Prefab a governador: Paes lidera, Wladimir em 2º e Bacellar em 4º

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Prefeito carioca, Eduardo Paes (PSD) lidera a corrida a governador do RJ à urna de 4 de outubro de 2026, daqui a pouco mais de 13 meses. Na pesquisa Prefab Future, feita de 12 a 16 de agosto e divulgada hoje, Paes teve 35,5% de intenção de voto na consulta estimulada — com a apresentação dos possíveis candidatos ao eleitor. E, entre eles, o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (PP), ficou em 2º lugar, com 5,5%. Outro campista, o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), ficou na 4ª posição a governador, com 4,0%.

Estimulada a governador do RJ — Na margem de erro de 3,1 pontos da pesquisa Prefab, para mais ou menos, todos os demais nomes a governador testados, atrás e distantes de Paes, ficaram em empate técnico. Numericamente, atrás de Wladimir (5,5%), o ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis (MDB) ficou na 3ª posição, com 4,7% de intenção de voto. Ele foi seguido de Bacellar (4,0%), do ex-prefeito de Maricá Fabiano Horta (PT), com 2,5%; do ex-governador Wilson Witzel (PMB), com 2,3%; e da vereadora carioca Monica Benicio (Psol), com 1,8%.

Rejeição a governador — Ainda na consulta estimulada a governador do RJ, 22,7% se mostraram indecisos diante dos sete nomes apresentados pela Prefab, enquanto 21,0% disseram que votariam branco ou nulo. Já na rejeição, é Witzel que lidera, com 21,1% dos eleitores fluminenses dizendo que nunca votariam nele a governador. Foi seguido no índice negativo por Paes (18,6%), Wladimir (8,5%), Washington (7,7%), Bacellar (5,0%), Horta (2,7%) e Monica (2,5%). Outros 5,8% se revelaram indecisos, enquanto 8,0% disseram não rejeitar nenhum dos nomes.

Ressalva do especialista à metodologia Prefab — Quando revela a proporção das fatias dos 1.001 eleitores fluminenses que ouviu em agosto, a pesquisa Prefab traz um problema já conhecido na metodologia adotada pelo instituto:

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE

— Os números da Prefab precisam ser observados com cautela. A pesquisa foi construída com amostragem diferente da determinada pelo IBGE. Que contabiliza a população do RJ com 39% de católicos e 32% de evangélicos. No entanto, dos 1.001 entrevistados, 41,8% são evangélicos, com somente 28,1% de católicos. O IBGE também aponta 51% da população fluminense com renda até 1 salário mínimo e 35% recebendo de 1 a 3 salários.  E, na estratificação por renda, 18,1% dos entrevistados da pesquisa recebem até 1 salário-mínimo, com 51,7% de 1 a 3 salários. Ou seja, a sondagem conferiu maior peso ao voto do eleitor evangélico e de classe média baixa — esclareceu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

 

Festival Internacional Goitacá de Cinema no Folha no Ar desta 2ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Diretor de cinema e da produtora carioca Quiprocó Filmes, além de idealizador e organizador do Festival Internacional Goitacá de Cinema, que se inicia (confira aqui) nesta terça (19), Fernando Sousa é o convidado do Folha no Ar desta segunda (18), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.

Fernando dará detalhes do (confira aqui) I Festival Internacional Goitacá de Cinema, que acontece em Campos entre 19 e 24 de agosto, com 65 filmes nacionais e internacionais. Doutorando em sociologia política na Uenf, ele também falará da perspectiva de resgate (confira aqui) do projeto da Escola Brasileira de Cinema e Televisão (EBCTV), elaborado pelo antropólogo Darcy Ribeiro na criação da universidade.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta segunda poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

Região se une para derrubar no Congresso veto de Lula ao semiárido

 

Wladimir e Lula na inauguração do novo prédio da UFF em Campos, em 14 de abril, cuja conclusão só foi possível através de emenda de bancada liderada pelo primeiro na Câmara de Deputados (Foto: Secom)

 

Pelo Norte e Noroeste Fluminense

São 22 os municípios do Norte e Noroeste Fluminense que teriam a agropecuária beneficiada pelo projeto de Wladimir Garotinho, quando ainda era deputado federal, com a mudança da classificação climática da região ao semiárido. E, mesmo com o ex-deputado eleito e reeleito prefeito de Campos, o projeto foi aprovado pelo Congresso Nacional em 15 de julho.

 

Os nove do Norte

Além de Campos, teriam acesso facilitado a crédito os produtores rurais dos outros oito municípios do Norte Fluminense. A saber: São João da Barra, São Francisco de Itabapoana, Cardoso Moreira, São Fidélis, Macaé, Quissamã e Conceição de Macabu.

 

Os 13 do Noroeste

Já no Noroeste Fluminense, seriam 13 os municípios cujo setor agropecuário seria beneficiado pelo projeto. A saber: Itaperuna, Italva, Bom Jesus do Itabapoana, Laje do Muriaé, Natividade, Porciúncula, Varre-Sai, Santo Antônio de Pádua, Aperibé, Cambuci, Itaocara, Miracema e São José de Ubá.

 

No Congresso, unânime com o PT

Nenhum questionamento técnico vingou diante da aprovação do projeto, unânime em todas as comissões pelas quais passou na Câmara dos Deputados e Senado Federal. Inclusive, com deputados e senadores do PT — e de outros partidos de esquerda. Os questionamentos só passaram a existir quando o projeto foi vetado pelo presidente Lula (PT), em 8 de agosto.

 

Wladimir na direita x esquerda

A partir do veto de Lula, a questão entrou na esquizofrenia política brasileira entre esquerda e direita. Wladimir caiu nessa armadilha bipolar. No mesmo dia 8, em reação ao veto de Lula, publicou em suas redes sociais: “Preferem (os petistas) incitar invasão de terras (via MST) a dar liberdade e crédito para que eles possam viver do seu trabalho”.

 

PT idem (I)

Na terça (12), o PT de Campos reagiu. Em nota nas redes sociais, também fulanizou o debate: “O PT e os petistas sempre estiveram na luta por uma Campos mais justa e desenvolvida, coisas que não são possíveis por conta da má administração das mesmas famílias que por décadas revezam o poder e usam a máquina pública para benefícios próprios”.

 

PT idem (II)

Não ficou por aí. Em convocação para uma videoconferência na quinta (14), Olavo Carneiro, do Coletivo Agrário Nacional do PT, e Victor Tinoco, secretário agrário do PT-RJ, disseram: “A direita e a extrema-direita fazem uma ofensiva na região contra o governo Lula em torno do veto ao PL do semiárido. Queremos ouvir as avaliações das lideranças de esquerda da região”.

 

Esquerda com esquerda, CDL com Portinho

Se a esquerda convocou a esquerda para debater, o comércio goitacá, tradicional parceiro do setor agrário, fez o mesmo. Também na quinta, o senador Carlos Portinho (PL) esteve na CDL-Campos. Na saída do Ciclo de Desenvolvimento Regional promovido pela entidade, o senador advertiu: “Espero que o representante do Governo Federal entenda que a região está unida”.

 

Bolsonarista com lulista em Italva

Bolsonarista e entre os parlamentares que mais trouxeram emendas a Campos e região, Portinho se referiu na CDL a André Ceciliano, ex-presidente da Alerj e secretário nacional de Assuntos Parlamentares do governo Lula. Com quem o senador, prefeitos e representantes do Norte e Noroeste Fluminense se reuniram na manhã de sexta (15), em Italva.

 

Região no Congresso contra veto de Lula

Político tão habilidoso quanto leal ao PT, Ceciliano tentou dar opções aos municípios reunidos no Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento do Norte e Noroeste Fluminense (Ciddenf). Cuja resposta ao Lula 3 foi uma carta em que todos se comprometeram a mobilizar deputados e senadores para derrubarem o veto presidencial no Congresso.

 

Se judicializar…

Há possibilidade de a questão acabar judicializada. Numa eventual arguição de inconstitucionalidade do projeto do semiárido. Que o Congresso não viu ao aprová-lo por unanimidade nas duas Casas. Foi acordo no mínimo tácito entre o Lula 3 e a maioria do Supremo Tribunal Federal (STF), nada indica que a agropecuária da região sairia vencedora.

 

Paralelo do Nosso Guia ao Mito

Mas, a quem vive em algum dos 22 municípios que seriam beneficiados e se coloca contra a região por subserviência acrítica a Lula, alcunhado de “Nosso Guia” pelo jornalista Elio Gaspari, há paralelo. Nos “patriotas” travestidos de verde e amarelo que apoiam a taxação dos EUA de Donald Trump ao Brasil por conta do julgamento do “Mito” Jair Bolsonaro no STF.

 

Em 2018, Haddad só em Muriaé

Em 2018, quando Bolsonaro foi eleito presidente, e em 2022, quando foi apeado do poder por apenas 1,8 ponto, Norte e Noroeste Fluminense se demonstraram antilulopetistas. Dos seus 22 municípios, Fernando Haddad (PT) venceu localmente o 2º turno presidencial contra o capitão em apenas um: Laje do Muriaé, por 53,32% a 46,88% dos votos válidos.

 

Em 2022, Lula em seis dos 22

Em 2022, Lula pôde ser candidato outra vez a presidente. Venceu nacionalmente o 2º turno contra Bolsonaro, mas confirmou isso em só seis dos 22 municípios da região: além de Muriaé (59,50% a 40,50%), Conceição de Macabu (52,04% a 47,96%), Quissamã (52,13% a 47,87%), Porciúncula (53,91% a 46,09%), Cambuci (50,43% a 49,57%) e Miracema (53,61% a 46,39%).

 

São Fidélis e Francisco: “deus, pátria e família”

A tônica em 2018 foi o massacre de Bolsonaro em 21 dos 22 municípios do Norte e Noroeste Fluminense. Onde sua maior vantagem foi em São Fidélis, por 74,85% a 25,55% no 2º turno sobre Haddad. Já em 2002, quando perdeu nacionalmente e venceu em 16 dos 22 municípios da região, o capitão teve a maior dianteira em São Francisco: 66,95% a 33,05% de Lula.

 

Após o veto, e 2026?  

Com o incremento que os governos do PT sempre deram à Petrobras e à educação federal, regiões petrorrentistas em que se espraiam unidades do IFF, Norte e Noroeste Fluminense nunca tiveram motivo real para serem tão antilulopetistas nas urnas presidenciais. Como, de fato, foram em 2018 e 2022. Para 2026, depois do veto de Lula ao semiárido, elas têm!

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Semiárido: Wladimir promete luta da região contra veto de Lula

 

Prefeito Wladimir Garotinho, secretário André Ceciliano e presidente Lula (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

“Tenho muito respeito e amizade ao André Ceciliano (secretário de Relações Institucionais da Presidência), mas as informações dele (confira aqui) estão erradas. Entendo que ele tenha que fazer o jogo político do PT e do governo (Lula 3) que faz parte, mas não vamos ser entubados com inverdades. Teremos uma reunião em Italva nesta sexta (15), mas ele (Ceciliano) vai encontrar uma região unida (confira aqui) e preparada para lutar junta”.

Foi o que disse hoje o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (PP), sobre o seu projeto enquanto deputado federal, de mudança da classificação climática do Norte e Noroeste Fluminense para semiárido. Que, na prática, abriria novas linhas de crédito para os produtores rurais de 22 municípios da região. E foi aprovado (confira aqui) pelo Congresso Nacional, mas vetado (confira aqui) pelo presidente Lula (PT).

— Não estamos inventando a roda. Ela já existe e já girou em outras oportunidades. Querem nos propor um novo projeto, de um deputado do PT para auxílio safra? Por quê? Esse projeto deles é muito inferior ao já aprovado e, não altera, por exemplo a classificação climática que é essencial para abertura de linhas de crédito mais baratas — questionou o prefeito.

— O projeto passou por todas as comissões e foi aprovado em todas. Portanto, não tem nenhum vício de constitucionalidade. Um ponto muito discutido é o auxílio safra, que é sazonal e só para período de calamidade comprovada, sem necessidade de previsão orçamentária anual. Já tivemos leis específicas aprovadas para pagamento desse auxílio na nossa região várias vezes. Como sempre foi sazonal, se abre crédito extra — explicou Wladimir.

 

Pausa até 13 de agosto

 

 

Por motivo de ordem pessoal, o titular do espaço fará uma pausa nas atividades profissionais. Neste blog, em jornal, rádio e TV. No dia 13, se Deus quiser, nos revemos. Inté.

 

Ipespe: 51% desaprovam o Lula 3, mas 50% o apoiam contra Trump

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Lula 3 desaprovado por 51%, mas 50% o apoiam contra Trump

Hoje, a maioria de 51% dos brasileiros desaprova o governo Lula 3, contra 43% que aprovam. Mas ele tem o apoio de 50% no tarifaço dos EUA ao Brasil. Já 55% concordam com taxar as Big Techs. E 53% acham que o apoio ou proximidade de Trump prejudicará um candidato a presidente na eleição de 2026. Foi o que mostrou a pesquisa Ipespe divulgada na quinta (24).

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Desaprovação: 61% a Trump, 49% ao STF e mais de 60% ao Congresso

Na mesma toada, a maioria de 61% dos brasileiros desaprova o governo do presidente Donald Trump nos EUA. Como 57% discordam da revogação dos vistos de entrada no EUA a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo que este seja desaprovado por 49%. Desaprovação, no entanto, menor que a da Câmara de Deputados (63%) e do Senado (61%).

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Ipespe confirma tendência de melhora de Lula

A nova Ipespe foi feita de 19 a 22 de julho, com 2.500 eleitores e margem de erro de 2 pontos para mais ou menos. De maio a julho, a desaprovação ao governo Lula caiu 3 pontos: de 54% a 51%. E a aprovação cresceu os mesmos 3 pontos: de 40% a 43%. É uma tendência de melhora de Lula, após a ameaça de Trump ao Brasil, já registrada nas pesquisas AtlasIntel (confira aqui) e Quaest (confira aqui).

 

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE

Análise do especialista (I)

“Realizada após o anúncio do tarifaço de Donald Trump, a Ipespe de julho apurou melhora da aprovação do governo Lula acima da margem de erro. A pesquisa também mostrou que a desaprovação a Trump subiu entre maio e junho, de 55% a 61% dos brasileiros”, registrou William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

 

Análise do especialista (II)

“Metade dos brasileiros (50%) aprova a reação do Lula 3 diante do tarifaço de Trump. E mais da metade (55%) concorda com a taxação das Big Techs, possível motivo à ameaça dos EUA ao Brasil. Já 53% acreditam que os candidatos a presidente do Brasil que manifestarem apoio ou a proximidade a Trump serão prejudicados na campanha eleitoral de 2026”, concluiu William.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Saúde de Campos, Moraes e Bolsonaro no Folha no Ar desta 6ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Advogado criminalista, Felipe Drumond é o convidado para encerrar a semana do Folha no Ar nesta sexta (25), ao vivo, a partir das 7h, na Folha FM 98,3.

Ele analisará a crise da Saúde Pública de Campos (entenda aqui) e o papel do Ministério Público (confira aqui) no recuo do RJ. Que restaurou (confira aqui) o confinanciamento estadual ao município que é polo regional de atendimento.

O criminalista de Campos também analisará outra crise: entre o presidente dos EUA, Donald Trump, que ameaçou (confira aqui e aqui) taxar os produtos do Brasil em 50%, e o Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro. Assim como as medidas cautelares do ministro Alexandre de Moraes (confira aqui) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

Castro desiste da ideia de salvar Eduardo pelo apoio de Jair

 

Cláudio Castro, Eduardo e Jair Bolsonaro (Montagem

 

Governador do RJ, Cláudio Castro (PL) desistiu da ideia de nomear Eduardo Bolsonaro (PL) como secretário estadual nos EUA, para salvar o mandato de deputado federal do filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Foi o que informou hoje (confira aqui) o jornalista Lauro Jardim, de O Globo.

— O governador desistiu da ideia depois de ser aconselhado por um integrante de um tribunal superior a não se meter nessa confusão, para não afrontar ministros do STF, onde Eduardo é investigado — informou Jardim.

— Nos EUA desde março, onde assumiu ter feito lobby pela ameaça do presidente daquele país, Donald Trump, de tarifar o Brasil em 50% por conta do julgamento de Jair no STF, Eduardo Bolsonaro corre o risco de perder o mandato de deputado federal. Desde domingo (20), quando acabaram seus 120 dias de licença — explicou (confira aqui) a coluna Ponto Final, da Folha da Manhã.

— Se, por um lado, Castro adoraria fazer um aceno a Bolsonaro para garantir o apoio do clã à sua candidatura ao Senado no ano que vem, por outro, ele não está disposto a mexer com o Supremo nesse momento — concluiu o jornalista de O Globo.

 

Castro e a ideia de salvar mandato de Eduardo pelo apoio de Jair

 

Cláudio Castro, Washington Reis, Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Jair Bolsonaro (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Desde 5 de julho

Em 5 de julho, a coluna antecipou (confira aqui): “Com a exoneração de Washington (confira aqui), como ao cortar (confira aqui e aqui) o cofinanciamento do RJ à Saúde de Campos, Rodrigo agiu como Ciro Gomes no 2º turno presidencial de 2022: com o fígado. E a maior virtude do político de Campos, sua capacidade de articulação, reside em outro órgão: o cérebro”.

 

Seis dias depois, Bolsonaro tirou apoio

A advertência se confirmou (confira aqui) só seis dias depois. Em 11 de julho, com a não recondução do bolsonarista Reis ao cargo, costurada entre Castro e o senador Flávio Bolsonaro (PL), Jair reagiu: “Não vou apoiar Cláudio Castro ao Senado, nem Bacellar ao governo. Pode avisar lá. Vou esperar as coisas acontecerem e decidir com calma o que vamos fazer no Rio em 2026”.

 

Castro esquenta cadeira para Bacellar

Castro não pode tentar se reeleger governador. E já tem acordado com Bacellar deixar o cargo a este até 4 de abril. O caminho ficou aberto, como a coluna também adiantou (confira aqui) em 9 de maio para se consumar (confira aqui) no dia 19 daquele mês, quando Thiago Pampolha (MDB) deixou o cargo de vice-governador para assumir como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

 

Governador mira Senado com os Bolsonaro

Castro almeja se candidatar ao Senado em 2026 numa 2ª cadeira, a reboque de Flávio na 1ª, que todas as pesquisas apontam (confira aqui) como favorito à reeleição. Com sua gestão popularmente mal avaliada, o atual governador não teria chance a senador sem o bolsonarismo. Que, com todos seus reveses recentes, pesquisas e urnas mostram, desde 2018, ser ainda muito popular no RJ.

 

Castro reergue pontes com Flávio e Valdemar

Ciente disso, Castro foi à Brasília no dia 16, como o blog Opiniões, hospedado no Folha1, registrou (confira aqui) na mídia goitacá no dia 17. Na capital da República, o governador tentou e pareceu ter sucesso ao reerguer suas pontes não só com Flávio, filho 01 de Bolsonaro, como com o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto.

 

Fator Eduardo Bolsonaro

Nos EUA desde março, onde assumiu ter feito lobby pela ameaça do presidente daquele país, Donald Trump, de tarifar o Brasil em 50% por conta do julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), Eduardo Bolsonaro (PL) corre o risco de perder o mandato de deputado federal. Desde domingo (20), quando acabaram seus 120 dias de licença.

 

Secretaria no RJ para salvar o 03?

Para tentar salvar o mandato de Eduardo e ter o apoio de Jair, Castro teria oferecido criar uma secretaria especial do RJ nos EUA. O que permitiria ao filho 03 de Bolsonaro se licenciar como deputado e ficar nos EUA. Sem correr o risco de voltar ao Brasil e ser preso por, abertamente, trabalhar contra o próprio país e ameaçar ministros do STF e a Polícia Federal (PF).

 

Castro ousa mais que Tarcísio

Foi o que a jornalista Mônica Bergamo anunciou (confira aqui) ontem (22), na Folha de S.Paulo. Segundo ela, Castro teria feito consultas ao STF, para saber como a ideia seria recebida. E a hipótese de Eduardo ser nomeado pelo governo Tarcísio de Freitas (REP) em São Paulo, ou pelo de Jorginho Mello (PL) em Santa Catarina, teria sido só de Castro.

 

Teria que vir ao Rio para assumir?

Se a proposta se concretizar, e se Castro aceitar antagonizar o STF e o Governo Federal, seria um gesto ousado, mas talvez eleitoralmente inteligente a um governador e pré-candidato a senador. Ocorre que outra jornalista, a Berenice Seara, do site carioca Tempo Real, também informou ontem (confira aqui) que Eduardo só pode ser secretário do RJ se tomar posse no Rio. A ver.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Por que Campos venceu a queda de braço da Saúde com o RJ?

 

Secretaria de Saúde de Campos (Foto: Divulgação)

 

 

Duas semanas após a coluna

No último dia 5, a coluna advertiu (confira aqui) que o corte do cofinanciamento (confira aqui) à Saúde de Campos, em 23 de junho, e a exoneração (confira aqui) de Washington Reis (MDB) da secretaria estadual de Transportes, em 3 de julho, tinham sido dois erros do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), como governador em exercício. Duas semanas depois, os dois erros começam a ser remediados.

 

Wladimir vence a queda de braço da Saúde

Na segunda (21), como a Folha noticiou (confira aqui), o governador Cláudio Castro (PL) publicou em Diário Oficial a retomada do cofinanciamento do RJ à Saúde de Campos. Que é devida, como polo de atendimento a municípios vizinhos. E foi uma vitória do prefeito Wladimir Garotinho (PP) e da sua gestão na queda de braço particular contra Bacellar.

 

Pressão das secretarias municipais de Saúde

Castro e Bacellar estavam acuados pela posição do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Rio de Janeiro (Cosems-RJ). Que, no dia 10, se manifestou (confira aqui) contra a decisão unilateral do RJ e alertou para “perspectivas reais de mortes”. O Conselho informou que sequer foi consultado sobre a revogação do cofinanciamento estadual a Campos.

 

Pressão do MPRJ (I)

Outra pressão vinha (confira aqui) do Ministério Público. Que, pela 3ª Promotoria de Tutela Coletiva de Campos, instaurou um inquérito civil para investigar o corte do cofinanciamento estadual à Saúde Pública do Município. Em relatório do Grupo Técnico de Apoio Especializado (Gate), o MPRJ observou no dia 9 que não havia justificativa técnica à revogação do apoio financeiro.

 

Pressão do MPRJ (II)

O relatório do Gate reforçou que “restou comprovado na presente análise que não há que se falar em ausência de dotação para a interrupção dos repasses para o município de Campos dos Goytacazes pelo Fundo Estadual de Saúde, visto que, até a presente data, foram empenhados somente 61,51% do orçamento previsto para o ano”.

 

Força das instituições, não de Wladimir

A queda de braço com Bacellar não foi vencida pela força política de Wladimir. Mas porque as instituições fluminenses reagiram com firmeza à decisão política açodada, sem nenhum critério técnico, de um governador do RJ em exercício. Que, para não prejudicar Campos e o Norte Fluminense, teve que ser revista pelo ainda governador de direito.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Saúde de Campos, boia a Eduardo e Trump x STF no Folha no Ar desta 4ª

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Recuo do RJ e retomada ao cofinanciamento à Saúde Pública de Campos, tentativa do governador Cláudio Castro (PL) de criar secretaria para salvar o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL) e ter o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2026, e e ameaça de Trump de tarifar os produtos do Brasil com a reação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Do local ao mundial, passando pelo estadual e nacional, todos os temas estão interligados. E serão detalhados, pelo jornalista Aluysio Abreu Barbosa e o radialista Cláudio Nogueira, no Folha no Ar desta quarta (23), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quarta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

Vida e obra do jornalista Péris Ribeiro no Folha no Ar desta 3ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Falecido na noite de domingo (20), aos 80 anos de vida e 50 de jornalismo, a obra e o legado de Péris Ribeiro (confira aqui) à crônica e à literatura esportivas são o tema do Folha no Ar desta terça (22), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.

Os jornalistas José Trajano, Arnaldo Garcia, Matheus Berriel e Paulo Renato Porto são os convidados para contar um pouco das histórias e da história de Péris, no jornalismo e na literatura. Nesta, foi considerado o grande biógrafo do campista Didi, bicampeão mundial de futebol pelo Brasil nas Copas de 1958, na qual foi eleito o melhor jogador, e 1962.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.