Suzane von Richthofen adolescente; Inaila de Oliveira Freitas, de 37 anos; Antônio Teixeira Freitas, de 3 anos; Antônio Carlos Teixeira, de 45; e a minissérie britânica “Adolescência”, da Netflix (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Aos 14, matou os pais e irmão de 3 anos
O caso do adolescente de 14 anos que matou a tiros os próprios pais e o irmão, de apenas 3 anos, enquanto dormiam, virou (confira aqui) notícia nacional. O triplo homicídio aconteceu no último sábado (21), no distrito de Comendador Venâncio, em Itaperuna. O motivo? Os pais seriam contra a relação do filho com uma adolescente do Mato Grosso, que conheceu na internet.
Crime premeditado e frio
Após esconder embaixo do travesseiro a arma do pai, que era Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), o adolescente esperou que sua família dormisse para executá-los. E arrastou os três corpos até uma cisterna, onde os jogou. Pelo peso dos corpos dos pais, o filho parricida usou Veja, produto de limpeza, para que eles deslizassem sobre o chão.
“Faria tudo de novo”
O mais chocante, no entanto, foi revelado pelo delegado de Polícia Civil Carlos Augusto Guimarães, à frente da investigação. Perguntado se não se arrependia, o adolescente respondeu que não. E que “faria tudo de novo”. Ele disse ter visto no celular do pai que este tinha R$ 33 mil reais para receber de FGTS. O que pode ter também custado as três vidas.
Arma em casa e regulação da internet
O caso escabroso revela vários perigos. O primeiro, de se ter uma arma de fogo em casa, ao alcance de menores de idade. O segundo, que está hoje presente na vida de todos os pais, é o uso de internet pelos filhos, sem acompanhamento ou regulação das redes sociais. Que, no Brasil, é vendida como “censura” pelo mesmo pensamento político de direita armamentista.
Lembrança de Suzane von Richthofen
As características do caso de Itaperuna evocam a lembrança macabras de Suzane von Richthofen. Que, em 2002, na cidade de São Paulo, foi mandante do assassinato dos pais, também enquanto dormiam. Porque eles também eram contrários à relação da filha com Daniel Cravinhos, que cometeu o duplo homicídio com o irmão Cristian.
Mundo cão com carinha de emoji
Como o adolescente de Itaperuna passou a se relacionar com a do Mato Grosso pela internet, inevitável também lembrar da série da Netflix “Adolescência”. Que, com base em fatos reais, conta a história de um adolescente britânico que matou uma colega de escola a facadas, por conta de bullying sexual travestido de emoji. Que é a carinha do mundo cão em que vivemos.
— E aí? No meio do caminho tem o Bayern, tem o Bayern no meio do caminho? — indagou o tricolor Christian, de bate-pronto, garganta ainda molhada do gole de Spaten.
— Vamos saber no domingo. Mas no caminho de vocês, na segunda, tem a Inter de Milão, vice-campeã da Champions — retrucou o rubro-negro Aníbal, tão logo se sentou à mesa do boteco, antes de pedir um copo ao garçom.
— Certeza de brasileiro nas quartas de final da Copa do Mundo de Clubes só no jogo que abre as oitavas, à uma da tarde de sábado. O que você acha? Dá Botafogo ou Palmeiras?
— Em tese, será equilibrado. O Palmeiras tem mais time e opções de banco. Mas o Botafogo faz um Mundial mais consistente. Apesar de ter se acovardado no 2º tempo contra o Atlético de Madrid. Acabou com a invencibilidade dos clubes brasileiros no torneio. E jogou o PSG no caminho do Flamengo nas quartas, caso consiga passar pelo Bayern.
— E você acha que dá?
— Racionalmente, quem não disser que o Bayern é favorito, está mentindo. Se pudesse expressar em números, diria que o Bayern tem 60% de chance de passar, contra 40% do Flamengo. Verdade que vencemos bem o Chelsea, que também era o favorito. Mas se o clube inglês é um grande do futebol da Europa, o alemão é um gigante.
— E se passar do Bayern, pode pegar o PSG nas quartas, o Real Madrid na semi e o Manchester City de Guardiola na final.
— E pode nem acabar aí. Como vi num vídeo do Instagram, se passar por todos esses gigantes europeus, a Fifa vai inventar mais um jogo antes de entregar a taça ao Flamengo: contra os clones do Brasil de 1970. E, depois, contra os clones do Chicago Bulls de Michael Jordan, para decidir qual esporte é melhor: basquete ou futebol.
— Muito bom! — disse Christian, em meio a gargalhadas e engasgado de Spaten.
— Falando sério, se fosse um torneio de pontos corridos, não daria para o Flamengo. Mas é um jogo de mata-mata. Que será decidido por quem tiver mais posse de bola. Creio que essa será a disputa: quem vai conseguir propor seu jogo.
— E, no caso do Flamengo, sem cometer erros.
— Certamente, sem os erros de defesa que geraram os gols que levamos do Chelsea e do Los Angeles FC. E sem meter quatro bolas na trave, como neste último jogo. Mas transformando chances criadas em gols. Que é o dilema do Flamengo dentro do próprio futebol brasileiro.
— Imagina, então, contra o Bayern.
— O Bayern não é invencível. Embora tenha conquistado a Bundesliga em 2025, perdeu nela de virada, por 2 a 3, em plena Allianz Arena, para o Bochum. Que foi o lanterna e rebaixado no campeonato alemão.
— Como foi eliminado pela Inter nas quartas de final da Champions deste ano, no empate de 2 a 2 em Milão, após o time italiano ter vencido o de ida por 2 a 1 em Munique. E Bayern vem de uma derrota inesperada por 0 a 1 para o Benfica na Copa do Mundo de Clubes.
— Essa derrota é ilusória. Só aconteceu por soberba do Bayern, que entrou com o time cheio de reservas no 1º tempo. Como a do Flamengo contra o Los Angeles. Um perdeu, o outro empatou. O Bayern e o Flamengo que entrarão em campo no domingo serão bem diferentes dos seus últimos jogos na fase de grupos. Os dois irão com força total.
— Mas, como diria Noel, com que roupa acha que vão?
— Filipe Luís disse que não vai abrir mão do DNA rubro-negro e será o mais vertical possível. Lógico que, por circunstância de jogo e pela qualidade de jogadores como Olise e Coman pelas pontas, mais Musiala, Sané e Harry Kane flutuando pelo meio do ataque, sem contar Kimmish, cérebro do meio de campo deles, o Flamengo pode ser empurrado para trás. Como falei antes, será uma disputa por posse de bola. Deve vencer quem a impuser. E errar menos.
— Não acha que o espírito retranqueiro de Diego Simeone, técnico de Filipe Luís em sua melhor fase como jogador no Atlético de Madrid, pode baixar no treinador brasileiro?
— Simeone, pai e filho, foram despachados da Copa do Mundo de volta a Madri. O melhor exemplo do que o Flamengo não pode e não deve fazer foi dado pela Juventus de Turim, na goleada de 5 a 2 que tomou do Manchester City na quinta.
— Como assim?
— A Juventus impressionou nos seus dois primeiros jogos na Copa do Mundo. E goleou por 5 a 1 o árabe Al Ain, e por 4 a 1 o marroquino Wydad Casablanca. Depois disso, o técnico croata Igor Tudor ficou com medinho do time de Guardiola e cedeu passivamente a posse de bola. Prova disso, só colocou em campo o camisa 10 e mais habilidoso jogador da Juve, o turco Kenan Yildiz, de apenas 20 anos, no 2º tempo, quando o time italiano já perdia por 1 a 3.
— Assim mesmo, o menino turco deu um passe de cinema para o sérvio Vlahović fazer o segundo gol da Juve.
— Mas a vaca de Turim já tinha ido para o brejo. Com a posse de bola que lhe foi cedida pela covardia do adversário, o Manchester teve até gol, o 5º da sapatada, do brasileiro Savinho.
— Com o goleiro Neuer e o atacante Thomas Müller, dois remanescentes dos 7 a 1 da Alemanha sobre o Brasil, em 2014, ainda jogando no Bayern, não teme a reedição de uma goleada sobre o Flamengo?
— Sim, o Bayern pode até golear o Flamengo. Mas o medo de que o Flamengo vença, entre os antiflamenguistas assumidos e enrustidos, é muito, mas muito maior do que o dos rubro-negros diante do gigante de Munique.
— Isso sou obrigado a admitir. Se o Bayern precisasse faturar uma grana extra era só vender sua camisa no domingo para botafoguenses, tricolores, palmeirenses e até os vascaínos.
— O Bayern pode ser o cadafalso ao Flamengo. Como sua escada para subir um degrau mais alto no futebol do mundo. Ganhe ou perca, é como Sean Connery diz a Kevin Costner, numa cena do filme “Os Intocáveis”, clássico de Brian De Palma: “Deus não gosta de covardes!” — ressalvou Aníbal, antes de tomar de um só gole o copo da cerveja de Munique.
Os jornalistas Paulo Renato Porto e Sebastião Carlos Freitas são os convidados para encerrar a semana do Folha no Ar nesta sexta (27), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.
Os dois analisarão as participações dos brasileiros Flamengo, Botafogo, Fluminense e Palmeiras na fase de grupos da Copa do Mundo de Clubes, nos EUA.
Sebastião e Paulo Renato também falarão o que esperam das oitavas de final, que se iniciam às 13h deste sábado (28), com Palmeiras x Botafogo. E do resto da fase do mata-mata até à final, em 13 de julho.
Por fim, os dois jornalistas analisarão o confronto América do Sul x Europa no Mundial de Clubes e suas lições ao futebol brasileiro.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.
Profissionais que passaram pela redação da Folha da Manhã ao longo dos anos, no Encontro Teclas Antigas, realizado no último sábado, de 21 de junho, que reuniu jornalistas e comunicadores de Campos dos anos 1980 e 1990, na Donatello Pizza (Foto: Roberto Joia)
Elis Regina Nuffer, jornalista
Crônica de um reencontro que arrebentou o peito
Por Elis Regina Nuffer
Não era só mais um evento como tantos que estamos acostumados a cobrir. Era como atravessar um espelho e dar de cara com tudo o que um dia fomos — e com tudo o que ainda pulsa dentro de nós. Um encontro de jornalistas ao ar livre, sim, mas bem longe do óbvio. Árvores altas ao redor de um chão muito nosso e céu aberto como teto. Natureza crua, cenário perfeito para um reencontro que foi tudo, menos suave.
Foi intenso.
Gente que o tempo tinha empurrado para longe, mas nunca apagado da lembrança. Colegas que viraram amigos, amigos que viraram histórias. Jornalistas e comunicadores de todas as vertentes: da notícia quente, das colunas sociais, de assessoria, de comercial. Os que estamos e os que se foram. Sim, estão conosco nas nossas memórias de um tempo que não se apaga e se renova na saudade e no que aprendemos juntos.
O impacto não veio devagar. Veio como avalanche. Cada rosto reencontrado, cada abraço que durava o necessário para a emoção fluir, cada riso entrecortado de lembrança… tudo isso foi tirando o ar e devolvendo pedaços nossos que andavam esquecidos até de nós próprios.
Não era nostalgia. Era celebração bruta de nós que sobrevivemos (e vivemos intensamente) o Jornalismo da virada de século. De quem ainda acredita. De quem escolheu contar histórias — e agora nós somos protagonistas de uma das mais intensas histórias.
Naquele dia, sábado, 21 de junho de 2025, a comunicação teve voz, corpo e alma. Teve lágrima represada, solta no rosto e emoção sem filtro. E todos sentimos isso… estávamos presentes com o coração.
Tudo organizado perfeitamente com toda delicadeza pelas incríveis Jô e Jane (como disse o nosso amigo Roberto Assis, parece nome de dupla sertaneja). Mas quando chegamos à Donatello (oh, que lugar incrível!), trocamos logo a delicadeza pela intensidade. Nada de açúcar, só a força crua do reencontro.
Foi como um soco no peito — desses que não doem, mas abrem a alma. Reencontrar tanta gente que fez parte da caminhada de cada um de nós, naquele cenário descomplicadamente encantador, foi visceral. Árvores altas como testemunhas silenciosas, vento correndo solto entre as conversas, e o céu, cúmplice, estendido sobre nós.
Não era só saudade. Era o impacto de ver rostos que o tempo não conseguiu apagar, vozes que marcaram eras, sorrisos que carregam histórias. Havia ali jornalistas de todos os cantos da Comunicação. Gente que enfrentou pauta dura, deadline cruel, mudança de rota no meio do caminho… e sobreviveu. Gente que enfrenta tudo isso todo dia e estava ali compartilhando a sua emoção.
Cada abraço parecia resgatar pedaços nossos deixados para trás. Foi reencontro com os outros, mas também com quem a gente era — e talvez ainda seja. Foi intenso. Honesto. Inesquecível.
Não dava para sair igual depois daquilo. Foi explosão estar ali. Foi como se o tempo tivesse dado uma trégua só para nós. As árvores ouviram as nossas histórias e viram quantos abraços demorados (muitos repetidos) que contavam tudo o que as palavras não conseguiram dizer.
Ah, Donatello gentil, perfeito para nossos risos soltos, olhos marejados e memórias flutuando no ar. Cada conversa era uma viagem no tempo – muitos de nós não nos víamos há anos. E, mesmo assim, bastou um olhar para que tudo fizesse sentido outra vez. Estávamos em casa falando da nossa casa porque a Redação sempre foi a casa de cada um de nós.
Um caleidoscópio de histórias humanas, todas convergindo naquele instante mágico. Ali, entre o som da natureza, o chão e o céu, lembramos por que escolhemos essa profissão: contar o mundo ao mundo, mas ali também nos contar.
Foi mais que um encontro. Foi um reencontro com nossa essência, com a paixão que nos move, com a coragem que nos une. E, confesso, ficou difícil conter a emoção diante de tanta trajetória entrelaçada ali, sob as copas generosas das árvores que se doaram só para nós naquele sábado do primeiro grande encontro que sempre será ÚNICO!
Saímos mais leves. Mais inteiros. Com o coração pulsando gratidão.
E quem não chorou… bem, talvez, sorriu chorando por dentro.
As jornalistas Maria Laura Gomes e Silvana Venâncio são as convidadas para o Folha no Ar desta quinta (26), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.
As duas analisarão as participações dos brasileiros Flamengo, Botafogo, Fluminense e Palmeiras na fase de grupos da Copa do Mundo de Clubes, nos EUA.
Silvana e Maria Laura também falarão o que esperam das oitavas de final, que se inicia às 13h deste sábado (28), com Palmeiras x Botafogo. E do resto da fase do mata-mata até à final, em 13 de julho.
Por fim, as duas jornalistas analisarão o confronto América do Sul x Europa no Mundial de Clubes e suas lições ao futebol brasileiro.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.
Ex-deputado federal, ex-presidente da Câmara Municipal de Campos, 1º suplente a vereador do MDB e servidor federal do IFF, Marcão Gomes é o convidado do Folha no Ar desta terça (24), ao vivo, a partir das 7 da manhã, na Folha FM 98,3.
Ele falará sobre a queda de braço entre os governos do Estado do Rio de Janeiro e de Campos, e das suas consequências (confira aqui e aqui) à Saúde Pública do município e de todos os vizinhos do Norte Fluminense que atende diariamente.
Marcão também analisará os primeiros seis meses do governo Wladimir 2, ao qual deve passar a integrar como secretário de Patrimônio Público, e da sua relação com a nova Câmara Municipal.
Por fim, com base nas pesquisas, tentará projetar as eleições de 4 de outubro 2026, a presidente (confira aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), governador (confira aqui), senador (confira aqui) e deputados, daqui a pouco mais de 1 ano e 3 meses.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.
A confirmar a AtlasIntel e a Quaest (confira aqui, aqui, aqui e aqui) de maio, três novas pesquisas apontam que o governo Lula 3 segue desaprovado pela maioria dos brasileiros em junho. E que, se o pleito de outubro de 2026 fosse hoje, não daqui a 1 ano e 3 meses, Lula teria dificuldades para se reeleger presidente em um eventual 2º turno contra possíveis adversários.
Maioria desaprova o governo
Na Ipsos/Ipec de junho, 55% dos brasileiros desaprovam o Lula 3, enquanto 39% aprovam e 6% não opinaram. Na pesquisa CNT/MDA de junho, 53% desaprovam o atual Governo Federal, enquanto 41% aprovam e 6% não opinaram. Com institutos de metodologias diferentes, são quase os mesmos números.
Dificuldades no 2º turno (I)
Já na Datafolha de junho, com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, embora lidere numericamente, Lula não passaria do empate técnico no 2º turno contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (REP), por 43% a 42% de intenções de voto. Assim como contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), por 50% a 46%.
Dificuldades no 2º turno (II)
Na CNT/MDA, com margem de erro de 2,2 pontos para mais ou menos, Lula também lidera numericamente, mas também não passa do empate técnico contra Tarcísio, por 41,1% a 40,4%. A pesquisa não fez projeção de um eventual 2º turno entre o líder petista e Michelle.
Dados das três pesquisas de junho
A Ipsos/Ipec ouviu 2.000 eleitores de 5 a 9 de junho. Com margem de erro de 2 pontos, fez só avaliação de governo, sem levantamento eleitoral. A Datafolha ouviu 2.004 eleitores de 10 a 11 de junho. E fez apenas consulta eleitoral, sem avaliação de governo. Só a CNT/MDA, que ouviu 2.002 eleitores de 11 a 15 de junho, pesquisou ambas: avaliação de governo e eleição.
Força eleitoral de Bolsonaro
Embora inelegível no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2030, além de réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente Jair Bolsonaro também foi pesquisado nas simulações eleitorais para 2026. E, tanto na CNT/MDA quanto na Datafolha, ainda seria o adversário mais duro em uma eleição presidencial contra Lula.
Bolsonaro x Lula na CNT/MDA
Na CNT/MDA, Bolsonaro liderou numericamente a consulta estimulada (com apresentação dos nomes ao eleitor) do 1º turno, por 31,7% a 31,1% de Lula, em um empate técnico. Que também se repetiria ao 2º turno, com 43,9% do capitão contra 41,4% do petista.
Lula x Bolsonaro na Datafolha
Na Datafolha, quem liderou numericamente a consulta estimulada foi Lula, por 36% a 35% de Bolsonaro, em outro empate técnico. Que se repetiria na projeção do 2º turno, mas com vantagem numérica do ex-presidente, com 45% contra 44% do atual.
Lula e Bolsonaro lideram rejeição
Lula e Bolsonaro também lideram a rejeição, índice mais importante em um eventual 2º turno. Na Datafolha, 46% dos brasileiros não votariam de maneira nenhuma no petista e 45%,no capitão.
Rejeição dos demais presidenciáveis
A lista negativa seguiu na Datafolha com 32% de rejeição presidencial ao deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL), 31% do senador Flávio Bolsonaro (PL), 30% de Michelle, 19% do governador do Paraná, Ratinho Jr; 18% do governador de Minas, Romeu Zema (Novo); e os mesmos 15% de Tarcísio e do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União).
Lula não 57% x 67% Bolsonaro não
Na Datafolha, 66% dos brasileiros acham que Lula se candidatará à reeleição. Mas 57% acham que ele não deveria concorrer, contra 41% que acham que deveria. Quanto a Bolsonaro, 67% dos brasileiros acham que ele deveria abrir mão de uma candidatura juridicamente inviável e apoiar outro candidato, contra 29% que acham que deveria manter sua pré-candidatura.
Brasil dividido em três terços
A CNT/MDA não mediu rejeição, mas fez consultas reveladoras. São 32,6% os que preferem votar em Bolsonaro ou alguém apoiado por ele, 30,9% os que preferem votar em Lula ou alguém apoiado por ele e 30,6% os que preferem votar em alguém que não seja ligado a Bolsonaro ou Lula. O eleitor do Brasil se divide quase igualmente nestes três terços.
Esquerda 21,7% x 38% direita
Outras consultas da CNT/MDA revelam como o cenário hoje traz dificuldades à eleição de um presidente de esquerda em 2026. São 21,7% os brasileiros que se dizem de esquerda (17,4%) ou centro-esquerda (4,3%). Enquanto 38% se dizem de direita (33,8%) e centro-direita (4,2%). Outros 6,4% se dizem de centro, com expressivos 33,9% que não souberam responder.
Lula 3 pior que Bolsonaro
Em outra consulta da CNT/MDA desfavorável à reeleição de Lula, 43,1% dos brasileiros acham que o seu governo está pior do que o de Bolsonaro. Do outro lado, 34,4% acham que o atual está melhor que o anterior, com 20,5% que acham que os dois governos são semelhantes.
Quem mais acertou em 2022?
Contratada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), o instituto MDA foi o que mais acertou os resultados das eleições presidenciais de 2022. No 1º turno, a CNT/MDA projetou 48% dos votos válidos a Lula, que teve na urna 48,43%; e 40% a Bolsonaro, que teve 43,20%. E, no 2º turno, projetou 51,1% a Lula, que teve 50,9%; e 48,9% a Bolsonaro, que teve 49,1%.
Análise do especialista (I)
“Falamos dos institutos de pesquisa de maior credibilidade do país. O Datafolha faz pesquisas a presidente da República desde 1989, primeira eleição após redemocratização do Brasil. E o CNT/MDA, por sua vez, foi o instituto que mais acertou as urnas de 2022”, observou o geógrafo William Passos, com especialização doutoral em estatística no IBGE.
Análise do especialista (II)
“Como síntese das últimas projeções desses institutos, destaco as dificuldades para a eleição de um presidente de esquerda em 2026, mesmo na condição de incumbente. E a manutenção de Jair Bolsonaro como a principal liderança anti-lulopetista, com potencial influência sobre o resultado das urnas de 2026, ainda que não venha candidato”, concluiu o especialista.
Bruno Henrique comemora seu gol de empate contra o Chelsea no Mundial de Clubes, antes de dar o passe de cabeça ao segundo gol do Flamengo, nos 3 a 1 sobre o atual campeão da Conference League (Foto: David Ramos/Getty Images)
— E aí? O que achou do Mengão? — bateu de primeira Leonardo, já sentado à mesa do boteco, assim que Aníbal chegou, se sentou e pediu um copo ao garçom.
— Achei o que acho desde 2019. O jogo é grande? Gigante? Chama o Bruno Henrique! — respondeu com mesma satisfação com que enchia seu copo de Estrela Galícia.
— É inegável. Bruno Henrique tem muita estrela. Saiu do banco, empatou o jogo e deu a assistência ao segundo, de Danilo.
— E foi eleito com justiça o melhor da partida. Ainda que Gérson, como o equatoriano Plata, também tenham jogado muito bem.
— Esses 3 a 1 de virada, em cima do Chelsea, com direito a grito de “olé” da torcida, numa Filadélfia rubro-negra, talvez tenha sido a melhor atuação do Flamengo desde que Filipe Luís assumiu como técnico do time principal, há um ano.
— Sim, Filipe Luís também tem muita estrela. Teve coragem de tirar seu melhor jogador tecnicamente, Arrascaeta, que não brilhava, para colocar Bruno Henrique, que empatou o jogo. E, como você disse, deu o passe de cabeça ao segundo, de Danilo. E este teve sua escalação na zaga bancada por Filipe Luís, no lugar de Léo Ortiz, desde o início.
— E o terceiro gol do Flamengo também saiu das mãos de Filipe Luís. Tanto quanto dos pés da jovem promessa Wallace Yan, de apenas 20 anos, que o treinador mandou a jogo. E que, até ontem, jogava videogame com os adversários do Chelsea que encarou e venceu no mundo real, para fechar o placar.
— Sim. Mas, na verdade, tudo começou no 0 a 0 do Palmeiras com o Porto, no domingo retrasado.
— Não entendi.
— Embora o Porto e o futebol português não estejam na primeira prateleira do futebol europeu, foi a primeira demonstração na Copa do Mundo de Clubes de que o futebol dos melhores times do Brasil não está abaixo da média que se pratica na Europa.
— Sim. E essa imagem ficou ainda mais nítida em outro 0 a 0, do Fluminense contra o alemão Borussia Dortmund na terça.
— Com certeza. Com 40 anos, Thiago Silva colocou o perigoso Guirassy no bolso. E o centroavante guineano do Borussia tinha sido o artilheiro da última Champions, com 13 gols, ao lado do brasileiro Raphinha, do Barcelona.
— O colombiano Jhon Arias, para variar, também jogou muito.
— Verdade. Assim como o jovem volante piauiense Hércules. Que demorou um pouco para se adaptar da sua vinda do Fortaleza. Mas, diante do Borussia, teve uma atuação diga do seu nome.
— E o Botafogo derrubando Paris Saint-Germain do pedestal de campeão do mundo na quinta?
— Rapaz, optei por ver o jogo 6 da série final do basquete da NBA, entre o Oklahoma City Thunder e o Indiana Pacers, quase no mesmo horário. Vi o gol de Igor Jesus que definiu a partida, na tela do celular. Mas só pude acompanhar ao vivo os últimos minutos do jogo.
— E como foi o basquete?
— Exibição de autoridade do Indiana de Haliburton. Ganhou a partida de 108 a 91 e empatou a série em 3 jogos a 3. Agora, no primeiro sétimo jogo de uma final de NBA que teremos em 9 anos, desde que o Cleveland Cavaliers de LeBron James ganhou o sétimo jogo e o título em 2016, contra o Golden State Warriors de Stephen Curry. Melhor time da temporada regular deste ano, o OKC do canadense Shai Gilgeous-Alexander terá a chance de fazer o sétimo jogo neste domingo, a partir das 21h, no Paycom Center, dentro da sua casa.
— Do basquete ao futebol, não dá mais para dizer que o Botafogo é só um bairro.
— Desde o Brasileiro e a Libertadores de 2024, o Botafogo alcançou outro patamar, próximo às suas glórias do passado, com Garrincha, Didi e Nilton Santos. Ainda assim, o Botafogo é bairro, o Flamengo é bairro, o Madureira é bairro. E Saint-Germain idem. À margem esquerda do rio Sena, é um bairro de Paris.
— E o que acha dos botafoguenses dizendo que agora são campeões do mundo? Pois, na fórmula em que o Flamengo foi campeão mundial em 1981, num jogo único entre o campeão da Libertadores da América e da Champions da Europa, eles venceram.
— Acho que os botafoguenses têm todos os motivos do mundo para se orgulharem. Mas uma coisa é se preparar para tentar ganhar um título em jogo único, outra disputar um torneio com primeira fase de grupos em pontos corridos e depois mata-mata, em que o campeão terá que jogar sete jogos. São duas perspectivas e preparações bem diferentes.
— O próprio Luis Enrique, treinador espanhol do PSG, admitiu que o Botafogo impôs a melhor marcação que seu time estelar sofreu de um adversário nesta temporada. Em que o PSG se sagrou campeão da Champions após golear a Inter de Milão por 5 a 0 na final. Ou seja, pela menos na quinta, o Botafogo marcou melhor que time grande da terra do “catenaccio”.
— Pois é. E, após a merecida vitória sobre o PSG, a torcida botafoguense saiu do Rose Bowl, na Califórnia, cantando e tirando onda: “Não é mole, não; o Botafogo não é a Inter de Milão”.
— E o que você achou?
— Como disse, não vi o jogo do Botafogo. Mas prestei atenção ao que disse o jornalista inglês Tim Vickery, radicado no Rio, que viu. E comentou para diferenciar as vitórias históricas dos dois clubes cariocas: “Sem tirar nenhum mérito do grande jogo que fez, o Botafogo assumiu uma inferioridade diante do seu adversário. O Flamengo nunca fez isso”.
— Como assim?
— O Fluminense de Renato Gaúcho não fez gol, mas partiu pra cima do Borussia. Pelo que vi, ouvi e li depois do jogo, o Botafogo teve competência para marcar seu gol e se defender, mas foi o polo passivo do jogo com o PSG. Contra o Chelsea, o Flamengo foi o polo ativo, propôs o jogo quase o tempo todo. E seus três gols foram fruto disso. Enquanto o gol inglês, do português Pedro Neto, só nasceu de um erro individual de Wesley.
— Ainda assim, o Botafogo foi o primeiro clube sul-americano, em quase 13 anos, a vencer um europeu em jogo do Mundial de Clubes. A última tinha sido em 2012, quando o Corinthians venceu o Chelsea, em outro 1 a 0, quando o Mundial ainda era disputado no Japão.
— E 44 anos após aqueles 3 a 0 no Mundial de 1981, no baile de Zico e companhia em cima de um time histórico do Liverpool que levantou nada menos que quatro Champions, o mesmo número de Messi no Barcelona, sou grato por ter vivido para testemunhar mais uma vez. Agora, com Zico na arquibancada e nos 3 a 1 contra o Chelsea: “botou os ingleses na roda” — cantarolou Aníbal. Com as catedrais de Augusto dos Anjos no peito, a voz embargada, olhos infiltrados e um nó na garganta. Que desatou lentamente com o gole longo de cerveja.
A confirmar a AtlasIntel e a Quaest (confira aqui, aqui, aqui e aqui) de maio, três novas pesquisas apontam que o governo Lula 3 segue desaprovado pela maioria dos brasileiros em junho. E que, se o pleito de outubro de 2026 fosse hoje, não daqui a 1 ano e 3 meses, Lula teria dificuldades para se reeleger presidente em um eventual 2º turno contra possíveis adversários.
Maioria desaprova o governo
Na Ipsos/Ipec de junho, 55% dos brasileiros desaprovam o Lula 3, enquanto 39% aprovam e 6% não opinaram. Na pesquisa CNT/MDA de junho, 53% desaprovam o atual Governo Federal, enquanto 41% aprovam e 6% não opinaram. Com institutos e metodologias diferentes, são quase os mesmos números.
Dificuldades no 2º turno (I)
Já na Datafolha de junho, com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, embora lidere numericamente, Lula não passaria do empate técnico no 2º turno contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (REP), por 43% a 42% de intenções de voto. Assim como contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), por 50% a 46%.
Dificuldades no 2º turno (II)
Na CNT/MDA, com margem de erro de 2,2 pontos para mais ou menos, Lula também lidera numericamente, mas também não passa do empate técnico contra Tarcísio, por 41,1% a 40,4%. A pesquisa não fez projeção de um eventual 2º turno entre o líder petista e Michelle.
As três pesquisas de junho
A Ipsos/Ipec ouviu 2.000 eleitores de 5 a 9 de junho. Com margem de erro de 2 pontos, fez só avaliação de governo, sem levantamento eleitoral. A Datafolha ouviu 2.004 eleitores de 10 a 11 de junho. E fez apenas consulta eleitoral, sem avaliação de governo. Só a CNT/MDA, que ouviu 2.002 eleitores de 11 a 15 de junho, pesquisou ambas: avaliação de governo e eleição.
Confira todos os detalhes das três pesquisas nacionais neste sábado (21), no blog Opiniões, no Folha1 e na coluna Ponto Final, na Folha da Manhã.
Presidente da Alerj, ora governador em exercício e pré-candidato a governador em 2026, Rodrigo Bacellar e o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, em 3 de agosto de 2023, no tempo da pacificação entre os dois grupos políticos, que não durou até as eleições municipais de 2024 (Foto: Divulgação)
Wladimir fala em “sangue nas mãos”
“Ainda está em tempo de ele ajudar a Saúde de Campos. Ou vai deixar as pessoas morrerem pela omissão dele em não querer ajudar? O tempo passa e ele pode até tentar fazer pose, mas vai ter sangue nas mãos”, foi o que disse ontem à coluna o prefeito Wladimir Garotinho (PP) sobre o presidente da Alerj e governador em exercício, Rodrigo Bacellar (União).
Cobrança no domingo, réplica na segunda
Após cobrar repasses do cofinanciamento estadual à Saúde Pública de Campos, que é polo regional de atendimento hospitalar, em postagem no Instagram (confira aqui) na noite de domingo (15), Wladimir foi respondido (confira aqui) na manhã de segunda (16) por Rodrigo. Que veio como governador em exercício para inaugurar (confira aqui e aqui) o Destacamento do Corpo de Bombeiros em Farol de São Thomé.
Rodrigo no Farol: “Não vou ficar de briga”
“Quero dizer para o prefeito, com todo carinho, que não vou ficar de briga. Tenho mais um ano e meio como presidente da Alerj. Provavelmente entre fevereiro e março, o governador vai sair para ser candidato (a senador ou deputado federal). Eu vou assumir o Executivo do Estado do Rio de Janeiro (como o blog Opiniões adiantou aqui desde 9 de maio)”, disse Bacellar.
Proposta de reunião (I)
Na noite da mesma segunda, Wladimir postou (confira aqui) um vídeo no Instagram. E convidou Rodrigo para uma reunião na Prefeitura para resolver a questão dos repasses do cofinanciamento estadual à Saúde de Campos.
Proposta de reunião (II)
“Queria dizer ao deputado presidente da Alerj, governador em exercício, nosso conterrâneo, que não estou brigando com ele, não. Estou defendendo a nossa cidade. E como já o convidei várias vezes a vir à Prefeitura, para a gente conversar e tentar resolver esse impasse (dos repasses à Saúde), mas você nunca veio, o convite está de pé”, disse no vídeo o prefeito.
Proposta sem resposta
Na manhã de terça (17), o blog Opiniões procurou a assessoria do governador em exercício. Que informou (confira aqui) que ele não responderia ao convite. Mas uma fonte do seu grupo, que preferiu o anonimato, fez uma comparação irônica: “Wladimir era o conciliador, agregador. E Rodrigo era o brigão. Agora o prefeito está rancoroso, raivoso. E Rodrigo leve”.
Reação à recusa
Ao saber ontem, pelo blog Opiniões, que Rodrigo não responderia seu convite, Wladimir usou a imagem mais forte de “sangue nas mãos”. E também disse: “Eu conhecia um Rodrigo com várias características, mas estou conhecendo uma nova: o fujão. Para quem quer ser candidato a governador, fugir de suas responsabilidades, na sua cidade natal, já começou muito mal”.
Reforço ao convite
“Não é novidade que ele não tem compromisso algum com as pessoas ou com a cidade dele, mas o que se espera de um agente público na posição que ele ocupa é outra postura. Mas faço novamente o convite”, reforçou o prefeito.
Números de Wladimir
No cofinanciamento estadual à Saúde de Campos, que atende a doentes de vários municípios vizinhos, Wladimir disse ter recebido R$ 200 milhões em 2021, R$ 140 milhões em 2022, R$ 90 milhões em 2023, R$ 20 milhões em 2024. E nada, até aqui, em 2025.
Números de Rodrigo
A assessoria de Bacellar apresentou números diferentes: “No detalhamento do custeio em Saúde, foram R$ 256.462.512,54 repassados em 2021, R$ 102.488.290,46 em 2022, R$ 41.529.379,19 em 2023, R$ 38.673.068,62 em 2024 e, até o momento, R$ 13.927.192,41 em 2025”. Os dois lados prometem judicializar a questão.
PPI sem cofinanciamento?
Segundo Wladimir, os números da assessoria estadual misturam os repasses obrigatórios da Programação Pactuada e Integrada (PPI), ferramenta do SUS. “O que eles não estão fazendo é o cofinanciamento aos nossos hospitais municipais (Ferreira Machado, Geral de Guarus e São José). Campos teve e, misteriosamente, deixou de ter nos últimos dois anos”, cobrou.
Valor por cidadão
“Nos dados oficiais do próprio Fundo Estadual de Saúde, em números per capita (proporcional ao número de habitantes), Campos recebeu R$ 42,98 por cidadão. É o 54º colocado entre os 92 municípios do estado, sendo polo de Saúde de toda a região Norte Fluminense”, comparou o prefeito.
Preço do não repasse
“Rodrigo está esgoelando o município. Já suspendeu o repasse à Estrada dos Ceramistas, cancelou os Bairros Legais em Vila Manhães e Vila Menezes, e está zerando repasses à Saúde. Campos já está cerca de R$ 250 milhões abaixo do planejado por conta disso” precificou outra fonte do grupo dos Garotinho. Que, como a dos Bacellar, também preferiu não se identificar.
Rodrigo a governador
Após ter conseguido tirar o ex-vice-governador (confira aqui e aqui) Thiago Pampolha do seu caminho na sucessão, para concorrer em 2026 a governador já no cargo, Rodrigo ainda conseguiu (confira aqui) em 23 de maio a promessa de apoio de Jair Bolsonaro (PL) à sua pré-candidatura. E todas as pesquisas e eleições recentes mostram que o ex-presidente é mais popular no RJ do que o atual, Lula (PT).
Wladimir como vice de Paes
Se Wladimir já era cogitado como vice de Eduardo Paes (PSD) a governador, corrida em que o prefeito carioca lidera até aqui todas as pesquisas, isso ganhou projeção nacional quando (confira aqui) dito em Campos a Lula, aliado de Paes. Foi na inauguração do novo prédio da UFF, em 14 de abril. O que teria irritado Rodrigo. Que quer também o apoio do prefeito reeleito da sua cidade.
Wladimir Garotinho e Rodrigo Bacellar (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
“Queria dizer a vocês e ao deputado presidente da Alerj, governador em exercício, nosso conterrâneo (Rodrigo Bacellar, União), que não estou brigando com ele, não. Estou lutando e defendendo a nossa cidade. E como já te convidei (a Rodrigo) várias vezes a vir à Prefeitura, para a gente conversar e tentar resolver esse impasse (no cofinanciamento estadual à Saúde Pública de Campos, que é polo regional), mas você nunca veio, o convite está de pé”, foi o que o prefeito Wladimir Garotinho (PP) propôs na noite de ontem (16) a Rodrigo, em vídeo veiculado (confira aqui) no Instagram.
Na manhã do mesmo dia, Bacellar esteve em Campos como governador em exercício, para inaugurar (confira aqui e aqui) o Destacamento do Corpo de Bombeiros no Farol de São Thomé. E respondeu à postagem no domingo (15) de Wladimir (confira aqui) no Instagram. Em que este cobrou do adversário político o repasse estadual do cofinanciamento à Saúde de Campos. Ao que Rodrigo deu ontem sua réplica (confira aqui) ao prefeito, no Farol:
— Quero dizer para o prefeito, com todo carinho, que não vou ficar de briga. Tenho mais um ano e meio como presidente da Alerj. Provavelmente no verão, ali para fevereiro, março, o governador vai sair para a missão de ser candidato (a senador ou deputado federal). Eu vou assumir a chefia do Executivo do Estado do Rio de Janeiro (como antecipado aqui, desde 9 de maio, pela Folha) e serei governador por alguns meses. Assim o destino quis e essa é a missão que eu me comprometi com toda a Assembleia, com todo o nosso grupo, porque, repito, eu sou um cara que representa o grupo, não represento o meu próprio umbigo.
Na noite de segunda, no vídeo, Wladimir fez sua tréplica para reforçar o convite a um encontro entre os dois na Prefeitura. Que complementou:
— Assim que você (Bacellar) tiver espaço na sua agenda, estarei te esperando. Pode deixar que vai ter café quente, vai ter água fresca, desde que você venha com notícia boa para o povo da sua cidade. Afinal, Rodrigo, eu sou campista e amo a minha cidade. Você também é campista e acredito que deve amar a sua cidade. Não deixe o povo sofrer porque você não gosta de mim. Problema, a gente resolve na urna, no voto. A eleição (de 2024, quando se reelegeu a prefeito no 1º turno) já passou, eu já venci. Você tem que se conformar com isso. Então, estou te esperando, o convite está de pé. Vem aqui, vamos ter uma conversa madura, para resolver essa questão. Abraço!
Consultada hoje sobre o convite para uma reunião na nova manifestação de Wladimir, a assessoria de Rodrigo disse que o presidente da Alerj e governador em exercício não vai se pronunciar. Mas uma fonte do seu grupo, que preferiu preservar o anonimato, ironizou:
— Wladimir era o conciliador, agregador. E Rodrigo era o brigão. Agora o prefeito está rancoroso, raivoso. E Rodrigo leve.
Confira abaixo a íntegra do vídeo de Wladimir com o convite a Rodrigo:
Iniciativa das jornalistas Jô Siqueira, Jane Nunes e Edma Nogueira, os jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas e radialistas de Campos dos anos 80 e 90 do século 20 têm encontro marcado no “Teclas Antigas”. Que será realizado a partir das 14h deste sábado, dia 21, na Pizzaria Donatello, na rua Alvarenga Pinto nº 136, Parque Tamandaré, do repórter fotográfico Ricardo Avelino.
— Acredito que temos que fazer algo enquanto estamos por aqui. E numa tarde tomando café com o amigo André Castheloge, repórter cinematográfico da Record, falamos de reunir os colegas. E também vejo que ao longo dos últimos anos estamos perdendo algumas amigos. A ideia tomou grande proporção. Inicialmente, iríamos chamar a “velha guarda”, que saía para apurar as matérias na rua. Nada contra a nova geração tecnológica. Mas, acho que no fundo foi uma forma de reencontrar os amigos. Hoje, eu, a Jane Nunes e a Edma Nogueira estamos mais envolvidas — disse Jô Siqueira.
Quem ingressou no jornalismo de Campos ainda em máquinas de datilografar, antes do computador e internet tomarem conta das redações, ou das redes sociais sequer existirem, como quem aprendeu a fotografar ou filmar em filme, não em imagens digitais, tem pauta marcada no sábado. Cara a cara, não com ela enfiada em um smartphone.