molon, com apenas 28,1% de rejeição.

Castro desaprovado por 64% — Entre os que tentam concorrer ao Senado em 2026, a liderança de Castro na rejeição parece refletir a baixa aprovação em 2025 à sua gestão como governador. Que é aprovada por apenas 29% dos eleitores fluminenses, com a desaprovação da maioria expressiva de 64%. Outros 7% não opinaram.

Análise do especialista — “Na disputa ao Senado, Flávio liderou as duas consultas. No cenário 1, Benedita, Molon e Portinho apareceram tecnicamente empatados na 2ª colocação, dentro da margem de erro. No cenário 2, o empate técnico na 2ª colocação restringiu-se a Benedita e Molon. Destaca-se também o aparecimento do nome da campista Clarissa na 5ª colocação do cenário 1. A AtlasIntel também testou a aprovação da gestão Cláudio Castro, pré-candidato ao Senado e desaprovado como governador por 64% da população”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

 

Após Quaest e Paraná, Paes também lidera AtlasIntel a governador

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Outra pesquisa aponta o favoritismo atual do prefeito carioca Eduardo Paes (PSD) à eleição a governador de 4 de outubro de 2026, daqui a 13 meses. Depois dos institutos Quaest (confira aqui) e Paraná (confira aqui), ontem (2) foi a vez da AtlasIntel divulgar sua pesquisa, feita com 2.001 eleitores de 25 a 29 de agosto. Na qual Paes variou de 40% a 43,9% de intenção de voto nas duas consultas estimuladas a governador — com a apresentação dos nomes dos possíveis candidatos.

Cenário 1 a governador — No cenário 1 da AtlasIntel a governador, Paes teve 43,9% de intenção. São 31,5 pontos de vantagem sobre o 2º colocado, o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), com 12,4%. Na margem de erro de 2 pontos para mais ou menos da pesquisa, o político de Campos ficou empatado tecnicamente com o ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis (MDB), que teve 9,8%. Atrás dele, ficou a vereadora carioca Monica Benicio (Psol), com 6,6%.

Cenário 2 a governador — No cenário 2 da AtlasIntel a governador, Paes teve 40% de intenção. E sua liderança caiu para 7,2 pontos de vantagem sobre o 2º colocado, o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 32,8%. Atrás dele, todos empatados tecnicamente na margem de erro, vieram o ex-prefeito de Maricá Fabiano Horta (PT), com 5,6%; Bacellar, com 5,2%; Reis, com 4%; e Monica, com 3,6%. Na rabeira, ficou o ex-governador Wilson Witzel (PSDB), com 0,6%.

Rejeição a governador — Caso a eleição a governador ocorra em dois turnos, a rejeição determinará o crescimento ou não de cada candidato. Na AtlasIntel, ninguém é mais rejeitado do que Witzel: 69,2% dos eleitores não votariam nele de jeito nenhum. Entre os possíveis candidatos a governador, Flávio tem 48% de rejeição, Monica tem 39,8%, Horta tem 36,7%, Bacellar tem 33,5%, Reis tem 32,5% e Paes tem apenas 26,7%. O que, hoje, reforça o favoritismo deste para 2026.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE

Análise do especialista — “A AtlasIntel de agosto de 2025 testou dois cenários ao Governo do Estado, com Eduardo Paes liderando nas duas simulações. No cenário 1, sem Flávio Bolsonaro, Rodrigo Bacellar aparece na 2ª colocação, 31,5 pontos percentuais atrás de Paes. No cenário 2, é Flávio Bolsonaro que aparece atrás de Eduardo, mas com uma diferença bem mais apertada em favor do atual prefeito do Rio: 7,2 pontos”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

 

História do Brasil tem 1º julgamento por tentativa de golpe de Estado

 

(Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Inédito na História do Brasil

A República foi instalada no Brasil com um golpe militar de Estado em 1889. De lá para cá, foram 22 tentativas e golpes de Estado consumados no país. E, desde ontem (02), é a primeira vez que os responsáveis, entre eles um ex-presidente da República, três generais do Exército e um almirante da Marinha, são julgados (confira aqui) por atentarem contra a democracia brasileira.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Exemplos vizinhos da Argentina e Chile

Não é preciso ir muito longe. Na Guerra Fria (1947/1991), as ditaduras militares da Argentina (1976/1983) e do Chile (1973/1990) foram mais sangrentas que a do Brasil entre 1964 e 1985. Ainda assim, após a redemocratização da Argentina e do Chile, os militares de lá se ativeram à sua função constitucional. E nunca mais apitaram na vida política dos dois países vizinhos.

 

Questão simples: qual opção?

No Brasil, entre novembro e dezembro de 2022, até a invasão à Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, toda a argumentação jurídica se resume a uma questão relativamente simples a qualquer leigo. Qual opção democrática poderia existir a quem perdeu uma eleição? Que não fosse aceitar a derrota, voltar para casa e tentar voltar pelo voto popular na próxima?

 

“Opção” admitida por Bolsonaro

Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), em 10 de junho, a existência da minuta do golpe foi admitida pelo próprio ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como “opção” ao resultado eleitoral de 2022. Como admitiu ter cogitado decretar estado de sítio após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitar o pedido do PL para anular parte dos votos do 2º turno de 2022.

 

“Opção” de Bolsonaro aos militares

Bolsonaro também admitiu no STF que apresentou a minuta do golpe, em 7 de dezembro de 2022, com o ex-ministro da Defesa, general Paulo Sérgio de Oliveira, aos ex-comandantes do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes; e da Marinha, almirante Almir Garnier. O fato foi confirmado por todos. Como foi o único ali contrário à ideia, Freire Gomes hoje não é réu.

 

Projeção de março

Antes de tudo ser confirmado em juízo, a coluna projetou (relembre aqui) em 29 de março: “Bolsonaro será condenado por tentativa de golpe de Estado no STF. Possivelmente em setembro, com pena que pode chegar a 40 anos. Provavelmente, pela unanimidade dos cinco ministros da 1ª Turma. Talvez com contraditório de Luiz Fux na dosimetria”. É o que hoje se projeta ao dia 12.

 

Questionamentos independentes a Moraes

Há questionamentos independentes (confira aqui) à condução do processo no STF pelo ministro Alexandre de Moraes. Sobretudo por sua condição prévia de vítima da operação “Punhal Verde e Amarelo”. Que tinha por objetivo assassiná-lo, ao presidente Lula e ao vice Geraldo Alckmin. E cuja existência foi admitida no STF, em 25 de julho, por outro general e réu, Mario Fernandes.

 

Entre voto e democracia?

Não parece haver questionamento à culpa de Bolsonaro. Que independe da biruta moral lulopetista, de garantista contra o Super-Moro a punitivista pró-Xandão, ao sopro do interesse. Após dar a Bolsonaro 63,14% dos seus votos válidos no 2º turno presidencial de 2022, Campos tem que refletir. Não sobre esquerda e direita, mas seu compromisso entre voto e democracia.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Flávio lidera ao Senado, com Benedita e Castro pela 2ª cadeira

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Se ficou mais de 20 pontos atrás do prefeito carioca Eduardo Paes (PSD) a governador (confira aqui), o senador Flávio Bolsonaro (PL) segue liderando a corrida pelas duas cadeiras que o RJ elegerá ao Senado em 4 de outubro, a pouco mais de 13 meses. Em dois cenários de consulta estimulada (com apresentação dos nomes dos candidatos) da pesquisa do instituto Paraná, o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) variou de 33,4% a 35,6% nas intenções de voto.

Flávio, Benedita e Castro — No 1º cenário estimulado a Senado, 7 pontos abaixo dos 33,4% de Flávio, veio a deputada federal Benedita da Silva (PT), com 26,4%. Na margem de erro de 2,2 pontos para mais ou menos da pesquisa, ela ficou em empate técnico na 2ª colocação com governador Cláudio Castro (PL), com 25,6%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Prateleira debaixo a senador — Ainda no 1º cenário, atrás de Benedita e Castro, vieram em outro empate técnico o ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis (MDB), com 14,9%; o ex-prefeito carioca Marcelo Crivella (REP), com 14,4%; e o ex-deputado federal Alessandro Molon (PSB), com 10,9%. Eles foram seguidos do deputado federal Pedro Paulo (PSD), com 9,0%; do ex-prefeito de Maricá Fabiano Horta (PT), com 4,0%; e dos deputados federais Otoni de Paula (MDB) e Sóstenes Cavalcante (PL), respectivamente, com 2,5% e 2,2%.

Flávio, Castro e Benedita — No 2º cenário estimulado ao Senado pelo RJ, numa lista de opções mais enxuta ao eleitor, Flávio continua na liderança à corrida, com 35,6% de intenção. Ainda é uma liderança isolada, mas só 0,3 ponto acima do limite da margem de erro para o 2º colocado: Castro, com 30,9%. Este, por sua vez, fica no empate técnico com Benedita, numericamente em 3º, com 29,8%. Atrás dela, vieram Reis, com 19,4%; Pedro Paulo, com 12,7%; e Otoni, com 4,3%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Gestão Castro desaprovada por 49,4% — Embora pontue bem na corrida ao Senado, em 3º lugar em um cenário estimulado da pesquisa Paraná e em 2º no outro, Castro tem o governo desaprovado por 49,4% do eleitorado fluminense. Os que aprovam, em outro empate técnico na margem de erro, são 45,6%, enquanto 5,1% não souberam opinar.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Dados da pesquisa — Divulgada hoje (1º), a pesquisa Paraná ouviu 2.000 eleitores em 66 dos 92 municípios fluminenses, entre 24 e 27 de agosto.

 

Paes lidera a governador de 44 a 20 pontos de vantagem, mesmo com Flávio

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Prefeito carioca, Eduardo Paes (PSD) segue líder isolado a governador do RJ no pleito de 4 de outubro de 2026, daqui a pouco mais de 13 meses. Pesquisa do instituto Paraná divulgada hoje (1º), feita com 2.000 eleitores fluminenses entre 24 e 27 de agosto, com margem de erro de 2,2 pontos para mais ou menos, deu a Paes de 50,6% a 56,8% de intenção de voto em três cenários de consulta estimulada — com apresentação dos nomes dos possíveis candidatos.

Paes contra Reis e Bacellar — No 1º cenário estimulado, Paes teve 54,8% de intenção. Mais de 44 pontos à frente, ele veio seguido do ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis (MDB), com 10,6%; do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), com 7,8%; da vereadora carioca Monica Benicio (Psol), com 4,4%; e do médico bolsonarista Italo Marsili (Novo), com 1,0%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Reis ou Bacellar na 2ª posição? — Na pesquisa Paraná, houve uma inversão nas posições abaixo de Paes e relação à pesquisa Quaest do mesmo mês de agosto. Que colocou Bacellar (confira aqui) como 2º colocado, com 9%, enquanto Reis ficou em 3º, com 5%. Na Paraná, o político de Campos aparece só em 3º a governador, mas em empate técnico com o seu desafeto da Baixada Fluminense na 2ª posição.

Paes contra Reis e sem Bacellar — No 2º cenário estimulado da pesquisa Paraná, sem Bacellar, que se cogita tentar uma vaga a conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Paes teve 56,8% de intenção. Mais de 43 pontos à frente, ele veio seguido por Reis, com 13,3%; por Monica, com 5,2%; e por Marsili, com 1,3%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Paes contra Flávio — No 3º cenário estimulado ao Palácio Guanabara, veio a maior novidade entre os possíveis concorrentes de Paes. E sua menor vantagem registrada na Paraná de agosto. Quando o senador Flávio Bolsonaro (PL) foi testado a governador (confira aqui a possibilidade aventada desde 20 de agosto) no lugar de Reis, Bacellar e Marsili, Paes continuou líder isolado: 50,6% de intenção. Com pouco mais de 20 pontos de vantagem sobre Flávio, com 30,5%; com 5,3% para Monica.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Espontânea — Paes também liderou a consulta espontânea a governador, quando o eleitor fala da própria cabeça em quem votará, com menos chance de mudar até outubro de 2026. O prefeito carioca teve 12,8% de intenção cristalizada de voto. Ele foi seguido do governador Cláudio Castro (PL), que não pode se candidatar à reeleição, com 2,9%; por Flávio, com 1,0%, por Reis e Bacellar, com 0,5% cada; e pelo deputado federal Tarcísio Motta (Psol), com 0,3%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Eleição matematicamente aberta — Com 1,1% para outros nomes e 6,3% declarando que votarão branco ou nulo, a maioria do eleitorado na consulta espontânea a governador do RJ revela um dado fundamental. Os 74,6% dos eleitores fluminenses que não souberam ou quiseram opinar, se ainda revelando indecisos, evidenciam uma eleição matematicamente aberta a 13 meses da urna.

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE

Análise do especialista — “A Paraná de agosto testou três cenários a governador do RJ, todos com Eduardo Paes liderando isolado. No 1º cenário, Reis e Bacellar empatam na 2ª colocação, dentro da margem de erro de 2,2 pontos. No 2º cenário, sem Bacellar, Reis aparece isolado na 2º posição. No 3º cenário, sem Reis, Bacellar e Marsili, quem aparece isolado em 2º é Flávio Bolsonaro. Ele teve mais que o dobro de Reis no 2º cenário e cerca do triplo deste no 1º cenário”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

 

Atrás de Tarcísio no 2º turno, Lula tem 1ª queda nas pesquisas pós-Trump

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Até onde Lula crescerá pós-Trump?

A partir de 9 de julho, quando Donald Trump ameaçou tarifar o Brasil por conta do julgamento de Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF), todas as pesquisas revelaram a recuperação de Lula (PT) em aprovação e intenção de voto a 2026. A pergunta que passou a ser feita foi: até onde e quando o petista cresceria?

 

No Canadá antes do Brasil

No Canadá, os conservadores tinham 20 pontos de vantagem nas pesquisas às eleições do seu sistema parlamentar. Até que Trump assumiu como presidente dos EUA em 20 de janeiro, taxou e ameaçou anexar o país vizinho em fevereiro. A população canadense reagiu, erodiu a vantagem conservadora e elegeu o progressista Mark Carney primeiro-ministro em 28 de abril.

 

Nome da centro-esquerda, Mark Carney comemora sua eleição como primeiro-ministro do Canadá em abril, após Trump tarifar e ameçar anexar o país vizinho em fevereiro (Foto: Divulgação)

 

Voo de galinha?

Trump definiu a eleição do Canadá. Mas foi em tiro curto, nos dois meses de fevereiro a abril, entre a ameaça estrangeira e a urna nacional. No Brasil, entre a ameaça de julho de 2025 e a urna de outubro de 2026, são 14 meses. E, já em agosto, pesquisa AtlasIntel divulgada na quinta (28) parece indicar que a reação de Lula pós-Trump pode ter começado a desandar.

 

Lula cai aprovação e cresce desaprovação

Feita com 6.238 eleitores, com margem de erro de 1 ponto para mais ou menos, a AtlasIntel revelou que Lula caiu 2,3 pontos em aprovação, dos 50,2% de julho aos 47,9% de agosto. E que sua desaprovação cresceu 1,3 ponto no mesmo período: de 49,7% aos atuais 51%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Atrás de Bolsonaro inelegível no 1º turno

No enfrentamento teórico contra Bolsonaro, inelegível de fato até 2030, Lula também teve queda de 3,2 pontos na consulta de 1º turno: dos 47,8% de intenção em julho aos 44,6% de agosto. No mesmo período, o capitão cresceu 1,2 ponto: de 44,2% aos atuais 45,4%. Numericamente atrás de Bolsonaro, Lula está hoje em empate técnico com seu antecessor.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Atrás de Tarcísio no 2º turno

Se o revés nas intenções de voto com Bolsonaro é só simbólico, a AtlasIntel de agosto trouxe Lula também numericamente atrás, na simulação de 2º turno, do seu possível adversário elegível e hoje mais cotado: o governador paulistano Tarcísio de Freitas (REP). Que, em 2025, contabilizou 48,4% de intenção contra 46,6% do petista em um eventual turno extra em 2026.

 

Tarcísio sobe, Lula desce

Apesar do empate técnico com Tarcísio dentro da margem de erro, são as tendências da série AtlasIntel de julho a agosto a maior preocupação à reeleição de Lula. Na simulação de 2º turno entre os dois, o governador de São Paulo cresceu 1,8 ponto em relação aos 46,6% que tinha em julho, enquanto o petista perdeu 3,9 pontos dos 50,4% que tinha no mês passado.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Empate exato com Bolsonaro e técnico com Michelle

Em outras simulações de 2º turno da AtlasIntel, Lula registrou um empate exato com Bolsonaro: com 48,3% de intenção cada. E, entre os elegíveis, o petista registrou outro empate técnico em um eventual turno extra: contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). De quem ficou numericamente à frente, mas dentro da margem de erro, por 48,8% a 47,9%.

 

Lula à frente dos demais

Para além da margem de erro da AtlasIntel, Lula venceria um eventual 2º turno contra o governador mineiro Romeu Zema (Novo), por 47,1% a 40,9%. Como o governador goiano Ronaldo Caiado (União), por 46,7% a 40,3%; o governador paranaense Ratinho Jr. (PSD), por 46,9% a 41,1%; e o governador gaúcho Eduardo Leite (PSD), por 47,2% a 24,9%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A ver

Mesmo de um instituto internacionalmente conceituado como o AtlasIntel, uma pesquisa não basta para afirmar que Lula não só teria parado de crescer na reação nacional à ameaça estrangeira de Trump, como teria começado a perder já em agosto parte do que ganhou a partir de julho. Só os próximos meses e pesquisas sérias poderão deixar isso mais claro.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Impeachment de Moraes divide o Brasil: 46% querem, 43% não

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Impeachment de Moraes: 46% sim a 43% não

Não é novidade que a condução do julgamento de Bolsonaro (PL) no STF pelo ministro Alexandre de Moraes divide o Brasil. Essa divisão foi medida na pesquisa Quaest de agosto: 46% dos brasileiros são favoráveis ao impeachment de Moraes, que só pode se dar no Senado, com 43% contra. É um empate técnico na margem de erro de 2 pontos para mais ou menos.

 

Lei dos EUA sobre ministro do STF

Com números não tão próximos, a divisão também se dá sobre a aplicação da lei Magnitsky, criada nos EUA para sancionar financeiramente acusados de crimes contra direitos humanos em outros países, sobre Moraes. Para 49% dos brasileiros, a Magnitsky sobre o ministro do STF é injusta. Ela é justa a 39%, 10 pontos a menos, enquanto 12% não opinaram.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Em quatro partes, Quaest antes da AtlasIntel

Entre os quatro institutos de pesquisa do Brasil que mais acertaram (confira aqui) a votação de Lula e Bolsonaro no 2º turno presidencial de 2022, a Quaest ouviu 2.004 eleitores, entre 13 e 17 de agosto (antes da AtlasIntel). E divulgou sua consulta em quatro partes: aprovação de governo (confira aqui) no dia 20, eleitoral (confira aqui) no dia 21 e sobre Bolsonaro no STF (confira aqui)  no dia 25 e sobre Moraes (confira aqui) no dia 26.

 

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE

Análise do especialista (I)

“Na Quaest, 49% dos brasileiros consideram injusta a aplicação da Magnitsky contra Moraes, enquanto 39% consideram a punição justa. Já no caso do impeachment do ministro do STF, a divisão é maior, registrando empate técnico: 46% dos brasileiros são a favor e 43% são contra”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

 

Análise do especialista (II)

“Nas fatias da pesquisa Quaest de agosto, os brasileiros do Nordeste, com até 5 salários-mínimos de renda familiar e que votaram em Lula no 2º turno presidencial de 2022, são os mais favoráveis a Moraes” detalhou o geógrafo e estatístico.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Norte, Noroeste Fluminense e Baixadas têm população de 2,25 milhões

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

De acordo com o IBGE, Norte, Noroeste Fluminense e Baixadas Litorâneas têm uma população estimada em 2.250.207 habitantes em 2025. Os dados têm como data de referência o dia 1º de julho de 2025.

Também segundo o IBGE, o entorno do Porto do Açu, considerando Campos, São João da Barra e São Francisco de Itabapoana, alcança 605.396 habitantes. Por sua vez, a Região da Bacia de Campos, formada por 15 municípios (Campos, SFI, SJB, Quissamã, Carapebus, Conceição de Macabu, Macaé, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Cabo Frio, Búzios, Arraial do Cabo, São Pedro da Aldeia, Iguaba Grande e Araruama), atinge 1.738.153 moradores.

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE

Baseadas nas Estimativas da População Residente para o Brasil, os Estados e os Municípios, do IBGE, as Estimativas da População Residente dos Municípios do Norte Fluminense, Noroeste Fluminense, Baixadas Litorâneas, Entorno do Porto do Açu e Região da Bacia de Campos foram levantadas pelo geógrafo com especialização doutoral no IBGE William Passos. E estão sendo divulgadas com exclusividade pela Folha, no infográfico que abre esta matéria.

Essas estimativas são as mesmas utilizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios. E são consideradas fundamentais para a construção de indicadores econômicos, sociais e populacionais nos anos em que o Brasil não realiza Censo Demográfico.

Embora não possam ser diretamente comparadas com a contagem do Censo Demográfico 2022, por adotarem metodologias diferentes, o geógrafo Wiliam Passos lembra que essas estimativas incluem em seu cálculo a evolução do crescimento anual da população de cada município e estado do país apurada pelo último Censo Demográfico, realizado há três anos.

Ao divulgar o levantamento, William acrescentou: “As Estimativas divulgadas pelo IBGE confirmam que a população brasileira, do Estado do Rio de Janeiro e dos municípios fluminenses deverá crescer até 2041, iniciando, a partir de 2042, uma trajetória de lenta diminuição, no contexto da chamada transição demográfica. Por isso, ao olhar a população de cada município fluminense, precisamos considerar essas transformações, dentro de um processo irreversível”.

 

Página 7 da edição de hoje da Folha da Manhã