“O PSDB terá candidato próprio à sucessão de Rosinha”
Se os pré-candidatos do PR defendem a necessidade do partido ter nome próprio à sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR), o líder esta na Câmara de Campos, vereador Mauro Silva (PSDB), não se faz de rogado: “O PSDB terá candidatura própria”. Para tanto, ele conta com o apoio do senador Aécio Neves, hoje favorito numa disputa presidencial, segundo as pesquisas. Na defesa do governo municipal, Mauro elege nova prioridade ao próximo: gerar e agregar valor ao emprego.

Duas candidaturas governistas – Não sei se é a melhor estratégia. O importante é sair com a base unida. A coisa pública tem que estar acima das vaidades pessoais. O ideal seria chegarmos a um consenso. Particularmente, acho que duas chapas dividiriam o apoio. O importante é manter a unidade para o grupo não perder sua força.
Candidatura própria do PR – O PR vai ter candidatura própria. O PSDB vai ter candidatura própria. Mas seria bom que chegássemos ao consenso, para atravessar esta crise na qual estamos vivendo.
Ninho tucano – A orientação nacional é que em todos os municípios com mais de 200 mil habitantes, o partido tenha candidatura própria a prefeito. Diante de tudo que se vê no Brasil sob comando do PT e PMDB, o PSDB tem que se colocar em todo o país como opção.
Vir de vice – É uma questão partidária. Se a orientação do partido é que tenha candidato, a princípio não há que se cogitar vir como vice. Mas a política é muito dinâmica. Se for entendimento da executiva estadual, não tenho vaidade. O que for melhor para Campos é melhor para mim. Mas reafirmo que a orientação do partido é ter candidato próprio.
Soldado de Aécio ou Garotinho? – Soldado do povo de Campos, soldado de uma causa: fazer da cidade um lugar ainda melhor. Fez-se muito, mas precisamos avançar. O quadro hoje é diferente. Rosinha fez 18 Bairros Legais, entregou mais de 6,5 mil casas populares e construiu uma grande rede de proteção social. Agora, nós precisamos gerar emprego, trabalhar a questão do desenvolvimento sustentado, estimular as parcerias público-privadas, aproveitar nossas universidades e investir na criação de emprego com valor agregado. Através de incentivo à indústria de software, do mercado cultural, podemos elevar o nível do emprego no município.
Município falido – De forma alguma! O município enfrenta dificuldades como todos os outros que dependem dos royalties do petróleo. O momento é de ajuste, enxugar a máquina pública e rever prioridades.
Desperdício dos royalties – Nós certamente sentimos a queda dos royalties. E todos sabíamos ser um recurso finito. Mas ninguém esperava uma queda tão abrupta no preço do barril de petróleo em tão curto espaço de tempo. Você pega Campos, Macaé, Rio das Ostras e vários outros municípios produtores, e vai ver que todos sentiram demais a crise no setor. Mas não acho que entregar 6,5 mil casas populares e 18 Bairros Legais seja desperdício dos royalties.
Fogo amigo – A frase é do (jornalista) Joelmir Beting: “Não me preocupo com o que vem pela frente, me preocupo com o que vem por trás”. Mas prefiro não acreditar em fogo amigo. Acredito que aquilo que você deseja ao outro, recebe em dobro. Desejo que todos sejam leais na disputa.
Fogueira das vaidades – É do ser humano. O grande exercício para todos nós é olhar todo dia diante do espelho e dizer: “Estou, não sou”. A vida é muito efêmera. E o momento exige que nos dispamos de todas as vaidades e busquemos um consenso no que for melhor para Campos, para a população, para melhorar nossa qualidade de vida.
Oposição – Tenho profundo respeito pela oposição, mas acho que, em Campos, ela sempre prega o quanto pior, melhor. Cobro uma oposição responsável, que possa fazer críticas construtivas, não transformar os temas de interesse da cidade num palanque político. Entendo que é preciso elevar o nível do debate. A grande disputa tem que ser no campo das ideias.
Líder do governo – Acho que ser líder do governo foi muito importante para ressaltar os avanços do governo Rosinha. Tivemos mais acertos do que erros. Tem sido uma experiência salutar, que me fez crescer e conhecer ainda mais a administração pública.

Publicado hoje na Folha da Manhã
Atualização às 11h45: Por erro meu, na segunda citação do número de casas populares entregues por Rosinha, saiu publicado 1,5 mil unidades na versão impressa da entrevista. O correto é o número da primeira citação: 6,5 mil. Ademais, ao final da entrevista, numa resposta de Mauro enquanto líder do governo Rosinha, saiu na versão impressa: “Tivemos mais erros do que acertos”. Na verdade, por óbvio, foi dito o contrário, como consta acima. Em ambos os casos, quem errou mais que acertou foi o entrevistador, não o entrevistado ou o governo que representa. Pelos dois erros, nossas desculpas a Mauro, à administração Rosinha e, sobretudo, a você, leitor.


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