Aberta temporada de críticas a Dilma, até no PT…


Dilma já sofre críticas dentro do PT

Por Saulo Pessanha, em 12-06-2013 – 6h22

Alberto Cantalice, vice-presidente nacional do PT, critica a “falta de diálogo” de Dilma Rousseff com a população e movimentos sociais. Para ele, houve retrocesso em relação à gestão Lula. “A Presidência fica muito na defensiva, não é proativa”, diz.

Em outras manifestações, no Twitter, Cantalice atribui a queda de popularidade da petista à “péssima comunicação do governo”. Para ele, a Secom (Secretaria de Comunicação) de Dilma “sofre de falta de foco”. E mais: “Em matéria de Comunicação e Comunicações, estamos muito mal!”.

Fonte: Painel (Folha de S. Paulo)

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Por Alexandre e Anthony, o PT que deixa Lindbergh por Pezão


Prefeito do PT deixa Lindbergh de lado e prepara ato de apoio ao PMDB

Por Alexandre Bastos, em 11-06-2013 – 1h35

Logo depois da vitória de Rodrigo e de Axel Grael, Pezão foi a Niterói cumprimentar a dupla que ajudou a eleger – Foto: Divulgação
Logo depois da vitória de Rodrigo e de Axel Grael, Pezão foi a Niterói cumprimentar a dupla que ajudou a eleger – Foto: Divulgação

Do Dia Online:

Anota aí: 11 de junho deverá virar feriado estadual por se transformar no dia em que o PT do Rio rachou para apoiar a pré-candidatura de Luiz Fernando Pezão (PMDB) contra a do senador petista Lindbergh Farias. Está marcada para hoje, às 12h30, no gabinete do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PT), reunião com os outros dez administradores municipais eleitos pelo partido no estado. Na pauta: a importância da manutenção da aliança PT-PMDB. Simples assim.

Nas palavras do prefeito niteroiense, a reunião de hoje será para “o fortalecimento da integração dos prefeitos do PT no diálogo com os governos federal e estadual.”

O prefeito que já deixou claro considerar inoportuna a pré-candidatura de Lindbergh faz questão de dizer que a reunião não tem cunho político. Difícil vai ser explicar isso para o presidente regional do PT, Jorge Florêncio, que só soube da reunião ontem à noite, pelo DIA. “Como ele (Rodrigo) convoca os prefeitos sem comunicar à regional? É grave, é um desrespeito à direção regional. Será que ele quer agora substituir o partido? Ele está sendo desrespeitoso com o partido”, reagiu Florêncio. Ao comentar a pauta da reunião, Florêncio respirou fundo e disse apenas que prefere ver o que vai acontecer para depois decidir o que fazer.

Estão convidados para a reunião de hoje os prefeitos de Angra dos Reis, Cantagalo, Conceição de Macabu, Maricá, Miguel Pereira, Paracambi, Paraty, Pinheiral, São Pedro D’Aldeia e São Sebastião do Alto. O de São Pedro D’Aldeia, Chumbinho, disse ontem que vai. “Meu partido é São Pedro D’Aldeia. Quem entrar de sola para ajudar a cidade, eu estou junto”, entregou.

Prefeitos petistas dão uma rasteira em Lindbergh

Por Anthony Matheus, em 12-06-2013 – 13h22

Manchete de O Dia; acima, o senador Lindbergh que parece dizer: "O que é isso, companheiros?"
Manchete de O Dia; acima, o senador Lindbergh que parece dizer: "O que é isso, companheiros?"

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PT) é o líder do boicote à candidatura de Lindbergh Farias ao governo do Rio. Ontem juntou outros nove prefeitos petistas fluminenses e todos se posicionaram a favor da candidatura de Pezão, traindo Lindbergh. Vale lembrar que o PT tem 11 prefeitos no Estado do Rio, só um, Quaquá, de Maricá, não participou porque estava passeando na Itália, às custas do dinheiro público. Mas como Quaquá joga no time de Zé Dirceu, que apóia Lindbergh, é provável que não participasse da traição coletiva. Sérgio Cabral conseguiu cooptar os prefeitos petistas. Tá feia a coisa para Lindbergh.

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Com inscrições abertas, Festival de Poesia de S. Fidélis oferece R$ 17 mil em prêmios

O amigo e poeta Artur Gomes enviou por e-mail e o blog divulga em prosa, para todos os navegantes em verso, o regulamento do V Festival Aberto de Poesia de São Fidélis, que oferece R$ 17 mil em premiação. As inscrições já estão abertas e seguem até 23 de agosto…

V Festival Aberto de Poesia Falada de São Fidélis.
20 e 21 de Setembro de 2013.
O IV festival Aberto de Poesia Falada de São Fidélis, organizado pela Prefeitura Municipal de São Fidélis através da Secretaria de Cultura e Turismo, tem por finalidade não só valorizar os poetas fidelenses, sustentando o topônimo ‘’Cidade Poema’’, como também promover o intercambio e entrosamento entre poetas da região e do país reunindo pessoas de idades variadas num grande espetáculo artístico e cultural, que objetivará divulgando positivamente a poesia e amor as letras.
Regulamento
Da realização – O festival será realizado nos dias 20 e 21 de setembro de 2013, na quadra de Esportes “Prefeito Humberto Lusitano Maia”, Centro.
Horário – inicio às 21hrs.
Da participação- Poderão participar do Festival, poetas brasileiros residentes ou não no país, com idade mínima de 14 anos. A modalidade é livre bem como o tema, não sendo consideradas participantes inscrições de trovas.
Das apresentações/inscrição (Normas) – Cada concorrente poderá participar com no máximo 03 (três) trabalhos, apresentando-os digitados em papel A4, 05 (cinco) vias cada um, em Times New Romam  corpo 12. Junto com a(s) referida (s) via(s) também deverá ser enviado no mesmo envelope 01 (um) CD em arquivo world, contendo o(s) referidos(s) trabalho(s).
Dentro desse (o qual deverá ser identificado através de um pseudônimo), colocar outro, menor, fechado com o(s) título(s) do(s) poema(s) e pseudônimo, contendo dentro, em papel A4, a identificação do concorrente com nome e endereço completos, telefone, assinatura e e-mail.
As inscrições só poderão ser feitas via Correios e terão que ser postadas até o dia 23 de agosto do ano em curso impreterivelmente. Quaisquer trabalhos postados após a data prevista serão desconsiderados bem como os que não atenderem às regras supracitadas.
Endereço para postagem.
Secretaria Municipal de Cultura e Turismo – “Cidade Poema”.
Praça Guilherme Tito de Azevedo, 135 – Centro.
Cep: 28400-000.
São Fidélis – RJ.
Referindo se ainda às regras:
. O trabalho classificado e premiado poderá ser publicado de acordo com a organização do festival.
. Os autores classificados e/ou premiados, a partir de sua inscrição, estarão automaticamente autorizando a publicação do(s) seu(s) trabalho(s) de acordo com a organização do evento e suas necessidades.
. Serão selecionados por uma banca examinadora qualificada, 35 (trinta e cinco) trabalhos inscritos a serem apresentados com interpretação, no dia 20, sendo 20 (vinte) poemas oriundos de endereços diversos e 15 (quinze) de autores residentes em São Fidélis.
. Ainda no dia 20/09, dos 35 (trinta e cinco) poemas apresentados, 15 (quinze) serão escolhidos para a grande final no dia 21/09, quando serão conhecidos os 3 (três) primeiros colocados, o melhor interprete e a menção honrosa de interpretação.
. Estarão em julgamento os quesitos
– Conteúdo poético;
– Estruturação no textual;
– Interpretação;
– Interação – poesia/intérprete/público.
Nenhuma divulgação relacionada a não realização do evento devera se levada em consideração, exceto em caso de ocorrência de calamidades ou similares, o que levara a organização a se responsabilizar por avisar em oportuno ao(s) participante(s).
Os 35 (trinta e cincos) trabalhos classificados deverão ser apresentados com seus intérpretes, sendo de inteira e única responsabilidade do concorrente providenciar a indicação dos mesmos, caso contrário, a desclassificação do poema será automática, subindo os da sequência de classificação, ex.: 36, 37, 38…
A leitura do poema não será contada como interpretação.
. Vale ressaltar que o quesito interpretação estará em julgamento nos 2 dias de Festival.
Da premiação
1º lugar: R$ 5.000,00 (cinco mil reais) +troféu
2º lugar: R$ 4.000,00 (quatro mil reais) +troféu
3º lugar: R$ 3.000,00 (três mil reais) +troféu
Melhor interprete: R$ 3.000,00 (três mil reais) +troféu
Menção Honrosa: R$ 2.000,00 (dois mil reais) +certificado
Maiores informações:
– Tel.: (22) 2758.6829, segunda a sexta-feira. Das 8 às 17 horas.
– E-mail: culturaturismo.sf@hotmail.com

V Festival Aberto de Poesia Falada de São Fidélis

20 e 21 de Setembro de 2013

O IV festival Aberto de Poesia Falada de São Fidélis, organizado pela Prefeitura Municipal de São Fidélis através da Secretaria de Cultura e Turismo, tem por finalidade não só valorizar os poetas fidelenses, sustentando o topônimo ‘’Cidade Poema’’, como também promover o intercambio e entrosamento entre poetas da região e do país reunindo pessoas de idades variadas num grande espetáculo artístico e cultural, que objetivará divulgando positivamente a poesia e amor as letras.

Regulamento

Da realização – O festival será realizado nos dias 20 e 21 de setembro de 2013, na quadra de Esportes “Prefeito Humberto Lusitano Maia”, Centro.

Horário – inicio às 21hrs.

Da participação- Poderão participar do Festival, poetas brasileiros residentes ou não no país, com idade mínima de 14 anos. A modalidade é livre bem como o tema, não sendo consideradas participantes inscrições de trovas.

Das apresentações/inscrição (Normas) – Cada concorrente poderá participar com no máximo 03 (três) trabalhos, apresentando-os digitados em papel A4, 05 (cinco) vias cada um, em Times New Romam  corpo 12. Junto com a(s) referida (s) via(s) também deverá ser enviado no mesmo envelope 01 (um) CD em arquivo world, contendo o(s) referidos(s) trabalho(s).

Dentro desse (o qual deverá ser identificado através de um pseudônimo), colocar outro, menor, fechado com o(s) título(s) do(s) poema(s) e pseudônimo, contendo dentro, em papel A4, a identificação do concorrente com nome e endereço completos, telefone, assinatura e e-mail.

As inscrições só poderão ser feitas via Correios e terão que ser postadas até o dia 23 de agosto do ano em curso impreterivelmente. Quaisquer trabalhos postados após a data prevista serão desconsiderados bem como os que não atenderem às regras supracitadas.

Endereço para postagem.

Secretaria Municipal de Cultura e Turismo – “Cidade Poema”.

Praça Guilherme Tito de Azevedo, 135 – Centro.

Cep: 28400-000.

São Fidélis – RJ.

Referindo se ainda às regras:

. O trabalho classificado e premiado poderá ser publicado de acordo com a organização do festival.

. Os autores classificados e/ou premiados, a partir de sua inscrição, estarão automaticamente autorizando a publicação do(s) seu(s) trabalho(s) de acordo com a organização do evento e suas necessidades.

. Serão selecionados por uma banca examinadora qualificada, 35 (trinta e cinco) trabalhos inscritos a serem apresentados com interpretação, no dia 20, sendo 20 (vinte) poemas oriundos de endereços diversos e 15 (quinze) de autores residentes em São Fidélis.

. Ainda no dia 20/09, dos 35 (trinta e cinco) poemas apresentados, 15 (quinze) serão escolhidos para a grande final no dia 21/09, quando serão conhecidos os 3 (três) primeiros colocados, o melhor interprete e a menção honrosa de interpretação.

. Estarão em julgamento os quesitos

– Conteúdo poético;

– Estruturação no textual;

– Interpretação;

– Interação – poesia/intérprete/público.

Nenhuma divulgação relacionada a não realização do evento devera se levada em consideração, exceto em caso de ocorrência de calamidades ou similares, o que levara a organização a se responsabilizar por avisar em oportuno ao(s) participante(s).

Os 35 (trinta e cincos) trabalhos classificados deverão ser apresentados com seus intérpretes, sendo de inteira e única responsabilidade do concorrente providenciar a indicação dos mesmos, caso contrário, a desclassificação do poema será automática, subindo os da sequência de classificação, ex.: 36, 37, 38…

A leitura do poema não será contada como interpretação.

. Vale ressaltar que o quesito interpretação estará em julgamento nos 2 dias de Festival.

Da premiação

1º lugar: R$ 5.000,00 (cinco mil reais) +troféu

2º lugar: R$ 4.000,00 (quatro mil reais) +troféu

3º lugar: R$ 3.000,00 (três mil reais) +troféu

Melhor interprete: R$ 3.000,00 (três mil reais) +troféu

Menção Honrosa: R$ 2.000,00 (dois mil reais) +certificado

Maiores informações:

– Tel.: (22) 2758.6829, segunda a sexta-feira. Das 8 às 17 horas.

– E-mail: culturaturismo.sf@hotmail.com

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Procuradoria Eleitoral denuncia Neco, Rosa e Carla por formação de quadrilha

PRE denuncia Neco e Carla Machado por “formação de quadrilha”

Por Cilênio Tavares, em 11-06-2013 – 13h42

Através de sua assessoria, a Procuradoria Regional Eleitoral do Estado do Rio (2ª Região) informa que o órgão denunciou o prefeito de São João da Barra, José Amaro de Souza, o Neco, e a ex-prefeita Carla Machado, por formação de quadrilha.

Abaixo, a íntegra da nota enviada pelo órgão:

“A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE/RJ) denunciou o prefeito de São João da Barra, José Amaro de Souza, o Neco, sua antecessora Carla Machado, o vice-prefeito Alexandre Rosa e outros quatro políticos por formação de quadrilha e corrupção eleitoral. Os crimes foram cometidos durante a campanha para a eleição de 2012, quando eles se uniram para oferecer vantagens indevidas a candidatos da oposição em troca de seu apoio. Os outros denunciados pelo procurador regional eleitoral Maurício da Rocha Ribeiro foram os vereadores Alex Firme (líder do governo) e Elísio Rodrigues e os candidatos não eleitos a vereador Renato Thimóteo e Alex Valentim.

“A denúncia foi protocolada nesta 2ª feira (10) no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RJ). A acusação se baseou em investigações que incluíram buscas e apreensões e as prisões dos políticos na Operação Machadada, em outubro passado, às vésperas do primeiro turno.

“Na denúncia, a PRE narra que a quadrilha liderada pela ex-prefeita ofereceu dinheiro, cargos na Prefeitura ou participação em suas futuras licitações para políticos adversários desistirem de suas candidaturas, garantindo a seu grupo político uma maior base na Câmara Municipal. Um dos casos de cooptação foi tentado pelos vereadores Alex Firme e Elísio Rodrigues na residência da então prefeita. Já José Amaro foi responsável pela tentativa de cooptação de outro político local.

“Os crimes cometidos pela quadrilha foram ordenados pela ex-prefeita, mas tiveram o aval do atual prefeito José Amaro, pois algumas promessas para obter apoio seriam cumpridas no governo dele’, afirma o procurador regional eleitoral Maurício da Rocha Ribeiro. ‘Foi uma ação coordenada com a pretensão de aniquilar a oposição local’.”

Atualização às 20h23: Aquiaqui, os jornalistas Alexandre Bastos e Suzy Monteiro, respectivamente, deram mais detalhes sobre a denúncia da PRE, inclusive com a versão do vice-prefeito sanjoanense Alexandre Rosa (PMDB) e de Paulo Ramalho, advogado da ex-prefeita Carla Machado (PMDB).

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Fantasma de operação em Campos gera atenuantes prévias em ataques de desespero

“Cabral e Pezão podem ter o mandado cassado pelo TSE”. Como esta é a manchete de hoje de O Diário, improvável até mesmo ao jornal que a esmagadora maioria dos seus leitores e não leitores afirmam só existir para ecoar os interesses do deputado federal Anthony Matheus, o Garotinho (PR), só posso supor que o Gustavo Matheus pode ter mesmo razão, quando afirmou aqui que uma operação da Polícia Civil está prestes a desembarcar na cidade, atrás dos malfeitos do governo Rosinha, em moldes semelhantes ao que fez a Polícia Federal na “Telhado de Vidro” do governo Alexandre Mocaiber.

Segundo o raciocínio do Gustavo, externado aqui e não desprovido de lógica, Anthony Matheus, o Garotinho, ciente de todas as irregularidades que estariam sendo praticadas no governo da esposa, diante da queda por maturação dos frutos de uma temida investigação sobre elas, estaria antecipando sua “defesa” com ataques à Polícia Civil, como fez aqui, em seu blog, assim como tudo indica ser agora, nos ataques um tanto desesperados, típicos de qualquer animal quando acuado, contra o governador Sérgio Cabral (PMDB) e o vice Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Ao fim e ao cabo, parece ser mesmo aquilo que antecipou aqui o jornalista Ricardo André Vasconcelos, ex-secretário de Comunicação de Anthony Matheus, o Garotinho, no primeiro governo municipal deste em Campos, e mesmo antes disso profundo conhecedor pessoal do modus operandi do político da Lapa:

— Na esteira das investigações das estripulias do fantasma da GAP, não será surpresa se outras materializações metafísicas baixarem no terreiro dos malfeitos da planície goitacá em forma de sócios de empreiteiras e fornecedores. Orações, velas e vibrações devem ser direcionadas ao antigo Cesec. Caixas de Rivotril também são bem-vindas.

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Prêmio Nobel da Paz: “Dar dinheiro aos pobres mascara a miséria”

Muhamammad Yunus: “Dar dinheiro para os pobres mascara a miséria”

Por Sérgio Mendes, 10-06-2013 – 16h27

Para o prêmio Nobel da Paz de 2006, o estímulo ao empreendedorismo é mais eficaz para resolver a pobreza do que programas assistencialistas, como o Bolsa Família

Inovador

O prêmio Nobel Muhammad Yunus, fotografado na semana passada em São Paulo. Ele tentou, mas não conseguiu trazer seu banco ao Brasil durante o governo Lula

(Foto: Marcelo Min/Fotogarrafa/ÉPOCA)

O economista Muhammad Yunus, prêmio Nobel da Paz em 2006, foi um visionário ao apostar na concessão de microcrédito e no empreendedorismo para reduzir a miséria em Bangladesh, onde ele nasceu e vive até hoje. Fundador do Grameen Bank, em 1976, e autor do livro O banqueiro dos pobres (Ed. Ática), Yunus contribuiu de forma decisiva para popularizar o microcrédito em todo o mundo. Segundo ele, o empreendedorismo é uma solução mais eficaz do que programas assistencialistas, como o Bolsa Família, para reduzir a pobreza. “Dar dinheiro para os pobres não é uma solução para a miséria”, diz. “É uma forma de mascarar o problema.”

Afastado do Grameen há dois anos, Yunus agora se dedica a outros negócios sociais, como uma companhia que vende painéis de energia solar de baixo custo, uma escola de enfermagem e um hospital oftalmológico. Na semana passada, ele esteve no Brasil para anunciar o lançamento de um fundo local de investimento em negócios sociais e participar da abertura do ciclo de eventos do Movimento Empreenda, promovido pela Editora Globo, que edita ÉPOCA. Nesta entrevista, ele fala sobre sua tentativa frustrada de abrir uma base do Grameen no Brasil durante o governo Lula, sobre a tentativa do governo de Bangladesh de desacreditá-lo e de estatizar o banco e sobre os empreendimentos em que está envolvido.

Muhammad Yunus: “Todos somos empreendedores”

ÉPOCA – O senhor foi o criador da ideia de que é possível resolver o problema da miséria por meio do microcrédito e do estímulo ao empreendedorismo. Em sua opinião, essa é uma solução mais eficaz do que o governo dar dinheiro às pessoas, como acontece no Brasil, com o Bolsa Família?

Muhammad Yunus – Dar dinheiro não é uma solução. É uma forma de mascarar o problema. Você deixa de ver o problema, porque as pessoas conseguem sobreviver, comer, se divertir. Parece que está tudo bem, mas não está, porque o dinheiro não é delas. Então, a doa­ção de dinheiro é uma solução temporária e não permanente. Para termos uma solução permanente, as pessoas têm de cuidar de si mesmas. Só assim elas podem se tornar agentes ativas de mudança. As crianças de uma família que depende de subsídios crescem acreditando que não precisam trabalhar, que podem sobreviver sem ter de se esforçar para melhorar de vida. Essa não é uma solução permanente para o problema da miséria.

ÉPOCA – Alguns anos atrás, o senhor esteve com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil, quando ele estava no governo, e falou sobre seus planos de trazer o Grameen ao país. Por que a ideia não avançou?

Yunus – Na época, ele demonstrou um grande entusiasmo pela ideia, mas não deu sequência. Seu pessoal, que deveria nos contatar depois, não deu continuidade ao projeto.

ÉPOCA – Talvez ele tenha imaginado que o Grameen pudesse fazer sombra ao Bolsa Família…

Yunus – Não sei a razão. Chegamos a ter um encontro com o Banco do Brasil, que também demonstrou interesse na ideia. Eles têm um programa de microcrédito, querem fazer algo, mas nada de concreto aconteceu até agora. Eles não fecharam questão em relação a isso. A gente continua a conversar, mas talvez eles estejam ocupados com outras coisas. “Não somos máquinas de fazer dinheiro. Temos outras dimensões, voltadas para o coletivo”

ÉPOCA – Hoje, o senhor não está mais à frente do Grameen. O que aconteceu?

Yunus – Aposentei-me e saí do banco há dois anos. Continuo envolvido em outros negócios sociais que criei, em paralelo ao Grameen Bank. O Grameen e o microcrédito se tornaram muito populares. Todo mundo queria conhecer o assunto, fazer críticas, procurar respostas. Então, não tinha oportunidade de falar sobre os demais negócios sociais. Agora, posso me dedicar mais a eles.

ÉPOCA – Como o senhor vê a tentativa do governo de Bangladesh de estatizar o Grameen Bank?

Yunus – Eles estão tentando assumir o controle, mas os tomadores de empréstimos, que são os controladores do banco, com 95% do capital, resistem. Até o momento, o governo não teve sucesso em sua iniciativa, mas há muito apoio internacional para mantê-lo sob o controle dos tomadores de empréstimos.

ÉPOCA – Como o senhor recebe as acusações de que cometeu irregularidades na gestão do banco?

Yunus – É muito triste. O governo queria me tirar de lá e buscava pretextos para isso. Essas acusações não foram provadas por ninguém. Eles fizeram uma auditoria no meu Imposto de Renda, para buscar irregularidades. Não acharam nada. Paguei cada centavo que tinha de pagar. Depois, disseram que tirei dinheiro do Grameen para financiar outros negócios sociais. Em toda a minha vida, e ainda hoje, nunca tive uma única ação de uma companhia criada por mim, em Bangladesh ou em outro lugar. Criei muitas empresas, mas todas foram criadas para resolver problemas sociais.

ÉPOCA – Qual sua avaliação dos resultados obtidos pelo Grameen Bank em Bangladesh?

Yunus – O Grameen foi muito bem. Hoje, 37 anos depois de sua criação, ele se espalhou por todo o país. Temos 8,5 milhões de tomadores de empréstimos, 97% dos quais são mulheres. O banco empresta cerca de US$ 1,5 bilhão, e a inadimplência é de apenas 3%. Tentamos garantir também que as crianças das famílias dos tomadores de crédito frequentem a escola e não sejam analfabetas como seus pais – e fomos bem-sucedidos nisso. Elas concluíram o ensino básico, seguiram no ensino médio e algumas foram para a faculdade. Além do microcrédito, o Grameen oferece também empréstimos para a educação, para cobrir os custos do ensino superior e evitar o abandono de cursos por falta de recursos para pagar as mensalidades. A taxa de juro do microcrédito é de 20% ao ano; e a de empréstimos para educação, de 5%. O estudante só começa a pagar depois de se formar e conseguir um emprego. Hoje, há centenas de milhares de crianças que estão na escola e na faculdade com o apoio do Grameen. Elas se tornam médicos, engenheiros e seguem outras carreiras.

ÉPOCA – O senhor disse que hoje está envolvido com outros negócios sociais. Que negócios são esses?

Yunus – Em 1997, criamos uma companhia de telefone que levou o celular a 260 mil pessoas de baixa renda, em mais de 50 mil comunidades da zona rural. Temos também uma empresa de eletricidade, que já levou a energia solar a mais de 1 milhão de casas. Esses são negócios sociais autossustentáveis. O governo tentou criar obstáculos para o desenvolvimento dessas empresas, mas elas se desenvolveram bem e começaram a investir em novos negócios sociais. Temos ainda uma escola para formar enfermeiras e um hospital de olhos, além de uma empresa criada em parceria com a Danone, em 2006. Essa empresa, a Grameen Danone, produz iogurtes com muitos nutrientes que faltavam à dieta das crianças da zona rural de Bangladesh. Eles são vendidos no varejo por um preço acessível de US$ 0,14 o copo de 60 gramas. Segundo o presidente executivo da Danone, Emmanuel Faber, o desenvolvimento desse iogurte vendido a preços populares foi o maior desafio de inovação que a companhia já teve.

ÉPOCA – O que distingue esses negócios de um negócio tradicional ou de uma ONG?

Yunus – A principal diferença é que, num empreendimento social, os donos criam o negócio para resolver um problema. O lucro é um meio, não o fim. Os donos decidem, desde o princípio, que nunca receberão dividendos. Ele recebe um pró-labore, como em qualquer empresa. Mas é um negócio sem fins lucrativos, criado para resolver problemas sociais, como se fosse uma organização não governamental (ONG). A diferença é que os negócios sociais são autossustentáveis e têm o dinamismo e a eficiência dos negócios tradicionais. Os negócios convencionais são feitos para gerar lucro aos acionistas, não para resolver o problema de alguém.

ÉPOCA – Mas eles não resolvem problemas com seus produtos e serviços?

Yunus – Talvez sim, talvez não. Há certos produtos, como o tabaco, que não resolvem problema algum. Eles criam um problema.

ÉPOCA – Uma rede de fast-food não resolve um problema ao vender um sanduíche por um preço acessível?

Yunus – Se o produto causa males à saúde, ela cria e não resolve um problema. Um negócio social não quer prejudicar ninguém. Os negócios tradicionais têm o objetivo de maximizar o lucro. São voltados para o ganho individual, para o acúmulo individual de riqueza. Não somos máquinas de fazer dinheiro. Somos mais que isso. Temos outras dimensões. Há uma dimensão que não é voltada para nós mesmos, mas para os outros, para o coletivo – e os negócios tradicionais não atendem essa outra dimensão. O modelo atual do capitalismo não é suficiente para nos satisfazer como seres humanos, porque não contempla todas as nossas dimensões.

Fonte: Época online

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GAP: mais uma pergunta ainda sem resposta

Gustavo Matheus

Reunião com os motoristas da GAP deixa uma interrogação no ar

Por Gustavo Matheus, em 10-06-2013 – 18h47

Foto de Edu Prudêncio - Folha da Manhã
Foto de Edu Prudêncio - Folha da Manhã

Agora pouco, no setor de entrega de remédios da secretaria de Saúde, ocorreu um encontro dos motoristas das ambulâncias que pertenciam à empresa GAP Comércio e Serviços Especiais. Os funcionários deveriam se encontrar com o secretário de Administração e Gestão de Pessoas, Fábio Ribeiro, que marcou a reunião na última sexta, mas ele não compareceu. Quem se encarregou de se comunicar com os motoristas, que clamam pelos seus direitos trabalhistas, foi a superintendente do RH (Recursos Humanos) da secretaria de Saúde, Etilena de Cássia Andrade.

Maxwell Gomes, representante dos motoristas, disse que não pode acontecer o que já houve no passado, quando todos os funcionários ficaram sem receber.

“Queremos nossos direitos! Prometeram com a Facility e não cumpriram, com a Pelúcio também não. Chega! Não podemos ter os nossos direitos simplesmente ignorados assim”, disse.

Na semana passada, Fábio Ribeiro havia dito aos trabalhadores que a Prefeitura assumiria todas as responsabilidades da GAP para com os motoristas, e Etilena reafirmou, hoje, tudo o que disse o secretário na última sexta, com um porém; ela disse que a Prefeitura iria “estar junto dos motoristas nas pendências jurídicas e trabalhistas”, o que deixou um dos presentes furioso, a ponto de levantar e se manifestar.

“Nós estamos ouvindo a mesma coisa de sempre. O que queremos é uma data. Afinal, quando tudo nos será pago? Eu tenho 4 anos de carteira assinada com a GAP e quero meus direitos. Com a Pelúcio foram as mesmas promessas e não vi um centavo, com a carteira aberta”, afirmou.

A Prefeitura irá ou não assumir todas as responsabilidades da empresa?

O secretário Fábio Ribeiro disse que sim. Vamos aguardar.

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Queda de Dilma: PT e PSDB de Campos analisam pesquisa Datafolha

Infográfico da Folha de São Paulo da pesquisa Datafolha
Infográfico da Folha de São Paulo da pesquisa Datafolha (clique na imagem para ampliá-la)

A maior queda de popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT), desde que assumiu há dois anos o comando do país, tanto na avaliação presente do seu governo, quanto nas atuais intenções de voto à disputa da sua reeleição em 2014, repercutiu também em Campos, entre os dois partidos que têm protagonizado a vida nacional há quase 20 anos: PT e PSDB. Na mais recente pesquisa do Datafolha, realizada em 6 e 7 de junho, o governo Dilma teve  57% de avaliação entre boa e ótima, numa queda de 8% em relação à consulta do mesmo instituto, feita em março. O principal motivo da queda foi a volta da inflação, que vai subir ainda mais para 51% dos 3.758 entrevistados em todas as regiões do Brasil, todas as faixas de renda e etárias. Todavia, o índice (51%) é o mesmo daqueles que votariam em Dilma se o pleito fosse hoje, ainda assegurando, pelo percentual mínimo, sua vitória em primeiro turno.

Abaixo da atual presidente, por ordem, apareceram na pesquisa a ex-senadora Marina Silva (Rede), com 16%; o senador Aécio Neves (PSDB), com 14%; e o governador pernambucano Eduardo Campos (PSB), com 6%. Entre os quatro, o único que teve crescimento foi Aécio, que recentemente apareceu em propaganda nacional, batendo duro justamente na volta da inflação. Na sequência, os números do Datafolha nas interpretações do presidente do PT em Campos, professor Eduardo Peixoto, e do vice local do PSDB e diretor de tecnologia do Centro de Informações e Dados de Campos (Cidac), Robson Colla:

Eduardo Peixoto
Eduardo Peixoto

Eduardo — Antes, em qualquer crise global, como a que estamos vivendo, desde 2008, o Brasil ia para o fundo do poço. Agora, mesmo que as metas de crescimento econômico estejam abaixo das projeções iniciais do governo, o fato é que nós estamos crescendo e, sobretudo, com a manutenção das taxas de emprego, principal interesse da maioria da população que vive de salário. Qualquer crescimento acima de 0%, no meio dessa crise mundial, é positivo. Além do que, não digo que os fatos noticiados pela mídia não existam, mas eles nos parecem claramente supervalorizados pela grande imprensa, não só na economia, como no problema recente envolvendo as disputas de terras entre índios e agricultores. Também é importante observar que, se a pesquisa do Datafolha apontou queda na popularidade de Dilma, ela ainda assim seria vitoriosa no primeiro turno, mesmo que pelo percentual mínimo, se a eleição fosse hoje. O PT sempre trabalhou na adversidade. Foi assim na eleição de Lula, na sua reeleição e na eleição de Dilma. E não tem porque ser diferente em 2014. Lula não vai ser o candidato; é Dilma, e vamos trabalhar para vencer mais uma vez. O importante é não perder o controle sobre a economia e as políticas públicas de caráter social. Talvez esse alerta sirva para chamar nossa atenção às questões de governo que possam estar morosas, para trabalharmos mais nelas. Não só o Estado, mas também a iniciativa privada, parceria necessária em questões fundamentais, como a infraestrutura do país.

Robson Colla
Robson Colla

Robson — Pesquisa reflete o momento. E o momento do governo federal não é bom, com a volta da inflação e o descontrole das contas públicas. Quanto ao crescimento de Aécio, não existe vácuo: se Dilma cai, alguém herda esse eleitorado. E o programa de Aécio, exibido em rede nacional um pouco antes dessa pesquisa do Datafolha, foi muito bem feito, com foco preciso no alerta nacional à volta da inflação. Este é o momento da economia no país, no qual o governo não consegue atingir suas metas inflacionárias, nem de crescimento econômico. A população parece estar finalmente enxergando que estamos vivendo, há alguns anos, de falácia e sonhos. Mas se o Brasil voltar a crescer, o que não julgo provável, lógico que a candidatura de Dilma também crescerá junto. Ainda é cedo, só a partir de janeiro e fevereiro do ano que vem, poderemos ter uma ideia mais precisa do quadro real  que teremos em outubro. Agora, se a economia continuar descontrolada, com crescimento pífio, com as obras obras do PAC sem avançar, com os gatos públicos desenfreados e desemprego, quem vai querer a manutenção do que aí está? Dentro dessa perspectiva, mesmo com o uso da máquina pública federal, além do limite da sua capacidade, como cabide de emprego para sindicalistas, Aécio, Marina e Eduardo Campos surgirão como opções naturais ao eleitor. Independente das pesquisas, é bom constatar que a oposição está finalmente despertando ao seu papel em relação ao futuro do país, caminhando para um acordo ainda no primeiro turno, no sentido de união em torno de quem for disputar com Dilma o segundo. Mas novos atores ainda vão surgir nesse cenário, que até por questão estratégica também pode ser definido com alianças já no primeiro turno, com uma chapa Aécio/Marina, ou Aécio/Eduardo Campos.

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Mau desempenho de Dilma e queda nas pesquisas porão Lula no jogo em 2014?

Acendeu a luz amarela no PT

“Par délicatesse J’ai perdu ma vie”, escreveu Jean-Nicolas Arthur Rimbaud, poeta francês que viveu e brilhou na segunda metade do século XIX. Aos 20 anos, encerrou sua produção literária. Morreu de câncer aos 37.“Por delicadeza eu perdi minha vida” são seus mais famosos versos, repetidos pelos que se valem deles para lamentar algo importante que perderam. Ou para reafirmar a disposição de não perder.

No último fim de semana, depois de examinar com preocupação os resultados da mais recente pesquisa de opinião do Instituto Datafolha, um petista erudito declamou os versos de Rimbaud para garantir que por elegância seu partido não perderá a vida. Ou melhor: o poder. Nem daqui a pouco nem a perder de vista. Afinal, que partido entregaria o poder sem oferecer severa resistência?

De março para cá, a aprovação do governo Dilma caiu oito pontos. Foi a primeira vez que isso aconteceu desde que ela se elegeu. Dilma perdeu popularidade entre homens e mulheres, em todas as regiões do país, em todas as faixas de renda e em todas as faixas etárias. A causa? A volta da dobradinha inflação em alta e crescimento econômico em baixa. O brasileiro está pessimista. Acendeu a luz amarela dentro do PT.

Os partidos existem para alcançar o poder — e uma vez que alcancem, lá se conservarem, empenhados em fazer o melhor por seus governados. Na democracia devem ao povo o que conquistaram. E somente o povo poderá retirá-los de onde estão.
Por delicadeza, há dois meses, Lula antecipou a campanha presidencial do próximo ano. Atendeu a um pedido da própria Dilma.

Era véspera de mais um aniversário do PT. Lula pretendia sair em caravana pelo país. E Dilma detectara movimentos favoráveis ao lançamento da candidatura dele à sua vaga. Para eleger Dilma em 2010, Lula inventara que ela era uma excelente gestora. Superior até mesmo a ele. Chegou ao ponto de sugerir que dividira com Dilma o comando do governo no seu segundo mandato. Um exagero compreensível.

Por maior que fosse seu prestígio, não bastaria a Lula pedir votos para Dilma. Era preciso fornecer um pretexto para que a maioria dos brasileiros elegesse presidente quem nunca disputara uma eleição. Quem já rejeitara disputar uma, argumentando que não tinha “perfil de candidata”. E quem por falta de sorte vira falir uma loja onde tudo que ali se vendia custava apenas R$ 1,99.

Dilma jamais foi uma gestora excepcional — a verdade é essa. Foi apenas uma aplicada gerente. E com um grave defeito que compromete o desempenho de qualquer gerente: o gosto pela centralização. Nada se faz em seu governo sem que ela seja ouvida antes. Em certas ocasiões, Dilma pede para ler antes discursos que seus ministros pronunciarão mais tarde. Ultimamente, deu de interferir até nas rotas do Boeing presidencial. Detesta turbulências. Passou a entender de aviação para poder evita-las.

A certa altura, o câncer que atingiu as cordas vocais de Lula ameaçou o sonho cultivado por ele de substituir Dilma — em 2014 ou em 2018. Curado, Lula acompanha as dificuldades de Dilma para governar o país. Nem gerente sintonizada com as exigências dos tempos modernos, muito menos gestora admirável. Atrapalhada na condução da economia. Um rotundo desastre no exercício cotidiano da política.

Por delicadeza, o PT se arriscará a ser desalojado do poder caso Dilma corra de fato o risco de vir a ser derrotada? Cresce entre os partidos aliados a torcida por enquanto silenciosa pela volta de Lula. Dilma é temida. Amada? Bem, só se for por Aloizio Mercadante, ministro da Educação.

Publicado aqui, no Blog do Noblat.

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“Controle social da mídia”, na máquina do tempo, de Nini a Lula

Jornalista Augusto Nunes
Jornalista Augusto Nunes

O general Newton Cruz mostrou há 30 anos como funciona o ‘controle social da mídia’ com que sonha a seita lulopetista

Por Augusto Nunes

De passagem pela Argentina, entre um e outro olhar 171 na direção da companheira Cristina Kirchner, Lula festejou a ofensiva liberticida concebida para sufocar financeiramente o Grupo Clarín. “Podem vir todos os jornais, todos os canais de televisão que quiserem que não poderão negar o apoio que este governo tem”, caprichou na bravata ao discursar na inauguração de uma universidade controlada por sindicalistas. Na continuação do palavrório, sonhou acordado com a ressurreição da censura à imprensa no Brasil, disfarçada de “controle social da mídia” ou “regulamentação dos meios de comunicação”.

“Faz dois anos e meio que deixei o governo”, choramingou o ex-presidente que ainda não desencarnou do Planalto. “Eu pensei que a nossa imprensa, no Brasil, fosse parar de falar mal de mim. Mas hoje falam mal de mim e da Dilma. Às vezes, eu tenho a impressão de que a imprensa está exilada dentro de nosso país. Está isolada. Quando nos criticam, dizem que é democracia, mas quando nós os criticamos dizem que estão sendo atacados”. (Segundo o Glossário da Novilíngua Lulopetista, “falar mal”  quer dizer divulgar, denunciar, investigar ou comentar escândalos protagonizados por militantes ou aliados do PT. Exemplo: “Faz 195 dias que alguns jornalistas falam mal de Lula e Rose”).

Dias depois da performance dedicada à viúva-de-tango, o palanque ambulante retomou no Peru o tema recorrente. Entre uma palestra de 100 mil dólares e uma conversa encomendada por benfeitores de campanhas eleitorais, o camelô de empreiteiro concedeu uma entrevista ao La Republica — e não perdeu a chance de reiterar a advertência: “Os companheiros da comunicação devem compreender que um canal de TV é concessão do Estado. E não se pode usar uma concessão para atuar como partido político. Não pode inventar fatos. Tem de contar a verdade”. (O alvo era o jornalismo independente. Ruim de mira, Lula acertou a testa da TV Brasil, o pé das emissoras do companheiro José Sarney e o fígado do jornal do parceiro Fernando Collor.)

Passados quase 30 anos, o ex-presidente — quem diria — invoca argumentos semelhantes aos utilizados pelo general Newton Cruz, então comandante militar do Planalto, para inaugurar em 17 de dezembro de 1983 o que o PT batizaria tempos depois de ‘controle social da mídia’. A estreia da censura com codinome ocorreu durante a entrevista coletiva convocada pelo general para prestar contas à nação sobre as medidas de emergência em vigor desde 19 de outubro daquele ano. Em tese, haviam sido decretadas “para preservar a ordem pública” em Brasília. Na prática, pretendiam inibir as manifestações populares que reivindicavam o restabelecimento das eleições diretas.

Já no começo da entrevista, o repórter Honório Dantas, da Rádio Planalto, fez a pergunta óbvia: o regime democrático sofrera um retrocesso? Como tem ensinado nos últimos anos o ex-jornalista Rui Falcão, o chefe militar achou que aquilo não era de interesse público. E partiu para o berreiro de botequim:

“Que retrocesso coisa nenhuma! Que retrocesso? É constitucional. O que é democracia? Democracia é a aplicação da lei! A lei foi aplicada! Então, não houve retrocesso. Que modifique a lei, então. Que retrocesso coisa nenhuma! Isso daí é reproduzido em centenas de jornais, atinge milhões de brasileiros, uma única fonte dizendo falsidades! Atinge milhões de brasileiros e mais ainda: cada jornal reproduz como se fosse uma notícia sua! Vale dizer, sai de uma maneira num jornal, sai de outra maneira em outro jornal! Isso aí fica espalhado no Brasil todo! Fonte? Uma única — e falsidade!”

Resumo da gritaria: a culpa era da imprensa. Que, além de espalhar mentiras, também se atrevia a afrontar um patriota fardado, atesta a continuação do incidente inverossímil. Parece ficção. A gravação prova que é tudo verdade. O militar que os colegas chamavam de “Nini” (e o presidente João Figueiredo promoveu a “nosso Mussolini”) mostrou como funciona a censura com que sonham os lulopetistas.

Para ensinar que jornalistas não devem perturbar autoridades com perguntas incômodas, muito menos discordar do que diz a voz do poder, o entrevistado primeiro ordenou que o radialista calasse a boca — e sublinhou a ordem com um empurrão. Como o entrevistador continuou a falar, o entrevistado enlaçou com um braço o pescoço do inimigo e exigiu aos berros que pedisse desculpas. Nada como uma boa gravata para deixar claro que imprensa séria é imprensa a favor.

Depois da exibição do vídeo histórico no Jornal Nacional, o ex-metalúrgico que comandava o PT oposicionista declarou-se inconformado com o “comportamento antidemocrático” do general. Hoje, bastaria meia hora de conversa para que Lula e Nini descobrissem que são amigos de infância. Os intolerantes — todos — nasceram uns para os outros.

Publicado aqui, na coluna “Direto ao ponto”, do Augusto Nunes.

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Na rede e nas grades, o sucesso do “lamparão” Léo Santos e do “Campista Cabrunco”

Com humor e inteligência, “Campista Cabrunco” é um grande sucesso no face
Com humor e inteligência, “Campista Cabrunco” é um grande sucesso no face (reprodução de Elaina Galdino - clique na imagem para ampliá-la)

“Quer ser universal, canta a sua aldeia”. A máxima do russo Leon Tolstói (1828/1910) certamente foi um dos ingredientes do sucesso do “Campista Cabrunco” no facebook (aqui), onde seu mural alcançou enorme popularidade ao misturar cotidiano, neologismos da terra de José Cândido de Carvalho (1914/1989) e Alberto Lamego (1896/1985), e sobretudo muito humor, sendo curtido e acompanhado por nada menos que 15.583 pessoas, até o presente momento. Diante de tamanha aceitação, até natural que a iniciativa desse o próximo passo, lançando também seu próprio blog,  que começou com pé quente, anunciando a vitória do lutador Léo Santos, ontem à noite, no TUF-Brasil 2, que dá acesso ao Ultimate Fighting Championship (UFC), maior evento de MMA do planeta.

Carioca radicado em Campos, Léo fez questão de frisar para o Brasil e o mundo sua “cidadania” do coração, logo após a vitória sobre William Patolino, com um katagatame, no segundo assalto:

— Campos, vocês têm um lamparão bom de briga!

Após a vitória de ontem, Léo teve o braço erguido pelo árbitro Mário Yamazaki
Após a vitória de ontem, Léo teve o braço erguido pelo árbitro gente boa Mário Yamazaki

Ao “lamparão” Léo e ao “Campista Cabrunco”, toda a sorte deste mundo! Talento e amor a esta planície cortada pelo Paraíba do Sul, os dois já provaram ter de sobra.

Da força dos punhos e chaves de Léo, você pode saber aqui, pelo jornalista e fã de MMA Alexandre Bastos, primeiro na blogosfera goitacá a noticiar a vitória histórica do campista por adoção mútua.

Já do mais novo blog da cidade, prova inconteste da força regional nestes tempos de informação global, cada vez mais latente na democracia irrefreável das redes sociais, vale a pena a conferida aqui

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