2014/2016: O que vale para Makhoul, vale para Hirano?

Hirano e Makhoul (montagem de Elaina Galdino)
Hirano e Makhoul (montagem de Elaina Galdino)

Como se fala abertamente nos bastidores que, se for eleito deputado federal em 2014, o petista Makhoul Moussallem se cacifaria naturalmente como nome mais forte da oposição para tentar conquistar a Prefeitura de Campos em 2016, a pergunta é inevitável ao vereador Paulo Hirano, ao assumir sua pré-candidatura à Câmara Federal: Caso consiga se eleger no ano que vem, também ficaria mais cotado entre as opções governistas à sucessão de Rosinha?

— Não devemos falar em nomes, até porque são muitas as variáveis até a eleição de 2016, entre elas o pleito de 2014. Mas lógico que um raciocínio que vale para a oposição, em tese vale também para a situação, no sentido de uma eleição a deputado federal gerar um recall a uma candidatura na sequência a prefeito. Mas devemos sempre levar em conta que são duas eleições diferentes.

Para Hirano, mais do que o desempenho dos candidatos na eleição do próximo ano, será a avaliação popular do atual governo municipal o ponto determinante da sua sucessão:

— Se a prefeita Rosinha, como tudo indica, terminar sua administração com os mesmos altos índices de aprovação que hoje tem, qualquer candidato governista, independente de nomes, terá grandes chances de vencer em 2016.

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2014: Hirano confirma candidatura a federal, Abdu não virá a nada

Hirano e Abdu (montagem de Elaina Galdino)
Hirano e Abdu (montagem de Elaina Galdino)

Das possibilidades recentemente levantadas no Blog do Bastos (aqui) e no de Gustavo Matheus (aqui), acerca das eleições de 2014, duas certezas presentes sobre o futuro de dois médicos e vereadores governistas de Campos. A primeira é a de que Abdu Neme (PR) não será candidato a deputado federal, nem a estadual, como ele próprio edil chegou a afirmar aqui, neste “Opiniões”, no final de maio. A segunda: está confirmadíssima a pré-candidatura à Câmara Federal do líder da prefeita Rosinha na Câmara Municipal, vereador Paulo Hirano (PR), muito embora ele negue ter como motivo a tentativa de dividir os apoios e votos na classe médica com o oposicionista Makhoul Moussallem, presidente eleito do PT de Campos, conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) e também pré-candidato a deputado federal no próximo ano.

Segundo Abdu, vereador e cardiologista, foi o compromisso assumido com seus pacientes a causa da decisão de não se lançar a nada em 2014, visando não se ausentar da prática da medicina em Campos. No entanto, ele deixa aberta uma exceção:

— Só sairia candidato se isso for um projeto imperioso para Garotinho (deputado federal e pré-candidato a governador pelo PR). E, se fosse o caso, ele teria que conversar comigo.

Por sua vez, Hirano negou com veemência as versões de que seria candidato a deputado federal para tentar enfraquecer a candidatura de Makhoul:

— Não sou pré-candidato contra ninguém. Lanço meu nome à Câmara Federal por um grupo político que tem o governo Rosinha, goste-se ou não, muito bem avaliado pela população. Quem me conhece, sabe que eu nunca seria candidato para dividir, mas para somar em nome de um projeto, para representar Campos e a região em Brasília. Isso significa dizer que os eleitores terão que ser buscados não só no município, numa tarefa árdua, muito embora minha eleição como quinto vereador mais votado entre os 25 escolhidos pelas urnas de 2012, com 4.826 votos, me ofereça um ponto de partida razoável para começar a trabalhar por uma cadeira de deputado federal.

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Feriado de Zumbi com índios canibais na tela Goitacá

Quer um bom programa para o feriado de Zumbi dos Palmares? Pois amanhã, quarta-feira, dia 20, a partir das 19h30, na sala 507 do edifício Medical Center, o Cineclube Goitacá, em parceria com a Oráculo Produções, mostra seu lado trash para concluir seu primeiro ciclo de exibição e debate de filmes tendo como tema o Indianismo. O professor Gustavo Landim Soffiati apresentará o filme “Cannibal Ferox”, de Umberto Lenzi, produção italiana de 1980. Se filmes anteriores como “Hans Staden”, abrindo as atividades do Cineclube em 23 de outubro, ou “Como era gostoso o meu francês”, apresentado uma semana depois, sempre às quartas-feiras, mostraram o lado histórico do canibalismo praticado pelos índios brasileiros do séc. XVI, o que será exibido e debatido amanhã se apropria deste esteriótipo antropofágico, base de todo o modernismo brasileiro, para escancarar sangue e nudismo na tela. Não por outro motivo, o filme escolhido por Gustavo acabou proibido em 31 países. Mas, amanhã, no Cineclube Goitacá, assim como sua presença e participação no debate, está liberado.

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Para frente!

Com meu afastamento da lida blogueira, sem maior satisfação a você, leitor, este “Opiniões” vem sendo há algum tempo mantido exclusivamente pelo traço do chargista Zé Renato. Na verdade, desde meados de agosto, quando se completou um ano da morte do meu pai, não atravesso a melhor das fases pessoais, com reflexo também em minhas atividades profissionais. Como escrever é uma das poucas coisas que penso saber fazer, e como fazê-lo, neste blog e na Folha, é a melhor maneira de manter vivo o legado do velho Aluysio, tento a partir de hoje retomar o antigo ritmo de produção, ciente dos danos que a interrupção, sobretudo em mídia interativa, causam ao hábito de quem lê.

Ao fim e ao cabo, é mais ou menos o que o poeta irlandês William Butler Yeats (1865/1939) deixou como certeza de vida inscrita em epitáfio na pedra da sua lápide: “Passe os olhos friamente/ Pela vida, pela morte/ Cavalheiro para frente”.

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