Bolsonaro retira apoio a Bacellar e Castro por exoneração de Reis

 

Jair Bolsonaro não vai mais apoiar Rodrigo Bacellar a governador ou Cláudio Castro a senador nas eleições de 2026 (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu que não vai apoiar mais o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), na pré-candidatura deste a governador em 2026. Nem o atual governador Cláudio Castro (PL), que deixaria o cargo até 4 de abril para concorrer a senador.

A decisão é uma resposta de Bolsonaro a Bacellar e Castro pela exoneração do ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis (MDB) da secretaria estadual de Transportes. Governador em exercício, Rodrigo exonerou Washington no dia 3 (confira aqui), sem avisar a Castro. Que, mesmo assim, anunciou ontem, dia 10 (confira aqui), que manteria a exoneração.

Filho de Jair, o senador Flávio Bolsonaro (PL) tentou convencer Bacellar a voltar atrás na exoneração de Washington, em almoço em Búzios no dia 4, mas não teve sucesso. Depois, com a volta de Castro ao Brasil e ao cargo de governador, Flávio chegou a obter dele a promessa da reintegração de Reis. Mas, pressionado por Bacellar e sua tropa de choque na Alerj, Castro recuou e manteve a exoneração.

Comunicado pelo filho senador da manutenção da exoneração de Washington, Bolsonaro respondeu:

— Não vou apoiar Cláudio Castro para o Senado, nem Bacellar para o governo. Pode avisar lá. Vou esperar as coisas acontecerem e decidir com calma o que vamos fazer no Rio em 2026.

No dia 5, ao analisar a exoneração de Washington por Rodrigo, este blog e a coluna Ponto Final, da Folha da Manhã, tentaram advertir o político de Campos, em texto intitulado (confira aqui) “Fígado x cérebro: Bacellar exonera Reis e dificulta sua eleição a governador”:

—  Com a exoneração de Washington, como ao cortar (confira aqui) o cofinanciamento do RJ à Saúde Pública de Campos, Rodrigo agiu como Ciro Gomes no 2º turno presidencial de 2022: com o fígado. E a maior virtude do político de Campos, sua capacidade de articulação, reside em outro órgão: o cérebro. Por este, sem Washington, o caminho de Bacellar pode ter ficado mais difícil. A ver.

Pelo visto só seis dias depois, com a retirada do apoio de Bolsonaro, a pré-candidatura de Rodrigo a governador em 2026 parece realmente ter ficado mais difícil.

 

Após pedir liberdade a Cristina, Lula rebate Trump sobre Bolsonaro

 

Donald Trump e Jair Bolsonaro em 19 de março de 2019, e Lula e Cristina Kirchner em 3 e julho de 2025 (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Efeito das campanhas de IA?

A nova pesquisa AtlasIntel do final de junho (confira aqui) só pegou o início da campanha petista (confira aqui) “Hugo nem se importa”, contra o presidente da Câmara de Deputados, Hugo Motta (REP/PB), eleito com apoio do PT. Como a genérica “Congresso inimigo do povo”, tão danosa à democracia quanto chamar o Supremo Tribunal Federal (STF) do mesmo, como fazem os bolsonaristas.

 

Antes do apoio de Trump a Bolsonaro (I)

A AtlasIntel não pegou a troca de farpas entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump. Que, na segunda (7), postou em sua rede social, Truth Social: “O Brasil está fazendo uma coisa terrível com seu ex-presidente Jair Bolsonaro (…) Sua eleição (que Lula venceu no 2º turno de 2022) foi muito apertada (por 1,8 ponto dos votos válidos) e, agora, ele lidera nas pesquisas”.

 

Antes do apoio de Trump a Bolsonaro (II)

“O grande povo do Brasil não aceitará o que estão fazendo com seu ex-presidente. Estarei assistindo à caça às bruxas contra Jair Bolsonaro, sua família e milhares de seus apoiadores, muito de perto. O único julgamento que deveria estar acontecendo é nas urnas — isso se chama eleição. Deixem Bolsonaro em paz”, pregou Trump.

 

Lula rebate Trump

Lula reagiu ainda na segunda. Primeiro em nota nas redes sociais: “Somos um país soberano. Não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja”. E, no mesmo dia, se pronunciou em coletiva na cúpula dos Brics, no Rio: “Este país tem lei, este país tem regra e tem um dono chamado povo brasileiro. Portanto, dê palpite na sua vida e não na nossa”.

 

EUA não têm Justiça Eleitoral (I)

Trump não é conhecido por seu apego à verdade. Tampouco por seus conhecimentos sobre o Brasil. Que, diferente dos EUA, tem Justiça Eleitoral. Foi através do seu Tribunal Superior Eleitoral (TSE), condenou Bolsonaro à inelegibilidade duas vezes, em 2023, até 2030. No que independe do seu julgamento no STF, ainda em curso, por tentativa de golpe de Estado.

 

EUA não têm Justiça Eleitoral (II)

Se houvesse algo como TSE nos EUA, provavelmente, Trump seria impedido de concorrer e se eleger novamente à Casa Branca em 2024. Após incitar seus militantes a invadirem o Capitólio, para tentar impedir a posse de Joe Biden, em 6 de janeiro de 2021. Inspirou os bolsonaristas a fazerem o mesmo na Praça dos Três Poderes de Brasília, em 8 de janeiro de 2023.

 

Crítica pertinente de Trump

Mesmo sem ser também conhecido por seu saber jurídico, Trump pode não estar de todo errado ao denunciar “caça às bruxas” contra Bolsonaro. Em nenhum Estado Democrático de Direito do planeta Terra, vítima pode julgar algoz. Pela parcialidade óbvia da primeira, como é o caso (confira aqui) do ministro Alexandre de Moraes no caso do qual é relator e inquisidor no STF.

 

Lula como Trump na Argentina

Mesmo que a defesa de Bolsonaro por Trump não mude nada no STF, Lula mostra dois pesos e medidas. Condenou Trump por se meter em decisões judiciais do Brasil e se meteu na condenação judicial de Cristina Kirchner na Argentina. Que visitou e por quem posou, no dia 3, com cartaz pela soltura. Da ex-mandatária do país vizinho, em prisão domiciliar por corrupção.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Após meses de queda, Lula reage em pesquisa do final de junho

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Lula reage nas pesquisas

Em queda de aprovação (confira aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) em todas as pesquisas recentes, o Lula 3 parece ter estancado a sangria. Ontem (8), foi divulgada a nova pesquisa nacional AtlasIntel. Em que a desaprovação ao atual Governo Federal oscilou para baixo, de 53,7% dos brasileiros em maio aos 51,8% do final de junho. E os que aprovam oscilaram para cima no período: de 45,4% aos atuais 47,3%.

 

Aprovação de governo e 2º turno

A maioria ainda desaprova o Lula 3. Mas, na margem de erro de 2 pontos para mais ou menos da AtlasIntel, é quase um empate técnico entre desaprovação e aprovação. Nas simulações de 2º turno, Lula ficaria no empate técnico contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (REP), por 47,6% a 46,9%; e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), por 48,0% a 47,5%.

 

Lula melhora sobre Tarcísio e Michelle

Numericamente à frente de Tarcísio e Michelle, Lula elevou sua perspectiva ao 2º turno. Entre a AtlasIntel de maio e a do final de junho, ele oscilou 2,5 pontos para cima (45,1% a 47,6%) contra Tarcísio, que oscilou 2 pontos para baixo (48,9% a 46,9%). Como oscilou 2,7 pontos para cima (45,3% a 48,0%) contra Michelle, que oscilou 2,3 pontos para baixo (49,8% a 47,5%).

 

Ainda é cedo

Feita com 2.621 eleitores, entre 27 e 30 de junho, a nova pesquisa AtlasIntel pegou só o início da reação do PT (confira aqui) nas redes sociais, com vídeos de IA, à derrubada pelo Congresso, no dia 25, do decreto presidencial para o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Mas só as próximas pesquisas serão capazes de dimensionar isso com precisão.

 

Atrás de Bolsonaro

Apesar da aparente recuperação, se a eleição fosse hoje, não daqui a 1 ano e 2 meses, Lula seguiria atrás do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Que, na consulta estimulada ao 1º turno,  teve 46% de intenções de voto, contra 44,4% do petista. Como no 2º turno, Lula hoje teria 47,8% contra 48,6% de Bolsonaro, inelegível até 2030. Mas seriam dois empates técnicos.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Contra estepes da oposição

À exceção de Bolsonaro, Tarcísio e Michelle, Lula liderou fora da margem de erro todas as demais simulações ao 2º turno. Onde teria hoje grande vantagem sobre os atuais governadores de Minas Gerais, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul, respectivamente, Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União), Ratinho Jr. (PSD) e Eduardo Leite (PSD).

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE

Análise do especialista (I)

“A nova AtlasIntel aponta Lula tecnicamente empatado com Tarcísio e Michelle. Embora numericamente atrás, o presidente também empata tecnicamente com um Bolsonaro inelegível. E, fora da margem de erro, bateria Zema, Caiado, Ratinho Jr. e Eduardo Leite”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em Estatística no IBGE.

 

Análise do especialista (II)

“Já na aprovação de governo, a AtlasIntel também aponta tendência de recuperação do governo Lula, embora a desaprovação permaneça na casa superior a 50%. Corrupção, criminalidade e tráfico de drogas e economia e inflação, na avaliação dos eleitores, continuam sendo os principais problemas do país”, concluiu o especialista.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Crise na Saúde de Campos e Fluminense no Folha no Ar desta 4ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Médico, presidente da Fundação Benedito Pereira Nunes, diretor do Hospital Escola Álvaro Alvim (HEAA) e torcedor do Fluminense, Geraldo Venâncio é o convidado do Folha no Ar desta quarta (9), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.

Independente do resultado da semifinal contra o inglês Chelsea, a partir das 16h de hoje, ele avaliará amanhã a campanha já histórica do Fluminense na Copa do Mundo de Clubes. E tentará projetar a outra semifinal, entre o espanhol Real Madrid e o francês Paris Saint-Germain, às 16h de quarta.

Geraldo avaliará a crise da Saúde Pública de Campos e dos municípios vizinhos cujos doentes atendia diariamente, gerada pela queda de braço política (confira aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) entre o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), que cortou (confira aqui e aqui) o cofinanciamento estadual ao setor no município, e o prefeito Wladimir Garotinho (PP).

Por fim, com base nas pesquisas mais recentes, ele tentará projetar as eleições de 2026 a presidente (confira aqui, aqui e aqui), governador (confira aqui), senador (confira aqui) e deputados, daqui a pouco mais de 1 ano e 2 meses.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quarta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

Antes do Fluminense, Mundial de Clubes no Folha no Ar desta 3ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A Copa do Mundo de Clubes entra em campo com o advogado Fábio Bastos e o formando em Engenharia e administrador de empresas João Marcelo Coutinho, fãs de futebol e convidados do Folha no Ar nesta terça (8), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.

Os dois darão suas expectativas do Fluminense, não só contra o inglês Chelsea, às 16h de terça, quanto da presença do clube carioca em meio a três grandes da Europa nas semifinais do Mundial. Que serão completas às 16h desta quarta (9), entre o espanhol Real Madrid e o francês Paris Saint-Germain.

Além do Fluminense, João Marcelo e Fábio também analisarão o desempenho, entre erros e acertos, dos demais brasileiros na Copa do Mundo de Clubes: Palmeiras, Botafogo e Flamengo. Por fim, os dois tentarão projetar a influência e as lições do Mundial ao futebol de clubes do Brasil e da América do Sul.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

Matheus José — Modelo absolutista de Maquiavel em questão

 

Campos dos Goytacazes e os pensadores Platão, Nicolau Maquiavel, Deepak Chopra e Lenio Streck (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Matheus José, advogado

Carta aos políticos, gestores e assessores da República

Por Matheus José

 

Trago esta carta a todos vocês depois de um seminário atemporal onde estiveram presentes Platão (427-347 – a.C., filósofo da Grécia antiga), Nicolau Maquiavel (1.469-1.527, filósofo e cientista político Italiano), Deepak Chopra (1946, médico indiano radicado nos Estados Unidos, escritor com ênfase em espiritualidade) e Lenio Streck (1955, jurista brasileiro, com ênfase em filosofia no direito – atualmente o segundo jurista mais citado em Teoria do Direito no mundo).

Eis o título do seminário: “Métodos atemporais para liderar, gerir e decidir”. Iniciados os trabalhos, buscando certo protagonismo, Nicolau Maquiavel pede a palavra e inicia sua apresentação com ênfase nos ensinamentos descritos em sua obra “O Príncipe”:

— Um governante deve ser cortês, mas sempre estar pronto para fazer o mal, se necessário. Há sempre que dividir para melhor reinar. E na primeira oportunidade, aniquilar seus inimigos, e, talvez, até mesmo seus amigos. São formas de manter a condução de poder e temor de todos os demais.

Sabedor que Nicolau se inspirou em seus ensinamentos, Platão pede a palavra e sustenta:

— Você, Nicolau, trilhou uma linha muito pragmática em suas orientações. Não vi em momento algum cotejar os referidos ditames com as quatro principais virtudes que devem ser os alicerces daqueles que gerem a coisa pública: (I) a sabedoria, (II) a coragem, (III) a moderação e (IV) a justiça. Não consigo visualizar o desenvolvimento e organização de uma sociedade justa sem estes elementos. Você focou apenas na detenção do poder pelo poder. Desta forma, não conseguiremos inspirar os governados, em especial as novas gerações. Reveja, pois, os seus ensinamentos.

Com certo constrangimento, ante à pública reprimenda, Nicolau tenta explicar:

— Minha função é orientar o detentor do poder, aquele que lidera, a continuar com o poder e liderar. Nada mais que isso.

Tentando acalmar os ânimos, coube ao filósofo Deepack Chopra lançar no debate primados de linha espiritual, que, segundo o médico, incidem na vida de todos:

— Ao longo de nossas vidas, fazemos atos que reverberam em outras pessoas e, ouso a dizer-lhes que, inevitavelmente, voltará para nós na mesma proporção da bondade ou maldade emanada. Conceituo isso como Karma. A causa e efeito que emanamos aos próximos em nossas vidas. Uma certa lei de doação, a qual vincula o que receberemos, na proporção do que emanamos. Governantes e líderes têm grandes oportunidades de fazer o bem e muita das vezes, por soberba e demasiada ambição, se perdem em suas carreiras e gestões.

Maquiavel atravessa a fala de Deepack Chopra:

— Ah, pronto! Isso aqui transformou-se em palestra sobre compaixão. Sobre empatia. Não é esta minha função ao assessorar reis e príncipes. Minha função é garantir o poder, fazendo até o mal, se necessário, como falei:

Platão entra para moderar e repreende seu aluno:

— Maquiavel, talvez faltem aos líderes os ensinamentos aqui esposados por Chopra. As questões por ele aqui expostas, numa linha de “dar e receber” e “lei do retorno” se alinham com as quatro virtudes que anteriormente eu aqui sustentei, em especial com a referente a justiça nas tomadas de decisões… Sugiro uma breve pausa e retornemos em seguida.

No retorno dos trabalhos coube a palavra ao jurista filósofo Lenio Streck:

— Antes do mais, agradeço a oportunidade de trazer algumas colaborações neste seminário de exposições de ideias que visa orientar governantes e líderes na tomada de decisões. Nessa linha, sempre sustentei que a filosofia e a literatura devem colaborar na tomada de decisões, sejam elas de natureza jurídicas ou de gestão. Consegui, conjugando estas premissas, inserir no ordenamento jurídico que as decisões devem ser íntegras e coerentes. Em outros escritos, visando colaborar com a teoria da decisão, novamente, seja ela jurídica ou administrativa, afirmo que não há decisão correta que não seja universalizável. Nessa linha se garante a coerência e a integridade estará alinhada com a justeza da medida.

Ante ao andar da hora, Platão pede a palavra visando encerramento dos trabalhos, dirigindo especial fala a Maquiavel:

— Nicolau, atualize, pois, a tua obra, seus escritos referem-se a um modelo absolutista que não encontra guarida nos dias atuais. Que incentivemos os políticos, governantes, membros e detentores de poder, e respectivos assessores daqueles a atuarem com Sabedoria, visando o bem da coletividade. Que tenham coragem, não para aniquilar seu inimigo, mas para enfrentar as pautas em prol das governados. Que tenham moderação e temperança, visando não abusar do poder, com domínio próprio, se cercando daqueles que consigam impedir erros em tomadas de decisões desviadas e açodadas em errôneos ímpetos. E tenham sempre como norte o inalienável senso de Justiça, com tomada de decisão pautada em integridade e coerência.

Foram essas linhas que consegui resumir em meu cansado caderno. Forte abraço,

Matheus José, advogado.

 

Lula 3 sai das cordas batendo no Congresso com “nós contra eles”

 

Presidente da República e da Câmara de Deputados, respectivamente, Lula e Hugo Motta (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Lula 3 sai das cordas com “nós contra eles”

Acuado pela queda de popularidade em todas as pesquisas de 2025  (confira aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) às urnas de 2026, daqui a pouco mais de 1 ano e 2 meses, o presidente Lula e o PT conseguiram sair das cordas. Para tanto, elegeram como inimigo o Congresso, sobretudo o presidente da Câmara de Deputados, Hugo Motta (REP/PB), no conceito marxista da luta de classes, o popular “nós contra eles”.

 

Como Collor antes do impeachment

Tudo por conta da proposta do governo de aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Cujo decreto presidencial foi o primeiro a ser derrubado no Congresso em 33 anos. E não é pouco coisa, lembrado que o presidente em 1992 era Fernando Collor de Mello, hoje em prisão domiciliar e, à época, à beira de sofrer impeachment pelo Congresso.

 

Esquerda no caminho da extrema direita

Inferior na batalha das ruas desde as Jornadas de Junho de 2013, que iriam num crescendo até o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016, finalmente a esquerda parece ter aprendido o caminho da extrema direita nas redes sociais. Nas quais viralizaram vídeos de IA como “Hugo nem se importa”, ou classificando o Congresso de direita de “inimigo do povo”.

 

 

 

Culpa real dividida

Com o mesmo descompromisso com a verdade da extrema direita, que colou a pecha de “Taxadd” no ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e no governo Lula 3, a esquerda contra-atacou na guerra de narrativas. Mesmo que a demanda de arrecadação tenha culpa real dividida entre Executivo e Legislativo: um propôs e o outro aprovou um orçamento fictício.

 

A verdade e a narrativa

Também não é verdade que o aumento do IOF é a expressão do lema de Robin Hood: “tirar dos ricos para dar aos pobres”. Micro e pequenos empreendedores serão tão penalizados quanto os magnatas da Faria Lima, avenida da cidade de São Paulo que simboliza o andar de cima do capitalismo tupiniquim. Mas, verdade à parte, o fato é que a narrativa do PT colou.

 

Aposta na antipolítica

Tenha maioria de direita, de esquerda ou de centro, chamar o Congresso de “inimigo do povo” é tão danoso à democracia quanto chamar o Supremo Tribunal Federal (STF) do mesmo, como fazem os bolsonaristas. Como estes, é apostar na antipolítica que encheu o Congresso de imbecis. Que trocam o papel de legislar pela caça de cortes para lacrar nas redes sociais.

 

Para além dos já convertidos?

O “Lulinha paz e amor” dos seus dois primeiros governos vinha naufragando no terceiro como o presidente da “frente democrática”. Que o elegeu por apenas 1,8 ponto de vantagem nos votos válidos em 2022. O giro de 180º do Lula 3 insuflou a militância de esquerda, que andava acanhada. Se vai funcionar para além dos já convertidos, só as próximas pesquisas dirão.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Fígado x cérebro: Bacellar exonera Reis e dificulta sua eleição a governador

 

Rodrigo Bacellar, Eduardo Cunha, Washington Reis e Eduardo Paes (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Cunha, Reis e Bacellar

“Com a gente, vocês vão ao 2º turno a governador. Sem nós, Eduardo Paes (PSD) leva no 1º turno”. Foi o que o ex-presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha disse, dias atrás, ao presidente da Alerj, governador em exercício e pré-candidato a governador, Rodrigo Bacellar (União). E Cunha pode ser acusado de tudo. Menos de não entender muito de política real.

 

Rodrigo exonera Washington

O “nós” de Cunha se referia a Washington Reis (MDB), ex-prefeito e muito popular em Duque de Caxias, segundo maior colégio eleitoral do RJ, atrás apenas da cidade do Rio, onde Paes é prefeito e teria a maioria dos votos a governador em 2026. E Rodrigo, assim que assumiu como governador na quinta (3), exonerou (confira aqui) Washington da secretaria estadual de Transportes.

 

A 1º variável de Bacellar a governador

Desde 12 de março, sob o título “As variáveis da equação de Rodrigo Bacellar a governador”, esta coluna listou (relembre aqui) as três principais. A primeira era tirar o ex-vice-governador Thiago Pampolha (MDB) do seu caminho na sucessão do governador Cláudio Castro (PL). O que se consumou (confira aqui) em 19 de maio, como a coluna antecipou, com (confira aqui) detalhes do acordo, 10 dias antes.

 

A 2ª variável de Bacellar a governador

A segunda variável necessária às chances de Rodrigo a governador seria o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Que todas as pesquisas mostram ser ainda mais popular entre o eleitor fluminense do que já tinha sido em sua vitória estadual no 2º turno presidencial de 2022 sobre Lula (PT), a despeito deste ter vencido o pleito nacionalmente.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Malafaia quer Washington

Além de colocar, desde 12 de março, a variável Bolsonaro como necessidade de Rodrigo, a coluna reforçou (confira aqui) em 24 de maio: “Após Pampolha, Bacellar precisa conquistar o bolsonarismo”. Quando registrou a posição do pastor bolsonarista Silas Malafaia: “Eu apoio o Washington Reis. Não tenho compromisso com outro. Se não for o Washington, não contem comigo”.

 

Promessa de apoio do capitão

Ainda assim, fruto da sua obstinação, Rodrigo conseguiu a promessa de apoio de Bolsonaro em 23 de maio. Como O Globo registrou (confira aqui) no dia 26 daquele mês, o blog Opiniões repercutiu (confira aqui) no dia 27 e a coluna detalhou (confira aqui) no dia 28, o capitão impôs duas condições: que não surja nenhum fato que desabone o político de Campos e indicar o vice na sua chapa a governador.

 

A 3ª variável de Bacellar a governador

O fato é que, na promessa de apoio de Bolsonaro, Rodrigo passou com louvor também na segunda variável à consolidação da sua pré-candidatura a governador, como a coluna adiantou desde 12 de março. Quando elencou a terceira variável: “O apoio de Washington Reis, aliado de primeira hora dos Bolsonaro, é disputado para 2026. Tanto por Paes, quanto por Bacellar”.

 

Fígado x cérebro

Com a exoneração de Washington, como ao cortar (confira aqui) o cofinanciamento do RJ à Saúde Pública de Campos, Rodrigo agiu como Ciro Gomes no 2º turno presidencial de 2022: com o fígado. E a maior virtude do político de Campos, sua capacidade de articulação, reside em outro órgão: o cérebro. Por este, sem Washington, o caminho de Bacellar pode ter ficado mais difícil. A ver.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Candidatos a presidente do PT de Campos no Folha no Ar desta 6ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Candidatos a presidente do PT de Campos nas eleições gerais do partido neste domingo (6), o assessor do Sindipetro NF Danilo Dutra e o professor e ex-reitor do IFF Jefferson Manhães serão os convidados para encerrar a semana do Folha no Ar desta sexta, ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.

Os dois falarão dos motivos para os militantes petistas votarem em um ou outro candidato a presidente do partido em Campos. Jefferson e Danilo também darão suas expectativas às eleições a presidente do PT nacional (com quatro candidatos: Edinho Silva, Valter Pomar, Romênio Pereira e Rui Falcão) e do Estado do Rio (com os candidatos Diego Zeidan e Reimont).

Por fim, os dois candidatos a presidente do PT de Campos analisarão a crise recente entre o governo Lula 3 e o Congresso Nacional, por conta do IOF. E tentarão projetar, a partir das pesquisas, as eleições de 2026 a presidente (confira aqui, aqui e aqui), governador (confira aqui), senador (confira aqui) e deputados, daqui a 1 ano e 3 meses.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

Com ruptura do RJ, Saúde de Campos não atenderá vizinhos

 

Reformado com ajuda do governo Cláudio Castro, enquanto durou a pacificação entre Rodrigo Bacellar e Wladimir Garotinho, o HGG e os demais hospitais públicos de Campos podem deixar de atender doentes de municípios vizinhos com o rompimento do confinanciamento do RJ à Saúde goitacá (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Saúde golpeada na briga entre Wladimir e Rodrigo

A cisão entre o prefeito Wladimir Garotinho (PP) e o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), sobrou para a população de Campos. Sobretudo à maioria dos 519 mil campistas que não pode pagar um plano de saúde. No último dia 23, como governador em exercício, Rodrigo cancelou (confira aqui) o cofinanciamento do RJ à Saúde Pública de Campos.

 

Wladimir cobra na véspera da vinda de Rodrigo

O cancelamento veio depois que Wladimir cobrou publicamente o repasse do cofinanciamento estadual à Saúde de Campos, na condição de polo regional que recebe doentes dos municípios vizinhos. A primeira cobrança do prefeito veio (confira aqui) em 15 de junho, na véspera da visita de Rodrigo a Campos como governador em exercício, no dia 16.

 

Convite para reunião

No Farol, para inaugurar (confira aqui e aqui) o Destacamento do Corpo de Bombeiros da praia campista, Rodrigo respondeu (confira aqui): “Não vou ficar de briga”. Na noite do mesmo dia 16, Wladimir publicou (confira aqui) um vídeo no Instagram, dizendo que não estava de briga e para convidar o presidente da Alerj a uma reunião na Prefeitura de Campos, para resolver a questão.

 

Convite ignorado e “sangue nas mãos”

Procurada pela coluna na manhã do dia 17, a assessoria de Rodrigo afirmou (confira aqui) que ele não se manifestaria sobre o convite. Ao que Wladimir respondeu (confira aqui): “Ainda está em tempo de ele ajudar a Saúde de Campos. Ou vai deixar as pessoas morrerem pela omissão dele? O tempo passa e ele pode até fazer pose, mas vai ter sangue nas mãos”.

 

Vitória à Saúde de Campos na Justiça

Também no dia 17, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decidiu (confira aqui) que o Governo do Estado teria que repassar R$ 9.179.734,34 à Saúde de Campos. A decisão, do desembargador José Roberto Portugal Compasso, determinou que a quantia fosse depositada na conta da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Campos.

 

Campos sem regulação fora da PPI?

No dia 30, Wladimir enviou (confira aqui) um ofício ao governador Cláudio Castro (PL) e a Rodrigo, para tentar sanar a falta de repasse do cofinanciamento à Saúde. A Prefeitura deu prazo de 15 dias para resposta ou tomaria providências para não aceitar regulações fora da Programação Pactuada Integrada (PPI).

 

O que significa não aceitar fora da PPI?

Na prática, não aceitar regulação fora da PPI seria o primeiro passo prático para que os hospitais públicos de Campos, Ferreira Machado (HFM), Geral de Guarus (HGG) e São José (HSJ), não aceitem pacientes dos municípios vizinhos. Que a rede de Saúde Pública de Campos atende diariamente.

 

Rodrigo x Wladimir em 2026

Rodrigo é pré-candidato a governador em 2026. E, como a Folha adiantou (confira aqui) desde 9 de maio, concorrerá ao cargo sentado na cadeira. Da qual Castro sai até 4 de abril, para concorrer a senador ou deputado federal. Como Wladimir, para disputar a deputado federal ou vice (confira aqui) na chapa do prefeito carioca, Eduardo Paes (PSD), a governador.

 

Erro de Wladimir

É essa disputa eleitoral, a 1 ano e 3 meses da urna, que gerou o problema da Saúde de Campos. Wladimir erra se acha que se oporá eleitoralmente a Rodrigo, mandando no Estado pelo menos até 2026, sem consequências. Foi com o apoio do RJ que o prefeito não só manteve a Saúde, como reformou o HGG e reabriu o Restaurante Popular.

 

Erro de Rodrigo

Mas, como campista, Rodrigo erra ainda mais ao colocar o povo de Campos e do Norte Fluminense como alvo direto das consequências. Conhecido pela capacidade de articulação, como pelo temperamento forte, ele deveria deixar a primeira prevalecer. Não assinar o rompimento unilateral do cofinanciamento do RJ à Saúde Pública goitacá.

 

Erros de Wladimir e Rodrigo

Erra também Wladimir se crê que sua proximidade com os irmãos Washington Reis e seu irmão, Ronsenverg Reis, ambos do MDB e, respectivamente, secretário estadual de Transporte e 1º secretário da Alerj, dará teflon a Rodrigo. Como este erra se aposta em vencer Paes a governador sem os votos dos Reis em Duque de Caxias, 2º maior colégio eleitoral do RJ.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Fluminense brilha e é o futebol do Rio nesta sexta ao mundo

 

Técnicos do Fluminense dentro e fora de campo, Thiago Silva e Renato Gaúcho comemoram a vitória histórica de 2 a 0 sobre a Inter de Milão e a classificação tricolor às quartas de final da Copa do Mundo de Clubes (Foto: Getty Images)

 

 

Fluminense é o futebol do Rio no Mundial

Menos badalado e com menos dinheiro do que Flamengo e Botafogo, o Fluminense é o futebol do Rio de Janeiro nas quartas de final da Copa do Mundo de Clubes nos EUA, nesta sexta (4), às 16h. Quando enfrentará o milionário Al-Hilal, da Arábia Saudita, com três bons jogadores brasileiros: o artilheiro Marcos Leonardo, o ponta Malcom e o lateral esquerdo Renan Lodi.

 

Palmeiras também é o Brasil na sexta

Também na sexta, nas outras quartas do chaveamento à semifinal, o consistente Palmeiras encara o inglês Chelsea, derrotado pelo Flamengo por 3 a 1 na fase de grupos. Mas é o Fluminense o time brasileiro que, até aqui, mais surpreendeu positivamente. Como fez na vitória histórica de 2 a 0 sobre a poderosa Inter de Milão, nas oitavas de segunda (30).

 

Destaques individuais e coletivo

Como de hábito, o colombiano Jhon Arias e o veterano Thiago Silva tiveram atuações monstruosas contra a Inter. Como o veterano goleiro Fábio e Ignácio, que brilhou no esquema de três zagueiros pensado por Renato Gaúcho para espelhar taticamente a vice-campeã da Champions deste ano e derrotá-la. Com superioridade tática sobre o decantado futebol italiano.

 

Flu e Al-Hilal brilham contra europeus

Curiosamente, o Fluminense fez seus melhores jogos contra grandes clubes da Europa. Em sua estreia contra o alemão Borussia, dia 17, dominou, mas empatou de 0 a 0. Assim como o Al-Hilal empatou com o gigante Real Madrid, em 1 a 1, dia 18. Antes de também impressionar nas oitavas de segunda, ao bater por 4 a 3 o poderoso Manchester City do técnico Pep Guardiola.

 

Brilho sem Neymar

Além de despacharem dois grandes da Europa e disputarem uma vaga na semifinal do Mundial, Fluminense e Al-Hilal têm mais algo em comum. O primeiro chegou a conversar com Neymar para levá-lo aos EUA, mas não rolou. Como o time árabe dispensou Neymar, em janeiro, por sua absoluta falta de compromisso enquanto jogador profissional de futebol.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Outra pesquisa confirma dificuldades à reeleição de Lula

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Nova pesquisa, mesma dificuldade a Lula

Nova pesquisa do instituto Paraná, divulgada na terça (24), confirma o cenário já revelado pelos levantamentos CNT/MDA e Datafolha (confira aqui e aqui) também de junho, como os feitos pela Quaest e AtlasIntel (confira aqui, aqui, aqui e aqui) de maio: se a eleição de outubro de 2026 fosse hoje, o presidente Lula (PT) teria dificuldades para se reeleger. Contra vários potenciais candidatos da oposição.

 

Atrás de Bolsonaro no 1º turno

Inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2030, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ficaria numericamente à frente de Lula até no 1º turno. Em empate técnico no limite da margem de erro de 2,2 pontos para mais ou menos, Bolsonaro teve 37,2% de intenção de voto na consulta estimulada Paraná, contra 32,8% de Lula.

 

Atrás de Bolsonaro no 2º turno

Fora da margem de erro, Bolsonaro também bateria Lula no 2º turno, por 46,5% a 39,7%. Embora fique à frente dos demais potenciais candidatos em todas as demais simulações de 1º turno, o líder petista ficaria numericamente atrás no 2º turno também da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (REP).

 

Atrás de Michelle e Tarcísio no 2º turno

Em um eventual 2º turno com Michelle, ela teria 44,4% de intenção, contra 40,6% de Lula. Já em um 2º turno com Tarcísio, este teria 43,6% contra 40,1% do atual presidente. Que, numericamente atrás, ficaria em empate técnico, na margem de erro, com a esposa e o ex-ministro de Infraestrutura de Bolsonaro.

 

Empate técnico com Eduardo, Flávio e Ratinho Jr. (I)

Se seu adversário no 2º turno fosse o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL), ou o senador Flávio Bolsonaro (PL), ou o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD); Lula ficaria numericamente à frente. Mas não passaria do empate técnico com nenhum dos três.

 

Empate técnico com Eduardo, Flávio e Ratinho Jr. (I)

Nas simulações de 2º turno da pesquisa Paraná, Lula teria 41,6% contra 39,1% de Eduardo, 42,1% contra 38,4% de Flávio e 41,2% contra 37,0% de Ratinho Junior. Fora da margem de erro, o atual presidente só levaria hoje o 2º turno contra o senador Rogério Marinho (PL), por 41,8% a 31,2%; e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), por 41,4% a 33,5%.

 

Empate técnico com Michelle no 1º turno

Nas consultas estimuladas ao 1º turno, além de numericamente atrás de Bolsonaro, Lula também não passaria do empate técnico com Michelle, por 33,5% a 30,2%. Mas, fora da margem de erro, o petista lideraria o 1º turno contra Tarcísio, por 34,0% a 24,3%; contra Eduardo, por 33,8% a 21,3%; e contra Flávio, por 33,8% a 20,4%.

 

Grande influência eleitoral de Bolsonaro   

“Bolsonaro está à frente de Lula tanto na consulta estimulada ao 1º turno, por 37,2% a 32,8%, quanto ao 2º turno, por 46,5% a 39,7%. Embora inelegível, o resultado nos cenários estimulados pela Paraná revela a grande influência eleitoral que o ex-presidente exercerá em 2026”, destacou William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

 

Contra Michelle e Tarcísio

“Dos candidatos elegíveis, Lula empata tecnicamente com Michelle no 1º (33,5% a 30,2%) e no 2º turno (40,6% a 44,4%). Com Michelle numericamente à frente no segundo pleito. Também na margem de erro, Lula aparece atrás de Tarcísio de Freitas no 2º turno (43,6% a 40,1%), apesar de superá-lo fora da margem no primeiro (34,0% a 24,3%)”, ressaltou William.

 

Conclusão do especialista

“Contra os irmãos Eduardo e Flávio Bolsonaro, Lula crava iguais 33,8% de intenção no 1º turno contra, respectivamente, 21,3% e 20,4%. Mas empata tecnicamente com ambos no 2º turno: 41,6% a 39,1% contra Eduardo e 42,1% a 38,4% contra Flávio. Com base na pesquisa Paraná, se o pleito fosse hoje, Lula teria dificuldades para se reeleger”, concluiu o especialista.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.